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quinta-feira, 7 de março de 2013

TODAS AS MULHERES






TODAS AS MULHERES
*
Mulher melindrosa
Bonita e faceira
Safada brejeira,
Rude perigosa
Desfila garbosa
Com sua bandeira
Na missa na feira
No lar no bordel
Cumpre seu papel
Com ar de guerreira.
*
Mulher mal-amada
Sem eira nem beira
Que fala besteira
E desatinada
Se diz estudada
E bate no peito
Botando defeito
Em tudo que nota
Parece marmota
Mas deve ter jeito.
*
Mulher atrevida
 Que ri e graceja
Que toma cerveja
Que é seduzida
Que gosta da vida
De amor e paixão
Sem elo ou prisão
Tem autonomia
E sem ser vadia
Respira emoção.
*
A mártir do lar
Mulher não quer ser
Aprendeu bater
Pra não apanhar
Se o homem tentar
Ele entra na lenha
Maria da Penha
É lei que vigora
Quem bate agora
Algema desenha.
*
Mulher quer carinho
Não foge do laço
E sem embaraço
Refaz seu caminho
Quer flor sem espinho
E quer ser querida
Ser reconhecida
Em tudo que faz
Ser igual lhe apraz
Por ser aguerrida.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda
Na foto Flores Silvestres fotografadas no Ceará.
Esta é minha homenagem a MULHER.


terça-feira, 5 de março de 2013

IDOSO, ONTEM E HOJE


IDOSO ONTEM E HOJE

*

O idoso antigamente

Sem aposentadoria,

Até o final da vida

Com a família vivia

Era o velho respeitado,

E de cuidados cercado

Sei que assim acontecia.

*

Hoje o velho é explorado

Maltratado e extorquido

Nem pega no seu dinheiro

Que por outro é recebido

Apesar de aposentado

Idoso sofre um bocado

Por quem pensa que é sabido.

*

Mas o carrasco de hoje

Será velho no futuro

E se tem Deus lá no céu

Ele pagará com juro.

Quando alguém lhe torturar

Ele então vai recordar

O seu passado obscuro.
*

Na foto, meu pai, ao lado de minha mãe e de filhos, em seu ultimo aniversário de 95 anos, antes de fazer sua passagem em dezembro.

Texto de Dalinha Catunda e foto do seu acervo.

domingo, 3 de março de 2013

Luiz Gonzaga, mote recorrente no cordel


LUIZ GONZAGA MOTE RECORRENTE NO CORDEL

O Cordel foi e sempre será um forte veículo na propagação da cultura nordestina.

Esta literatura popular que em sua abrangência possibilita espaço para os mais variados temas, Na linha das homenagens, cantou repetidas vezes Luiz Gonzaga o eterno Rei do Baião, louvando o centenário de seu nascimento.


Gonzagão foi homenageado pela ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel, pela ACC - Academia dos Cordelistas do Crato, pela Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel e certamente por outras tantas instituições das quais não tenho conhecimento. 


Além das homenagens coletivas, inúmeros poetas prestaram também suas homenagens ao renomado sanfoneiro que apresentou o Nordeste em suas mais variadas formas para o mundo. Não tenho estatísticas, mas acredito ser Luiz Gonzaga o tema mais cantado pelos poetas de cordel. 


Reafirmo: o cordel, hoje, principalmente aliado à internet é sem dúvida um grande divulgador da Cultura Nordestina.


Foto e texto de Dalinha Catunda

Na foto, cordéis tendo Luiz Gonzaga como tema.

sexta-feira, 1 de março de 2013

ACORDA!!!!



ACORDA!!!
*
Quando na corda peguei
Foi pra laçar meu destino
Sem cometer desatino
O meu futuro plantei,
E tudo que semeei
Vi de fato germinar.
Pra quem não sabe lutar
A corda é boa pedida
No pescoço acaba a vida
Basta só se acovardar.
Dalinha Catunda
*
Na tristeza acaba o riso
no estio seca a fonte
no mar morre o horizonte
na luz tem o que eu preciso
quando faço um improviso
sou semente a germinar
vela acesa no altar
sigo de cabeça erguida
no pescoço acaba a vida
basta só se acovardar
João Bosco
*
Foto colhida na Internet