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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O TOQUE DO VENTO

Dalinha Catunda
O TOQUE DO VENTO
*
O vento soprava brando
E eu comecei a notar
Um doce canto chegando
Se espalhando pelo ar
Vinha da carnaubeira
Que farfalhava faceira
Tendo o vento a lhe tocar.
*
Eu quis sentir mais de perto
O mesmo vento ladino
Vento macho buliçoso
Do meu sertão nordestino
Junto ao tronco da palmeira
Como sempre fui matreira
Senti o frescor divino.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

KYDELMIR DANTAS UM POETA DE MUITAS FACES


KYDELMIR DANTAS UM POETA DE MUITAS FACES

Recebi do poeta Kydelmir Dantas, dois livros e dois cordéis com temas bem interessantes.

No cordel “Luiz Gonzaga e a Paraíba” Kydelmir mostra a ligação do velho Lua com a Paraíba através de músicas gravadas pelo Rei do Baião.

Neste mesmo cordel, Kydelmir, que é ligado a SBEC – Sociedade Brasileira de Estudos de Cangaço, publica do autor José Pacheco, “A Morte do Famigerado Lampião.”

E este cordel dois em um, é arrematado com uma sextilha bem apropriada de autoria do grande vate Manoel Monteiro:

“Os dois livrinhos num só

Custa um real, obrigada

Levem um, dois, dez ou vinte

Só não me fale em fiado

Porque fiado está preso

Pelo mau que tem causado.”

Já no Cordel: “A Peleja do Raio da Silibrina” com o “Relampo da Palavra” o versátil poeta Kydelmir Dantas com o pseudônimo de Antôi Dedé, nos presenteia com uma peleja e tanto, tendo como personagens, Bráulio Tavares e Jessier Quirino.

Quero aqui agradecer ao poeta Kydelmir Dantas pelos cordéis e os livros enviados, e dizer que oportunamente divulgarei os livros.
*
Texto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

LEILÃO DE TABACO

LEILÃO DE TABACO
*
A menina resolveu
Estrear o seu tabaco,
Mostrou na internet
Que era dona do buraco,
Junto com um cafetão
Botou o bicho em leilão
Entrou pra turma de Baco.
*
Um Japonês estribado,
Nas contas fez um regaço,
Foi indo de lance em lance
Sem ter maior embaraço
E para a satisfação
De quem tem pinto anão
Arrematou o cabaço.
*
A mulher que antes dava,
Agora passou a vender
O pobre está lascado,
Sem dinheiro pra comer,
E agora com a invenção,
De tabaco em leilão
A jumenta vai sofrer.
*
Quem hoje leiloa a frente,
Amanhã leiloa atrás
Quem abre o próprio negócio
Sabe que o lucro apraz
No mundo da putaria
Não falta mercadoria
E a cobiça é voraz.
*
Versos de Dalinha Catunda
Xilogravura de J. Borges

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Rio de Janeiro e Nordeste - Seca e Enchentes



RIO DE JANEIRO E NORDESTE - SECA E ENCHENTE
*
Enquanto espera o Nordeste
A chuva molhar o chão
No Rio a inundação
Em drama se reveste,
Chuvas chegam feito peste
Causando calamidade
Sofre o povo da cidade,
E este drama é recorrente
Disto o povo está ciente
Mas cadê a autoridade?
*
Seca mata bicho e gente,
Castiga o nordeste inteiro,
Sofre o Rio de Janeiro
Pois faz o mesmo a enchente,
A saga não é diferente
Em sua destruição
Padece a população
Diante da desventura
E o poder não se aventura
Na busca da solução.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda