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segunda-feira, 15 de abril de 2013

VIOLA E VERSOS NIKO E DALINHA

João Nicodemos
Dalinha Catunda












VIOLA E VERSOS


Gravei alguns poemas com o músico e poeta João Nicodemos na cidade de Crato. Para futuras apresentações em conjunto.

 Enquanto os recitais não acontecem, estou disponibilizando para os leitores do Cantinho da Dalinha Viola e Versos com João Nicodemos e Dalinha Catunda.

Aragem é o poema hoje apresentado


Versos de Dalinha Catunda e música de João Nicodemos

ARAGEM
*
O desnublado do dia
Enchia-me de alegria
E eu me entregava ao prazer.
De ver o dia surgindo,
Nos braços de um vento menino
Que vinha minha pele lamber.
A Brisa que me acaricia
Meu corpo todo arrepia,
E eu invoco você,
A participar desta dança,
De vento e mulher criança,
Antes do anoitecer.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

MINHA ANÁLISE



MINHA ANÁLISE
.
Se lhe incomoda bastante
O meu jeito de escrever
A minha língua sem trava
Minha maneira de ser
Basta só me ignorar
Porque eu não vou mudar
Para lhe satisfazer.
.
Todo dia eu agradeço
Ao bom Deus Nosso Senhor
Pela vida que eu tenho
Por este meu bom humor
Eu não cultivo tristeza
Pois quem destila aspereza
Colhe apenas amargor.
.
Não faço da vida um fardo
Nem vivo a me lamentar
Eu mesma traço meu rumo
Não queira me orientar
Não desejo seu conselho
Nem o grau do seu espelho
Para não me deformar.
.
Cuidando da minha vida
Da sua você esquece
E deixa de aproveitar
O que o mundo lhe oferece
Eu falo para o seu bem
Mas sei que cada um tem
A vidinha que merece.
.
Texto e foto de Dalinha Catunda
Foto na lagoa dos Tavares região serrana de Ipueiras.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

SAUDADE COM A DUPLINHA


SAUDADE COM A DUPLINHA
A saudade quando chega
Chega junto à solidão
Cabeça quer esquecer
Mas se nega o coração
Quando ela bate no peito
Abriga-se de tal jeito
Que provoca a aflição.
Dalinha Catunda – Rio de Janeiro
*
Se provocar aflição
A gente isola, rejeita
A saudade, com emoção.
O meu coração aceita:
Saudade quase querida
Que perfuma nossa vida
Traz perfume na receita!
Bastinha Job – Crato – Ceará
+
Texto publicado no livro: Vertentes e Evolução da Literatura de cordel de Gonçalo Ferreira da Silva
*
Uma prova de que as setilhas são uma modalidade relativamente recente está na ausência quase completa delas na grande produção de Leandro Gomes de Barros. Sim, porque pela beleza rítmica que essas estrofes oferecem ao declamador, os grandes poetas não conseguiram fugir à tentação de produzi-las. Para alguns, as setilhas, estrofes de sete versos de sete sílabas, foram criadas por José Galdino da Silva Duda, 1866 - 1931. A verdade é que o autor mais rico nessas composições, talvez por se tratar do maior humorista da literatura, de cordel, foi José Pacheco da Rocha, 1890 - 1954. No poema A CHEGADA DE LAMPIÃO NO INFERNO.

terça-feira, 9 de abril de 2013

NO LUME DA ESPERANÇA

NO LUME DA ESPERANÇA
***
Vou seguindo minha vida
Tentando não complicar
E se o sol não brilhar hoje
Esperarei o luar
Tenho a luz da esperança
Acesa a me nortear.
***
Escorrego mais não caio
Mas se cair me levanto
Se o sorriso não brotar
Não deixo cair o pranto
E para espantar os males
Nada melhor do que o canto.
***
Texto e foto de Dalinha Catunda

domingo, 7 de abril de 2013

O Canto de Dalinha e Niko












  
O CANTO DE DALINHA E NIKO
*
Chego aqui, peço licença
pra cantar uma canção
fortaleço minha crença
no valor da emoção
a mulher cantando em verso
faz melhor o universo
põe perfume na razão.
João Nicodemos - João Pessoa PB
*
Quem chega e pede licença
Licença tem pra cantar
Eu sei que sua cantiga
Foi feita para embalar
Ouvindo viro criança
Você me traz à lembrança
Velhas canções de ninar.
Dalinha Catunda – Rio de Janeiro