SOU
DO SERTÃO
.
Eu
sou Dalinha Catunda
sou
semente do sertão
Sou
flor de mandacaru
Tenho
rastro neste chão
Eu
aqui não me embaraço
Aprendi
jogar o laço
Destreza
tenho na mão.
.*
Versos
de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
O Cantinho da Dalinha é também o canto do cordel. O picadeiro onde costumo entoar o meu canto em versos propagando a poesia popular. É o Canto de uma cearense que adora suas raízes, canto da mulher destemida que saiu das entranhas nordestinas e abriu uma janela para cantar sua aldeia para o mundo, Interagir com outros poetas cordelistas desfrutando deste mundo virtual. Sou Maria de Lourdes Aragão Catunda, a poeta de Ipueiras e do cordel, sou a Dalinha Catunda. dalinhaac@gmail.com
SOU
DO SERTÃO
.
Eu
sou Dalinha Catunda
sou
semente do sertão
Sou
flor de mandacaru
Tenho
rastro neste chão
Eu
aqui não me embaraço
Aprendi
jogar o laço
Destreza
tenho na mão.
.*
Versos
de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
KAROLINA
COM K, COISA DE GONZAGÃO
*
A
mulher com K maiúsculo
É
coisa de Gonzagão
Foi
do nosso rei caboclo
Que
nasceu essa invenção
Era
cabocla ladina
Chamada
de Karolina
Astuta
que nem o cão.
*
E
foi imortalizada
Na
voz do Rei do Baião
Como
a mulher dançadeira
Que
mais chamava atenção
Cheia
de presepada
Com
sua saia rodada
Girava
que nem pião.
*
Todo
mundo admirava
A
tal bela sertaneja
Dançava
com quem queria
Inda
tomava cerveja
Nos
braços do sanfoneiro
Dançava
até em terreiro
Não
ficava no, hora veja!
*
Karolina
era cheirosa
Bem
atrevida e faceira
Também
era invocada
Metida
a cangaceira
Mas
colou com Gonzagão
Dançando
xote e baião
Do
chão tirava poeira.
*
Tem
que dançar xenhenhém
Igualzinha a Karolina
Tem que lavar bem a boca
Gargarejar
creolina
Acho
bom que se oriente
Pra
falar da nossa gente
De
origem nordestina.
*
Pois
quem quer ser respeitada
Pelos
outros tem respeito
Não
segue a velha cartilha
Onde
mora o preconceito
Eu
não quero causar dano
Mas
o K Gonzagueano
Ele
é nosso não tem jeito.
*
Versos
e foto de Dalinha Catunda
A PARCEIRA CHICA EMÍDIO
*
A
Chica Emídio é atriz
Professora
e cordelista
E
mulher capacitada
Ela
está em minha lista
Cirandeira
do Cordel
Que
faz bonito papel
É
completa como artista.
*
Já
contracenei com Chica
E
gostei da atuação
Em
cena não escorrega
Faz
boa apresentação
Ainda
tem um tesouro
É
o seu Chapéu de Coro
Guloseima
e tradição.
*
Versos
de Dalinha Catunda
cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com
Biografia Dalinha
Catunda
Maria de Lourdes Aragão Catunda, conhecida como Dalinha Catunda, nasceu
em Ipueiras - Ceará, no dia 28 de outubro de 1952, e reside no Rio de Janeiro. Ocupa
a cadeira 25 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel - ABLC, que tem como
patrono o poeta e folclorista cearense, Juvenal Galeno. Membro correspondente da
Academia Ipuense de Letras, Ciência e Artes – AILCA. Sócia benemérita da Academia dos Cordelistas
do Crato - ACC. É sócia benemérita da Sociedade dos Poetas de Barbalha. Como
colaboradora, tem textos publicados
nos principais jornais cearenses: O
Povo e Diário do Nordeste. Escreve
no Jornal Gazeta de Notícias, da
região do Cariri cearense. Escreve no JBF – Jornal
da Besta Fubana. Dalinha Catunda é declamadora de cordel e, como tal, já
participou da FLIT - Feira Literária Internacional do Tocantins e da FLIP –
Festa Literária Internacional de Paraty. Há sete anos promove o Encontro
Nacional de Poetas Cordelistas em Ipueiras. Idealizou o grupo Cirandeiras do Cordel.
Criou o blog Cordel de Saia que agrega
as mulheres do cordel. Realiza um amplo trabalho de divulgação da Literatura de
Cordel, em sites e blogs.
dalinhaac@gmail.com
SUBI
NA PIROGA E PEGUEI NO JACUMÃ
*
Num
passeio inusitado
Fui
visitar uma oca
Um
índio quase pelado
Levou-me
a sua maloca
Nessa
bonita manhã
Pegando
em seu jacumã
Saí
com ele da toca.
