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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

UM CANTO VINDO DO MAR


UM CANTO VINDO DO MAR
*
Quando eu chorava sozinha
Quando o destino foi duro
Vi o trovão retumbar
Vi um clarão no escuro
Um vento forte soprava
Um canto junto chegava
Lá da praia do futuro.
*
Sozinha e desprotegida
Virei criança que chora
E todo dia a cantiga
Chegava à mesma hora
Com o cheirinho do mar
Feito canção de ninar
Tão envolvente e sonora
*
Primeiro eu tive medo
Porém não fiquei aflita
Pois vinha pra me acalmar
A voz suave e bendita
O canto que me embalava
A minha alma serenava
Fiquei como quem levita.
*
Só sei que o choro cessava
Se eu ouvia o acalanto 
Na voz que me acalentava
Tinha ternura e encanto
Um pedaço da cantiga
Que vinha da voz amiga
Aprendi e ainda canto.
*
Bendito canto das águas
Que veio pra me abrandar
Bendita mãe que acalanta
A mãe que não teve altar
Iemanjá ou conceição
Delas tenho a proteção
Aqui na terra e no mar.
*
“Ela é uma moça bonita
Ela é a rainha do mar
Parrêi, parrêi, parrêi ê a
São filhos da Umbanda
E mamãe de Aruanda 
Que vem sarava.”
*
Versos de Dalinha Catunda
Foto: pat. feldman.com.br

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

EM DOIS MIL E DEZESSETE.

*
EM DOIS MIL E DEZESSETE.
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Eu não faço previsão
Pois isso não me compete
Mas vai sofrer a nação
Em dois mil e dezessete.
*
Do roubo que a Globo fala
A mídia toda reflete
Eu quero ver quem se cala
Em dois mil e dezessete.
*
A Dilma foi impichada
Cassada virou manchete
Esta fora de jogada
Em dois mil e dezessete.
*
E com Eduardo Cunha
A cassação se repete
O que ele não supunha
Em dois mil e dezessete.
*
Chegou a vez de Calheiros,
Que briga feia promete
E será um dos primeiros
Em dois mil e dezessete.
*
Sei que Lula e outros tantos
Vão para o reino celeste
Canonizados e santos
Em dois mil e dezessete.
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Mote de Geraldo Amâncio
Glosas de Dalinha Catunda.

Charge: S.Salvador – Estado de Minhas

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

NÃO BATA NA MULHER ELA TEM PODER

NÃO BATA NA MULHER ELA TEM PODER
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Não posso chamar de homem
Um cabra que bate em mulher.
Peço perdão ao jumento,
Mas é um jegue qualquer.
Não vale o que a gata enterra
Só presta debaixo da terra
Se é que a terra quer.
*
Não entendo uma mulher
Que por si perde o respeito
Que apanha do marido
Pra larga-lo não tem peito
Que amor próprio não tem
Humilha-se vai além
Pra não perder o sujeito.
*
E se o covarde é preso
Por causa de agressão
A Besta paga fiança
E o liberta da prisão
Por medo ou por cegueira
Vive uma vida inteira
Debaixo de opressão.
*
A paixão duma mulher
Jamais deve ser maior
Do que o seu amor próprio
Pois não tem nada pior
Do que viver humilhada
Maltratada e massacrada
Numa condição menor.
*
Nós temos mil maneiras
De acabar com a covardia
Covardes são confiantes
Essa é nossa garantia
A mulher tem sua manha
Sua astúcia é tamanha
Homem algum desconfia.
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Versos e foto de Dalinha Catunda




segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

“AQUI NÃO TEMOS LADRÃO FALTA É JUSTIÇA.”


“AQUI NÃO TEMOS LADRÃO FALTA É JUSTIÇA.”
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Neste Brasil de HONESTOS
É de cortar coração
Ver tanta gente inocente
Acusada de ladrão
Tudo isso me obriga
A dizer que é intriga
Coisa que não tem perdão.
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Para todos os políticos
Eu retiro o meu chapéu
O que não é anjo, é santo,
Deveriam está no céu
E não, sendo acusado
Tendo seu nome rasgado
Com carteirinha de réu.
*
Que falta de respeito
Com as damas da nação
Que entraram na política
Cheias de boa intenção
Ajudando seus parceiros
Que hoje são prisioneiros
E só por perseguição.
*
Que povo mal agradecido
Que justiça equivocada 
Prender OS CAROS políticos 
É só pura palhaçada
O Supremo Tribunal
Anda trabalhando mal
Fere a classe injustiçada.
*
Entretanto tudo isso
Poderá chegar ao fim
Basta prender Sergio Moro
No Supremo dar um fim
E criar novo reinado
Soltar cada injustiçado
E concluir o motim.
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Versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O DIA DA PADROEIRA

O DIA DA PADROEIRA
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Na minha bela Ipueiras
É dia de devoção
É dia da padroeira
Tem festa tem procissão
Em homenagem a Nossa
Senhora da Conceição.
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Foto e versos de Dalinha Catunda

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

NESSE PAÍS DA MUTRETA DO POLÍTICO LADRÃO.

NESSE PAÍS DA MUTRETA
DO POLÍTICO LADRÃO.
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No Brasil vejo instalado
O império da anarquia
Sem direção e sem guia
Esse é o nosso estado
Infringe a lei o senado
Supremo entra em ação
Na desgastada nação
Vejo a coisa ficar preta
NESSE PAÍS DA MUTRETA
DO POLÍTICO LADRÃO.
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Mote e glosa de Dalinha Catunda.

Charge: JOTA A – JORNAL O DIA (PI)