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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

CHUVA DE POESIA



 

CHUVA DE POESIA

*

BASTINHA JOB

Pra mim a chuva é tela

De uma linda pintura

No meu Cratinho ela cai

Cai agora com ternura

Meu coração tá contente

A chuva ,o melhor presente

Traz promessa de fartura!

*

LINDICÁSSIA NASCIMENTO

É festa na agricultura

Alegria pra o sertão

Sertanejos se animam

Com o relâmpago e o trovão

A chuva é a esperança

Para o tempo de bonança

Pra quem fez a plantação.

*

DALINHA CATUNDA

Chuva caindo no chão

Atiça minha saudade

Nós dois no banho de chuva

Numa casualidade

Enquanto a chuva caía

O casal feliz sorria

Ungindo a felicidade.

 


sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

NÃO FORA NOSSO NORDESTE SERIA POBRE O BRASIL


 

NÃO FORA NOSSO NORDESTE

SERIA POBRE O BRASIL

*

DALINHA CATUNDA - Rio de Janeiro - RJ

Berço da mulher rendeira,

E de Maria Bonita.

A Raquel trouxe na escrita

Maria Moura Guerreira,

A força da brasileira,

A que enfrentou cada ardil!

Mostrando bem seu perfil

De forte mulher do agreste:

NÃO FORA NOSSO NORDESTE

SERIA POBRE O BRASIL.

*

BASTINHA JOB- Crato- Ce

O Ceará de Alencar

De Peri,de Iracema,

De Ceci prosa em poema

Do verde-azul do mar;

Tem o Ferreira Goulart,

Gonzagão, Gilberto Gil,

Patativa é nota mil

Nossa Arte é inconteste:

NÃO FORA NOSSO NORDESTE

SERIA POBRE O BRASIL

*

VÂNIA FREITAS - Fortaleza - Ce

O nordeste brasileiro

Banhado de sol e mar

Tem nas noites de luar

O canto do violeiro

Que embala nosso terreiro

Com seu verso mais sutil

Que encanta com mais de mil

O sul norte leste e oeste

NÃO FORA NOSSO NORDESTE

SERIA POBRE O BRASIL.

*

RÓSARIO PINTO – Rio de Janeiro -RJ

A mulher faz seu papel

Escreve com linhas finas

Histórias de heroínas

Maneja bem o pincel

Em versos de menestrel.

São muitas na poesia,

E na prosa, em demasia,

Nos romances, mais de mil.

Do Norte até o Leste

NÃO FORA NOSSO NORDESTE

SERIA POBRE O BRASIL

*

DODORA PEREIRA DA SILVA – Juazeiro- Ce

Mulher guerreira e forte

Enfrenta o sol causticante

Com um sorriso intrigante

E o amor é seu suporte

O poeta é que tem sorte

Essa musa é nota mil

Contrastando o céu de anil

Com esse seu solo agreste

NÃO FORA NOSSO NORDESTE

SERIA POBRE O BRASIL

*

LNDICÁSSIA NASCIMENTO – Barbalha-Ce

O Nordeste brasileiro

É de fato um braço forte

Esse país tem é sorte

Por não ser do estrangeiro

Sendo bravo e tão guerreiro

De arte e belezas mil

Nós traçamos o perfil

Do rico cabra da peste

NÃO FORA NOSSO NORDESTE

SERIA POBRE O BRASIL.

*

Ciranda de glosas coordenadas por Dalinha Catunda, idealizadora do Cordel de Saia.

 Mote de Medeiros Braga.

dalinhaac@gmail.com

domingo, 13 de setembro de 2020

SE NÃO TEM DISPOSIÇÃO NÃO ME CHAME PRA BRIGAR


 

SE NÃO TEM DISPOSIÇÃO

NÃO ME CHAME PRA BRIGAR

1

Eu não sou mulher de briga,

Mas também não corro dela.

Não sou de largar panela

Só para fazer intriga,

E aviso: Não se maldiga!

Se vier me importunar,

Pois não gosto de apanhar,

Provocada eu viro o cão:

SE NÃO TEM DISPOSIÇÃO

NÃO ME CHAME PRA BRIGAR

Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Dalinha Catunda.

2

Eu não atulero insulto

De poeta insolente

Que atiça e de repente

Dele só se vê o vulto

Isso é que me deixa puto

Quando vou pra enfrentar

Vejo o cabra se mandar

Sem deixar rastro no chão

SE NÃO TEM DISPOSIÇÃO

NÃO ME CHAME PRA BRIGAR.

Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Gevanildo Almeida.