*
O
passeio foi bonito
Em
meio a natureza
Subi
na sua piroga
E
achei uma beleza
E
no banho no riacho
Ele
perdeu o penacho
Que
caiu na correnteza.
*
Ao
voltarmos do passeio
Eu
estava esbaforida
Ele
me trouxe cauim
Eu
aprovei a bebida
Não
saí daquela loca
Sem
entrar na mandioca
Gostei
muito da comida.
*
Versos
e foto de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
NÃO
ME AVEXE NÃO!
*
De
poeta e de louca
Eu
tenho minha quantia
Tem
horas que jogo pedra
Noutras
faço poesia
Quando
chega o aperreio
Que
fico de saco cheio
Minha razão avaria.
*
Não
sou mulher de motim
De
bando também não sou
Penso
com minha cabeça
Seguir
magote não vou
Não
sou mulher melindrada
O
papel da vitimada
Minha
garra dispensou.
*
Não
compro briga dos outros
Pra
ficar em evidência
Por
favor não me acumule
Tenho
pouca paciência
Pois
quando o caso é comigo
Não
meto nenhum amigo
Tomo
logo providência
*
Nunca
gostei de cobranças
Não
cobro amor a ninguém
E
para ser bem sincera
Nem
amizade também
Sentimento
é conquistado
Jamais
será fabricado
Só
se dá quando se tem.
*
Versos
e foto de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
DESCOMEDIMENTO
*
Se
tudo de mais é sobra
Tudo
que sobra é excesso
E
por isso aqui confesso
Nessa
minha parca obra
Quem
sua língua não dobra
Quem
sua presença impõe
Com
certeza se dispõe
A
cair na antipatia
E
servir de zombaria
Pelo
modo que se expõe.
*
Versos
de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
O
POETA
*
O
Poeta canta as dores,
Tristezas
e alegrias,
Tudo
que brota da alma
Vai
virando poesias
Com
os versos se entendendo
Ele
assim vai preenchendo
As
suas noites vazias.
*
Sai
cantando a natureza,
E
toda essa imensidão.
Canta
sua terra amada
Canta
amor canta a paixão.
Às
vezes canta bonito
Noutras
a dor vira grito
Machucando
o coração.
*
Espreita
o nascer do sol,
Pra
cantar a alvorada.
Tem
a lua como musa,
Instigante
e prateada.
Em
noite de lua cheia
O
poeta presenteia
Com
versos a namorada.
*
Poetas
são singulares,
Tem
o dom da inspiração.
Encanta-me
o variado,
Formato
de criação.
Popular
ou erudito,
O
romântico ou maldito,
Louvo
com satisfação.
*
Versos
e foto de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
Sobre ontem, 17 de setembro de 2020.
Eu tive a oportunidade grandiosa com uma responsabilidade
imensa, de receber das mãos do presidente da câmara de vereadores de Barbalha,
Odair José Matos, a comenda do TÍTULO DE CIDADANIA da poetisa Dalinha Catunda.
A solenidade aconteceu de forma remota, devido o período do
distanciamento social.
A vídeo- conferência, aconteceu às 9: 30 hs. No plenário da
câmara, estiveram presentes: o vereador presidente Odair que foi o autor do
título, além do vereador Joao Ilanio Sampaio, o poeta Sérgio Pereira, o líder
comunitário e ator, Jerônimo Gonçalves, o professor Josier Ferreira da Silva, a
assessoria jurídica, a assistência e a imprensa.
Muitos amigos e amigas da poetisa Dalinha, estiveram
presentes na live e felicitando a nova Barbalhense.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Seu faro cordeliano
Lhe assegurou a certeza
Que aqui nesta cidade
Possui na arte a grandeza
De uma fonte de incentivos
Que lhe daria motivos
Pra pisar com mais firmeza!
*
DALINHA CATUNDA
Barbalha, Dona Barbalha
Acolhedora Cidade
Adotar-me como filha
Só me traz felicidade
Lindicássia Nascimento
Projetou esse momento
Grande gesto de amizade.
*
dalinhaac@gmail.com
DISTANTE
TENHO SAUDADE
DAS
COMIDAS DO SERTÃO.
*
Hoje
eu acordei querendo
Comer
um Baião de Dois
E
não deixei pra depois
Porque
de baião entendo
Os
ingredientes tendo
Eu
corro para o fogão
Para fazer meu baião
E
matar minha vontade:
DISTANTE
TENHO SAUDADE
DAS
COMIDAS DO SERTÃO.
*
Foto
mote e glosa de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com