Seguidores

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

APENAS NEBULOSA


NEBULOSA DO ANEL
Imagem: boock.wordpress.com/.../

APENAS NEBULOSA

Hoje me chama estrela,
Porém não fico orgulhosa.
Porque no fundo bem sei,
Que sou apenas nebulosa.

Sou nuvem de gás e poeira,
Vagando na imensidão.
Estrela algum dia fui,
Bem antes da explosão.

Após juntar os meus cacos,
No espaço celeste perdidos
Voltarei a ser uma estrela,
Mas não me faça pedidos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

ALVORADA CARIOCA


O amanhecer no RIO DE JANEIRO visto de minha janela.

ALVORADA CARIOCA

O dia abria a boca,
Preparando-se para nascer.
A aurora bordava o céu
Tingindo o alvorecer.
Vendo as cores no infinito,
Não pude conter o grito:
Meu Deus! Que amanhecer!

Foto e texto: Dalinha Catunda

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

SERENA E SIRENA



Serena e Sirena

Mulher de alma vadia
Nos olhos sugere magia
De um mundo singular.

Tão senhora, tão serena,
Mas carrega uma sirena,
Que não resiste ao luar.

Em noite de plenilúnio
Entoa seu belo canto
Com intuito de encantar

E assim, feliz e faceira,
Com ares de feiticeira,
Atrai sua presa ao mar

Após a dança fremente
Saciada e sorridente
Recomeça seu cantar.

Imagem:www.amagiadosgifs02.hpg.ig.com.br/Amor-012.jpg

terça-feira, 8 de setembro de 2009



À DERIVA

Feito jangada solitária,
Navego na imensidão.
Sem vontade de aportar,
Vou tocando a embarcação.

Sigo o rumo dos ventos
Ele que mude a direção!
À deriva me encontro,
Mas não caída ao chão.

Não fujo da tempestade.
Refaço-me na calmaria.
A vida é uma alternância
Entre as dores e as alegrias.

Navego às vezes sem rumo,
Sem pensar bem no futuro.
Mas quando quero atracar
Escolho um porto seguro.

Texto:Dalinha Catunda
Foto:pr0jectx.files.wordpress.com/.../6406barco.jpg

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PELA ORDEM E PELA PÁTRIA



PELA ORDEM E PELA PÁTRIA

Como podes está contente,
Deveras, “ó mãe gentil”,
Se o descaso dos políticos,
É visto, fora e dentro do Brasil.
Manchando o nome da nação,
Envergonhando a população,
E esquecendo o amor servil.

Ó minha pátria querida,
Prometo-te de coração
Que hei de defender-te.
E será na próxima eleição.
Na hora de dar meu voto
Da nação serei eu devoto
E não de qualquer facção.

A pátria merece respeito,
Do analfabeto ao letrado.
Porém, hoje, o país padece,
Com os escândalos do senado
Por isso “Vossas excelências”
Governem com mais decência
Pois estamos envergonhados.

Pela ordem! Hoje quem pede,
São os filhos desta nação,
Que deputados e senadores,
Acabem com a corrupção,
E que o senhor presidente
Não seja esse ser ausente,
Se é que tem o poder nas mãos.

Texto de Dalinha Catunda
Imagem retirada do blog: Cultura Nordestina

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

FOTOS E FATOS

COMENTE AS FOTOS



Fotos de Dalinha Catunda

FOTOS E FATOS

Olá Meus amigos,

Para quebrar um pouco a rotina do blog, celebrar o dia do REPORTER FOTOGRÁFICO estou compartilhando com vocês duas fotos que tirei em meu sítio, na cidade de Ipueiras-Ceará.

Estas fotos foram batidas no mês de maio de 2009, durante minhas férias por lá.

O açude espelhado captando o céu.

E uma cabra que subiu no pé de Siriguela para alimentar-se das folhas. É comum os caprinos subirem em árvores.

Gostou? Comente as fotos!

domingo, 30 de agosto de 2009

DESABAFO


Foto:numrepente.zip.net/images/lagrima23.jpg

DESABAFO

Dalinha Catunda

Estampar um sorriso no rosto,
Disfarçar nossos desgostos,
Ah! Isso sabemos fazer.

Mas, por que não chorar nossas mágoas?
Se o choro alivia a alma,
E nos devolve o prazer.

