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quinta-feira, 30 de abril de 2009

ANIVERSÁRIO DE DONA MARIA


Foto de Dalinha Catunda
Nota do blog: Começamos com Edmar Júnior, (neto de dona Maria), Brena(filha), Edmar (filho), Dalinha Catunda ao lado de dona Maria e Sandra(Nora).
Foto batida em janeiro, no almoço que ofereci em meu sítio em Ipueiras-Ce.

DONA MARIA

__Quem é dona Maria?
Para muitos uma mulher durona, cara fechada, de difícil sorriso e difícil convivência.
Mas se dona Maria é tudo isso, ela guardou o seu melhor para mim.
Pois tenho dela sempre o melhor sorriso, seu abraço mais apertado, sua palavra de carinho e a comida mais saborosa.

Quando estamos juntas o que não falta é alegria. São piadas, gargalhadas e muita conversa. Temos uma afinidade muito grande. Não sei medir o meu bem-querer por ela.
Ela é meu ombro amigo, o colo que às vezes sinto falta e a palavra certa que muitas vezes quero ouvir. Sei que não devo ser diferente para ela.

Dia 02 de maio, esta serrana que trocou o frio da serra pelo calor do sertão faz aniversário. E eu quero deixar aqui os meus mais sinceros votos de felicidade, de saúde,
Que Deus ilumine sua vida, guie seu destino e lhe conceda muitos anos de vida. Pois quero desfrutar e muito dessa amizade.

A dona Maria meu beijo carinhoso e meu abraço sincero.

ESTAÇÃO DIGITAL


Estação de Ipueiras hoje


Estação de Ipueiras do passado

A estrada de ferro do Brasil foi inaugurada no dia 30 de abril de 1854,
daí o motivo de se comemorar nesse dia, o dia ferroviário.

ESTAÇÃO DIGITAL

Ela já não é mais cor-de-rosa, mas, mesmo assim não perdeu sua graça.
Está diferente esteticamente, e já não exerce a mesma função.

Felizmente não teve a sina de tantas outras que caindo no esquecimento pouco a pouco vão desmoronando e deixando nos escombros parte importante de nossa história ferroviária.

Reformada, de cara nova, ganhou um tom amarelado e cumpre um importante papel. Transformou-se em Estação Digital, beneficiando crianças ipueirenses de baixo poder aquisitivo, que têm hoje, a oportunidade de manusear um computador e apostar num futuro menos desigual.

Eu particularmente tenho grande apreço por esta estaçãozinha do interior. Durante muito tempo, meu avô, Gonçalo Ximenes Aragão foi Agente Ferroviário ou chefe de estação, como se costumava falar em Ipueiras, onde fez história e colocou os filhos nos mesmos trilhos.

Se hoje por falta de interesse dos governantes deste país, nosso trem saiu dos trilhos, tenho pelo menos, o conforto de saber, que numa cidadezinha do interior que se chama Ipueiras a fachada da história continua de pé, e que o barulho da sineta novamente será ouvido, e uma nova linha entrará em ação tendo como ponto de partida: A ESTAÇÃO DIGITAL.

Texto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A BORBOLETA E O CAÇADOR


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Texto de Dalinha Catunda

A BORBOLETA E O CAÇADOR

Era uma vez uma linda borboleta colorida que voava feliz por entre as flores.
Cheirava uma flor, pousava em outras, dava voltas e mais voltas, abria e fechava suas asas ornamentando a paisagem natural.

Muitas vezes ela aparecia entre um bando de borboletas amarelas, o que realçava ainda mais sua beleza. Quando voava, as pequenas borboletas voavam atrás como se atraídas pelas asas coloridas que batiam graciosamente.

Sua beleza era tanta, que acabou atraindo um olhar mais egoísta. Um caçador de borboletas! Ela tentou, de todas as formas, escapar do tal caçador, porém sua fragilidade era tanta, que acabou sendo presa fácil na rede do colecionador.

E assim se foi... A borboleta colorida, o encanto da natureza, o exemplo de liberdade, de beleza, que fora arrancada de seu habitat sem finalizar seu ciclo.

Hoje certamente, ela se encontra aberta dentro de um livro ou numa vitrine, sem brilho, sem movimentos, prestes a transformar-se em pó e longe dos olhares ávidos de beleza natural.

Os amores e as paixões egoístas tendem a aprisionar em redomas o objeto de seus desejos, sem dar-se conta que assim procedendo estarão destruindo o que tanto lhe apraz.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

UM BOI REBELDE


Texto e foto de Dalinha Catunda

UM BOI REBELDE

Meu boi andava um tanto sem apetite para minhas vacas, que na verdade, não eram lá, essas coisas! Mal servido, andou pulando cercas, encrencando-me com a vizinhança, fazendo arruaça, enfim, pintando o sete.
O Diabo do boi era bonito..., preto, lustroso, bem parecido, mas em comportamento, era a pintura do cão.

