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quarta-feira, 22 de abril de 2009

SÃO JORGE, GUERREIRO DA FÉ


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Dia 23 de abril é o dia dedicado a São Jorge, a ele minha homenagem.


SÃO JORGE,GUERREIRO DA FÉ

São Jorge Santo Guerreiro,
Que a Jesus não renegou,
Foi soldado foi capitão,
Por nada no mundo deixou
O amor e a fé em Jesus
Em quem sempre acreditou.

Jovem Soldado Romano,
Sempre servo do Senhor.
A mando de Diocleciano,
Que era o cruel imperador,
Foi torturado e degolado
Por defender seu salvador.

São Jorge Guerreiro da fé
Minha arma é a oração.
A verdade é Jesus Cristo.
Você me ensinou a lição,
E por acreditar em Jesus
Enfrento qualquer dragão.

terça-feira, 21 de abril de 2009

BRASÍLIA


Foto: Dalinha Catunda às margens do Lago Paranoá

Foto:Dalinha Catunda,Tereza Mourão e Rebeca
Estas fotos são do acervo do blog. Fotos do último passeio que fiz a Brasilia.
Hoje, Brasilia faz aniversário e eu presto uma homenagem neste pequeno poema.

BRASÍLIA

O céu azul de Brasília,
O verde daquele chão,
O encanto das paineiras
Em tempos de floração,
Tudo isso faz mais bela
A capital da nação.

Um final de tarde, um barco
Volteando no Logo Paranoá,
A brisa batendo no rosto
Cabelos revoltos a voar,
É um passeio divino,
Confesso espetacular.

Ver a tarde morrendo,
Assistir a noite chegar,
Realmente é imperdível
Nas águas do Paranoá,
Vendo a firula das estrelas
Piscando junto ao luar.

Brasília cidade mágica
Tão bela esteticamente.
Você me impressiona
Com seu jeito diferente.
E com a hospitalidade,
Bem típica de sua gente.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

AMOR ANIMAL



AMOR ANIMAL
*
Ele zangão aceirando
A colmeia da Rainha.
Ela toda embevecida,
Aceitava a louvaminha.
*
Felizes voaram juntos,
E juntos fizeram mel.
No enleio a tragicidade,
Que envolve cada papel.
**
Compartilharam com gosto,
A tal geleia real.
No instintivo labor
Que conduz o ritual.
*
Voltou  ao trono a rainha
Após o acasalamento.
Ele zangão devorado

Na trama foi alimento.
*
Versos de Dalinha Catunda
olhares.aeiou.pt/abelha_rainha_foto563312.html


quarta-feira, 15 de abril de 2009

INVERNADA


INVERNADA

Dalinha Catunda

No tempo da invernada
O canto da passarada
Encanto meu coração.

Borboletas fazem festa
Sapos afinam sua orquestra
Canta e sorrir o sertão.

Chananas bordam o chão.
Entre salsas e muçambês.
Nos galhos do sabiá
A brancura do florescer.

Carnaúbas batem palmas,
Sentindo o frescor da brisa.
O sol por entre as nuvens,
Meio apagado desliza.

É a estação das chuvas
Trazendo seu esplendor.
É a peitica cantando,
Seu canto repetidor.

É a presença do campina,
Os arrulhos da fogo-pago.
É a alegria do verde,
Que com a chuva brotou.

É a enxada no ombro,
Do nosso agricultor,
Que não carece de esmola
Nem foge ao seu labor.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

NO CEARÁ TEM DISSO, SIM!


Foto e texto de Dalinha Catunda


O LUME DA LAMPARINA

Às vezes ainda pisca,
E minha mente alumia.
O facho esfumaçado
Que antigamente eu vi,
No cantinho da alcova
Que no sertão eu dormia.

Eu ficava maravilhada
Olhando de manhãzinha
Mamãe acendendo o fogo
Naquela rústica cozinha,
Nas mãos o mesmo lume
Que alumiava a noitinha.

De vidro, zinco ou de lata,
De muitos modelos era ela.
Tinha uma alça para segurar,
E um pavio enfiado nela.
Nos velhos tempos, garanto,
Ninguém abria a mão dela.

Quem um dia não recorreu
A luz de uma lamparina?
Lá dos cafundós do sertão
Eu nunca fugi dessa sina,
Já acendi e soprei muito
Seu facho quando menina.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

PÁSCOA E PAZ


Foto e texto de Dalinha Catunda.