3

Se vier fazer arenga

Eu já solto os "cachorro"

Você vai pedir socorro

Tô fumando numa quenga

Já puxei a estrovenga

Já comecei a fungar

Pense logo em escapar

Xispa logo seu Tungão

SE NÃO TEM DISPOSIÇÃO

NÃO ME CHAME PRA BRIGAR

Mote dalinha catunda

Glosa rivamoura Teixeira

4

Tive fama de briguenta

Num tempo já bem distante

Sem ter sido arrogante

Tinha cabelo na venta

Quando passei dos quarenta

Decidi me aquietar

Mas não queira provocar

Pois chego com precisão

SE NÃO TEM DISPOSIÇÃO

NÃO ME CHAME PRA BRIGAR

Mote Dalinha Catunda

Glosa Creusa Meira

5

Na munheca me garanto

Tenho força pra valer

Pois, sei bem onde bater

Dizem: Dulce é um espanto

Na sorva eu bato tanto

Faço gente desmaiar

Quando bato é pra torar

Encomende o teu caixão

SE NÃO TEM DISPOSIÇÃO

NÃO ME CHAME PRA BRIGAR.

Mote: Dalinha Catunda

Glosa: Dulce Esteves

6

Eu disfarço no sorriso

Uma cobra em cada presa

Do veneno fiz represa

Não faço plano indeciso

Eu mato se for preciso

Dou bote pra derrubar

E me ergo pra olhar

A presa cair no chão

SE NÃO TEM DISPOSIÇÃO

NÃO ME CHAME PRA BRIGAR

Glosa: Ritinha Oliveira

Mote: Dalinha Catunda

7

Pois comigo é diferente,

Eu não gosto de desface,

Gosto de mostrar a face,

Cara a cara dente a dente,

Quem for bom que aguente,

Na hora de atacar,

Sou igual a carcará,

Pió do quê gavião,

“SE NÃO TEM DISPOSIÇÃO

NÃO ME CHAME PRA BRIGAR”

Glosa Assis Mendes,

Mote, Dalinha Catunda,

8

Aprendi quando criança

Se um colega lhe bater

Não é pra você rebater

Mas ter sempre a temperança

E ter muita confiança

Que o verbo amar faz mudar

E a briga pode acabar

Sem usar arma na mão

SE NÃO TEM DISPOSIÇÃO

NÃO ME CHAME PRA BRIGAR.

Glosa - Vânia Freitas

Mote - Dalinha Catunda

9

Sou um cabra nordestino,

sou legítimo, pois é...

Gosto muito de muié,

faz tempo, desde minino...

Eu sou um cabra mufino

e fácio de me zangar

basta só me tapear,

portanto, num fresque não...

“SE NÃO TEM DISPOSIÇÃO

NÃO ME CHAME PRA BRIGAR.”

Glosa – David Ferreira

Mote - Dalinha Catunda

10

Se tu não pode com o pote

Não vá pegar na rudia

Me garanto na poesia

E vou glosar o seu mote

Pode mandar de magote

Já preparei meu jucar

Se você quer apanhar

Mexa com o negro Dão

SE NÃO TEM DISPOSIÇÃO

NÃO ME CHAME PRA BRIGAR

Glosa Dão de Jaime

Mote Dalinha Catunda

 *

Roda de glosas coordenada por Dalinha Catunda

Obrigada a todos que participaram.

dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

“DO TEMPO NÃO SOMOS DONOS, O TEMPO É DONO DA GENTE.”

“DO TEMPO NÃO SOMOS DONOS,

O TEMPO É DONO DA GENTE.”

Um mote sugerido por, Francisco Sena Garcia a Dideus Sales.

Postei as glosas que seguiram o exemplo da primeira, quanto a disposição das rimas.

.

DIDEUS SALES

Nas manhãs primaveris

Muito distantes do ocaso,

Não se tem pressa nem prazo

De brincar e ser feliz.

Gastamos com coisas vis,

O tempo, constantemente.

Ele impiedosamente

Nos envolve em seus quimonos:

DO TEMPO NÃO SOMOS DONOS,

O TEMPO É DONO DA GENTE.

*

CHICO CANUTO

O tempo tudo apaga

Desmancha, desfaz, destrói.

O mesmo tempo constrói

É está a sua saga

Concertar o que estraga

Mandado pelo deus Crono

Que do tempo tem o trono,

De onde vem o exemplo:

Não somos donos do tempo,

O tempo é nosso dono.

*

DALINHA CATUNDA

Quem perdeu tempo na vida

Preocupada com rumores

Não viveu os seus amores

Não foi mulher atrevida

De pudores desprovida

Resolvi ser diferente

Pecadora recorrente

Da fibra ganhei abonos:

DO TEMPO NÃO SOMOS DONOS,

O TEMPO É DONO DA GENTE.

*

CREUSA MEIRA

A vida só tem sentido

Se percebermos sinais

Os dias não são iguais

E o nosso tempo é medido

Cada dia percorrido

Deixa a marca do presente

No passado que somente

Se vive durante os sonos

"DO TEMPO NÃO SOMOS DONOS,

O TEMPO É DONO DA GENTE"

*

DALINHA CATUNDA

Quando saí do sertão

Resolvi me aventurar

Quis o mundo conquistar

E segui meu coração

Nele guardei emoção

Que recordo atualmente

O tempo me fez contente

E rainha em muitos tronos

"DO TEMPO NÃO SOMOS DONOS,

O TEMPO É DONO DA GENTE".

