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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O CANTO NO CAJUEIRO

O CANTO NO CAJUEIRO
*
Na cancela do meu sítio
Tem um lindo cajueiro
Está sempre esverdeado
Fica perto do terreiro,
É ali que inebriada
Eu vejo a passarada
Cantando o dia inteiro.
*
Quando floresce o caju
Passarinhos fazem festa
Eu sinto o cheiro da flor
É cheiro que o ar infesta
O passaredo aumenta
Da fruta se alimenta
E em canto se manifesta.
*
Deito no meu alpendre,
Somente para escutar
O canto dos passarinhos
No cajueiro a cantar
Acomodada na rede
Taco o pé na parede
Sigo o canto a me embalar.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

ELEITORA EM GREVE


ELEITORA EM GREVE  
*
Amigos, eu vou ser breve
Isto não é ladainha,
Mas promessa de Dalinha
Que cansada se atreve
A também entrar em greve
Por melhores candidatos,
Pois chega de tantos ratos,
Em palcos, televisão,
Com promessas de eleição,
Com enganosos relatos.

*
Versos de Dalinha Catunda
Charge: Padre Sponholz

 

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

EM LOUVOR A JORGE AMADO


EM LOUVOR JORGE AMADO
*
Jorge Amado retratou
A mulher com maestria,
Sem pudor deu garantia,
A tudo que revelou,
E foi assim que contou
A saga de Gabriela,
Que além de livro é novela,
Com cenário no Nordeste.
Criou Tieta do Agreste,
Que fez sucesso na tela.
*
A história de dona Flor,
Que tinha seus dois maridos
Com argumentos bem tecidos
Ele escreveu com vigor,
Botou pimenta e ardor
Em outro livro da lista
Foi em Tereza Batista,
Que já cansada de Guerra
Sua vida não encerra,
Navegando ressuscita.
*
Festeja a literatura
Cem anos de Jorge Amado
Escritor conceituado
Dentro de nossa cultura,
 Importante criatura
Excelente criador.
Ao mestre navegador
Que pilotou tanta história
Toda honra toda glória
Teço aqui em seu louvor.
*
Versos de Dalinha Catunda em Homenagem ao centenário de Jorge Amado
Foto: http://www.blogdothame.blog.br/v1/tag/centenario-de-jorge-amado/

terça-feira, 18 de setembro de 2012

SERTÃO E POESIA POR FRED E DALINHA

Dalinha Catunda
Fred Monteiro
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SERTÃO E POESIA
*
Escravo da Poesia
carrego a sua bandeira
feito a água na biqueira
nos lava na invernia
levando a melancolia
Porque no quente verão
que penaliza o Sertão
o Orvalho é joia rara
aplicada na tiara
de um sofrido coração.
Fred monteiro
Da arte de versejar
Sei que também sou cativa
O sertão me incentiva
Gosto deste caminhar,
Por isso vivo a cantar
O meu amado rincão
Sendo inverno ou verão,
Tendo um clima diverso,
Sapeco nele meu verso
Que explode feito trovão.
 Dalinha Catunda
No meu lugar ideal
que fica naquela serra
meu pedacinho de terra
onde o bem supera o mal
não existe coisa igual
pra me encher de alegria
quando eu abraço Maria
e ao beijar a sua fronte
"Explode o sol no horizonte
malhando a pele do dia

Fred Monteiro 
No meu canto preferido
Fincado no Ceará
Eusempre estou por lá 
Porque dele nunca olvido
É meu espaço querido
Que carrego na lembrança
Fui feliz sendo criança 
Em minha terra natal
E lembrar é natural
Dos meus tempos de bonança.


Dalinha Catunda
Esse rancho que desejo
e só no sonho aparece
é brasa que me aquece
é meta que eu almejo..
Eu digo sem nenhum pejo
que na minha teimosia
faço da luz minha guia.
É quando por trás do monte
explode o sol no horizonte
malhando a pele do dia
Fred Monteiro
Os sonhos meu caro amigo
Tornam-se realidade
Pois tenho em minha cidade
O meu precioso abrigo
E lá não corro perigo
De viver no isolamento,
Lá, fujo do sofrimento,
E mirando o arrebol,
Eu vejo brilhar um sol,
E por ele me oriento.
Dalinha Catunda