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terça-feira, 29 de maio de 2018

Bule-Bule Buliçoso


BULE-BULE BULIÇOSO
*
Encontrei com Bule-Bule
Pras bandas do Cariri
Bule-Bule é buliçoso
Digo isso porque vi
Comigo não bula não
Pois eu sou lá do sertão
Abelha que tem ferrão
Não assanhe o enxuí.
*
Bule-Bule bem pimpão
Com seu jeitinho brejeiro
Cantando verso bonito
Não tinha dó do pandeiro
Ouvindo o bardo cantar
Comecei a requebrar
Para animar o terreiro.
*
Com viola ou com pandeiro
Bule-Bule vai além
Fazendo versos gaiatos
Argumento sempre tem
Bule-Bule não é mole
Com todo mundo ele bole
Não abre para ninguém.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

sábado, 24 de março de 2018

Mote: Se tem mulher no cordel, você tem que respeitar. Com glosas de Francildo Silva.

SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR
*

Sempre admiro a bravura
Em se tratando da arte
Em que a mulher faz parte
Fica a marca da ternura
Se é na literatura
A tendência é encantar
Sua estrela a brilhar
No verso escrito em papel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR
*
Pois pra tudo tem um jeito
Muda a vida e o labor
Desafia a própria dor
Sei tino sempre perfeito
Trás gravado no seu peito
Que ninguém sabe explicar
Difícil de desvendar
Mas encanto um Menestrel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR
*
É firme e inteligente
Tão profunda no agir
Capacidade em porvir
Borbulhas na sua mente
Uma expressão do que sente
Quando algo a machucar
Sutil no ato de amar
Que Cabral chora a granel
SE TEM MULHER NO CORDEL
É PRECISO RESPEITAR.
*
Ganha quem reconhecer
Perde aquele que zombar
Ninguém queira duvidar
Pra chibata não comer
E nego logo gemer
Perdido no gaguejar
E tão logo se ferrar
Rodando num carrossel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR
*
Morais Moreira falou
Eu não quero me esconder
Para depois bom sofrer 
Pagando a quem bobeou
Duma surra que levou
Pra nunca subestimar
É sempre valorizar
Tão doce favo de mel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR
*
Mote: Dalinha Catunda 
Glosa: Francildo Silva.




quinta-feira, 22 de março de 2018

CORDEL DE SAIA NOVA MARCA II


*
CORDEL DE SAIA NOVA MARCA
*

DALINHA CATUNDA
O blog Cordel de Saia
Achei por bem renovar
Ganhou uma nova marca
Fui artesã a bordar
Convido aqui os leitores
E também pesquisadores
Para o blog visitar.

*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
A nova marca do blog
Tem a cara da cultura
Pelas mãos habilidosas
O bordado é uma feitura
Dialoga com o nome
Cordel de saia é renome
Que aviva a literatura!

*
BASTINHA JOB
 Além de fazer Cordel,
De ser notável Artista
Dalinha também denota
Ser competente estilista:
A SAIA tá mais charmosa
Merecedora da glosa
Do mote do Repentista

*

segunda-feira, 5 de março de 2018

SÓ SE FOR NO CEARÁ



SE UM DIA EU NASCER DE NOVO
SÓ SE FOR NO CEARÁ....
*
EDUARDO JOSÉ
Por eu não ter conseguido
Alcançar riqueza alguma
Não boto culpa nenhuma
No lugar que fui nascido..
Nosso Brasil é querido
Lado de cá ou de lá
Mas amo a banda de cá
Esse torrão, esse povo
SE UM DIA EU NASCER DE NOVO
SÓ SE FOR NO CEARÁ....

