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terça-feira, 15 de outubro de 2013

SALVE E SALVE O PROFESSOR

SALVE E SALVE O PROFESSOR
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Recordo-me que outrora
Sagrado era o professor
Vulto de grande valor
Coisa que não vejo agora
A cada dia piora
A sua situação
Vive de pires na mão,
E ao pedir esmola apanha
A cada nova campanha
Desaba a educação.
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Versos de Dalinha catunda
Foto retirada da internet


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

SEMANA AZUL

SEMANA AZUL!!!!!
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Concordo com prevenção
Pra saúde melhorar
Se a mulher toma cuidados
O homem deve tomar
Aqui vai minha sugestão
Para o homem em questão
Começar a se cuidar.
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Siga o exemplo da mulher
Não fique de pé atrás
Depois da semana rosa
Vem outra que muito apraz
É a pródiga semana azul
Embaixo do mucumbu
Vai dedo que satisfaz.
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Câncer de próstata mata
Homem tome tendência
Numa dedada de nada
Não precisa truculência
Faça disso sua meta
Não tire seu cu da reta
Pra não sofrer consequência.
*
Versos de Dalinha catunda

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

NO TEMPO EM QUE CRIANÇA ERA FELIZ…











NO TEMPO EM QUE CRIANÇA ERA FELIZ…
*
Com pedaços de madeira
Eu
construía o meu carro
Com dinheiro de cigarro
Eu fazia a minha feira
Dos tiros de baladeira
Ainda tenho a cicatriz
Das coisas boas que fiz
Eu lembro um rolo de lata
NÃO TINHA OURO NEM PRATA
MAS TIVE INFANCIA FELIZ.
Hélio Crisanto

Em meus tempos de criança
Eu joguei muita peteca
Era de pano a boneca
Que guardo em minha lembrança
Era tempo de bonança
Ai como eu queria bis
Reviver tudo que fiz
Mas a saudade é ingrata
NÃO TINHA OURO NEM PRATA
MAS TIVE INFÂNCIA FELIZ.
Dalinha Catunda
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Foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

CENA NO AEROPORTO

CENA NO AEROPORTO
Era domingo, estava eu no aeroporto em mais uma de minhas muitas viagens ao Ceará. No caminho para a fila de embarque deparei-me com uma moça que com as mãos no rosto chorava copiosamente.  Olhei mais uma vez e segui...
 A fila andava... A minha frente um moço de semblante triste, aparentando a mesma idade da jovem, acompanhava-a com o olhar. De repente ela corre e soluçando se atira nos braços do rapaz. Ele carinhosamente aconchega a moça em seus braços retardando a separação. Despedem-se e ele segue para sala de espera.
O que assisti ali me aliviou tanto a alma! Nestes tempos de “ficantes” e amores descartáveis, onde se troca de par como quem troca de roupa, eu que ainda sou romântica, vendo aquela cena comovente, transportei-me ao passado e recordei: o cortejador, as velhas paixões, os antigos amores, o psiu, o flerte, as flores, a conquista, e as contagiantes serenatas. Que saudades!
Peguei o avião com aquela imagem na cabeça e na certeza que apesar da liberdade feminina, da insegurança do homem, do modernismo e da inconstância dos pares, as bonitas histórias de amor ainda sobrevivem neste planeta.
Texto de Dalinha Catunda
Foto www.esperança.com.br
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