Optei por usar este arbusto espinhento que tem como uma de suas denominações: COROA-DE-CRISTO para compor o texto, pois acho que ele traduz simbolicamente a nossa caminhada. Flores e espinhos. A sabedoria da vida está em saber conviver com os dois.
Aos meus amigos do blog, UMA FELIZ PÁSCOA!!!!

PÁSCOA E PAZ

Vamos adubar nosso chão,
Plantar justiça, colher a paz.
Ressuscitar sentimentos
Que tanta falta nos faz.
Repudiar a violência
Pois cada um é capaz.

Chega de tanta violência,
Chega de tanta matança.
Chega de tanta maldade
Envolvendo até crianças.
Vamos semear justiça,
E tentar colher esperança.

Cristo foi crucificado,
Para nossa salvação.
Vamos abraçar o próximo,
Como se fosse um irmão.
Vamos ressuscitar a paz,
E abrandar o coração.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

FLOR DA PAIXÃO


Texto e foto de Dalinha Catunda

A FLOR DA PAIXÃO

A Flor do maracujá
Conhecida flor da paixão.
Um dia já foi branca,
Contou-me um cidadão.
E que foi o sangue de Cristo,
Que deu nova coloração.

No pé da cruz se avistava
Algumas flores de maracujá.
Com sua coroa de espinho,
Jesus Cristo pôs-se a sangrar
E as brancas flores tingidas
Bem roxas passaram a ficar.

Essa flor carrega consigo
Os pregos da crucificação.
As cinco chagas de Cristo,
Depois da transformação.
Até a coroa de espinhos
De sua árdua coroação.

Se é verdade ou é lenda
Eu não posso afirmar.
Só sei que é misteriosa,
A bela flor do maracujá.
E essa história que ouvi,
Estou somente a repassar.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O FAMOSO CAPITÃO


Foto: viagemesabor.com.br
Texto: Dalinha Catunda

O Famoso Capitão


Muito cedo descobri que na terra de “coroné” se comia Capitão.
Eu das Ipueiras, terra de coronè Zé Bento e tantos outros, confesso que muitas vezes participei desse ritual que muito me agradava.

Alguns falam que aquilo era coisa de escravos, já outros afirmam ser uma herança dos portugueses colonizadores. O que sei, é que, o que eu julguei ser uma exclusividade minha e de meus irmãos, era na realidade, um costume antigo, comum, no interior do Ceará e em tantos outros estados do Brasil.

Conversando com Lou, uma amiga nordestina, das bandas da Serra Grande, ela me falou que os capitães da avó dela eram imbatíveis. E eu, retruquei:--- É que você não conheceu os da minha tia Isa. Quando eles chegavam a mesa as crianças entravam em prontidão a espera do tão esperado e solene momento.

O certo, é que por trás de cada capitão, havia o comando de uma mão mágica e dedicada a nos enfiar goela abaixo aquela distinta autoridade do mais alto escalão. Eram nossas mães, avós e tias que se esmeravam na confecção daquela apetitosa iguaria com o intuito de agradar o paladar dos seus entes queridos.

Pois, na verdade, o inesquecível e famoso capitão, meu, de Lou e de tantas outras crianças, nada mais era que um simples bolinho de feijão amassado com farinha, bem modelado e servido por mãos especiais com carinho e com afeto, o que o transformava simplesmente num manjar dos Deuses.

Era assim que nosso feijão de cada dia passava de um simples soldado raso ao mais famoso capitão. E eu, que sou agarrada às lembranças, fico feliz em fazer parte deste passado, onde batalhões de crianças faziam continência a seu amado capitão.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

MANHÃ DE ABRIL


Foto e texto de Dalinha Catunda

Manhã de Abril

Manhã radiante,
Brisa refrescante,
Entrando pela Janela.

A Brisa eriça meus pelos,
Desmancha meus cabelos,
E leva embora as mazelas.

Carinhos da natureza
Chegam com singeleza
Dizendo que a vida é bela.

Por isso sigo em frente,
Se tenho porção carente,
Esqueço, e não dou trelas.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

PRIMEIRO DE ABRIL!


Imagem: google texto Dalinha Catunda

PRIMEIRO DE ABRIL

Se você chegasse agora
Dizendo que ia embora
Tuas malas eu até faria.

Acenderia mil velas
Voltava a ver novelas
Dava pulos de alegria.

Deixava de ser morena
E minha boca pequena,
De vermelho eu pintaria.

Caprichava no decote
No cabelo dava um corte
E muito mais me exibiria.

Mas, nem pense na proposta.
Não saia por esta porta.
Porque eu jamais deixaria.

Isto é só uma brincadeira,
Eu não faria essa besteira.
Hoje é primeiro de abril!