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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

INSURREIÇÃO DA DUPLINHA


INSURREIÇÃO
*
Quando galo criar dente
Quando pato cagar grosso,
E minhoca tiver osso
Eu vou ser obediente.
Não sou de arrastar corrente
Nem sou de escutar sermão
Detesto submissão,
E fujo de juramento
É LIVRE MEU PENSAMENTO
E O CORPO NÃO QUER PRISÃO.
Dalinha Catunda - Ipueiras - Ceará

Quando o povo tiver vez
nesse país de desmando
com corrupto no comando
no rumo da insensatez
falta decoro honradez
e fede esse "mensalão"
faz-se urgente a punição
pra tanto descaramento
É LIVRE O MEU PENSAMENTO
E  O CORPO NÃO QUER PRISÃO
Bastinha Job – Crato - Ceará

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O MALVADO E A MANGUEIRA

 O MALVADO E A MANGUEIRA

Era uma vez uma linda mangueira que sombreava um quintal, na cidade de Ipueiras. Debaixo de sua copa espaçosa, brincavam crianças aproveitando o frescor de sua sombra.
Todos os dias passarinhos de variadas espécies voavam de galho em galho misturando seus cantos. Os vizinhos se encantavam com a beleza da mangueira e a presença constante da passarada celebrando a natureza.

A dona da casa tinha um carinho todo especial por aquela árvore. Além da sombra, do canto dos pássaros, todos os anos entre novembro e dezembro, ela era premiada com saborosas mangas que ela mesma transformava em sucos, doces, geleias, além de saboreá-las ao natural. A pedido das crianças, ela também fazia, o dim-dim, um tipo de picolé, conhecido por sacolé, por ser congelado em pequenos sacos plásticos.

E assim viveu a bela mangueira por muitos e muitos anos e anos, até que certo dia, a ira de um velho e implicante vizinho, Incomodado com os galhos da árvore que caiam sobre seu muro deixando folhas secas pelo chão, teve a infeliz ideia de exterminar o pé de manga.
 Aproveitando uma viagem da família que preservava a mangueira no quintal, não conformado em apenas podar os galhos que invadiam seu espaço, pulou o muro e abateu a machadadas a velha mangueira. No que restou da planta, jogou óleo queimado e em seguida ateou fogo dando fim ao vegetal. 

Esta é a história de uma mangueira que durante muito tempo fez tanta gente feliz, contudo foi morta porque teve a desdita de nascer ao lado da casa de um velho intolerante e malvado que desafiou impunemente a lei de preservação da natureza.
*
 Texto e foto de Dalinha Catunda
*
NOTA:
A lei ainda não chegou em sua total plenitude em Ipueiras - CE, apesar de ser minha cidade, vejo os desmandos que acontecem por lá. O tempo do cangaço já passou, o coronelismo já se foi, mas muitos ainda acham que podem ganhar no grito.


sábado, 19 de janeiro de 2013

UM SONHO?

UM SONHO?
* 
De pudores desprovida,
Escanchada na paixão

Cavalguei felicidade

Dei asas ao coração

Lasciva e desatinada

Desembestei na estrada,

Que conduz a emoção.
*
No reino da imprudência
Adentrei esbaforida,

No reluzente cetim

Deslizava minha vida

Enquanto o sino tocava

Estrelas eu vislumbrava
Despertei mais atrevida.
*
Texto e Foto de Dalinha Catunda

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

É DA REGIÃO DO CARIRI


Gazeta de Notícias é um jornal da região do Cariri cearense, dirigido pelo jornalista Luiz José dos Santos, que tem publicado com frequência meus poemas na coluna Cantinho da poesia.
 Além do jornal, o jornalista também mantem um blog onde apresenta notícias e novidades da região caririense uma das mais importantes regiões do Ceará.
Dalinha Catunda

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

UM GRUDE SÓ

Dalinha no sítio em Ipueiras-Ceará
UM GRUDE SÓ
*
É o friozinho chegando
E tu agarrado mais eu.

É rede se balançando

No chamego teu e meu

E nesse grude danado

Meu corpo fica suado

Debaixo do corpo teu.
 *
Lá na cama de conchinha
Tu és o meu cobertor.

Suspirando em meu cangote

Vai atiçando calor,

E assim viro a madrugada,

Acordo tonta e suada

Nos braços do meu amor.
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Texto e foto de Dalinha Catunda


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O TOQUE DO VENTO

Dalinha Catunda
O TOQUE DO VENTO
*
O vento soprava brando
E eu comecei a notar
Um doce canto chegando
Se espalhando pelo ar
Vinha da carnaubeira
Que farfalhava faceira
Tendo o vento a lhe tocar.
*
Eu quis sentir mais de perto
O mesmo vento ladino
Vento macho buliçoso
Do meu sertão nordestino
Junto ao tronco da palmeira
Como sempre fui matreira
Senti o frescor divino.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda