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sábado, 1 de agosto de 2020

NA REDE COM DALINHA - "TUDO SEI NINGUÉM ME ENSINA!


TUDO EU SEI NINGUÉM ME ENSINA

Mote de uma linha, que corre chão na boca de alguns cantadores

 

TUDO EU SEI NINGUÉM ME ENSINA

*

DALINHA CATUNDA

Aprendi fazer gostoso

Faço dengo e cafuné

Sou quente até no café

Com o meu caso amoroso

Pois ele é todo dengoso

E assim sendo me fascina

Já nasci com essa sina

De mulher que sabe amar

E quando é para agradar

TUDO EU SEI NINGUÉM ME ENSINA

*

RIVAMOURA TEIXEIRA

Se vou fazer um soneto

Não digo ser obra prima

Eu capricho bem na rima

Já vou vendo o quarteto

Depois vejo o terceto

Vejo o tanto q defina

O tema q determina

Vem da verve a emoção

Aí brota o coração

Tudo eu sei ninguém me ensina.

*

GEVANILDO ALMEIDA

Eu sei versejar direito

Do jeitinho que ela gosta

Seja de frente ou de Costa

Arrocho do mesmo jeito

Faço o serviço bem feito

Mostro minha disciplina

Na calçada, na esquina

Gosto de versificar

Quando quero improvisar

TUDO SEI NINGUÉM ME ENSINA.

*

DALINHA CATUNDA

Presto bastante atenção

Quando vou fazer meu verso

Estudar esse universo

Faço com satisfação

Vejo a metrificação

Minha rima não declina

O verso é minha rotina

Sei cumprir o meu papel

Quando é pra fazer cordel

TUDO SEI NINGUÉM ME ENSINA.

*

JESUS DE RITINHA DE MIUDO

Eu encontrei a Dalinha

Com um par de versos na mão

Escritos com o coração

E beleza em cada linha.

"A métrica foi bem feitinha

A poesia está divina

Pois, desde quando menina

Vou vivendo essa magia

Sou doutora na poesia

TUDO SEI NINGUÉM ME ENSINA".

*

LINDICASSIA NASCIMENTO

Na arte da poesia

Não posso ficar de fora

Quero cantar sem demora

Meus versos com maestria

Pois a musa que me guia

Faz brotar glosas com rima

Eu sou mulher nordestina

Meu sangue é quente na veia

Aqui nesta minha aldeia

TUDO EU SEI NINGUÉM ME ENSINA.

*

DÃO DE JAIME

Eu sei fazer um jantar

Lasanha, macarronada

Estrogonofe buchada

Baião de dois com jabá

Sarapatel muncunzar

Bolo com queijo regina

Frito ovo sem margarina

Sei fazer também paçoca

Cuscuz pão e tapioca

TUDO EU SEI NINGUÉM ME ENSINA

.

Roda de glosas organizada por Dalinha Catunda

XILO de Carlos Henrique


segunda-feira, 20 de julho de 2020

TRÊS CEARENSES GLOSANDO NA REDE


TRÊS CEARENSES GLOSANDO NA REDE
*
SE EU ESCREVESSE ROTEIRO
MEU FILME SERIA ASSIM.
Mote de Astier Basílio
*
DALINHA CATUNDA
A morena despachada
Que vivia no sertão
Não respeitou nem o cão
E seguiu a sua estrada
Ladina e desaforada
Fazia o que estava a fim
Com a boca de carmim
Dizia pro mundo inteiro:
SE EU ESCREVESSE ROTEIRO
MEU FILME SERIA ASSIM.
*
BASTINHA JOB
 Basílio é o Astier
Autor dum mote tão bom
Dalinha glosou no tom
E cumpriu o metier
Eu também vou me meter
Puxo a ponta do alfinim
Faço uma ponte por fim
Até Rio de Janeiro:
SE EU ESCREVESSE ROTEIRO
MEU FILME SERIA ASSIM.
*
VÂNIA FREITAS
Eu sempre fui desastrada
Porque sempre fui medrosa
Eu nunca fui poderosa
Mas era muito engraçada
Cada corrida adoidada
O povo ria de mim
Trágica e cômica enfim
Sem ter nenhum companheiro
SE EU ESCREVESSE ROTEIRO
MEU FILME SERIA ASSIM.
*
Coordenação de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
Fotos do acervo de Cada poetisa
Mote de Astier Basílio

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Da série: NA REDE COM DALINHA X


QUARENTENA NA ROÇA, VIVENDO COMO ÍNDIO

*

Aqui estou feito índio
Acoitada em uma oca
Só comendo caça e pesca
E entrando na mandioca
No café como beiju
No almoço tem tatu
Já na ceia é tapioca.

