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domingo, 24 de novembro de 2013

NA CADÊNCIA DA PARCELA

NA CADÊNCIA DA PARCELA
DALINHA CATUNDA
Não sou mais menina
Porém sou guerreira
Às vezes faceira,
Talvez libertina
Não é minha sina
Viver sem paixão
É meu coração
Abrigo de amores
Sem medo de dores
Acolho emoção.

FRED MONTEIRO
Pois eu sou menino
Só penso besteira
E a vida inteira
perdi o meu tino
Cumpri meu destino
Me apaixonando
A cara quebrando
Mais velho hoj’estou
Meu tempo passou
E assim vou finando.

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO
Também sou menino
Igual ao Monteiro
Inquieto, arteiro
Seguindo o destino
Homem nordestino
Criança crescida
De alma atrevida
Em plena alegria
Fazendo poesia
De bem com a vida!
*
Quero agradecer a participação de Fred e Jesus, confrades que atuam no Besta Fubana, espaço aberto para livre interação dos poetas.  

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Dalinha Catunda e Orlando Santana


Dalinha Catunda e Orlando Santana
.
Só gosto de versejar
Quando sinto inspiração
Pois assim falo co’a alma
E também co’o coração
O verso sem sentimento
Falta nele o condimento
Que tempera a paixão.
.
Há poetas que costuram
Os versos em boa linha
Como os que eu tenho lido
Da poetisa Dalinha.
Esta tece versos bons
Pois já nasceu com os dons
Das musas da poesia.
Orlando Santana
.
Concordo com o poeta,
Esta é minha opinião:
Os versos sem sentimentos
Não tocam meu coração.
Eu gosto da poesia,
Que tem sabor e magia,
E acende a minha emoção.
.
Obrigada pelos versos
Agradeço a louvaminha,
O seu versejar me agrada
Seguimos a mesma linha,
E volte quando quiser,
Pra cantar com esta mulher
Que com os versos se alinha.
Dalinha Catunda
Ilustração de Dalinha Catunda

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE

A VARA DA INFÃNCIA E JUVENTUDE
*
Quando eu era inda criança
Em minha jurisdição
O meu pai era o juiz
Aplicando a punição
A pena não era rara
Pois eu entrava na vara
Dia sim e outro não.
*
Quando saí da infância
E cheguei à juventude
Eu era reincidente
Não mudei de atitude
E nem livrei minha cara
Outra vez entrei na vara
Desta vez mais amiúde.
*
Criança tinha respeito,
Limite e obrigação,
E caso se rebelasse
Tinha castigo e carão
Mas hoje se vacilar
O pai é quem vai penar
E encarar vara e prisão.
*
Versos de Dalinha Catunda
Ilustração: www.seeloko.com 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A FLOR DE CANSANÇÃO

A FLOR DE CANSANÇÃO
*
Já ouvi você dizer
Que não sou flor que se cheira,
Porém sei que isso é besteira
Meu amigo pode crer!
E se você quer saber
Vou lhe dar a explicação:
Sou a flor de cansanção
Que você não sentiu cheiro
Mas sente no corpo inteiro
Ao lembrar a comichão.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda