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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O PINTO ENJEITADO



O PINTO ENJEITADO

Eu vi Renato chegando
Trazendo um pinto na mão,
E dizendo que o bichinho
Precisava de ração,
Porém quando olhei de lado
Que vi o pinto pelado
Quase solto um palavrão.
*
Disse-me que todo galo
Já foi pinto no passado
Alisando sua penugem
Olhava para o meu lado
Eu morrendo de gastura
Diante da criatura,
E vendo o pinto alisado.
*
Se galo um dia foi pinto,
Isto não quero saber,
Só vou botar a mão nele,
Se o bicho desenvolver
Por isso leve seu pinto
Pelo que vejo e pressinto
Este aí não vai crescer.
*
Renato contrariado,
Saiu sacudindo pinto
E mesmo bem desgostoso
Adentrou outro recinto
O pinto mesmo encolhido
Por outra foi acolhido
Mesmo não sendo distinto.
*
Texto e ilustração de Dalinha Catunda

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

DALINHA E JOSENIR NUM CANTO DE SAUDADE





 Dalinha Catunda e Josenir Lacerda, num canto de saudade

“Hoje morro de saudade
Das coisas do meu sertão”
Mote de Dalinha Catunda
Já saltei muita fogueira
Trazendo fita nas tranças
No meio daquelas danças
Gostava da brincadeira
Muito sapeca e faceira
E cheia de animação
Sorria meu coração
De tanta felicidade,
“Hoje morro de saudade
Das coisas do meu sertão”
Dalinha Catunda
*
O sol cansado se aninha
No colo do horizonte
Banha de dourado, o monte
E a noite já se avizinha
Nostalgia é ladainha
Que o meu pensamento invade
Relembrando a mocidade
Feito um bater de pilão
Hoje eu morro de saudade
Das coisas do meu sertão.
Josenir Lacerda
*
Josenir Alves Lacerda
Natural de Crato – Ceará, onde reside, filha de José João Alves e Auzenir Amorim da Franca Alves, artesã, funcionária da Teleceará, aposentada. Co-fundadora da Academia dos Cordelistas do Crato, cadeira nº 03 patrono Enéas Duarte e membro da Academia de Literatura de Cordel – ABLC, cadeira  nº 37. Patrono José Soares ( O Poeta Reporter)
Tem cerca de 80 trabalhos publicados, destacando-se “O Linguajar Cearense,” “De volta ao Passado” e “Amedicina no cangaço”

Maria de Lourdes Aragão Catunda – Dalinha Catunda
Nasceu na cidade de Ipueiras sertão do Ceará onde também nasceram os poetas, Costa Matos e Gerardo Melo Mourão, sendo cria do mesmo barro não se intimidou ao cantar sua terra e trafegar pelo mundo da poesia.
Faz recitais, escreve em blogues, jornais e membro da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel ocupando a cadeira 25. É membro correspondente da AILCA – Academia Ipuense de Letras, Ciências e artes.
Contato: dalinhaac@gmail.com
Fotos do acervo de Dalinha Catunda

terça-feira, 6 de novembro de 2012

LUAR QUE ENLEVA

Boca da naite no sertão do Ceará


LUAR QUE ENLEVA
*
A COISA QUE ME SEDUZ
Tem por nome natureza
Dela vem toda beleza
Que no universo reluz.
Vendo luar que induz
Um casal de namorado
Romântico apaixonado
A viver sua paixão,
Palpita meu coração
COM SAUDADE DO PASSADO.
Dalinha Catunda
*
PALPITA MEU CORAÇÃO,
quando sinto a Natureza,
esplendorosa beleza
que aumenta minha emoção,
quando no céu um clarão,
que não se faz de rogado
tomando o espaço sagrado
da noite, em momento raro
que me leva ao desamparo
COM SAUDADE DO PASSADO
 Fred Monteiro
Foto de Dalinha Catunda

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

DUPLINHA DO CORDEL PINTANDO O VERSO

Bastinha e Dalinha


CADA ESTROFE É UM POEMA
QUE PINTO SEM RETROCESSOS.
Mote de Dalinha Catunda
*
Gosto de fazer cordel
E minha arte é versejar
Jamais sou de me acanhar.
Quando pego no papel
Da pena faço pincel
E vou pintando meus versos,
Os motivos são diversos
Inspirando cada tema
CADA ESTROFE É UM POEMA
QUE PINTO SEM RETROCESSOS.
Dalinha Catunda Ipueiras - Ce
*
Também sei" pintar o sete "
pinto e bordo pra  valer
no verso sei defender
o mote que me compete;
desafio a quem se mete
e tem instintos perversos
pois muitos são controversos
e são infiéis ao tema;
CADA ESTROFE É UM POEMA
QUE PINTO SEM RETROCESSOS
Bastinha Job - Santo Amaro- Assaré
*
Sebastiana Gomes de Almeida Job, Bastinha,
Nasceu em Santo Amaro município de Assaré. Sente-se orgulhosa de ser conterrânea de Patativa. Professora de Língua Portuguesa e Literatura Popular da Universidade Regional do Cariri – URCA. É membro da ACC – Academia dos Cordelistas do Crato e uma de suas fundadoras, ocupando a cadeira nº 04.
*
Maria de Lourdes Aragão Catunda – Dalinha Catunda
*
Nasceu na cidade de Ipueiras sertão do Ceará onde também nasceram os poetas, Costa Matos e Gerardo Melo Mourão, sendo cria do mesmo barro não se intimidou ao cantar sua terra e trafegar pelo mundo da poesia.
Faz recitais, escreve em blogues, jornais e membro da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel ocupando a cadeira 25. É membro correspondente da AILCA – Academia Ipuense de Letras, Ciências e artes.
Contato: dalinhaac@gmail.com
Foto do acervo de Dalinha Catunda