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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

FESTIVAL DE PANETONE EM BRASÍLIA



FESTIVAL DE PANETONE EM BRASÍLIA

Dezembro já chegou,
Trazendo junto Natal.
Vou fazer a minha festa
E é no Distrito Federal.
Vou pegar minha família,
Vou direto pra Brasília
Não perco este festival.

A vida aqui anda cara
Está “um Deus nos acuda”
Em Brasília pelo menos
Tem o bondoso Arruda.
Que arrecada dinheiro,
Para o pobre brasileiro
Ter um Natal de fartura.

Nunca vi tanto dinheiro!
Mas mostrou a televisão.
Em cuecas, meias e bolsos
Foi farta a distribuição.
E os demais envolvidos
Ficaram tão comovidos
Que fizeram até oração.

O milagre da multiplicação
Pode até não acontecer.
Panetone virando pizza
Garanto vocês vão ver.
Pois são sempre absolvidos
Os políticos envolvidos
Em falcatruas no poder.

As eleições estão chegando,
Seja um honesto cidadão!
Vender e trocar seu voto
É incentivar a corrupção.
Vá à urna com consciência,
Para tirar dessa indecência,
Nosso Brasil, nossa nação.
.
Imagem retirada da internet

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

EU E ELE


Foto:Dalinha Catunda, passeio na Serra grande.

EU E ELE


Vem que o dia é nosso,
Aquece meu corpo que gosto.
Faz-me inteirinha suar.

Deixa-me de rosto corado,
Brinquemos de namorados,
Antes que chegue o luar.

Vem me fazer mais morena,
Garanto que vale a pena,
Em minha pele tocar.

A nossa química é perfeita.
Desce seus raios, aproveita!
Sou epiderme a lhe provocar.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

IPUEIRAS MEU AMOR


Ilustrando meu poema uma foto que me enviou minha amiga Terezinha Mourão

IPUEIRAS MEU AMOR

Minha pequena cidade,
Meu recanto no interior.
Transbordo de felicidade
Ao declarar meu amor.

Sei quanto vale à pena,
Louvar a minha aldeia.
Que deveras é pequena,
Mas é minha não alheia.

Quando criança brinquei
Em tuas ruas e calçadas,
E na memória eu tatuei
A mágica vida passada.

Minha pequena cidade,
Exaltar-te não é besteira.
Alivia minhas saudades,
Minha querida Ipueiras.

Minha terra adorada,
Minha maior paixão.
Sinto-me enamorada,
Desse pedaço de chão.

Meu canto no Nordeste,
Meu recanto no Ceará
Bela Ipueiras do agreste
Meu amor sempre terás.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

CHUVAS NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO




Texto e fotos de Dalinha Catunda



FORTES CHUVAS NO RIO DE JANEIRO

Antes que a noite chegasse se fez noite na cidade do Rio de Janeiro.
Nuvens tímidas foram aparecendo e aos poucos perdendo a vergonha e tomando conta do céu carioca.

Relâmpagos riscam os céus acompanhados de intensas trovoadas. A chuva cai torrencialmente confirmando que nem tudo são flores em tempos de primavera.

Sobre o viaduto o congestionamento de carros que fatalmente acontece nessas horas, ruas alagadas, buzinas ligadas anunciam o caos.

Agora é só esperar os apagões que surgiram como forte tendência nesta primavera.

Rio de Janeiro, 25/11/2009 - 18:30

terça-feira, 24 de novembro de 2009

MANGERIOBA-DO-PARÁ


Fotografia e texto de Dalinha Catunda

MANGERIOBA-DO-PARÁ

Na estação das chuvas
A caatinga se refaz.
Oferecendo aos olhos
A graça que a água traz.
Difícil fica esquecer
A magia do florescer
Cheio de um viço audaz.

Em meio ao mata-pasto,
Jurema, salsa e sabiá,
Feito ouro se destaca,
A mangerioba-do-pará.
Entre o verde e o amarelo,
Descubro o quanto é belo,
O rebrotar no meu Ceará.

Só mesmo quem conhece,
Tem a verdadeira noção,
Do que faz a falta de chuva
Com a flora do meu sertão.
Mas tudo se acaba em festa,
Quando o verde se manifesta,
Dando nova cor ao meu chão.

domingo, 22 de novembro de 2009

A FLOR, O BEIJA-FLOR E O MANGANGÁ




A FLOR, O BEIJA-FLOR E O MANGANGÁ

Uma brisa leve soprava
Movimentando o ar.
Levando de um lado ao outro
Uma florzinha de Maracujá.

Um passarinho galante
Voava em volta da flor.
Beijava saia e voltava
Com ares de sedutor.

Era um lindo beija-flor
Que beijava com insistência
Aquela florzinha roxa
Cheia de malemolência.

Mas eis que aparece
O besouro mangangá,
Cheio de marra querendo,
A florzinha também beijar.

Foi aí que começou
Deveras a confusão.
Beija flor e mangangá
Disputando um coração

O beija flor apaixonado
Lutou pela linda flor.
Que roxinha de paixão,
Ofertou-lhe o seu amor.

O mangangá entristecido
Um novo rumo tomou.
Chorando pela florzinha,
Que um dia polinizou.


Foto Mangangá na flor de maracujá:flickr.com/photos/29602767@N02/3021427852/
Foto do Beija-flor: ednene.wordpress.com/.../passaros-do-pantanal/

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A FEIRA DE SÃO CRISTOVÃO


Secretária de cultura do município Jandira Feghali, Marcus Lucenna e Dalinha Catunda



A FEIRA DE SÃO CRISTOVÃO
(Um pedacinho do Nordeste na cidade Maravilhosa)

O Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, a denominada feira de São Cristovão ou Feira dos Paraiba, como é popularmente conhecida, hoje tem como gestor Marcus Lucenna.

