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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

CORDELISTAS DE PLANTÃO


CORDELISTAS DE PLANTÃO
*
Cordelistas de plantão
De toda e qualquer paragem
Presto aqui minha homenagem
Nas linhas dessa oração
Rogo ao pai inspiração
Tento versejar com fé
Para não quebrar o pé
Ao tentar metrificar
E minha rima aprumar
Sem remar contramaré.
*
Louvo aqui cada poeta
Que sabe o que é cordel
Que cumpre bem seu papel
Prestando atenção na meta
E que de forma correta
Na hora de versejar
Tenta não desrespeitar
A nossa antiga cultura
O cordel literatura
Nossa arte popular.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 28 de junho de 2017

RIACHO DO MEIO

RIACHO DO MEIO
*
Atravessei o portal
Que leva a felicidade
Naquele bosque encantado
Encontrei alacridade
Em goles vi a cascata
Molhando o seio da mata
 Espargindo liberdade.
*
Dia claro céu azul
A brisa a me acarinhar
No passo-a-passo da trilha
A passarada a cantar
O sonho era verdade
Entrevi felicidade
No brilho de cada olhar.
*
Vi no barulho das águas
Um canto a me embalar
O vento na samambaia
Trazia magia ao ar
Tão forte que não neguei
Para os orixás cantei
Pois estava a me encantar.
*
Confesso que fui tomada
Por grande exultação
A natureza em festa
Manifesta-se em paixão
Se a natureza conjura
O amor brota com jura
E cresce no coração.
*

Versos e foto de Dalinha Catunda

quinta-feira, 22 de junho de 2017

EVA E ADÃO

EVA E ADÃO

Por essa pose de Adão
Expressada em bela obra
Nota-se bem que o mancebo
Articula uma manobra
Vejam sua exibição
Com uma maçã na mão
E na cabeça uma cobra.
*
Pelo que vejo e que sinto
Vendo a Cobra, Eva e Adão
Eva viu a desgraceira
Tomou uma decisão
A cobra eu faço fumar
Adão que vá se lascar
Pois não vou ficar na mão.
*
E quem quiser comprovar
Essa parte da história
Puxe o fio da meada
Para achar a trajetória
Não tá no livro sagrado
Mas no livro do Pecado
Que cultivo na memória.
*
Versos de Dalinha Catunda

Foto da pg de: Ricardo Narciso da Rocha

ABRAÇANDO O CRATO


ABRAÇANDO O CRATO
*
Crato terrinha querida
Que trago em meu coração
Cada visita que faço
Aumenta minha paixão
Mesmo quando estou ausente
Recordo da boa gente
Que mora nesse rincão.
*
Essa terra não é minha
Porém eu já adotei
Aprendi comer pequi
Desde o dia que provei
Adoro uma cajuína
O buriti me fascina
Com o doce eu me fartei.
*
Hoje desejo abraçar
O Crato e sua gente
Desejar felicidades
Mesmo sem estar presente
Pois mesmo estando distante
Desta terra sou amante
E serei eternamente.
*
Meus agradecimentos a esse povo maravilhoso que me recebe tão bem,
E meus parabéns ao Crato nestes seus 253 anos.

sábado, 18 de março de 2017

CARNE MIJADA

CARNE MIJADA
*
Seu José chegou em casa
Doidinho para almoçar
A mulher mais que depressa
Acabou de preparar
E quando botou na mesa
Ela teve uma surpresa
Ele não quis degustar.
*
Mulher eu vou lhe dizer
E preste muita atenção
Carne eu não como mais
Pode ir fazer um baião
Carne anda adulterada
Não como carne estragada
Inda mais com papelão.
*
A mulher aborrecida
Logo quis ficar zangada
Ele levantou a voz
E ela ficou calada
Uma coisa vou dizer
Carne aqui eu vou comer
Só se for carne mijada.
*

