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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

CRIANÇA ONTEM E HOJE


 CRIANÇA ONTEM E HOJE
*
Tudo era tão diferente
Nos meus tempos de criança
As brincadeiras antigas
Eu guardo bem na lembrança
Nas brincadeiras de roda
Eu cirandava na dança.
*
Brinquei de bola de gude,
Amarelinha e peteca,
Junto com minhas amigas
Brinquei muito de boneca,
De trisca e esconde-esconde,
Sempre fui muito sapeca.
*
Hoje a coisa está mudada
Não tem movimentação
Menino não joga bola
E nem solta mais pião,
Seu mundo é a internet
Sua vida a televisão.
*
texto e foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 9 de outubro de 2012

DUPLINHA DO CORDEL

Bastinha Job e Dalinha Catunda


DUPLINHA DO CORDEL
DALINHA E BASTINHA

SEM VÉU SEM PROIBIÇÃO
FAÇO UMA TRAMA BONITA
Mote de Dalinha Catunda
*
Do fuxico e do babado
 Eu faço a combinação,
E presto bem atenção
Pra não errar no bordado.
Quero meu verso enfeitado
Com renda e laço de fita
No estampado da chita
Quero cor e sedução,
Sem véu, sem proibição.
Faço uma trama bonita.
Dalinha Catunda – Ipueiras-Ceará
*
Se não existe censura
faço tudo natural
a métrica fica legal
ritmo dentro da cesura
o verso é a moldura
de rima rica, infinita;
na décima se acredita
nasceu da inspiração
sem véu, sem proibição
faço uma trama bonita.
Bastinha Job – Santo Amaro - Assaré – Ceará
 *
Sebastiana Gomes de Almeida Job, Bastinha,
Nasceu em Santo Amaro município de Assaré. Sente-se orgulhosa de ser conterrânea de Patativa. Professora de Língua Portuguesa e Literatura Popular da Universidade Regional do Cariri – URCA. É membro da ACC – Academia dos Cordelistas do Crato e uma de suas fundadoras, ocupando a cadeira nº 04.
*
Maria de Lourdes Aragão Catunda – Dalinha Catunda
*
Nasceu na cidade de Ipueiras sertão do Ceará onde também nasceram os poetas, Costa Matos e Gerardo Melo Mourão, sendo cria do mesmo barro não se intimidou ao cantar sua terra e trafegar pelo mundo da poesia.
Faz recitais, escreve em blogues, jornais e membro da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel ocupando a cadeira 25. É membro correspondente da AILCA – Academia Ipuense de Letras, Ciências e artes.
Contato: dalinhaac@gmail.com
Foto do acervo de Dalinha Catunda

domingo, 7 de outubro de 2012

ERA MIÇANGA


ERA MIÇANGA!
*
Ganhei um par de brincos,
Tão dourado que luzia.
O amor de quem me deu
Com ele se parecia,
Não valia grandes coisas
Era só bijuteria.
*
No começo chamejava
Trazendo-me alegria,
Depois foi enferrujando
Como toda porcaria.
Joguei os brincos no lixo,
E quem miçanga trazia.
*
Texto de Dalinha Catunda
Foto do seu acervo

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

NESTA ELEIÇÃO
*
É santinho é promessa
Comício e celebração
Debate que não diz nada
Invadindo a televisão
E por lei sou obrigada
A cumprir dura jornada
Votar nesta eleição.
*
Texto Dalinha Catunda
Ilustração cazo

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A DERROTA DO VAQUEIRO



A DERROTA DO VAQUEIRO

*
Jurei que não te queria,
Era mais pura invenção
No íntimo só eu sabia
O tamanho da paixão
Foi duro fugir do laço
Lançado por tua mão.
*
Com certeza eu já sabia
Qual seria meu papel
De laçada a dominada.
No começo flor e mel
E mais uma que montava
Na sela do teu corcel.
*
Eu não caí em teu laço,
Nessa tal competição.
Pois nem sempre o vaqueiro
Derruba uma rês no chão.
Tem rês tinhosa e arisca
Que derruba o campeão.
*
Texto de Dalinha Catunda
Foto retirada do site selec.mt.gov.br/arquivos/A32d381260dd1ed3