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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

NO TEMPO EM QUE CRIANÇA ERA FELIZ…











NO TEMPO EM QUE CRIANÇA ERA FELIZ…
*
Com pedaços de madeira
Eu
construía o meu carro
Com dinheiro de cigarro
Eu fazia a minha feira
Dos tiros de baladeira
Ainda tenho a cicatriz
Das coisas boas que fiz
Eu lembro um rolo de lata
NÃO TINHA OURO NEM PRATA
MAS TIVE INFANCIA FELIZ.
Hélio Crisanto

Em meus tempos de criança
Eu joguei muita peteca
Era de pano a boneca
Que guardo em minha lembrança
Era tempo de bonança
Ai como eu queria bis
Reviver tudo que fiz
Mas a saudade é ingrata
NÃO TINHA OURO NEM PRATA
MAS TIVE INFÂNCIA FELIZ.
Dalinha Catunda
*
Foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

CENA NO AEROPORTO

CENA NO AEROPORTO
Era domingo, estava eu no aeroporto em mais uma de minhas muitas viagens ao Ceará. No caminho para a fila de embarque deparei-me com uma moça que com as mãos no rosto chorava copiosamente.  Olhei mais uma vez e segui...
 A fila andava... A minha frente um moço de semblante triste, aparentando a mesma idade da jovem, acompanhava-a com o olhar. De repente ela corre e soluçando se atira nos braços do rapaz. Ele carinhosamente aconchega a moça em seus braços retardando a separação. Despedem-se e ele segue para sala de espera.
O que assisti ali me aliviou tanto a alma! Nestes tempos de “ficantes” e amores descartáveis, onde se troca de par como quem troca de roupa, eu que ainda sou romântica, vendo aquela cena comovente, transportei-me ao passado e recordei: o cortejador, as velhas paixões, os antigos amores, o psiu, o flerte, as flores, a conquista, e as contagiantes serenatas. Que saudades!
Peguei o avião com aquela imagem na cabeça e na certeza que apesar da liberdade feminina, da insegurança do homem, do modernismo e da inconstância dos pares, as bonitas histórias de amor ainda sobrevivem neste planeta.
Texto de Dalinha Catunda
Foto www.esperança.com.br
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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

No Cariri Cearense

NO CARIRI CEARENSE
*
Viajei para Ipueiras
De lá fui pro Cariri
Lá comi baião-de-dois
Temperado com pequi
E tinha sempre na mesa
Saborosa sobremesa
Tijolo de buriti!
*

Encontrei Chico Pedrosa
Pra minha satisfação
Passeamos pelo Crato
Pisando no mesmo chão
Apreciando a beleza
Da conhecida princesa
Encanto da região.
*

Recebi nobre visita,
De pessoa especial
A querida Claude Bloc
De sorriso sem igual
Pra minha felicidade
Virou realidade
A amizade virtual.
*

Meu coração bateu forte
Foi grande minha emoção
Quando encontrei Irineu
Amigo do coração
A quem eu pude abraçar
E que me viu atuar
No palco na ocasião.
*
Agradeço a Berto Filho
A grande oportunidade
Cada um destes encontros
Falo com sinceridade,
Eu devo ao Besta Fubana
Pois desta gazeta emana
Sonhos que viram verdade.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

domingo, 22 de setembro de 2013

GRUPO FLOR DO CARIRI

Estreia do Grupo Flor do Cariri
Ontem, dia 21 de setembro, o grupo Flor do Cariri composto por mulheres cearenses fez sua estreia na sede da SCAN- Sociedade Cratense de Apoio aos necessitados.
 Este grupo é formado por mulheres do Cariri, que se fazem guardiãs da cultura e que tem como missão maior repassar seus conhecimentos para as novas gerações.
 É composto de: poetisas, cordelistas e mulheres dedicadas ao resgate da oralidade como as cantigas de roda, cantigas de ninar, dramas, advinhas, trava- línguas, entre outros elementos culturais que povoaram o passado destas mulheres.
 O grupo conta na sua formação inicial com: Anilda Figueiredo, Alexsandra Salvador, Cilinha, Dalinha Catunda, Francisca Emídio, Francy Freire, Nezite Alencar, Mana, Josenir Lacerda e Liduina.  
Fotos e nota: Dalinha Catunda e Josenir Lacerda
 
 


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

CORDEL, POETAS E LIBERDADE

CORDEL E LIBERDADE
*
DALINHA CATUNDA
O cordel sempre atual
Entretém e denuncia
O povo muito aprecia
E dele faz seu jornal
O bardo dá seu aval
E a informação garante
Por isso segue adiante
Sem temer hostilidade
Vai versejando verdade
Pois continua atuante
LUCAROCAS
O cordel não quer mordaça
Para falar ao seu povo
E revelar algo novo
Pra se divulgar na praça
Pois cordelista tem raça
Para falar com vontade
De toda veracidade
Que envergonha um país
Pois cordel é diretriz
Da grande voz da verdade.
BASTINHA JOB
Poetar não tem censura
o cordel não tem limite
 nem burro que dê palpite
 pra nossa literatura
que é a real cultura
 quer seja séria ou brejeira
e a nação brasileira
precisa do cordelista
tal qual esse grande artista
que é o DAVI TEIXEIRA!
GLORIA BRAGA
Dizem que não há censura
Na nossa pátria Brasil
Isso é mentira pura:
Censura sempre existiu
Desde que Eva engoliu
A maçã do Paraíso,
Adão abriu seu sorriso
Com a serpente do bordel…
E o poeta do cordel
Acabou indo a juízo.
FRED MONTEIRO
O Cordel é a voz do povo
Que gosta dos seus autores
Que ama seus cantadores
Que sabem falar do novo
E por isso me comovo
Pelo que fizeram ao Vate
Por estar, no seu debate
Gritando contra a injustiça
Vem um censor da “Mundiça”
Comete tal disparate !
ALAMIR LONGO
Um punhado de covardes
Sem ter senso de justiça
Que tentou fazer injustiça
Ao poeta Davi Teixeira
Que fincou pé na trincheira
Contratando advogado
Que defendeu o coitado
De tamanha covardia
Pois da lei dá garantia
*
Foto colhida no blog Besta Fubana