Verso e foto Dalinha Catunda

quinta-feira, 16 de março de 2017

SURUBA NO CABARÉ

SURUBA NO CABARÉ
*
Valei-me meu São Francisco
Das Chagas de Canindé
Sou uma mulher devota
É bem grande a minha fé
Proteja nossa nação
Pois sem sua proteção
Vai virar um cabaré.
*
A meu “Padim Pade Ciço”
Eu peço discernimento
Pra falar duma suruba
A notícia do momento
Mesmo sem ser convidado
O povo foi enrabado
Na onda do movimento.
*
Tudo isso aconteceu
Na terra de Santa Cruz
E a orgia foi maior
Do que eu mesma supus
O poder mancomunado
Com o país dominado
Fumo no povo introduz.
*
Tudo virou sacanagem
Tudo virou putaria
A propina que rolava
Aos poucos se descobria
Com a tal da delação
Já surgiu tanto ladrão
Que a lista me arrepia.
*
No cabaré da Banânia
Na suruba nacional
Quando a coisa ficou feia
Já surgiu a federal
Quem escondido comia
E entrou na anarquia
A tal lista foi fatal.
*
O jogo da sacanagem
Agora tá empatado
E sem lista seletiva
Vejo o sujo e o mal lavado
E entre cada facção
Navega nossa nação
Com rato pra todo lado.
*
Dalinha Catunda
Charge: Amarildo


terça-feira, 7 de março de 2017

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
*
Em internet e jornais
Revista e televisão,
Eu vejo e sinto revolta
Com tanta judiação
Mulheres perdendo a vida
Que coisa mais descabida
E não vejo solução
*
A Mulher é mãe é filha,
Esposa e amante também,
Mas não nasceu para ser
Afrontada por ninguém.
Por isto preste atenção
Tenha consideração
Pois pode lhe fazer bem.
*
Cada vez que vejo o sangue
De mulher tingir o chão
Sinto um aperto no peito
Dói demais meu coração.
Mulheres assassinadas,
Covardemente estupradas
Que sórdida situação.
*
Mulher não seja defunta,
Cadáver não seja não.
Prefira ser a viúva.
Você tem esta opção.
Sendo sua causa justa
Se ficar presa não custa
Logo sairá da prisão.
*
Se o homem é violento
Pede violência também.
Mulher que é maltratada
Pode e deve ir além.
Basta só envenenar
O almoço ou o jantar
Que o bruto vai pro além.
*
Uma coisa vou dizer,
E o que digo sustento
Em mim o homem não bate
Nem em meu atrevimento.
E se resolver tentar
Vai dormir sem acordar
Este é meu pensamento.
*
Mulher nunca se rebaixe
Não permita a agressão.
Uma briga com palavras,
Evolui pro palavrão,
Você tem capacidade
De evitar a atrocidade
De acabar num caixão.
*
Não denuncie o marido
Se a queixa vai retirar.
Ele afirmará mil vezes
Que agora irá mudar.
Quem ama nunca tortura
Nunca caia em falsa jura
Não se deixe dominar.
*
Mulher não é mais escrava
Cativa de um senhor.
Os tempos hoje são outros
Por isso faça o favor!
Mulher pode se manter
E não se submeter
A morte, castigo e dor.
*
A violência domestica,
É bem ruim com certeza.
E dormir com inimigo
É viver sempre indefesa.
A mulher tem que acordar
Com muita garra lutar
Em prol da sua defesa.
*

Versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

ESSE TAL DE BULLYING

ESSE TAL DE BULLYING
*
Eu nasci no Ceará
No meu agreste sertão
Esse negócio de bullying
Por lá não deu certo não
Se alguém bulisse comigo
Corria sério perigo
Pais eu já sentava a mão.
*
Quando de casa eu saía,
Mamãe avisava bem:
Se apanhares na rua,
Apanha em casa também!
Os conselhos que mãe dava
Geralmente eu escutava
Não apanhei de ninguém.
*
O diabo destes meninos
São fracos e são mimados
E vão para o psicólogo
Quando eles são insultados
Não sabem se defender
E a altura responder
Ficando traumatizados.
*
No meu tempo de menina
Comigo ninguém bulia
E se teimasse em bulir
A porrada eu metia
Ninguém mangava da gente
Mas hoje é diferente
Buscam logo é terapia.
*

Versos e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

PEITUDAS E PREVENÇÃO!

PEITUDAS E PREVENÇÃO!
*
Você que é mulher peituda,
Tome sua decisão
O câncer de mama mata
Faça sempre a prevenção
Pra não ser surpreendida
E por em risco sua vida
Se valha da precaução.
*
Se já passou dos cinquenta
O exame é obrigatório
Corra e faça sem medo
Escape do purgatório
Não pense em ataúde
Cuide de sua saúde
Só isso é obrigatório.
*
Se na família tem casos
De câncer reincidente
Esse é mais um motivo
Pra você seguir em frente
Ultrassom, mamografia
Mudam sua biografia
Disso fique bem ciente.
*
O autoexame auxilia
Ajudando a detectar
Nódulos que por ventura
A mulher possa portar
Por isso tome coragem
Siga o que diz a mensagem
Prevenir é se cuidar!
*

