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quarta-feira, 12 de junho de 2013

SÓ NO NAMORO!

SÓ NO NAMORO
*
Quando você apeou,
Trazia no matulão
Um punhado de paixão
Que comigo partilhou
A chama se propagou
E começou o fogaréu
Você me levou ao céu
No galope do seu baio
Do seu lado nunca saio
Sou aba do seu chapéu.
*
Texto de Dalinha Catunda
Imagem colhida na internet

sexta-feira, 7 de junho de 2013

EU O POETA E O MENINO

EU O POETA E O MENINO
*
Aquele antigo sobrado
Que eu via e achava belo
Mais parecia um castelo
Onde tudo era encantado
Onde um poeta afamado
Cheio de sonhos vivia
A musa e a fantasia
Povoavam sua mente
Ali plantou a semente
E viu brotar poesia.
*
O antigo casarão
Inda hoje me fascina
Guardo no olhar de menina
O castelo com emoção
Saudosa recordação
De um poeta inspirado
Que ali viveu no passado
Falando de pirilampos,
Das borboletas nos campos
E do luar prateado.
*
Nesse castelo encantado
Eu conheci um menino
Com seu jeitinho ladino
Ele sentava ao meu lado
Com o violão afinado
Ao cantar me seduzia
Era tamanha a magia
Que de cantiga em cantiga
Fui ficando sua amiga
E ainda sou hoje em dia.
*
O castelo ainda me encanta,
Esta no céu o poeta.
O menino tem sua meta
Tanto compõe como canta
A minha emoção é tanta
Pois sei também versejar
Quero minha terra cantar
Mostrar o meu universo
Cantando em cada verso
Como meu mestre mandar.
*
Neste texto presto minha homenagem ao poeta Costa Matos
E ao cantor e compositor Carlitto Matos.
Texto e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 5 de junho de 2013

A peleja de Dalinha e Josenir

RECORDAR - NOS DEZ DE QUEIXO CAÍDO
JL 
Dalinha não leve a mal
A proposta que eu lhe faço
A musa jogou o laço
Nem esperou meu aval
Chegou feito um vendaval
Ou flechada de cupido
Cochichou no pé do ouvido
Sobre o tema "Recordar"
E mandou eu lhe peitar
Nos dez de queixo caído
DC
Minha cara Josenir,
Se a musa jogou seu laço
Nele não me embaraço
Da raia não vou fugir
Se a inspiração fluir
Peite-me que eu revido
Vou fazer um alarido
Vou falar do meu sertão
De folclore e tradição
Nos dez de queixo caído.
JL
Já que aceitou o embate
Prepare-se pra disputa
Pois tudo indica que a luta
Terá um feroz combate
Não venha com disparate
Nem com jeitão atrevido
Porque no prego batido
Exijo a ponta virada
Em "passado" sou formada
Nos dez de queixo caído.
DC
Rezei a Salve Rainha
E já bati na madeira
Agora queira ou não queira
Vai debater com Dalinha
Pois quando entro na rinha
Com meu jeitão enxerido
Pra falar de acontecido
De passado e tradição
Eu acendo meu tição
Nos dez de queixo caído.
JL
Você fala de tição
E eu de fogão de lenha
De brasa, graveto e brenha
Do xerém feito em pilão
De vovó fazendo o pão
De milho seco, moído
Para ser depois servido
Com leite, numa tigela
Cenas que o sertão revela
Nos dez de queixo caído.
DC
Você relembra o fogão
Eu vou falar de fogueira
De dança de brincadeira
De quadrilha e de são João
De aluá e de quentão,
Pamonha e milho cozido
Rojão que dói no ouvido
Quando escuto o papocar
Forró eu quero é dançar
Nos dez de queixo caído.

SÓ NO CHAMEGO


SÓ NO CHAMEGO
*
Eu vou me vestir de xita
Vou botar laço de fita
Quero ficar bem bonita
Quero contigo dançar
Vendo o suor escorrer
Vendo o dia amanhecer
Eu não vou esmorecer
Quero mais é chamegar.
*
Não gosto de dançar só
Se quiser dançar forró
Dos meus pés não tenho dó
Estou à disposição
Venho ser o meu parceiro
Nesse forró de terreiro
Onde o velho sanfoneiro,
Capricha na animação.
*
Venha pra me sacudir.
Contigo vou me exibir
Quando a poeira subir
Eu acelero no xote
Meu corpo no teu grudado
E nesse forró suado
Eu quero um cheiro espichado
Arrepiando o cangote.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda