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quinta-feira, 11 de junho de 2020

DALINHA CATUNDA PELEJANDO COM ROSÁRIO PINTO


DALINHA CATUNDA PELEJANDO COM ROSÁRIO PINTO
1
ROSÁRIO PINTO
Amiga, preste atenção!
O santo anda em agonia,
E não vai lhe atender, não.
Tem medo da pandemia.
1
DALINHA CATUNDA
Amiga, nem desconfia,
Mas creia em minha verdade
Mandei sua fotografia
Com filtro e com pouca idade
E pedi com teimosia
Ao Santo essa caridade.
2
ROSÁRIO PINTO
Ele já se recolheu,
Foi pra cela em oração,
Mas jura que não esqueceu.
Tem seu pedido na mão.
2

DALINHA CATUNDA
É forte minha oração
Mesmo estando recolhido
O santo não vai negar
Vai garantir meu pedido
Vá segurando seu facho
Esqueça fazer despacho
Macumba não faz sentido.
3
ROSÁRIOPINTO
Esqueça este casamento.
Não fiques desesperada,
Vá mudando o pensamento,
Espere bem sossegada.
3
DALINHA CATUNDA
Eu já sou amancebada
E não quero ser casada
Sou mulher emancipada
Não ligo pra casamento
Gosto de ser concubina
Sou cabocla nordestina
Que nas moitas da campina
Exerceu seu juramento.
ROSÁRIO PINTO
4
Siga tecendo as bonecas
De pano, linha e algodão.
E vá pintando as canecas
E vá compondo em mourão.
4
DALINHA CATUNDA
Eu não tenho solidão
Nem cometo desatino
Faço boneca e menino
Porque sou farta em tesão
Nesse mundo do artesão
Vivo a pintar e bordar
Meu rastro sei desenhar
Em qualquer modalidade
O meu nome é qualidade,
E o meu canto é oração.
5
ROSARIO PINTO
E por fim, vá pesquisando,
Em um “site”, de repente,
A Pandemia findando
Ele volte ao batente.
5
DALINHA CATUNDA
Meu santo Antônio é potente
Sempre foi sempre será
Não deixei meu Ceará
Sem trazer ele na mente
Trago o santo em meu repente
No meu terço e no rosário
Ele é meu relicário
E se alguém me desafia
Boto o santo na porfia
E não choro meu fadário.
*
Dalinha Catunda e Rosário Pinto
Nestes tempos de pandemia, até Santo Antônio faz quarentena! (Rosário Pinto)
O Santo faz quarentena mas as pelejas virtuais continuam firmes e fortes. ( Dalinha Catunda)


sábado, 30 de maio de 2020

TECENDO TROVAS - DALINHA CATUNDA E MURILO BARROSO

TECENDO TROVAS
*
MURILO BARROSO
Eita, poetisa arretada
Cordelista de primeira,
Logo, será consagrada
Na cultura brasileira.
.*
DALINHA CATUNDA
Na cultura Brasileira
Vejo mulher a granel
Saindo na dianteira
Pra produzir seu cordel.
*
MURILO BARROSO
Tu mereces um Laurel,
E, até digo, muito mais.
Já sei que tu és capaz
De enaltecer o cordel.
*
DALINHA CATUNDA
De enaltecer o cordel
Eu vivo tenha certeza
Por ele saio a tropel
Propagando essa riqueza.
*
MURILO BARROSO
Parabéns pela grandeza,
Pela rima, pela métrica,
Pela mensagem poética
Digna, de uma princesa.
*
DALINHA CATUNDA
Digna de uma princesa,
Fazendo belo papel
Em cada trova a beleza
Mostrou-nos o menestrel.
*
Xilo de Cícero Lourenço
dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 4 de março de 2019

É NA IDADE DO CONDOR QUE A DOR SE FAZ MAIS PRESENTE.















É NA IDADE DO CONDOR
QUE A DOR SE FAZ MAIS PRESENTE.

*
DALINHA CATUNDA
Eu não me deito sem ai
Não me levanto sem ui
Ao Doutor um dia fui
Para ver se a dor se vai
Mas a danada não sai
Na verdade ela é freqüente
E não tem cão que agüente
Seu efeito matador
É NA IDADE DO CONDOR
QUE A DOR SE FAZ MAIS PRESENTE.

