Seguidores

quarta-feira, 16 de maio de 2012

VOU CAIR NO FORRÓ


VOU CAIR NO FORRÓ
*
A casa caiu
Mas fiquei de pé
Sem nem um até
Meu amor sumiu,
Mas já que partiu,
E não teve dó
Eu vou pro forró
Curtir e dançar
Achando um bom par
Não vou ficar só!
*
Vou dançar baião,
Vou me rebolar,
O pau vai torar,
Quero animação!
Poeira do chão
Tiro no pinote,
Capricho no xote
Também no xaxado,
Não será negado
Cheiro no cangote.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda

sexta-feira, 11 de maio de 2012

OBRIGADA MÃE!

Da esquerda para direita: Rosina minha Irmã,Dona Neuza minha mãe e eu

OBRIGADA MÃE!
*
Minha mãe sempre cantava
E não poupava alegria.
Fazia versos, paródias,
Enfeitando o dia-a-dia,
Costureira e professora,
E mestre na poesia.
*
Na cozinha caprichava,
Fazendo nossa comida,
Seu tempero incomparável
Dava gosto a nossa vida,
Minha mãe se desdobrava,
Pra nos dar melhor guarida.
*
O tempo passa ligeiro,
Meu Deus que velocidade...
Minha mãe está velhinha
E eu sinto tanta saudade
Daquela mãe tão ativa,
Da nossa felicidade...
*
Minha mãe muito obrigada
Por tudo que você fez.
Eu hoje também sou mãe
E chegou a minha vez,
De lutar pelos meus filhos
E ter sua sensatez.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 9 de maio de 2012

IPUEIRAS, FOTOS E FESTAS


MAIO NO MEU SERTÃO
*
É mais um maio que chega
E eu longe do meu sertão,
Só pensando nas quermesses,
Novenas e procissão,
Das festas em Ipueiras,
Dos parques e brincadeiras,
Das prendas e do leilão.
*
As festas religiosas
Animavam o interior.
Os fiéis acompanhavam
A Virgem Santa no andor.
A banda era tradição,
Animando a multidão
Em seu ato de fervor.
*
Ainda tem a bandinha,
Fazendo a animação.
Ainda escuto os benditos,
Na boca da população.
Fogos faíscam no ar
Ouvindo seu ribombar
Dispara o meu coração.
*
Saudade é feito coceira,
Quando começa a coçar.
Chegando fico inquieta,
E corro pro meu lugar,
Faço as malas vou embora
Festejar Nossa Senhora
Nas quermesses me esbaldar.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda
 INFORMAÇÕES SOBRE IPUEIRAS- CE
“O município de Ipueiras ocupa uma área territorial de 1.474.11 km² distribuída entre planalto e encosta da Ibiapaba e o sertão sopezano.
A distância o município à Fortaleza é de 298km, através da rodovia, e de 305km por ferrovia.
O acesso ao mesmo é feito pelas rodovias: BR 020, CE 187 e CE 403
A população do município é de 39.288 habitantes. A densidade demográfica é de 26,65 habitantes por km².”

terça-feira, 8 de maio de 2012

MAIO, MÃE E MARIA -I


Maio de mãe e Maria,
De novenário e de flor.
Mãe é a rosa preciosa
Maria é luz e calor,
Iluminando a estrada
Daquela mãe devotada,
Que opera em nome do amor.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda
Foto: o Arco de Nossa Senhora de Fátima em Ipueiras Ceará 
O Arco é um monumento que foi erguido em 1955, em Ipueiras-Ce, em homenagem a Nossa Senhora de Fátima, marcando a passagem da imagem da santa peregrina em 1953, vinda de Portugal.  50 anos depois a imagem retorna a Ipueiras.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

NOS DEZ DE QUEIXO CAIDO


NOS DEZ DE QUEIXO CAIDO
*
Cai Carlinhos Cachoeira,
Cai Demóstenes também.
Cai máscara de quem tem
Conchavo com roubalheira.
Quero ver esta poeira
Abaixar sem alarido!
Virar pizza é proibido
Afirma a população
Farta de tanto ladrão
Nos dez de Queixo caído.
*
Texto: Dalinha Catunda
Charge: Newton Silva

sexta-feira, 4 de maio de 2012

DEU SAUDADE DE REPENTE


Eu admiro a Dalinha
Poeta de toda linha
que não faz rima maninha
nem gosta de confusão
A sua caneta é fina
e no gênio de menina
é dura, sem ser ferina
nos oito pés a quadrão.

*
cantando nos oito pés,
Dalinha, rainha és
poeta da nota dez
sem qualquer inibição
vai traçando o teu retrato
exercendo teu mandato
tu és poeta de fato
nos oito pés a quadrão

*
Participação especial de Fred Monteiro



Dalinha Catunda no palco da Estação Cordel na FLIT

DEU SAUDADE DE REPENTE
*
Lembro-me dos belos dias
Tão repletos de alegrias
Onde as velhas cantorias
Encantavam meu rincão.
Com jeitinho de repente
Eu revivo no presente
Este canto absorvente
Nos oito pés a quadrão.
*
Gostava da brincadeira
De pegar numa peixeira
E descascar macaxeira
Pras bandas do meu sertão
Porém minha realidade,
 Residindo na cidade
É matar minha saudade
Nos oito pés a quadrão.
*
Morando na minha oca,
Descascava a mandioca
Para fazer tapioca
Naqueles tempos de então
Depois deitava na rede
Tacava o pé na parede
Hoje mato minha sede
Nos oito pés a quadrão
*
O rádio eu sempre ligava
Quando a aurora raiava,
E cantando acompanhava
O canto do Gonzagão.
Nosso bom cabra da peste,
O rei caboclo do agreste
E que já cantou o Nordeste
Nos oito pés a quadrão.
*
Sei que não sou repentista,
Porém vou seguindo a pista
Sem baixar a minha crista
Sem ter medo de esporão.
Eu gosto de versejar
Não importa o lugar
Mas você vai me escutar
Nos oito pés a quadrão.
*
Isto é canto de mulher
Que vai metendo a colher
E como quem nada quer
Na cumbuca mete a mão.
 De lá tira agulha e linha
Não dá nó nem desalinha
Pois é canto de Dalinha
Nos oito pés a quadrão.
*
Foto do acervo de Dalinha Catunda
Texto de Dalinha Catunda 

terça-feira, 1 de maio de 2012

TRABALHO DE MULHER


TRABALHO DE MULHER
*
-Hoje é dia do trabalho,
Escutei alguém dizer.
Dizia a dona de casa
Tendo muito que fazer.
Há muito estava de pé
E já tinha feito o café
No escuro do amanhecer.
*
No ombro o pano de prato
E a pia superlotada.
Como num passe de mágica
Logo a louça foi lavada.
Com o pano inda na mão
Pega o rumo do fogão
Para uma nova jornada.
*
É tarefa o dia inteiro
Café, almoço e jantar,
A boa dona de casa
Tem mesmo que se virar.
Lava, passa e cozinha,
E varre a casa todinha
Sem tempo pra descansar.
*
Depois que sai da cozinha,
Depois que larga o fogão,
Banha-se para dormir,
Mas dormir não pode, não
No quarto esta o marido,
Exigindo já despido:
- Cumpra sua obrigação!
*
Se você não acredita
Digo: - pode acreditar!
Ainda vivem assim,
Neste atraso secular
As mulheres submissas
Que ainda assistem missas
E cumprem juras de altar.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda