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sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

A TRADIÇÃO DO REISADO


 

 

 A TRADIÇÃO DO REISADO

1

Hoje vou pegar retalhos

De histórias no pensamento

Pra costurar um cordel

Tecendo cada momento

Com fios da tradição

Na trama da narração

Expondo cada elemento.

2

É da tradição cristã

Essa festa que seduz

E tem como inspiração

O pequenino Jesus

E a visita dos Reis Magos

Que trouxeram seus afagos

Guiados por uma luz.

3

Seguindo uma bela estrela

Belchior e Baltasar

Fizeram longo percurso

Lado a lado com Gaspar

Pois saíram do oriente

Cada um com seu presente

Para o menino ofertar

4

O ouro, o incenso e a mirra

Trouxeram na ocasião

E ofertaram a Jesus

Em meio a adoração

Nasceu desse ritual

O presente de Natal

Que se tornou tradição.

5

Nascimento de Jesus

Passou a ser celebrado

O mundo inteiro faz festa

E nós fazemos dobrado

Nasce a festa popular

Divina espetacular

A qual chamamos Reisado.

6

E foram os portugueses

Em tempos coloniais

Que trouxeram seus costumes

Legado dos ancestrais

Culinária e devoções

Festas e celebrações

Herdamos os rituais.

7

No dia seis de janeiro

Tem festejo e alegria

O povo todo animado

Se prepara nesse dia

E na Folia de Reis

Brincantes de muitas greis

Celebram com cantoria.

8

A festa é bem variada

Em sua apresentação

Quando se tira reisado

É feita a visitação

Um grupo de porta em porta

Em cada morada aporta

Com cantos de louvação.

9

Louvam o dono da casa

E Jesus de Nazaré,

Sem esquecer de Maria

E também de São José

Para a festa pedem prendas

Logo após as oferendas

Prossegue o cortejo a pé.

10

O grupo sempre arrecada

Bebida e também dinheiro

Apresentam-se em praça,

Em alpendre e em terreiro

Vestidos com fantasia

Vão espalhando alegria

Num trajeto prazenteiro.

11

A Festa dos Santos Reis

Também chamamos Reisado

E de Folia de Reis

Dependendo do condado

Cada um tem seu enredo

Para atrelar ao folguedo

Costumes próprio do Estado

12

Cada grupo tem seu mestre

E também sua bandeira

Usam roupas coloridas

Dançam, fazem brincadeira

Instrumentos musicais

Até bandas cabaçais

Pra animar a pagodeira.

13

Tem viola e violão

Tudo enfeitado com fita

Tem reco-reco e sanfona

Também cantiga bonita

Tem o toque do pandeiro

Tem tambores no terreiro

Muitas cores muita chita.

14

No Cariri Cearense

O Reisado é tradição

A festa é bem grandiosa

É de chamar atenção

Pois ali brinca a criança

Repleto de esperança

Também brinca o ancião.

15

Tem dança, teatro e música

Todo tipo de reisado

Tem de couro e de careta

Grupo diversificado

Também nessa caminhada

Ainda tem a congada

Tudo bem organizado.

16

Em cada apresentação

Seja nas casas ou praça

A meninada feliz

Do palhaço instiga graça

E Mateus chega animado

Pulando pra todo lado

Em cena não se embaraça.

17

Sempre ao lado de Mateus

Nessa festa nordestina

Aparece chafurdando

A gaiata Catirina

Com as suas presepadas

O povo dá gargalhadas

Enquanto ela desatina.

18

O feioso Jaraguá

De todos chama atenção

Já chega batendo o bico

Dançando com seu jeitão

Ele mexe o corpo inteiro

E faz o maior salseiro

E agrada a população.

19

Tem, mestre, rei e rainha

Nos folguedos pra Jesus

E tem coroa dourada

Que na cabeça reluz

Cada vez que o mestre apita

O grupo entra na fita

E assim o mestre conduz.

20

A burrinha é atração

Sapeca e bem aplaudida

Sua dança é envolvente,

Sua veste é colorida

Bem faceira e dançadeira

Faz parte da Brincadeira

E dança toda exibida.

21

Entre o gracejo e a dança

Tem combate tem porfia

Lembrando os gladiadores

Na luta que contagia

Geração a geração

Se pratica a tradição

De adereço e fantasia.

