RECORDAR - NOS
DEZ DE QUEIXO CAÍDO
JL
Dalinha não leve
a mal
A proposta que
eu lhe faço
A musa jogou o
laço
Nem esperou meu
aval
Chegou feito um
vendaval
Ou flechada de
cupido
Cochichou no pé
do ouvido
Sobre o tema
"Recordar"
E mandou eu lhe
peitar
Nos dez de
queixo caído
DC
Minha cara
Josenir,
Se a musa jogou
seu laço
Nele não me
embaraço
Da raia não vou
fugir
Se a inspiração
fluir
Peite-me que eu
revido
Vou fazer um
alarido
Vou falar do meu
sertão
De folclore e
tradição
Nos dez de
queixo caído.
JL
Já que aceitou o
embate
Prepare-se pra
disputa
Pois tudo indica
que a luta
Terá um feroz
combate
Não venha com
disparate
Nem com jeitão
atrevido
Porque no prego
batido
Exijo a ponta
virada
Em
"passado" sou formada
Nos dez de
queixo caído.
DC
Rezei a Salve
Rainha
E já bati na
madeira
Agora queira ou
não queira
Vai debater com
Dalinha
Pois quando
entro na rinha
Com meu jeitão
enxerido
Pra falar de
acontecido
De passado e
tradição
Eu acendo meu
tição
Nos dez de
queixo caído.
JL
Você fala de tição
E eu de fogão de lenha
De brasa, graveto e brenha
Do xerém feito em pilão
De vovó fazendo o pão
De milho seco, moído
Para ser depois servido
Com leite, numa tigela
Cenas que o sertão revela
Nos dez de queixo caído.
DC
Você relembra o fogão
Eu vou falar de fogueira
De dança de brincadeira
De quadrilha e de são João
De aluá e de quentão,
Pamonha e milho cozido
Rojão que dói no ouvido
Quando escuto o papocar
Forró eu quero é dançar
Nos dez de queixo caído.