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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

FRAGRÂNCIA DE VERSOS


FRAGRÂNCIA DE VERSOS
*
A poesia perfumada
Que nossa vida inunda
Nos versos cheios de cores
De uma mente fecunda
Aromam a minha vida
E digo bem comovida
Grata, Dalinha Catunda!
 Bastinha Job
*
Querida Bastinha Job
Linda flor do meu jardim
O bálsamo dos meus versos
É aroma que não tem fim
Brota de cada poeta
Quem tem essa mesma meta
E não apenas de mim.
Dalinha Catunda
Cad: 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com


sábado, 1 de dezembro de 2018

Interação de Bastinha Job e Dalinha Catunda


Interação de Bastinha Job e Dalinha Catunda
*
BASTINHA JOB
Há tempos estou vagando
No meu caminho a esmo
Já não encontro a mim mesmo 
Sou vontade,sem comando 
No mar da vida remando 
Meu navio não ancora
É preciso sem demora 
Recuperar meu conceito:
" FECHOU A PORTA DO PEITO
E JOGOU A CHAVE FORA."

*
DALINHA CATUNDA
Eu estava me trocando
Quando meu amor chegou
E de soslaio me olhou
Aos poucos foi se engraçando
Já estava se animando...
Foi quando pedi na hora:
Me ajude a fechar agora
Meu soutien com respeito!
“FECHOU A PORTA DO PEITO
E JOGOU A CHAVE FORA”
*
Mote de Heliodoro Morais
*

dalinhaac@gmail.com

domingo, 9 de setembro de 2018

MONTANDO VERSOS


MONTANDO VERSOS
*
BASTINHA JOB
Já fui boa amazona
Gostava de cavalgar
Tinha um cavalo baixeiro
Elegante no trotar
Hoje não monto mais nada
Vivo de crina abaixada
E nem me atrevo a trepar.
*
DALINHA CATUNDA
Eu aprendi a trepar
Não escorrego nem caio
Me trepo até em jumento
Carregado de balaio
Aprendi lá no sertão
Monto sem cair no chão
Sem precisar de ensaio.
*
BASTINHA JOB
Tenho certeza que caio
MINHA querida Dalinha
A velhice é atestado
Dessa invalidez só minha:
Nas pernas não me sustento
Não trepo nem em jumento
Nisso você é rainha!
*
DALINHA CATUNDA
A idade não me aporrinha
Cansaço inda não bateu
Eu não vou cruzar as pernas
Monto um baio que é só meu
Meu sonho não é quimera
Renasce na primavera
Meu gosto não pereceu.
*
Foto do acervo de Dalinha Catunda

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A ÁGUA É FONTE DE VIDA...


*
A ÁGUA É FONTE DE VIDA
NÃO DEIXE A ÁGUA MORRER!
*
BASTINHA JOB
Também nosso São Francisco
É um rio em agonia
Correndo o sério risco
De se extinguir qualquer dia,
Mataram muitas nascentes
Outros tantos afluentes
O homem fez perecer
Urge uma outra medida:
A ÁGUA É FONTE DE VIDA
NÃO DEIXE A ÁGUA MORRER!
*
DALINHA CATUNDA
Agoniza o São Francisco
Em sua degradação
O homem não tem um trisco
De conscientização
E cava a própria desgraça
Com o projeto que traça
Faz o rio fenecer
Disso nem Deus duvida:
A ÁGUA É FONTE DE VIDA
NÃO DEIXE A ÁGUA MORRER!
Mote de Bastinha Job

Foto de Dalinha Catunda

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

ATIÇANDO AS MULHERES

ATIÇANDO AS MULHERES
*
DALINHA CATUNDA
Mulher, tenha amor a vida
Faça sua prevenção.
Isso é obrigação,
E não seja “malovida”,
Pois a mulher precavida
Sete vidas vai viver!
Vai amar, vai conceber,
Vai parir felicidade,
Acredite isso é verdade!
Você tem esse poder.
*
BASTINHA JOB
Tá aí Outubro Rosa
Mandando bem seu aviso
Direto,muito preciso,
Tá com tudo e não tá prosa
Co' a mulherada se entrosa,
E a todas ele conclama:
_ Mulher, se você se ama
Faça a Mamografia
Só ela dá garantia
Fuja do câncer de MAMA!
*
Fotos de Dalinha Catunda

Recado da DupliNHA

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

VEJO MUITO PUXA SACO DE QUEM TEM POUCO TALENTO.