22

É bem diversificada

Essa festa popular

É a vontade do povo

Que faz o Reisado andar

Só com criatividade

Paixão e capacidade

Se consegue festejar.

23

É profana e é sagrada

é de maria e José

É festa que se destina

Ao bom Rei de Nazaré

É festa pro nordestino

Que ao Tirar o Divino

Iça o estandarte da fé.

24

Para falar de Reisado

Fui seguindo a minha Luz

Como fez os três Reis Magos

Ao visitarem Jesus

Foi a musa estrela guia

Ela de noite ou de dia

É sempre quem me conduz.

*

Cordel de Dalinha Catunda

Desenho de Dalinha Catunda

Esse cordel participou em Janeiro de 2021

Do Sesc Cordel Podcast Crato-Ceará

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

NOS TRILHOS DA MOCIDADE


 NOS TRILHOS DA MOCIDADE

*
O velho trem da saudade
Resolveu me visitar
Na bagagem a lembrança
É tanta, chega a pesar
Abro a porta do vagão
E deixo a recordação
Pelos trilhos me guiar.
*
Êta saudade danada
Que bateu, mas foi de mim
Menina moça levada
Batom da cor de carmim
Faceira e desaforada
Pela vida apaixonada
Como eu gostava de mim.
*
Nas tertúlias da cidade
Era a primeira a chegar
Pra “tirar uma fornada”
Com quem soubesse dançar
Dançava bem um brecado
Um bolero apaixonado
E sem “macaco botar.”
*
Short curto, minissaia
Era assim que eu me vestia
Minha mãe era moderna
E para minha alegria
Gostava de costurar
E a gente podia usar
A roupa que bem queria.
*
Passear de bicicleta
Era outra diversão
Cidade do interior
Ipueiras, meu sertão
Banhos de açude e de rio
Quando recordo sorrio
Fui feliz em meu rincão.
*
Passei por cima de tudo
Pra viver em liberdade
Desdenhei até das leis
Da nossa sociedade
Liberta da hipocrisia
E sem precisar de guia
Vivi só minha verdade.
*
Versos de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