Fotos e versos de Dalinha Catunda

terça-feira, 28 de junho de 2016

O MENINO QUE ATRAVESSOU O ARCO-ÍRIS

O MENINO QUE ATRAVESSOU O ARCO-ÍRIS
*
Vou contar uma história
E garanto que é verdade
Pois o fato acontecido
Deu-se na minha cidade
Com um pai ignorante
Que de maneira arrogante
Quis mostrar autoridade.
2
Juninho era diferente,
Dos meninos do lugar,
Gostava de ver a mãe
Sentadinha a costurar
Fazia casa na mão
Até pregava botão
Tinha jeito pra ajudar.
3
O jovem cresceu alegre
Repleto de animação.
Ô menino dançador!
Dizia a população,
Dançava bem de verdade
Essa era a realidade
Chamava mesmo atenção.
4
Tinha o cabelo bonito
Bem cheiroso e bem tratado
Era muito vaidoso
Mas o pai desconfiado
Achava tão diferente
Aquele faceiro ente
Por ele um dia gerado.
5
Vendo sua mãe ocupada
Corria para ajudar
Botava os pratos na mesa
No almoço e no jantar
Muito jeito ele tinha
Limpava toda cozinha
Pois gostava de arrumar.
6
Um dia Junior chegou
Com as orelhas furadas
Duas bonitas argolas
Nas orelhas penduradas
A mãe achou tão bonito...
O pai meteu logo o grito
Quis dar umas bofetadas.
7

terça-feira, 21 de junho de 2016

NA CARESTIA DO FEIJÃO












NA CARESTIA DO FEIJÃO
*
O feijão anda tão caro
É bem triste a situação
Eu já não faço turtu
Desisti do meu baião
Não paro de escutar
O meu filho a reclamar
Que não fiz mais capitão.
*
Não sei quem é o culpado
Do feijão subir assim
Não como feijão tropeiro
No acarajé dei fim
Pra não ficar jururu
Vou fazendo com andu
Um baiãozinho pra mim.
*
Mas com essa carestia
Amigo, preste atenção,
Eu vou é fazer regime
Deixar de fora o feijão
Meus dentes irão mofar
Vou casa de aranha criar
No franzido do botão.
*

Versos e fotos de Dalinha Catunda

segunda-feira, 20 de junho de 2016

EM LOUVOR A NATUREZA

EM LOUVOR A NATUREZA
*
Entre a estrada e o céu
Entre a folhagem e a flor
A vida segue adiante
Mostrando seu esplendor
Perante tanta beleza
Vou louvando a natureza
E a Deus pai o criador.
*
Versos de Dalinha Catunda

Foto de Cayman Moreira

quinta-feira, 31 de março de 2016

DESORDEM E RETROCESSO

DESORDEM E RETROCESSO
*
Saudades da pátria amada
Saudades da mãe gentil
Do hino que eu cantava
Com veneração servil
Era com a mão no peito
Que eu cantava com respeito
O Hino do meu Brasil.
*
A bandeira hasteada
Chegava a me arrepiar
O verde era a esperança
Lá no alto a tremular
Já não vejo a paz no branco
E vendo meu país manco
Dá vontade de chorar.
*
Nossa pátria degradada
Padece nesse processo
Hoje já não acredito
Na frase: ORDEM E PROGRESSO
É triste ver a nação
Em plena degradação
Desordem e retrocesso.
*
Quando o sentimento pátrio
Bater na população
Quando o povo descobrir
Que tem voz vez e razão
Ajudará o Brasil
Sem por a mão no fuzil
Com coragem e união
*
Versos de Dalinha Catunda


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

ANO NOVO VELHO BRASIL


ANO NOVO VELHO BRASIL
*
Êita minha pátria amada
Ó saqueada nação
Entra ano e sai ano
Sem rumo sem solução
Lei aqui não se assevera
Por isso é que prolifera
 No país tanto ladrão.
*
Somente louco acredita
Que tudo vai muito bem
A lama que corre agora
Correrá ano que vem
E o Brasil desgovernado
Podre e contaminado
Virou terra de ninguém.
*
Eu nem sei se Deus daria
Jeito na situação
Roubar é coisa antiga
Já é velha a profissão
E nem Jesus foi poupado
Pois na cruz foi colocado
Ladeado por ladrão.
*
O Brasil hoje é Jesus
Sendo crucificado
É um país promissor
Porém mal acompanhado
E caso não abra mão
De acoitar tanto ladrão
Acabará sepultado.
*
Versos de Dalinha Catunda

charge sponholz