Seguidores

Mostrando postagens com marcador Cordel de Dalinha Catunda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cordel de Dalinha Catunda. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de agosto de 2019

Pai, Quem tem, cuide...


PAI, QUEM TEM CUIDE...
*
Quem tem o seu pai na terra
Preste bastante atenção
Cuide bem não abandone
Tenha consideração
Palavras não valem nada
Presente vira piada
Se falta do filho ação.
*
Um pai quando fica velho
Necessita de cuidado
De cuidado e de carinho
E jamais ser renegado
Pense que futuramente
Será velho igualmente
Sem querer ser desprezado.
*
Versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 25 de julho de 2019

FORRÓ DOS "BOM"


FORRÓ DOS “BOM”

*
No forró “xêro” fungado
Arrepia o corpo inteiro
Descendo pelo pescoço
Vai se espalhando ligeiro
Depois que sai do cangote
O coração em pinote
Vai atiçando o braseiro.
*
Um “forrozim” pé de serra
Um "caboco" dançador
Uma morena fogosa
Uma promessa de amor
Um bate coxa maneiro
Ao som de um sanfoneiro
É coisa que dou valor.
*
O cantador não cochila
O fole toca sem fim
O sanfoneiro parece
Mulher puxando alfenim
O casal se remexendo
O suor dos dois correndo
Forró dos “bom” é assim.
*
Versos e Foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Sempre Namorados


SEMPRE NAMORADOS
*
Em seu olhar insistente,
Um olhar apaixonado.
Na sua mão estendida
Um buquê era ofertado
Um beijo apenas na mão
Balançou meu coração
Que ficou enamorado.
*
Não noivamos, nem casamos,
Nem teve papel passado
Porém chegaram os filhos
E o elo foi confirmado.
Vivo assim a minha vida
Sendo eu sua querida
E você meu namorado.
*
Sempre sou surpreendida,
Com sua dedicação.
A cada atitude sua,
Eu transbordo de emoção
Pois ser sua namorada
Será sempre minha estrada,
Ordenou meu coração.
*
Versos e ilustração de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

sábado, 13 de abril de 2019

QUANDO PAPAI ME FEZ


QUANDO PAPAI ME FEZ...
*
Quando meu papai me fez
Diz ele que caprichou
Começou no escurecer
E a noite inteira levou
Não faltou material
A gala era especial
Mamãe também cooperou.
*
Capricharam nos olhinhos
Na boca, queixo e nariz
Minha mãe abriu as pernas
E o velho passou o giz
Assim foram desenhando
E formato fui ganhando
Naquele dia feliz.
*
Quando painho chegou
Largou logo a lazarina
E disse para mainha
Hoje eu faço uma menina
Os documentos lavou 
E com mamãe se deitou
E apagou a lamparina.
*
Numa cama de pau duro
Começou o rebolado
Meu velho ia e voltava
E mamãe fazendo agrado
Para eu não nascer feia
Fizeram na lua cheia 
E foi bom o resultado.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

SERTANEJANDO















SERTANEJANDO
*
Quando escancaro a porteira
Para entrar em meu rincão
A dona felicidade
Faz festa em meu coração
Uma brisa benfazeja
Invade essa sertaneja
Que não esquece o sertão.
*
Cada tarde é deslumbrante
Ver o ocaso acontecer
Por detrás da serra grande
Assisto o sol se esconder
Deixando um resto de luz
Crepúsculo que seduz
No dourado entardecer.
*
Tibungando em minhas águas
Eu vejo o sol desmaiar
Entre um mergulho e outro
Consigo me refrescar
E na boquinha da noite
O Aracati é açoite
Que chega com o luar.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

MEU CANTO DA APRESENTAÇÃO


MEU CANTO DE APRESENTAÇÂO
*
A todos peço licença
Eu quero me apresentar
Sou mulher sou nordestina
E já tenho um bom lugar
No mundo da poesia
Na cultura popular.
*
O meu nome é Dalinha
Sou Catunda e Aragão
Faço versos desde sempre
Porque tenho tradição
Minha mãe também faz versos
É poeta no Sertão
*
Eu nasci em Ipueiras
Terra boa é meu lugar
Sou cearense da Gema 
Tenho orgulho de falar
Vivo semeando versos
Propagando meu cantar.
*
A todos eu agradeço 
O carinho e atenção
Nessas singelas sextilhas
Fiz minha apresentação
Mostrei meus versos cantados
Como se faz no sertão.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

domingo, 11 de fevereiro de 2018

" QUE TIRO FOI ESSE?"