Na cidade eu fazia
Musculação e ioga
Aqui vivo a natureza
Despida de lei e toga
O que me dá mais prazer
É rio abaixo descer
Trepada numa piroga.

Quando meu nativo chega
Alisando o jacumã
Fogosa ligeiro abro
Meu sorriso de cunhã
Eu dou para ele comer
Um caldo que sei fazer
Na base de Carimã.

Numa rede de tucum
De noite vou me deitar
E no balanço da rede
Eu vejo Jaci brilhar
E meu amor diz pra mim
Vamos fazer curumim
Antes do mundo acabar?

*

Versos e foto de Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 25 de junho de 2020

GLOSANDO NA REDE COM DALINHA CATUNDA

GLOSANDO NA REDE COM DALINHA
QUEM VIVE, SALTOU FOGUEIRA
E EU GRITO: VIVA SÃO JOÃO!
*
Meu povo, vou festejar,
Vou buscar minha alegria,
Entocar melancolia,
Medo não vai me acuar.
Se quiser pode chegar,
Para essa celebração,
Em nome da tradição
Entre nessa brincadeira:
QUEM VIVE, SALTOU FOGUEIRA
E EU GRITO: VIVA SÃO JOÃO.
*
VÂNIA FREITAS
Está tal de pandemia
Nós botou no isolamento
Mas não é neste momento
Que vou perder a alegria
Ainda tenho energia
Pra dançar no forrozão
Se tocar o Gonzagão
Vou levantar a poeira
QUEM VIVE, SALTOU FOGUEIRA
E EU GRITO: VIVA SÃO JOÃO.
*
BASTINHA JOB
O fogaréu que saltei
Foi terrível, foi cruel
Mais amargo do que fel;
Mas, dele, eu me safei
Do chinês vil, me livrei
Pela firme intercessão
De meu São Sebastião
Que deu flechada certeira:
QUEM VIVE,SALTOU FOGUEIRA
E EU GRITO:VIVA SÃO JOÃO.
*
CREUSA MEIRA
Está difícil este ano
Longe do meu arraiá
Sei que não tá fácil lá
Sem forró, um desengano
Eu nem pude fazer plano
Pra tomar o meu quentão
Mas triste não fico, não
Tem licor pra noite inteira
QUEM VIVE, SALTOU FOGUEIRA
E EU GRITO: VIVA SÃO JOÃO.
*
RIVAMOURA TEIXEIRA
Como eu queria a beleza
Na cabeça um bom chapéu.
E gritar olha pro céu
Meu amor, sem ter tristeza
Esta festa é a certeza
É prazer e tradição
Um muito de emoção
Ficar sem eira nem beira
QUEM VIVE SALTOU FOGUEIRA
E EU GRITO VIVA A SÃO JOÃO.
*
FRANCISCO JAIRO VASCONCELOS
Tem salão embandeirado
Uma quadrilha animada
O sanfoneiro na calçada
Deixa o terreiro agitado
Tem canjica e milho assado
Uma panela com quentão
Um velho, fazendo adivinhação
Vou entrar na brincadeira
QUEM VIVE SALTOU FOLGUEIRA
E EU GRITO: VIVA SÃO JOÃO!
*
Mote e foto de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

NO BALANÇO DA REDE


Foto de redes no alpendre do meu sítio em Ipueiras-Ce

NO BALANÇO DA REDE

*
Você esqueceu minha rede
Veio outro e se deitou.
Esqueceu q´eu tinha sede,
Veio outro e chamegou.
*
A rede estava armada,
Mas você se desarmou.
Eu querendo ser amada
Veio outro e me embalou.
*
No vai e vem da rede
Faz zuada o armador.
Embalando a magia,
Nos acordes do amor.
*
Deixei de ninar saudades
Voltei a embalar paixão.
Na rede da felicidade.
Balança meu coração.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda
Visite também: http://www.cordeldesaia.blogspot.com/