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domingo, 3 de março de 2013

Luiz Gonzaga, mote recorrente no cordel


LUIZ GONZAGA MOTE RECORRENTE NO CORDEL

O Cordel foi e sempre será um forte veículo na propagação da cultura nordestina.

Esta literatura popular que em sua abrangência possibilita espaço para os mais variados temas, Na linha das homenagens, cantou repetidas vezes Luiz Gonzaga o eterno Rei do Baião, louvando o centenário de seu nascimento.


Gonzagão foi homenageado pela ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel, pela ACC - Academia dos Cordelistas do Crato, pela Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel e certamente por outras tantas instituições das quais não tenho conhecimento. 


Além das homenagens coletivas, inúmeros poetas prestaram também suas homenagens ao renomado sanfoneiro que apresentou o Nordeste em suas mais variadas formas para o mundo. Não tenho estatísticas, mas acredito ser Luiz Gonzaga o tema mais cantado pelos poetas de cordel. 


Reafirmo: o cordel, hoje, principalmente aliado à internet é sem dúvida um grande divulgador da Cultura Nordestina.


Foto e texto de Dalinha Catunda

Na foto, cordéis tendo Luiz Gonzaga como tema.

sexta-feira, 1 de março de 2013

ACORDA!!!!



ACORDA!!!
*
Quando na corda peguei
Foi pra laçar meu destino
Sem cometer desatino
O meu futuro plantei,
E tudo que semeei
Vi de fato germinar.
Pra quem não sabe lutar
A corda é boa pedida
No pescoço acaba a vida
Basta só se acovardar.
Dalinha Catunda
*
Na tristeza acaba o riso
no estio seca a fonte
no mar morre o horizonte
na luz tem o que eu preciso
quando faço um improviso
sou semente a germinar
vela acesa no altar
sigo de cabeça erguida
no pescoço acaba a vida
basta só se acovardar
João Bosco
*
Foto colhida na Internet

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

AS APRESENTADAS

AS APRESENTADAS
*
O meu nome é Dalinha
Sou cria do Ceará
Olha que eu gosto de lá,
Da minha santa terrinha
Não mangue da fala minha
Que a sua vou respeitar
O meu jeito de falar
É de fato sertanejo
NUNCA FOI O MEU DESEJO
MEU DIALETO MUDAR.
Maria de Lourdes Aragão Catunda
Dalinha Catunda – da ABLC
*
Nasci na Vila do Amaro
Distrito do Assaré.
Mas , meu Cratinho , é que é
o meu Torrão muito caro
Me adotou, me deu amparo
e soube me cativar
com jeitinho me ensinar
a  ser simples no versejo ;
NUNCA FOI O MEU DESEJO
MEU DIALETO MUDAR!
Sebastiana Gomes de Almeida Job
Bastinha Job da ACC

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O JORNAL DA BESTA FUBANA FORA DO AR


O Jornal da Besta Fubana está fora do ar desde as 6 horas da manhã desta quarta-feira.
Tanto o jornal que chega aos leitores, quanto o sistema de edição no qual eu e Aline trabalhamos.
Deu pane total.
Incompetência da empresa que faz a hospedagem, a Loca Web, cujos serviços são péssimos. E que cobra caro e eu pago em dia.
O mais estranho é que várias outras páginas hospedadas pela mesma empresa estão no ar e funcionando normalmente... Porque escolheram logo o JBF pra dar pau, eu não tenho a menor idéia.
Tão cedo quanto o problema for resolvido, as atualizações voltarão a ser feitas.
Quem puder, retransmita este aviso pros seus contatos que também são fubânicos, por favor.
Grato
Berto
O BESTA FUBANA NÃO É APENAS UM JORNAL  É UMA ÓTIMA TERAPIA.
Acho que cada colunista do BESTA deveria postar em seus blogs e sites a mensagem de Berto que tem nos acolhido, sempre e tão bem
Dalinha
Últimas notícias sobre o JBF
Depois de mais de seis horas fora do ar, por conta de incompetência da LocaWeb, a empresa que hospeda o JBF, esta gazeta da bixiga lixa está de volta.
Agradeço a compreensão e a paciência de todos.
E vamos torcer pra que tudo volte à mais completa normalidade.
As atualizações serão feitas durante esta tarde, na medida do possível.
Enquanto editamos o material, vamos mandar umas bananas pros responsáveis pela pane. Aliás, uma pane “seletiva”, pois as outras páginas e blogues hospedados pela mesmo LocaWeb continuaram no ar e funcionando normalmente. Fomos os sorteados…
Berto

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

SAIAS DO CORDEL

Josenir Lacerda, Dalinha Catunda e Bastinha Job

MULHERES NA RODA E NO VERSO
*
No cordel entro na roda
Entro para fazer verso
E vou trazendo a mulher
Pois nunca faço o inverso
Na mulher eu acredito
Com seu versejar bonito
Arrebata este universo.
Dalinha Catunda – Ipueiras -CE
*
E como sabe meter
sua colher muito bem
e faz ela remexer
com ritmo e rima também;
qualquer assunto ela trata
começo e fim arremata
não perde para ninguém!
Bastinha job – crato-ce
*
E pra não ficar de fora
Do poético relato
Mando minha estrofe agora
Aqui das bandas do Crato
Tendo de um lado Dalinha
Do outro, a mestra Bastinha
Tô amparada de fato.
Josenir Lacerda – Crato CE

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

MULHER TAMBÉM FAZ CORDEL



MULHER TAMBÉM FAZ CORDEL
*
O cordel antigamente
Era coisa masculina
Mas a mulher nordestina
Que já cantava repente
Sem achar que era imprudente
Deu uma de menestrel
Resolveu fazer cordel
E cultura propagar
Pois muito tem pra contar
E faz bem este papel.
*
Hoje fazem recitais,
E peleja virtual
O seu folheto é real
Com histórias geniais
Não tem só suspiro e ais
Em folheto de mulher
A fêmea sabe o que quer
No repassar da cultura
Coisa que a literatura
Atualmente requer.
*
É com gosto e competência
Que a mulher entra na roda
Canta verso e vira moda
E até passa a ser tendência
Pois com jeito ou imprudência
Ela ocupa o seu lugar
Porque bem sabe rimar
A sua sabedoria
Já deixou de ser Maria
Vivendo apenas pro lar.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda
Na ilustração um apanhado de cordéis escritos por mulheres