Por que esconder o pranto,
Com o canto que os males espanta,
Se lágrimas querem brotar.

Melhor que um sorriso amarelo,
É o soluço sincero,
De quem deseja chorar.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

RODA DA VIDA


Foto e poema de Dalinha Catunda

RODA DA VIDA

O que era pouco,
Acabou.
O que era vidro,
Quebrou.
E se meu mestre mandar?
Sem sombras de dúvidas,
Não, Vou!
Saio desta ciranda.
Não quero mais cirandar.
O laço que me embaraça,
Sem pena vou desatar.
Sou rosa desencantada.
És cravo sem coração.
Nem por ouro,
Nem por prata,
Te darei meu coração.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

DIA 22 DE AGOSTO DIA DO FOLCLORE



A Cruz Da Finada Marta

Ipueiras como muitas cidades do interior tem suas estradas cheias de cruz. Por detrás de cada cruz uma história triste a ser contada.

Lá pros lados do talhado , na ladeira dos Montes, existe uma cruz marcando mais uma das tantas histórias tristes. A história da finada Marta.

Contam que há muito tempo atrás Marta contraiu a lepra e fora abandonada por sua família no meio da floresta. Ali ela viveu como bicho do mato.

Sua alimentação era deixada em cuias e latas na beira da estrada para que ela fosse pegar e matar a sua fome.

Um dia, Deus todo poderoso e misericordioso acabou com o sofrimento de Marta. Seu corpo mutilado ficava na terra sua alma sofrida subia aos céus.

Dizem que ali mesmo ela fora enterrada. Porém Marta não seria apenas uma triste história. Depois de tanto sofrer, morrer e ser enterrada, o lugar onde seu corpo fora depositado, em volta a uma cruz singela, começaram a aparecer flores de toda natureza, flores antes nunca nascidas naquele lugar. As flores eram tão perfumadas que abelhas e borboletas se multiplicavam embelezando o local

A história se espalhou, e em pouco tempo o que era uma cruz se transformou em capela, as notícias de graças alcançadas se espalhavam pelos mais distantes lugares e os devotos eram tantos que virou até romaria.

Reza a Lenda que quando o vento começa a soprar forte lá pras bandas do talhado, um cheiro intenso se espalha no ar. E, um vulto desce do céu brilhando mais que o luar.
Todos juram que é Marta, ela vem visitar, as árvores, os pássaros pois ali nos tempos difíceis passou a ser o seu ninho e ela de tempos em tempos retorna aos velhos caminhos.

TEXTO:Dalinha Catunda
Foto: 1.bp.blogspot.com/.../s400/mulher+ao+luar.jpg

NOTA DO BLOG:

A cruz da finada Marta, realmente existiu.
Hoje em seu lugar existe uma capelinha onde romeiros devotos pagam suas promessas.
Eles atribuem a Finada Marta milagres conseguidos.
De posse das informações e com um pouco de criatividade, vou registrando as histórias que passam de pais para filhos, formando, assim, um legado para as novas gerações de Ipueiras-Ceará, minha cidade.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O TETÉU ME AVISOU



O TETÉU ME AVISOU

Ouvi a zuada do Tetéu
Eu olhei para porteira.
Vi meu amor chegando
Meti os pés na carreira.
Me joguei em seus braços,
E foi tanto beijo e abraço,
Que me deu até tonteira.

Entre nós dois se jogou
O cachorro de estimação.
Um velho vira-lata,
Que atende por barão
Latindo e abanando o rabo
Demonstrando satisfação.

Hoje a galinha caipira,
Vai cheirar lá na panela
Vou fazer como ele gosta,
Com pirão e à cabidela
E vou separar só pra ele
Coração fígado e moela.

Uma cachacinha já tem,
Vou ao pé buscar cajá.
Um suco bem refrescante,
Ligeirinho vou preparar,
Vou caprichar no almoço,
Sem me esquecer do jantar.

No terreiro à noitinha
Vai ter dança e cantoria
Para celebrar a volta,
De quem é minha alegria
E que longe de casa, feliz,
Por certo jamais viveria.

Mas a festa só se acaba,
Ao matar a minha sede.
Suando junto com ele
No balançado da rede.
O armador que agüente!
Pra não cair da parede.



Texto de Dalinha Catunda.
Foto retirada do: flordomandacaru.blogspot.com