"QUE TIRO FOI ESSE?"
*
Que tiro foi esse?
Eu vou lhe dizer
Foi bala perdida
Mas sem se perder
Que atinge criança
Que faz a matança
Desgraça a se ver.
*
Que tiro foi esse?
Eu vou lhe contar
É tiro certeiro
A nos alvejar
Bandido armado
Poder fracassado
E o povo a penar.
*
Que tiro foi esse?
E na madrugada
Só mais um presunto
No meio da estrada
Eu não me aprofundo
É um vagabundo
Foi bala trocada.
*
Que tiro foi esse?
E multiplicado
Foi outra chacina
Foi tudo armado
Mas não leve a mal
Hoje é carnaval
Deixe isso de lado.
*
Que tiro foi esse?
Que não me aporrinha
Não foi nada grave
Mataram a vizinha
Tentaram levar
O bom celular
E ela detinha.
*
Que tiro foi esse?
Me diga afinal
Esse foi de fuzil
Num policial
Com sinceridade
Nem é novidade
Aqui é normal.
*
Que tiro foi esse?
São Sebastião
Que abala a cidade
Fere o coração
Santo padroeiro
Pro Rio de Janeiro
Traga solução.
*
Que tiro foi esse?
Atingiu o país
Que mata e destrói
Nos deixa infeliz
Cadê os poderes
Com os seus deveres
Ninguém não me diz.
*
Que tiro foi esse?
Na população
Quem sabe ele acerte
E nessa eleição
Quem vai pra disputa
Contudo não luta
Em prol da nação!
*
Versos e foto Dalinha Catunda

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

EU FIZ DO HOMEM MEU PAR


EU FIZ DO HOMEM MEU PAR
*
Sou do tempo que o olhar
Pedaço não arrancava
Sou do tempo que a cantada
A mulher não exasperava
Sou do tempo do coió
A gente amava que só
Aquele que paquerava.
*
Sou do tempo que dançar
Era bom agarradinho
Se eu quisesse ele quisesse
Dançava-se coladinho
Tinha o bolero brecado
A perna ia do outro lado
E o batom no colarinho.
*
Contudo para dançar
Mas sem gostar do sujeito
Para ele não encostar
Botava-se a mão no peito
Eles achavam um saco
A mulher botar macaco
Só para impor o respeito.
*
Sou do tempo que o homem
Podia um beijo roubar
E a mulher que era tímida
Acabava por gostar
Sou do tempo da bravata
De violão e serenata
De paixão e de luar.
*
Eu sou do tempo do flerte
Do bilhete e do recado
Do tal namoro escondido
Dos medos e do pecado
E da amiga alcoviteira
Que não era tão parceira
E roubava o namorado.
*
Sou do tempo que a mulher
Fugia para casar
Com um filho na barriga
Muitas foram ao altar
Sou prova da transgressão
Caminhei na contra mão
Mas fiz do homem meu par.
*
Sou do tempo que o amor
Fluía naturalmente
Se hoje a mulher tem medo
O homem também já sente
Foi-se a naturalidade
Em tudo se ver maldade
Eu quero um chá de nepente!
*
Versos e foto de Dalinha Catunda



domingo, 31 de dezembro de 2017

QUE VENHA 2018!

QUE VENHA 2018!
*
Que seja bem venturoso
Esse ano que vai entrar
E que a luz no fim do túnel
Todos possam avistar
Que o Brasil desgovernado
Desenhe novo traçado
Para a vida melhorar.
*
Meu abraço a cada amigo
Que passou pra comentar,
E também para curtir
Compartilhar e acenar
A todos muito obrigada
Sinto-me prestigiada
A todos quero brindar!
*

Dalinha Catunda

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

NATAL COM JESUS


NATAL COM JESUS
*
Eu não quis badalação
Recolhi-me no Natal
Pois precisava afinal
De muita meditação
Desarmei meu coração
E conversei com Jesus
A ele roguei por luz
E fiquei apaziguada
COM JESUS EM MINHA ESTRADA
O MEU FUTURO RELUZ.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