Meu caseiro, sem simpatia nenhuma, nem paciência, para com o boi vadio que não lhe dava sossego, por sua vez, tirava também meu sossego, batendo na mesma tecla, que eu deveria vender aquele animal para evitar aborrecimento.

Aquilo me aporrinhava, porque na verdade, era eu tomada de uma grande simpatia por aquele boi preto, teimoso, que tinha vontade própria, e pouco estava ligando para o politicamente correto.
Sempre me encantei com a criatividade dos transgressores. A cada queixa que meu vaqueiro fazia, eu ficava séria, para impor respeito, mas intimamente sorria e vibrava.

No entanto, a última que ele aprontou, obrigou-me a tomar uma atitude mais firme.
Não tendo mais pasto, aluguei o pasto do Chico Novo. O boi achando pouca suas arruaças inventou de jogar-se dentro de um silo vazio. E para retirá-lo de lá? Depois de frustradas tentativas, a única solução era o trator da prefeitura que a mim fora gentilmente cedido para tentar resolver tal problema. Sabe qual foi a atitude do boi quando viu a aproximação do trator? Feito um animal alado voou buraco a fora e “ganhou o Bredo.” Pense!!! Se um bicho desses é cria de Deus. E ainda dizem que é um animal sagrado em algum lugar!

A contra gosto coloquei o boi a venda. Sua ficha pregressa dificultava qualquer possível negociação, o que de certa forma me aliviava a alma. Não tinha nenhuma vontade mesmo, de vender aquele bicho. Por mais trabalho que ele pudesse me dar.

Por via das dúvidas resolvi tentar comprar outro boi que abraçasse com gosto as obrigações não cumpridas, pelo inadimplente, ou seja: se engraçar com minhas vacas, fazer as honras do campo e sossegar no pasto multiplicando o rebanho.

Depois de uma longa procura, cheguei a Cláudio, criador de caprinos, ovinos, bovinos, que de certa feita, me vendera uma cabra anciã, dizem que a velha cabra já era até tetravó

O ar tímido de Cláudio, que hoje eu já traduzo como sonsice, me fez ficar de pé atrás. Tanto, que fiz um verdadeiro interrogatório sobre o animal que ele pretendia vender.
Era um gir, e eu estava querendo justamente um gir.

_E aí, Cláudio, estou querendo comprar um boizinho e de preferência, que fosse um gir.
-Ora Dalinha, meu irmão Didi, tem um maaansinho. Mas tão mansinho que quando a gente passa a mão nele, ele vai logo levantando o rabo.
_Serve não, Cláudio!
___ Mas por quê?
___ Estou procurando um boi que levante outra coisa, Que levante o rabo eu já tenho um lá em casa.
Ele muito sem graça me olhou com uma cara espantada e falou:
___ Mas se ele não der conta do serviço a senhora pode devolver.

Moral da história, nesse meio tempo chegou o inverno, muita comida, vacas bonitas, meu boi recuperou a libido, não pulou mais cerca, Minhas vacas começaram a dar mole para ele e ele dando duro em cima delas e foi felicidade geral.
Com tudo a disposição, o boi passou a se comportar como manda o figurino. Tudo que ele queria eram melhores condições de vida, para que tudo voltasse à normalidade.
Assim sendo, apesar do desapontamento do meu caseiro, vejo minhas vacas contentes, meu boi cheio de gás e eu como proprietária, feliz e aliviada.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O JATOBÁ BOTOU ÁGUA!



O JATOBÁ BOTOU ÁGUA.
*
Choveu bem nas cabeceiras
O Jatobá transbordou,
O rio tá botando água!
A molecada gritou
Nosso povo na cidade
Para ver a novidade
Na chuva até se molhou.
*
Guri pulando da ponte,
Fazendo estripulia.
Co’o rio botando água,
Lá era o que mais se via.
Troncos de bananeiras
Passavam e nas carreiras
Na correnteza a magia.
*
O jatobá se zangou
Ficou de toda largura.
Nunca vi cheia maior,
Falava uma criatura,
Vendo a água que corria
Pulava e com alegria
Vendo acabar a secura.
*
Aposto que a meninada
Seu landuá vai lançar
Ou garrafa com farinha
Para piaba pescar,
Depois de bem salgadinha
Torrada e com farinha
É hora de merendar
*
As lavadeiras garanto!
Já começaram a cantar,
Cantigas de bater roupa
Que é um canto de encantar
É grande a animação
Aqui neste meu sertão
Ao ver a chuva chegar.
*
Debaixo das oiticicas,
Nas pedras do Jatobá,
Com cachaça e tira gosto,
Diversão maior não há.
Mas isso só tem sabor
Pra quem é do interior
Ou quem já viveu por lá.
*
Eu só queria saber,
Responda-me, por favor:
Quem tomou banho de rio,
E morou no interior.
Se não bate uma vontade
De rever sua cidade,
Ou só eu sinto esse amor?
*
Versos de Dalinha Catunda

quarta-feira, 22 de abril de 2009

SÃO JORGE, GUERREIRO DA FÉ


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Dia 23 de abril é o dia dedicado a São Jorge, a ele minha homenagem.