DALINHA CATUNDA
Eu vou montar no seu mote
Em cima dele glosar,
Rimar e metrificar,
Sem descompassar meu trote.
Vou lhe pegar no pinote,
Com o meu atrevimento,
E dizer nesse momento:
Sou lenha e você cavaco!
VEJO MUITO PUXA SACO
DE QUEM TEM POUCO TALENTO.
*
BASTINHA JOB
Glosar um mote assim
Com clareza, com cadência
Dalinha, com consciência,
Fez começo, meio e fim:
Num País tupiniquim
Lyra com discernimento,
Do mote fez instrumento
Toca direto no fraco:
VEJO MUITO PUXA SACO
DE QUEM TEM POUCO TALENTO!

*
VEJO MUITO PUXA SACO
DE QUEM TEM POUCO TALENTO.
Mote de Silvano Lyra

Glosas de Dalinha Catunda e Bastinha Job

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Mas se lhe deixa contente/ Profane minha oração.

“Mas se lhe deixa contente
Profane minha oração”

Mote: Dalinha Catunda
*
Meu verso é metrificado
Sempre capricho na rima
Porém você subestima
Acha que é só leriado
Não sou mulher de recado
Mesmo assim preste atenção
O que lhe falta é tesão
E um olhar diferente
“Mas se lhe deixa contente
Profane minha oração.”
Dalinha Catunda
*
Deus me livre do invejoso
Essa cobra peçonhenta
Que rasteja e sempre tenta
De modo audacioso,
Covarde, pernicioso
Ataca sempre á traição
O despeito é a razão
De tanta inveja que sente:
“Mas se lhe deixa contente
Profane minha oração.”

Bastinha Job

quinta-feira, 11 de julho de 2013

A Duplinha Rasgando Seda

A DUPLINHA RASGANDO SEDA

BASTINHA JOB
Dalinha, estrela brilhante
Da maior constelação
Não se apagou foi adiante
Com beleza e sedução
Foi só mudar de canal
Achou um galã legal
Que lhe encheu o coração!
*
DALINHA CATUNDA
Bastinha, tu vens de verso
De versos eu vou também
Eu sei que nesse universo
Versejas como ninguém
O Teu brilho é notório
Conheço teu repertório
E pra ele digo amém!
*
Foto do acervo de Dalinha Catunda

terça-feira, 28 de maio de 2013

CASANDO CONVERSO

Bastinha Job e Dalinha Catunda
CASANDO CONVERSO
Não aprendi a casar
Não estava em meu currículo
Porém não acho ridículo
Este jeito de ser par,
Mas aprendi a rimar
E alinhavar o meu verso
E dentro deste universo
Eu pinto, costuro e bordo,
QUALQUER ASSUNTO EU ABORDO
SENDO OU NÃO CONTROVERSO.
Dalinha Catunda
*
Eu brinco com a redondilha
E sei glosar cada mote
Sei também pegar no pote
Sem precisar de rodilha
A duplinha na partilha
É medalha sem reverso;
No ritmo, eu alicerço
Com rima ruim, não concordo
QUALQUER ASSUNTO EU ABORDO
SENDO OU NÃO CONTROVERSO.
Bastinha Job

“Casando Converso” é mais uma interação da DUPLinha, formada por Bastinha Job e Dalinha Catunda.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

SAUDADE COM A DUPLINHA


SAUDADE COM A DUPLINHA
A saudade quando chega
Chega junto à solidão
Cabeça quer esquecer
Mas se nega o coração
Quando ela bate no peito
Abriga-se de tal jeito
Que provoca a aflição.
Dalinha Catunda – Rio de Janeiro
*
Se provocar aflição
A gente isola, rejeita
A saudade, com emoção.
O meu coração aceita:
Saudade quase querida
Que perfuma nossa vida
Traz perfume na receita!
Bastinha Job – Crato – Ceará
+
Texto publicado no livro: Vertentes e Evolução da Literatura de cordel de Gonçalo Ferreira da Silva
*
Uma prova de que as setilhas são uma modalidade relativamente recente está na ausência quase completa delas na grande produção de Leandro Gomes de Barros. Sim, porque pela beleza rítmica que essas estrofes oferecem ao declamador, os grandes poetas não conseguiram fugir à tentação de produzi-las. Para alguns, as setilhas, estrofes de sete versos de sete sílabas, foram criadas por José Galdino da Silva Duda, 1866 - 1931. A verdade é que o autor mais rico nessas composições, talvez por se tratar do maior humorista da literatura, de cordel, foi José Pacheco da Rocha, 1890 - 1954. No poema A CHEGADA DE LAMPIÃO NO INFERNO.