Marcus Lucenna este cantador e cordelista nordestino, oriundo de Mossoró-RN, não só vestiu a camisa dessa nação nordestina, como botou o chapéu, arregaçou as mangas e muito tem suado para que a feira, acima de tudo, seja um reduto deste povo sofrido, que chega ao Rio de Janeiro para trabalhar e tem a feira como seu lazer preferido.

É lá que o saudoso nordestino, mata as saudades de sua terra. Ouvindo um forró pé-de-serra, comendo queijo assado na brasa, comendo baião-de-dois, comprando rapadura, olhando a rede dependurada, tomando uma cachacinha e tirando o gosto com iscas de carne seca.

No centro da feira, cantadores fazem seus repentes versejando sobre o ambiente e pessoas que transitam por lá. Um conjunto de forró está lá, sempre avivando as saudades dos que carregam sua terra no coração. Em frente ao palco, independente da idade, os freqüentadores dançam em pleno dia mesmo com o sol a pino.

Um carrinho de madeira, transformado em estante, abriga os cordéis de toda parte do país. Os mais vendidos são os que falam de Lampião, o Rei do Cangaço, e os que citam o cantor Luiz Gonzaga, o nosso Rei do Baião.

Sem pretensão de entrevistar, apenas num papo informal, estive sexta-feira, 13/11/ 09com Marcus Lucenna que gentilmente respondeu minhas indagações sobre os passos da feira.

Disse-me que:
A feira além de abrigar os nordestinos recebe grande numero de turistas brasileiros e estrangeiros. Que hoje a feira prima pela higiene.

Numa gestão democrática ele tanto tem trazido o forró pé-de-serra, como o forró eletrônico. Pois há os que se encantam com o sanfoneiro Dominguinhos e os que adoram a banda Calcinha Preta.

Como cordelista e membro da ABLC Academia Brasileira de Literatura de Cordel prestigiando sua classe, andou organizando uma interessante exposição de cordel.

E entre tantos assuntos, confidenciou-me que está preparando uma grande homenagem para Luiz Gonzaga de dez (10) a treze (13) de dezembro, talvez a maior delas. E já estou convidada. Dia 13 de dezembro é dia de Santa Luzia, dia que nasceu o Gonzagão.

Para gerenciar uma feira, como a Feira de São Cristovão o cabra tem de ser macho mesmo e desassombrado, e assim é Marcus Lucenna, que tem sido uma voz nordestina a serviço do seu povo, além de gerenciar a feira ainda comanda o programa “Nação Nordeste” de segunda à sexta das 20h às 21h na Rádio Metropolitana 1.090 AM. Um programa que traz o sotaque e a cultura nordestina.

Eu vejo em Marcus Lucenna esse orgulho de ser nordestino, que eu também carrego comigo e gostaria que todos os nordestinos tivessem.

Mais uma vez encantei-me com a feira de São Cristovão, fico feliz em ver meu companheiro da ABLC gerenciando nosso reduto e quero agradecê-lo pela simpatia e disponibilidade com que ele me recebeu e aplaudi-lo por ser essa voz incansável clamando pelo Nordeste.

Texto e fotos de Dalinha Catunda

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

REBUSCANDO-ME



REBUSCANDO-ME

Quero um bolero dançado
De corpo e rosto colados
Que acelere a respiração.

Quero um sussurro forjado
De mentiras mal contadas
Enganando-me o coração.

Quero a magia perdida,
Que nos rouba a rotina da vida
Em sua devastação.

Quero acreditar e me enganar.
Quero sorrir e chorar,
Se isso traduz emoção.

Só não Quero:
O marasmo, a mesmice.
Não suporto estagnação.

Texto: Dalinha Catunda
Imagem:1.bp.blogspot.com/.../s400/braços%2Babertos.jpg

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

DIGITAÇÃO


Digitação

A tua palavra não dita
Aguça-me a imaginação.
Traz na magia dos dedos,
Um toque de sedução.

Chega-me feito sussurros,
O que não cheguei a escutar.
Não o que está escrito,
O que supõe meu pensar.

Na técnica da tecla distante,
Perco-me a imaginar...
Num corpo desconhecido,
Uma alma a me encantar.

Texto de Dalinha Catunda.
Imagem retirada do:portoalegre.alx.com.br

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A MULHER RENDEIRA


Foto: Colhida no rabisco.com.br


Mulher Rendeira


Vi a mulher rendeira,
rendando no Ceará.
Foi o mais belo espetáculo,
que pude admirar.

Eu ainda era menina,
morando nas Ipueiras.
Conheci dona Totonha,
a maior entre as rendeiras.

Debruçada na almofada,
sentadinha na cadeira.
Tecendo com mãos de fada,
entretinha-se a rendeira.

O que era fios de linha,
aos poucos se transformava.
Nas mãos daquela rendeira,
que em seu ofício encantava.

Entre o canto e o bailado,
dos bilros manipulados,
espetava firme o alfinete
num papel bem desenhado.

E para o encanto dos olhos,
surgia com esplendor,
a renda, que mais parecia,
obra de Nosso Senhor.

Salve a mulher rendeira,
que traz a magia nas mãos.
Dentro de nossa história,
é lenda e tradição.

“Olé mulher rendeira,
olé mulher renda".
Rainha dos sertanejos,
orgulho do meu Ceará.