DALINHA CATUNDA
Já corri pelas ribeiras
Da minha velha cidade
Hoje vivo de saudade
Ao recordar Ipueiras
Os bons banhos de biqueiras
Tibungar no Jatobá
E pescar com landuá
Só de lembrar me comovo
SE UM DIA EU NASCER DE NOVO
SÓ SE FOR NO CEARÁ....
*
Mote de Eduardo José
Foto De Dalinha Aragão



terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

CORDEL E CUIDADOS


CORDEL E CUIDADOS
*
Tem coisa que não entendo
E nunca vou entender
Cordel é literatura
Estou feia de saber
E para ser cordelista
E ter seu nome na lista
Cordel se deve escrever!
*
Não chega a ser tão difícil
Rimar e metrificar.
Coerência na oração
Isso não pode faltar.
Sempre serei aprendiz,
Mas se melhorar eu quis,
Achei por bem estudar.
*
Cordel vem da oralidade
E pode continuar
Com os novos aparatos
Que a mídia vem ofertar
Sendo falado ou cantado
Deve sim ser respeitado
Regras é bom adotar.
*
Pé quebrado desabona
Qualquer cordel de verdade
Sem adotar elisões
Não existe qualidade
Rimar Pará com lugar
E plural com singular
Isso é inabilidade.
*
Não quero ser antipática
Apenas quero ajudar
Quem quiser ser cordelista
Bom mesmo é se preparar
Cordel não é quantidade
E deve ter qualidade
Quero apenas alertar.
*
Não sou dona da verdade
Gosto muito de aprender
Quantas vezes eu recorro
A quem pode me valer
Ensinando e aprendendo
Assim é que vou vivendo
E aprendiz sempre vou ser.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

sábado, 25 de novembro de 2017

CHICO SALLES SE ENCANTOU

CHICO SALLES SE ENCANTOU
*
Hoje amanheceu mais triste
A casa da poesia
Chico Salles s encantou
E trocou de moradia
Foi levando a sua luz
Para os braços de Jesus
Chora nossa academia.
*
Um poeta quando parte
Parte nosso coração
Mas seu canto ecoará
Mesmo em outra dimensão
Para o poeta e cantor
 Ante o lamento e a dor
Faço a minha louvação.
*

Versos e foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 31 de outubro de 2017

AMIGA BRUXA



AMIGA BRUXA
*
Amiga, muito obrigada
Por essa sua atenção
Trepar no pau da vassoura
Era a sua diversão
Aquele negro vestido
Já era bem conhecido
Voando pelo sertão.
*
Entre o cabo e a vassoura
De um tudo acontecia
Era tempo de fartura
Você nem se maldizia
E cansou de me dizer
Que alcançava seu prazer
No ato de bruxaria.
*
Quando findava outubro
Com cruel satisfação
Da dispensa retirava
O seu velho caldeirão
E em meio a gargalhada
No meio da madrugada
Caprichava na porção.
*
Você bem sabe que é bruxa
Vem e diz que sou também
Eu não vou dizer que não
Pois não sei se me convém
Um cabinho de vassoura
É coisa que não desdoura
Quem esfregou o sedém.
*
Dalinha Catunda
Em homenagem a Dolores Maria.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

SAUDADE NÃO É PEIXEIRA

SAUDADE NÃO É PEIXEIRA
MAS CORTA A ALMA DA GENTE.
*

DALINHA CATUNDA
Quando a saudade bateu
Chorei não posso negar
Vi minha face molhar
Quando a lágrima escorreu
O quanto esta dor doeu
Só sabe mesmo é quem sente
Fere que nem ferro quente
E não é dor passageira
SAUDADE NÃO É PEIXEIRA
MAS CORTA A ALMA DA GENTE.

*
VÂNIA FREITAS
E quando o corte é profundo
E o coração aparece
Essa ninguém esquece
Leva-se para o outro mundo
Se não morro num segundo
Eu fico triste e dormente
E pode ficar ciente
Que isso não é brincadeira
SAUDADE NÃO É PEIXEIRA
MAS CORTA A ALMA DA GENTE.
*

CREUSA MEIRA
 Era um dia tão bonito
Na primavera da vida
Uma súbita despedida
Tirou-me do peito um grito
Olhando para o infinito
Via-o sumir de repente
Deixando o lugar ausente
Nessa hora derradeira
"Saudade não é peixeira
Mas corta a alma da gente"

*
BASTINHA JOB
O Cancão de Mirandiba
Fez um mote tão cortante,
Doído, angustiante,
Dalinha glosou "em riba";
E daqui da Paraíba
Do meu Cratinho ausente
Da forma mais contundente
Me deu uma roedeira:
Saudade não é peixeira
Mas corta a alma da gente!

