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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

PARABÉNS RIO DE JANEIRO!


Minha homenagem a cidade do Rio de Janeiro que em 1º de Março de 2011 fará 446 anos de sua criação. Aqui reconstruí minha vida e construí minha família.

ESTE RIO QUE ME ENCANTA
*
Este Rio de Janeiro
É terra a me encantar.
Belezas tão singulares
Cativam qualquer olhar.
A sua maior riqueza
Quem traduz é a natureza
Que circunda este lugar.
*
No mirante do Leblon
Sentindo o cheiro do mar
Vindo num vento bom
Com o dom de me arrepiar
Olhando ondas dançantes
Confesso nunca vi antes,
Tanta magia no ar.
*
Rio de atrativos tantos
É mesmo sensacional.
Em cada canto um encanto
Virando cartão postal.
Dono de tanta alegria
Que o mundo contagia
Mostrando seu carnaval.
*
Terra do santo guerreiro
Por quem tenho devoção.
O santo mártir guerreiro,
Que é São Sebastião.
Minha segunda cidade,
Que me deu felicidade,
E roubou meu coração.
*
 Texto e fotos de Dalinha Catunda
Visite também: www.cordeldesaia.blogspot.com

http://encontrocompoetas.blogspot.com/
II Encontro de poetas populares e Rodas de Cantoria
17 e 18 de março, no CNFCP – auditório do Museu de Folclore Edison Carneiro,
das 14:30 às 18:30 h
Entrada franca

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

BOCA DA NOITE NO MEU SERTÃO



BOCA DA NOITE NO MEU SERTÃO
*
Quando dia esmorece
No meu querido torrão.
O sol por detrás da serra
Some com o seu clarão
Tanta beleza irradia
Que a hora da ave-maria
É mágica em meu sertão.
*
O céu com seus entretons,
Seduz em sua gradação.
Difícil não se encantar
Com o ocaso em meu sertão.
A natureza traduz
Em tons, matizes e luz
Um show de coloração.
*
E assim de tardezinha
Fico sempre de plantão.
Esperando um Aracati
Que sopra em meu rincão.
Chegando feito açoite
Abana a boca da noite
E refresca meu coração.

Texto: Dalinha Catunda
Fotos tiradas por mim no meu sítio, por do sol em Ipueiras Ceará.
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A VIDA


 Pôr do sol na serra dos côcos em meio as palmeiras do babaçu em Ipueiras - Ceará
 A VIDA
*
A vida é um presente,
É nisso que eu acredito.
Se hoje há céu nublado
Amanhã será bonito.
*
Amanhã será bonito
Pois tudo é rotativo.
Para choros e lamúrias
Nem sempre vejo motivo.
*
Nem sempre vejo motivo
Confesso, sou otimista.
No picadeiro da vida
Sei que sou boa artista.
*
Sei que sou boa artista,
E encaro qualquer papel
Sendo ele auspicioso
Ou mesmo sendo cruel.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

MULATA NO SAMBA


 Aqui minha homenagem a verdadeira sambista que nasce em comunidade e muitas vezes perde seu espaço para as celebridades que infestam o autêntico carnaval

MULATA NO SAMBA

Não sou celebridade,
Nasci em comunidade,
O samba é minha paixão.
Com o samba tenho trato
Eu danço de salto alto
Ou mesmo de pé no chão.
*
Sou cabrocha faceira,
Passista de primeira
Acompanho a evolução,
E seguindo a bateria,
Mostro minha alegria
Sambando com emoção.
*
Não sou estranha no ninho
O samba é meu caminho
Tá no sangue, tá na raça.
Sou do Rio de Janeiro
No batuque do pandeiro
Sei mostrar a minha graça.
*
Pois foi descendo ladeira
E remexendo as cadeiras
Que aprendi a sambar.
Aprendi naturalmente
O jeito malemolente
De sambar e encantar.
                                         
Texto: Dalinha Catunda
Foto retirada do Big Blog
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domingo, 6 de fevereiro de 2011

ATROPELADA


ATROPELADA
*
Amigos, aqui estou
Para lhes comunicar,
Que sofri um acidente,
Por isso estou devagar.
Voltarei a visitá-los
Quando me recuperar.
*
Por um louco alucinado
Que vinha na contra mão
Sem chance de defesa
Eu fui jogada ao chão
E o celerado fugiu
Socorro não prestou não.
*
Graças a Deus estou viva
Mas penando pra valer.
Com a clavícula quebrada
E o corpo todo a doer,
Mas é só questão de tempo
Vou me restabelecer.
*
Sempre fui dura na queda
E assim sempre serei.
Todas as vezes que cai
Eu sempre me levantei
Mas uma vez estou certa
Que me recuperarei.
*
É com um dedinho só,
Que me ponho a digitar.
Com a mão direita escrevo,
O que tenho que anotar
Cercada de livros fico,
Lendo pro tempo passar.
*
Não nasci com vocação
Para pousar de coitada.
Enquanto não fico boa,
Eu tomo outra estrada
Sei que logo voltarei
Feliz e recuperada.

Texto e foto de Dalinha Catunda
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