EU SOU

EU SOU
*
Sou a brisa na palmeira
Sou cheiro de alfazema
Sou a flor da catingueira
Sou espinho de jurema
Sou morena e sou faceira
Sou do cantador parceira
Sou os versos do poema.
*
Sou lamparina e pavio
Sou luz na escuridão
Sou Vagalume piscando
Sou o luar do sertão
Sou estrela matutina
Sou cabocla nordestina
Sou água de ribeirão
*
Sou a vela da jangada
Sou a cor verde do mar
Sou o canto da sereia
Sou cruviana a soprar
Sou a renda das rendeiras
Sou filha das Ipueiras
Sou das terras de Alencar.
*

Versos e foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 21 de novembro de 2017

CORDEL É DEDICAÇÃO

CORDEL É DEDICAÇÃO
*
Quem faz os seus versos livres
Que continue a fazer
Mas não diga que é cordel
Que alguém pode desdizer
Cordel além de rimado
Tem que ser metrificado
Nessa tecla vou bater.
*
Eu já fui de quebrar pé
Fazendo minha oração
Puxaram a minha orelha
Fui refazer a lição
Mesmo assim eu não me iludo
Pois nunca vou saber tudo
Cordel é dedicação.
*
E mesmo me dedicando
Confesso chego a errar
Humildemente consulto
Quem sabe e quer ensinar
Faço isso por respeito
Quem tem o cordel no peito
Por ele deve zelar.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

CORDELISTAS DE PLANTÃO


CORDELISTAS DE PLANTÃO
*
Cordelistas de plantão
De toda e qualquer paragem
Presto aqui minha homenagem
Nas linhas dessa oração
Rogo ao pai inspiração
Tento versejar com fé
Para não quebrar o pé
Ao tentar metrificar
E minha rima aprumar
Sem remar contramaré.
*
Louvo aqui cada poeta
Que sabe o que é cordel
Que cumpre bem seu papel
Prestando atenção na meta
E que de forma correta
Na hora de versejar
Tenta não desrespeitar
A nossa antiga cultura
O cordel literatura
Nossa arte popular.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 28 de junho de 2017

RIACHO DO MEIO

RIACHO DO MEIO
*
Atravessei o portal
Que leva a felicidade
Naquele bosque encantado
Encontrei alacridade
Em goles vi a cascata
Molhando o seio da mata
 Espargindo liberdade.
*
Dia claro céu azul
A brisa a me acarinhar
No passo-a-passo da trilha
A passarada a cantar
O sonho era verdade
Entrevi felicidade
No brilho de cada olhar.
*
Vi no barulho das águas
Um canto a me embalar
O vento na samambaia
Trazia magia ao ar
Tão forte que não neguei
Para os orixás cantei
Pois estava a me encantar.
*
Confesso que fui tomada
Por grande exultação
A natureza em festa
Manifesta-se em paixão
Se a natureza conjura
O amor brota com jura
E cresce no coração.
*

Versos e foto de Dalinha Catunda

quinta-feira, 22 de junho de 2017

EVA E ADÃO

EVA E ADÃO

Por essa pose de Adão
Expressada em bela obra
Nota-se bem que o mancebo
Articula uma manobra
Vejam sua exibição
Com uma maçã na mão
E na cabeça uma cobra.
*
Pelo que vejo e que sinto
Vendo a Cobra, Eva e Adão
Eva viu a desgraceira
Tomou uma decisão
A cobra eu faço fumar
Adão que vá se lascar
Pois não vou ficar na mão.
*
E quem quiser comprovar
Essa parte da história
Puxe o fio da meada
Para achar a trajetória
Não tá no livro sagrado
Mas no livro do Pecado
Que cultivo na memória.
*
Versos de Dalinha Catunda

Foto da pg de: Ricardo Narciso da Rocha

ABRAÇANDO O CRATO


ABRAÇANDO O CRATO
*
Crato terrinha querida
Que trago em meu coração
Cada visita que faço
Aumenta minha paixão
Mesmo quando estou ausente
Recordo da boa gente
Que mora nesse rincão.
*
Essa terra não é minha
Porém eu já adotei
Aprendi comer pequi
Desde o dia que provei
Adoro uma cajuína
O buriti me fascina
Com o doce eu me fartei.
*
Hoje desejo abraçar
O Crato e sua gente
Desejar felicidades
Mesmo sem estar presente
Pois mesmo estando distante
Desta terra sou amante
E serei eternamente.
*
Meus agradecimentos a esse povo maravilhoso que me recebe tão bem,
E meus parabéns ao Crato nestes seus 253 anos.