*
MARCOS MEDEIROS
Depois de passar dos enta,
chegada a maturidade,
vem com dor a nova idade
quando a gente se aposenta.
No frio a dor mais aumenta
atingindo mais a gente.
Sempre tem dor insistente
tendo ou não tendo clamor.
É NA IDADE DO CONDOR
QUE A DOR SE FAZ MAIS PRESENTE.
*





quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

RODA DE GLOSAS


RODA DE GLOSAS
*
BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO.
1
DALINHA CATUNDA
O dia acorda nublado,
Pro sertanejo, bonito!
As nuvens cumprem seu rito,
Na trama do desfiado.
Vejo o céu todo tomado,
E as bravatas do trovão.
Chuva cai molha o sertão
Findando nossa agonia.
BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO.
2
BASTINHA JOB
A chuva ao cair na terra
Levanta a nossa esperança
Seu ritmo é linda dança
Que enche o verde da Serra;
É a promessa que encerra
Um pedido, uma oração
O fim da grande aflição
Em feitio de poesia:
"BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO "
3
GEVALNILDO ALMEIDA
Vejo essa coisa bonita,
Parece pano de véu,
Deus peneirando do céu,
Esta lindeza infinita,
De todas a favorita,
Vindo da imensidão,
Cada pingo uma emoção,
No telhado se aprecia,
BIQUEIRA FAZ MELODIA,
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO.
4
ANTONIO CASSIANO
Ver-se o sorriso estampado
No rosto do sertanejo
Quando avista o lampejo
Do relâmpago no telhado
E o trovão com seu roncado
Nas quebradas do sertão
O suspiro de emoção
Parece uma sinfonia
BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO
6
SILVANO LYRA
Produzir som ambiente
Um grande especialista
Exerce toda conquista
Sem nunca ser estridente
Respinga harmonicamente
Sonorizando na ação
Causa em nós bela impressão
Ser orquestra o que se ouvia
BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO.
*
Foto e mote de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

LÁ VEM O TREM...














LÁ VEM O TREM...
*
O ultimo vagão do trem
Descarrilha e nos comove
E a outra composição
No mesmo trilho se move
São doze vagões passando
Feliz quem for embarcando
No dois mil e dezenove.
Antônio Cassiano
*
O trem que inda está passando
Da dor não me quis poupar
Pois passou me atropelando
Só não fez foi me matar
Quase perdi o meu brilho
Mas já me firmei no trilho
Para o novo trem pegar.
Dalinha Catunda

quinta-feira, 26 de julho de 2018

BATE PINO DE BIELA / QUEM ME ENFRENTA EM CANTORIA.

BATE PINO DE BIELA
QUEM ME ENFRENTA EM CANTORIA.
DALINHA CATUNDA
Nem venha na contramão

Não estou de sacanagem
Eu já peguei embalagem
Pois soltei o “frei” de mão
Sou boa na direção
Carreguei a bateria
O farol que me alumia
Deixa minha ode bela
BATE PINO DE BIELA
QUEM ME ENFRENTA EM CANTORIA.

*

JERSON BRITO
O camarada metido
A fazer verso rimado,
Se for fraco, tá lascado,
Comigo fica perdido.
Vai ter o motor fundido,
Amassar a lataria.
No rali da poesia,
O bicho se desmantela.
BATE PINO DE BIELA
QUEM ME ENFRENTA EM CANTORIA.
*
Mote: Silvano Lyra

terça-feira, 12 de junho de 2018

VÉI SÓ PRESTA PRA PEIDAR E FAZER MEDO A MENINO.


VÉI SÓ PRESTA PRA PEIDAR
E FAZER MEDO A MENINO.
*

Eu já perto de oitenta
Casei com uma de vinte
Mais aí foi o seguinte
Na hora que a coisa esquenta
O velho peleja, tenta
Porém não levanta o pino
Tudo é coisa do destino
Diz o dito popular
VÉI SÓ PRESTA PRA PEIDAR
E FAZER MEDO A MENINO
*
O homem quando envelhece
Paga o que tem de pecado
O pinto fica arriado
O saco engelhado desce
Sendo assim ele padece
Vivendo esse desatino
Não controla o intestino
E ainda tem que escutar:
VÉI SÓ PRESTA PRA PEIDAR
E FAZER MEDO A MENINO.
*
Mote de Dão de Jaime


sexta-feira, 1 de junho de 2018

SORTILÉGIO


SORTILÉGIO
*

DALINHA CATUNDA
Quando o dia se fez noite
A lua com seu clarão
Foi tingindo a escuridão
Veio o vento feito açoite
Para fazer seu pernoite
Invadiu minha janela
O desejo se revela
A cada toque do vento
Eu sem pejo me contento
No alento que a mim se atrela.

*
JOSÉ WALTER PIRES
 Quando a noite se fez dia
E o Sol raiou no horizonte
Surgindo detrás do monte
A sua luz irradia
A mais completa alegria
No canto da passarada
Ao dar início à jornada 
Para a moça da janela
Que, suspirando, revela
A donzela apaixonada!

*
 Dalinha Catunda e José Walter

Foto do meu acervo.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Meu verso é como semente/Que brota em cima do chão.