*
RITINHA OLIVEIRA
A lâmina afiada 
Da ausência deu um corte 
Quase me leva a morte 
Inda estou esfatiada 
Fiquei dias internada 
Totalmente inconsciente
A mente e o corpo doente
Estou numa choradeira 
Saudade não é peixeira 
Mas corta a alma da gente.

LINDICÁSSIA NASCIMENTO
A saudade é tormento
Que fere sem compaixão
Quando vem d'uma paixão
Daquelas que tem perigo
Onde sofrendo o castigo
O seu instinto não mente
Vagueando tristemente
Sem achar "eira nem beira"
Saudade não é peixeira
Mas corta a alma da gente.

*

Mote: Cancão de Mirandiba.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

CORDEL DE SANTO ANTÔNIO DE BARBALHA


NA POSSE DA NOVA DIRETORIA DA SPB
Entre as atrações que fizeram parte da Festa de posse da nova diretoria da Sociedade dos Poetas de Barbalha, constou o lançamento do cordel coletivo: SANTO ANTÔNIO DE BARBALHA.
Esse cordel nasceu de uma ideia do radialista Luiz Isael, que anteriormente, já havia concluído um projeto semelhante na ACC- Academia dos Cordelistas do Crato.
 Na SPB o projeto foi bem acolhido, a presidente da SPB, Lindicássia Nascimento, foi a coordenadora, enquanto as cordelistas, Josenir Lacerda e Dalinha Catunda foram colaboradoras acompanhando o andamento dessa edição.
O projeto será concluído quando os poetas e poetisas da SPB enviarem suas décimas gravadas em áudio, podem fazer pelo celular mesmo, desde que a gravação fique boa para viabilizar a gravação do cd.
Quero parabenizar a todos pela participação dessa confraternização em versos, enaltecendo Barbalha.

Nota e fotos de Dalinha Catunda

domingo, 6 de agosto de 2017

Fazendo Rima


FAZENDO RIMA
*
GREGÓRIO FILOMENO
Esta Dalinha é danada
No bom sentido, pois não! 
Faz a rima improvisada
Alegrando o coração 
Mora no Rio de Janeiro
Onde passa o ano inteiro
Com saudade do sertão.
*
DALINHA CATUNDA
Gregório eu queria ser
Zefinha do Chabocão
Desafiar cabra macho
Também dizer palavrão
Fazer da língua chicote
Para açoitar um magote
De poeta fafarrão.