sábado, 18 de março de 2017

CARNE MIJADA

CARNE MIJADA
*
Seu José chegou em casa
Doidinho para almoçar
A mulher mais que depressa
Acabou de preparar
E quando botou na mesa
Ela teve uma surpresa
Ele não quis degustar.
*
Mulher eu vou lhe dizer
E preste muita atenção
Carne eu não como mais
Pode ir fazer um baião
Carne anda adulterada
Não como carne estragada
Inda mais com papelão.
*
A mulher aborrecida
Logo quis ficar zangada
Ele levantou a voz
E ela ficou calada
Uma coisa vou dizer
Carne aqui eu vou comer
Só se for carne mijada.
*

Verso e foto Dalinha Catunda

quinta-feira, 16 de março de 2017

SURUBA NO CABARÉ

SURUBA NO CABARÉ
*
Valei-me meu São Francisco
Das Chagas de Canindé
Sou uma mulher devota
É bem grande a minha fé
Proteja nossa nação
Pois sem sua proteção
Vai virar um cabaré.
*
A meu “Padim Pade Ciço”
Eu peço discernimento
Pra falar duma suruba
A notícia do momento
Mesmo sem ser convidado
O povo foi enrabado
Na onda do movimento.
*
Tudo isso aconteceu
Na terra de Santa Cruz
E a orgia foi maior
Do que eu mesma supus
O poder mancomunado
Com o país dominado
Fumo no povo introduz.
*
Tudo virou sacanagem
Tudo virou putaria
A propina que rolava
Aos poucos se descobria
Com a tal da delação
Já surgiu tanto ladrão
Que a lista me arrepia.
*
No cabaré da Banânia
Na suruba nacional
Quando a coisa ficou feia
Já surgiu a federal
Quem escondido comia
E entrou na anarquia
A tal lista foi fatal.
*
O jogo da sacanagem
Agora tá empatado
E sem lista seletiva
Vejo o sujo e o mal lavado
E entre cada facção
Navega nossa nação
Com rato pra todo lado.
*
Dalinha Catunda
Charge: Amarildo


terça-feira, 7 de março de 2017

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
*
Em internet e jornais
Revista e televisão,
Eu vejo e sinto revolta
Com tanta judiação
Mulheres perdendo a vida
Que coisa mais descabida
E não vejo solução
*
A Mulher é mãe é filha,
Esposa e amante também,
Mas não nasceu para ser
Afrontada por ninguém.
Por isto preste atenção
Tenha consideração
Pois pode lhe fazer bem.
*
Cada vez que vejo o sangue
De mulher tingir o chão
Sinto um aperto no peito
Dói demais meu coração.
Mulheres assassinadas,
Covardemente estupradas
Que sórdida situação.
*
Mulher não seja defunta,
Cadáver não seja não.
Prefira ser a viúva.
Você tem esta opção.
Sendo sua causa justa
Se ficar presa não custa
Logo sairá da prisão.
*
Se o homem é violento
Pede violência também.
Mulher que é maltratada
Pode e deve ir além.
Basta só envenenar
O almoço ou o jantar
Que o bruto vai pro além.
*
Uma coisa vou dizer,
E o que digo sustento
Em mim o homem não bate
Nem em meu atrevimento.
E se resolver tentar
Vai dormir sem acordar
Este é meu pensamento.
*
Mulher nunca se rebaixe
Não permita a agressão.
Uma briga com palavras,
Evolui pro palavrão,
Você tem capacidade
De evitar a atrocidade
De acabar num caixão.
*
Não denuncie o marido
Se a queixa vai retirar.
Ele afirmará mil vezes
Que agora irá mudar.
Quem ama nunca tortura
Nunca caia em falsa jura
Não se deixe dominar.
*
Mulher não é mais escrava
Cativa de um senhor.
Os tempos hoje são outros
Por isso faça o favor!
Mulher pode se manter
E não se submeter
A morte, castigo e dor.
*
A violência domestica,
É bem ruim com certeza.
E dormir com inimigo
É viver sempre indefesa.
A mulher tem que acordar
Com muita garra lutar
Em prol da sua defesa.
*

Versos de Dalinha Catunda