domingo, 20 de setembro de 2020

O CAMINHAR DA SOCIEDADE DOS POETAS DE BARBALHA


 O CAMINHAR DA SOCIEDADE DOS POETAS DE BARBALHA

1
Com fé rogo a Santo Antônio
A quem tenho devoção
Para iluminar-me a mente
Nessa minha redação
Dando-me capacidade
Na ode à SOCIEDADE
Que faço de coração.
2
Dezessete de setembro
2010 na folhinha
Nascia a SOCIEDADE
Como de fato convinha
Os POETAS DE BARBALHA
Celebram cada batalha
E pra frente ela caminha.
3
Num Encontro Literário
Chamado “Canta Cordel”
Dali nasceu a ideia
E logo foi pro papel
Brotou na literatura
Mais um ponto de cultura
E Barbalha é seu vergel.
4
Foi Josélio de Araújo
Também Ernane Monteiro
Com José Sebastião
Os que atuaram primeiro
Assim começou a história
Numa gestão provisória
De Hugo Melo o roteiro.
5
É Doutor Napoleão
Médico e historiador
O patrono da entidade
Homem de grande valor
Nos encontros culturais
Aprecia os rituais
Pois da arte é defensor.
6
O saudoso Mestre Bula
Marcou a SOCIEDADE
Mudou-se para outro plano
Mas aqui deixou saudade
Grande foi sua importância
Pois mesmo com a distância
O Mestre é celebridade.
7
seguiu A SOCIEDADE
Tocando a vida pra frente
Foi Josélio de Araújo
O primeiro presidente,
Depois Zé Sebastião
Hoje em outra dimensão
Sua falta a gente sente.
8
Meu nome na Cordelteca
Da nobre instituição
O segundo presidente
Foi quem deu a sugestão
Ficou, Dalinha Catunda
Minha gratidão profunda
A José Sebastião.
9
Lindicássia Nascimento
Cheia de disposição
Lançou a candidatura
E ganhou a eleição
Com seu jeito de mulher
Que sabe bem o que quer
Mudou da casa a feição
10
Agora a SOCIEDADE
Na gestão da presidente
Figura nas grandes mídias
Pois é notícia presente
Lindicássia em sua meta
Divulga cada poeta
Seu trabalho é consistente
11
Mesmo sendo bem difícil
A direção feminina
A presidente tem voz
É briosa e determina
Às vezes com energia
Outras com diplomacia
O que for certo ela assina.
12
O MUGUNZÁ COM POESIA
VERSO E PROSA INTINERANTE
Foi obra de Lindicássia
Uma ideia interessante
Culinária e tradição
Poetas e interação
Um movimento importante
13
Em dois mil e dezessete
Lá pro mês de abril nascia
A caminhada ecológica
Que de Lindicássia é cria
E essa bonita jornada
Foi por ela batizada
Como TRILHA DA POESIA.
14
E cresce nos intercâmbios
A cada nova passada
Tem a Escola dos Saberes
Como ótima aliada
O quadro de beneméritos
Cada membro com seu mérito
Faz a casa mais amada.
15
Academias unidas
Dividem conhecimentos
Essa boa convivência
Registra-se nos eventos
Essa troca cultural
A real ou virtual
Ajuda em nossos intentos.
16
A Grande SOCIEDADE
DOS POETAS DE BARBALHA
Faz jus a literatura
Com ela não se atrapalha
O SESC virou parceiro
Cordel lança o ano inteiro
Se faz presente e não falha.
17
Dos poetas atuantes
Quero citar Zé Joel
Que toca bem a viola
Esse eu chamo menestrel
Com sua benevolência
Fez da sua residência
A CABANA DO CORDEL.
18
Duma saudade profunda
Não deixarei de falar
Foi-se Fátima Vieira
A nossa vice exemplar
No rádio com a leitura
Ela espalhava cultura
Vazio está seu lugar.
19
O poeta Dão de Jaime
Recordo bem o momento
Foi lá na feira do Crato
Em dia de lançamento
Foi meu primeiro contato
Registrado num retrato
No dia daquele evento.
20
Discorro sobre o passado
Sem esquecer o presente
Da nova SOCIEDADE
De atividade recente
Alcançando novas metas
Fez vídeos com os poetas
A desperta presidente.
21
A VARANDA DA POESIA
Teve boa aceitação
E a dos poetas da casa
Foi a primeira edição
Curtidas davam sinais
Lá nas redes sociais
Da grande repercussão.
22
Daí surgiu a segunda
Lindicássia achou por bem
Fazer logo uma terceira
E o projeto foi além
A edição com convidados
De variados Estados
Bombou nas redes também.
23
Ainda é uma menina
A nossa Sociedade
Mas sinto que ela cresceu
Mesmo com dificuldade
E cresce a cada dia
Nos braços da poesia
Que inunda essa cidade.
24
Nesses meus versos finais
Quero parabenizar
Poetas e poetisas
Desse valoroso lar
E a atual presidente
Que soube ser competente
Para o Sucesso alcançar.
Fim
Cordel de Dalinha Catunda
Capa de Lindicássia Nascimento

terça-feira, 19 de maio de 2020

GRAVIDEZ PRECOCE



GRAVIDEZ PRECOCE
1
Que tudo tem o seu tempo
Eu não posso discordar
As vezes nós temos pressa
Mas só por ignorar
Que sofremos consequência
Quando na adolescência
Não paramos pra pensar.
2
O certo é que precisamos
Ter uma orientação
Porém jovem não aceita
De pai de mãe o sermão
Por não querer escutar
Acaba enfim por pagar
O preço da transgressão.
3
Nós somos donas do mundo
No auge da mocidade
Audazes e corajosas
Com a força da pouca idade
Voamos sem ter noção
Sem consultar a razão
Pois é nossa a liberdade.
4
E é nessa ingenuidade
Ignorância talvez
Que inadvertidamente
Chegamos a gravidez
Onde a vida se complica
O corpo se modifica
Perdemos a solidez.
5
Uma gravidez precoce
Com certeza altera a vida
E quando a barriga cresce
Você se sente perdida
E nem sempre é apoiada
Achando-se desprezada
Chora então desiludida.
6
As vezes quem faz o filho
Não toma a paternidade
Muitas vezes por ser jovem
Sem responsabilidade
Faz um filho sem querer
Numa transa por prazer
Só pra matar a vontade.
7
Se não pensamos em nós
Imagine no inocente
Esse chegará ao mundo
Por uma ação imprudente
Qual será nossa esperança
Se apenas somos criança
Brincando de fazer gente.
8