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domingo, 7 de outubro de 2012

ERA MIÇANGA


ERA MIÇANGA!
*
Ganhei um par de brincos,
Tão dourado que luzia.
O amor de quem me deu
Com ele se parecia,
Não valia grandes coisas
Era só bijuteria.
*
No começo chamejava
Trazendo-me alegria,
Depois foi enferrujando
Como toda porcaria.
Joguei os brincos no lixo,
E quem miçanga trazia.
*
Texto de Dalinha Catunda
Foto do seu acervo

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

NESTA ELEIÇÃO
*
É santinho é promessa
Comício e celebração
Debate que não diz nada
Invadindo a televisão
E por lei sou obrigada
A cumprir dura jornada
Votar nesta eleição.
*
Texto Dalinha Catunda
Ilustração cazo

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A DERROTA DO VAQUEIRO



A DERROTA DO VAQUEIRO

*
Jurei que não te queria,
Era mais pura invenção
No íntimo só eu sabia
O tamanho da paixão
Foi duro fugir do laço
Lançado por tua mão.
*
Com certeza eu já sabia
Qual seria meu papel
De laçada a dominada.
No começo flor e mel
E mais uma que montava
Na sela do teu corcel.
*
Eu não caí em teu laço,
Nessa tal competição.
Pois nem sempre o vaqueiro
Derruba uma rês no chão.
Tem rês tinhosa e arisca
Que derruba o campeão.
*
Texto de Dalinha Catunda
Foto retirada do site selec.mt.gov.br/arquivos/A32d381260dd1ed3

domingo, 30 de setembro de 2012

O TREM DA MINHA ESTAÇÃO



O TREM DA MINHA ESTAÇÃO
*
A chuva vem, chega o frio,
Sem refrescar meu viver.
A vida sem alternância,
Na verdade é padecer,
Mas sei que sem semear
Fica difícil colher.
*
Os braços da primavera
Embalam a esperança.
Espero, porém, não vejo,
Nem promessa de bonança
Os sonhos não recomeçam
Dos sonhos só a lembrança.
*
Se os sonhos desaparecem,
Desenho novo traçado.
Parto de cada estação
Num trem bem mais atinado,
E rumo para o futuro
Sem lamentar o passado.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda

sábado, 29 de setembro de 2012

A PASSAGEM DE UMA ESTRELA


A PASSAGEM DE UMA ESTRELA
*
Lastima nossa nação
E chora a pátria inteira
A morte da pioneira,
Diva da televisão,
Que foi riso e emoção
Na brilhante trajetória.
E se Hebe fez história
Como estrela reluzente
O seu brilho eternamente
Será chama na memória.
*
Texto de Dalinha Catunda
Foto de lidebrasil.com.br