DÃO DE JAIME
Nasci nos anos sessenta
A dezassete de agosto
Pra conquistar o meu posto
Nunca andei de marcha lenta
Meu verso é como pimenta
É quente que nem vulcão
Se compara ao furacão
Tem a força duma enchente
MEU VERSO É COMO A SEMENTE
QUE BROTA EM CIMA DO CHÃO
*
DALINHA CATUNDA
Nasci nos anos cinquenta
Fui criada com angu
Agora digo pra tu
E bem no talo da venta
Quando meu mingau esquenta
Bato até em fanfarrão
Que xinga e coça o culhão
Sem tirar nada da mente
MEU VERSO É COMO A SEMENTE
QUE BROTA EM CIMA DO CHÃO
*
DÃO DE JAIME
Eu nasci pra ser assim
Esse dom foi deus quem deu
Até hoje não nasceu
Poeta pra dar em mim
Se nasceu já levou fim
Foi pra outra dimensão
O meu signo é de leão
Meu veneno é de serpente
MEU VERSO É COMO A SEMENTE
QUE BROTA EM CIMA DO CHÃO
*
DALINHA CATUNDA
O meu verso é feito flor
Que tem cheiro e tem espinho
Cantador no meu caminho
Eu peço, faço o favor!
Me chame de meu amor
Não me faça raiva não
Pois eu sou de escorpião
Quando brigo boto é quente
MEU VERSO É COMO A SEMENTE
QUE BROTA EM CIMA DO CHÃO.
*
Versos de Dalinha Catunda e Dão de Jaime
Mote de Dão de Jaime



quinta-feira, 29 de março de 2018

A VOLTA DA ROLA SOLTA



A VOLTA DA ROLA SOLTA
*
DALINHA CATUNDA
Rola que vai e que volta
É ave de ribaçã
Desse tipo de rolinha
Não vou dizer que sou fã
Gosto da rola que fica
Que meu xerém ela bica
Pois rola assim tem elã.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
É a lei da natureza
É um vai e vem danado
O certo é que ela gosta
De um canto bem cuidado
O carinho recebido
Por certo não esquecido
Volta para mais agrado!

*
DALINHA CATUNDA
Tem pomba que é bandoleira
Tem pomba que é retirante
E dessas conheço um bando
As que chamam de avoante
Delas tive em cativeiro
E muitas em meu terreiro
E um periquito falante.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Rola, pomba, periquito
Qual desses você domou?
É um negócio esquisito
Vejo que algum voou
Cadê teu afinamento?
Não precisa fingimento
Diga que a rola voltou.

*
DALINHA CATUNDA
Das rolas que eu já prendi
Sempre tratei muito bem
E aquelas que eu já soltei
Para me ver inda vem
E vou aqui lhe avisar
A que se foi sem voltar
Não provou do meu xerém.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Eu aposto que esse ai
Mesmo sem xerém provar
Deve ter se arrependido
Da bicada que quis dar
Não deve ter esquecido
Que pássaro desfalecido
Jamais poderá voltar.
*
DALINHA CATUNDA
Tem passarinho bonito
Voando em todo lugar
Tem deles que nessa vida
Só aprendeu a cantar
Se for roedor de pequi
Das bandas do Cariri
Puxo o pescoço pra assar.
*




quarta-feira, 28 de março de 2018

ME DIGA QUEM VOCÊ É













ME DIGA QUEM VOCÊ É
SE QUER SABER QUEM EU SOU!
*
DALINHA CATUNDA
Eu sou a folha de urtiga
Sou a flor de cansanção
Sou cabocla do sertão
Que malagueta mastiga
Sou quem não foge da briga
Quem nunca se acovardou
Sou mulher que sempre ousou
Sou de paz e de banzé:
ME DIGA QUEM VOCÊ É
SE QUER SABER QUEM EU SOU
*
BASTINHA JOB
Fui mestra,fui cordelista
Hoje tô aposentada
Por Isso não valho nada
No passado fiz conquista
Sou gaiata e anarquista
Sou rola-fogo-pagou
A Dercy me desbancou
E viva o meu Assaré:
ME DIGA QUEM VOCÊ É
SE QUER SABER QUEM EU SOU!
*
DÃO DE JAIME
Se você quiser saber
Quem sou eu lhe digo agora
Sou sarampo, catapora,
Sou o barro massapê
Sou o Sacy Pererê
O pão que o diabo amassou
Sou o vento que passou
Piolho de cabaré
ME DIGA QUEM VOCÊ É
SE QUER SABER QUEM EU SOU
*
Mote de Dão de Jaime

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

SENTADA NO BANCO DA PRAÇA

SENTADA NO BANCO DA PRAÇA
*
DÃO DE JAIME
Sentada tão solitária
Parecendo uma flor
Pela cara eu percebo
Que está de bom humor
Olhando o povo que passa
Pronta no banco da praça
Esperando seu amor
*
DALINHA CATUNDA
Sentada naquela praça
Eu revivi o meu passado
Lembrei a menina moça
De braços com namorado
Girando pela pracinha
E coisa melhor não tinha
Era meu mundo encantado.
*
Interação de Dão de Jaime e Dalinha Catunda

Foto de Dalinha Catunda