SÃO JORGE,GUERREIRO DA FÉ

São Jorge Santo Guerreiro,
Que a Jesus não renegou,
Foi soldado foi capitão,
Por nada no mundo deixou
O amor e a fé em Jesus
Em quem sempre acreditou.

Jovem Soldado Romano,
Sempre servo do Senhor.
A mando de Diocleciano,
Que era o cruel imperador,
Foi torturado e degolado
Por defender seu salvador.

São Jorge Guerreiro da fé
Minha arma é a oração.
A verdade é Jesus Cristo.
Você me ensinou a lição,
E por acreditar em Jesus
Enfrento qualquer dragão.

terça-feira, 21 de abril de 2009

BRASÍLIA


Foto: Dalinha Catunda às margens do Lago Paranoá

Foto:Dalinha Catunda,Tereza Mourão e Rebeca
Estas fotos são do acervo do blog. Fotos do último passeio que fiz a Brasilia.
Hoje, Brasilia faz aniversário e eu presto uma homenagem neste pequeno poema.

BRASÍLIA

O céu azul de Brasília,
O verde daquele chão,
O encanto das paineiras
Em tempos de floração,
Tudo isso faz mais bela
A capital da nação.

Um final de tarde, um barco
Volteando no Logo Paranoá,
A brisa batendo no rosto
Cabelos revoltos a voar,
É um passeio divino,
Confesso espetacular.

Ver a tarde morrendo,
Assistir a noite chegar,
Realmente é imperdível
Nas águas do Paranoá,
Vendo a firula das estrelas
Piscando junto ao luar.

Brasília cidade mágica
Tão bela esteticamente.
Você me impressiona
Com seu jeito diferente.
E com a hospitalidade,
Bem típica de sua gente.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

AMOR ANIMAL



AMOR ANIMAL
*
Ele zangão aceirando
A colmeia da Rainha.
Ela toda embevecida,
Aceitava a louvaminha.
*
Felizes voaram juntos,
E juntos fizeram mel.
No enleio a tragicidade,
Que envolve cada papel.
**
Compartilharam com gosto,
A tal geleia real.
No instintivo labor
Que conduz o ritual.
*
Voltou  ao trono a rainha
Após o acasalamento.
Ele zangão devorado

Na trama foi alimento.
*
Versos de Dalinha Catunda
olhares.aeiou.pt/abelha_rainha_foto563312.html


quarta-feira, 15 de abril de 2009

INVERNADA


INVERNADA

Dalinha Catunda

No tempo da invernada
O canto da passarada
Encanto meu coração.

Borboletas fazem festa
Sapos afinam sua orquestra
Canta e sorrir o sertão.

Chananas bordam o chão.
Entre salsas e muçambês.
Nos galhos do sabiá
A brancura do florescer.

Carnaúbas batem palmas,
Sentindo o frescor da brisa.
O sol por entre as nuvens,
Meio apagado desliza.

É a estação das chuvas
Trazendo seu esplendor.
É a peitica cantando,
Seu canto repetidor.

É a presença do campina,
Os arrulhos da fogo-pago.
É a alegria do verde,
Que com a chuva brotou.

É a enxada no ombro,
Do nosso agricultor,
Que não carece de esmola
Nem foge ao seu labor.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

NO CEARÁ TEM DISSO, SIM!


Foto e texto de Dalinha Catunda


O LUME DA LAMPARINA

Às vezes ainda pisca,
E minha mente alumia.
O facho esfumaçado
Que antigamente eu vi,
No cantinho da alcova
Que no sertão eu dormia.

Eu ficava maravilhada
Olhando de manhãzinha
Mamãe acendendo o fogo
Naquela rústica cozinha,
Nas mãos o mesmo lume
Que alumiava a noitinha.

De vidro, zinco ou de lata,
De muitos modelos era ela.
Tinha uma alça para segurar,
E um pavio enfiado nela.
Nos velhos tempos, garanto,
Ninguém abria a mão dela.

Quem um dia não recorreu
A luz de uma lamparina?
Lá dos cafundós do sertão
Eu nunca fugi dessa sina,
Já acendi e soprei muito
Seu facho quando menina.