terça-feira, 27 de junho de 2017

NO BATE E REBATE DO VERSO




NO BATE E REBATE DO VERSO
*
BENTO RAIMUNDO
Da linha eu amanheço
Te vendo na minha frente
Dando aula de cordel
Ilustrando meu repente
Transmitindo alegria
Para o coração da gente.
*
DALINHA CATUNDA
Você estando presente
Da vida não tenho queixa
Com meu verso de bancada
Pego e gloso sua deixa
Na arte de pelejar
Sou mulher que não desleixa.
*
BENTO RAIMUNDO
Dalinha faz poesia
Na cultura nordestina
Do poeta que cantou
No claro da lamparina
As fofocas da cidade
a beleza campesina.
*
DALINHA CATUNDA
Versejar é minha sina
Confesso Bento Raimundo
Feito um bardo, um menestrel,
Sairia pelo mundo
Espalhando poesia
Nesse ramo me aprofundo.
*
BENTO RAIMUNDO
Escreve a sabedoria
Da gente do meu sertão
Do dia de farinhada
Da apanha de feijão
Tem forró e cantoria
Na placa do coração
*
DALINHA CATUNDA
Quando falo do meu chão
Não economizo verso
Se for para duelar
Garanto não desconverso
Eu nasci e me criei
Vivendo nesse universo.
*
BENTO RAIMUNDO
Numa noitada de versos
O poeta mostra o dom
A mente cria o assunto
A viola solta o som
E a plateia dizendo
Êta repentista bom
*
DALINHA CATUNDA
Canto sem sair do tom
E também sem gaguejar
Vejo o povo bater palmas
E o parceiro praguejar
E eu só metendo o sarrafo
Sem medo de apanhar.
*
BENTO RAIMUNDO
Mulher tem o seu lugar
É mensageira do amor
É musa e genitora
Tem o perfume da flor
Mas no debate ela aprende
Respeitar um cantador.
*
DALINHA CATUNDA
Cantador ou trovador
Que ciscar na minha rinha
Sente o perfume da flor
Mas sabe que ela espinha
Confuso sai arranhado
Vencido se desalinha.
*
BENTORAIMUNDO
Mulher e maravilhosa
Na cidade e no sertão
Tenho um lugar pra ela
Dentro do meu coração
Mas quando puxa repente
Eu comando a direção.
*
DALINHA CATUNDA
Se essa é sua intenção,
Já estou impaciente
Taque o dedo na viola
E capriche no repente
Para eu sair do comando
E você seguir em frente.
*
BENTO RAIMUNDO
 Mulher é inteligente
Tem talento e primazia
Todas elas oriundas
Do coração de Maria
Agora participantes
Da arte da cantoria.
*
DALINHA CATUNDA
Estamos em sintonia
Com a arte de cantar
Nas pelejas virtuais
Costumamos duelar
E assim vamos propagando
A cultura popular.
*
BENTO RAIMUNDO
Ela e mais importante
Do que a lua divina
A cabeça de adulta
O coração de menina
É musa inspiradora
Da Cultura nordestina.
*
DALINHA CATUNDA
Com a sua concertina
Eu não posso competir
Porém se puxar o fole
Sei que vou me divertir
Dançando um pé-de-serra
Até a barra surgir.
*
BENTO RAIMUNDO
 A mulher e tão divina
Por isso sabe o que quer
Eu por ser obediente
Dou o que ela quiser
Todo homem necessita
Do amor de uma mulher
*
DALINHA CATUNDA
Bem-me-quer e malmequer
Eu um dia desfolhei
No debulhado da pétala
Meu amor eu encontrei
Do jeito que ele me trata
Posso dizer que é um rei.
*
Xilo de Carlos Henrique



segunda-feira, 26 de junho de 2017

BASTINHA E A LITERATURA DE CORDEL

Amigos e amigas da Nossa Literatura de Cordel,
Quando projetei fazer esse cordel, logo pensei  em Bastinha Job  para apresenta-lo.
Bastinha é uma profunda conhecedora da Literatura de Cordel e seu aval enriquece qualquer obra. E como o folheto fala da trajetória da mulher no mundo cordeliano, é uma forma de homenagear Bastinha Job, a Cordelista do Assaré, que escolheu Crato para morar, e todas as mulheres que se aventuram na arte de escrever cordel.

APRESENTAÇÃO

Um folheto que nasceu
Dessa verve tão fecunda
Neste, Dalinha Catunda
Narra o que aconteceu:
Nosso Altino apareceu
Em Maria Pimentel
Do amargor, fez o mel
Pra narrar de cabo a rabo
O Violino do Diabo
Como o primeiro Cordel.
 *
As Herdeiras de Maria
Espalhadas por aí,
Contam daqui e dali
Em versos com maestria;
Dalinha faz da poesia
Rima, ritmo interligado
O tema forte enfocado
Na figura da MULHER;
Não fez um cordel qualquer...
Pensem bem no seu recado!
*
Bastinha Job
Cadeira nº 4 da ACC

Crato, março de 2017