Glosa de Dalinha Catunda*

*

ADAUBERTO AMORIM

O tempo é quem condiciona

O que somos e pensamos,

Se melhor observamos

Ele não estaciona

Nós só pegamos carona

Por algum tempo somente

Pra no verão bem mais quente

lembrar dos belos outonos

DO TEMPO NÃO SOMOS DONOS,

O TEMPO É DONO DA GENTE.

*

CHICO JOÂNIO

“O tempo é o pai da razão”,

Permanente e soberano.

No traçado do seu plano

Sei que todos passarão.

Os tempos no tempo são

Somente o tempo presente.

Quem do tempo é consciente,

Do tempo recebe abonos.

DO TEMPO NÃO SOMOS DONOS,

O TEMPO É DONO DA GENTE.

*

BASTINHA JOB

Não queira extrapolar

Ir além de seu limite

Aceite o meu palpite,

Vamos tudo controlar

Sem querer ultrapassar

Acalmemos nossa mente,

Regrar é palavra urgente

Pois erros não têm abonos:

" DO TEMPO NÃO SOMOS DONOS,

O TEMPO É DONO DA GENTE"

*

VÂNIA FREITAS

O poeta já cantava

O tempo no seu soneto

Aqui no Cordel me meto

Porque dele sou escrava

Vou na glosa que desbrava

O tempo que minha mente

Gasta lançando semente

Para alegrar os colonos

DO TEMPO NÃO SOMOS DONOS,

O TEMPO É DONO DA GENTE.

*

CHICO DE ASSIS.

Seu destino é andar

E jamais retroagir

É impossível repetir

No mundo em qualquer lugar

Podemos até registrar

O momento diferente

Enquanto ele segue em frente

verões, invernos outonos...

DO TEMPO NÂO SOMOS DONOS

O TEMPO É DONO DA GENTE.

*

DAVID FERREIRA

É preciso ter cuidado

com o tempo que nos dão

para não torná-lo vão

sem ter dele o esperado,

pois, o tempo qu’é nos dado,

depois nos cobram da gente.

Não sejamos renitente

nem pior do que já somos.

“DO TEMPO NÃO SOMOS DONOS,

O TEMPO É DONO DA GENTE.”

*

Xilo de Carlos Henrique

Ciranda de versos coordenada por Dalinha Catunda

sábado, 1 de agosto de 2020

NA REDE COM DALINHA - "TUDO SEI NINGUÉM ME ENSINA!


TUDO EU SEI NINGUÉM ME ENSINA

Mote de uma linha, que corre chão na boca de alguns cantadores

 

TUDO EU SEI NINGUÉM ME ENSINA

*

DALINHA CATUNDA

Aprendi fazer gostoso

Faço dengo e cafuné

Sou quente até no café

Com o meu caso amoroso

Pois ele é todo dengoso

E assim sendo me fascina

Já nasci com essa sina

De mulher que sabe amar

E quando é para agradar

TUDO EU SEI NINGUÉM ME ENSINA

*

RIVAMOURA TEIXEIRA

Se vou fazer um soneto

Não digo ser obra prima

Eu capricho bem na rima

Já vou vendo o quarteto

Depois vejo o terceto

Vejo o tanto q defina

O tema q determina

Vem da verve a emoção

Aí brota o coração

Tudo eu sei ninguém me ensina.

*

GEVANILDO ALMEIDA

Eu sei versejar direito

Do jeitinho que ela gosta

Seja de frente ou de Costa

Arrocho do mesmo jeito

Faço o serviço bem feito

Mostro minha disciplina

Na calçada, na esquina

Gosto de versificar

Quando quero improvisar

TUDO SEI NINGUÉM ME ENSINA.

*

DALINHA CATUNDA

Presto bastante atenção

Quando vou fazer meu verso

Estudar esse universo

Faço com satisfação

Vejo a metrificação

Minha rima não declina

O verso é minha rotina

Sei cumprir o meu papel

Quando é pra fazer cordel

TUDO SEI NINGUÉM ME ENSINA.

*

JESUS DE RITINHA DE MIUDO

Eu encontrei a Dalinha

Com um par de versos na mão

Escritos com o coração

E beleza em cada linha.

"A métrica foi bem feitinha

A poesia está divina

Pois, desde quando menina

Vou vivendo essa magia

Sou doutora na poesia

TUDO SEI NINGUÉM ME ENSINA".

*

LINDICASSIA NASCIMENTO

Na arte da poesia

Não posso ficar de fora

Quero cantar sem demora

Meus versos com maestria

Pois a musa que me guia

Faz brotar glosas com rima

Eu sou mulher nordestina

Meu sangue é quente na veia

Aqui nesta minha aldeia

TUDO EU SEI NINGUÉM ME ENSINA.

*

DÃO DE JAIME

Eu sei fazer um jantar

Lasanha, macarronada

Estrogonofe buchada

Baião de dois com jabá

Sarapatel muncunzar

Bolo com queijo regina

Frito ovo sem margarina

Sei fazer também paçoca

Cuscuz pão e tapioca

TUDO EU SEI NINGUÉM ME ENSINA

.

Roda de glosas organizada por Dalinha Catunda

XILO de Carlos Henrique