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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Tributo a Manoel Monteiro

TRIBUTO A MANOEL MONTEIRO

A Academia Brasileira de Literatura Cordel fará uma justa homenagem ao

poeta Manoel Monteiro que ocupou a cadeira de no 38, que tem como patrono

Manoel Tomaz de Assis.

Manoel Monteiro além de enriquecer a ABLC com sua postura, respeito e

conhecimento sobre o cordel, fez jus a sua cadeira, pois todo cordel, de sua

autoria, ao ser editado, levava o nome da Academia.

A homenagem acontecerá desta forma: Será editado um folheto de cordel,

Tributo a Manuel Monteiro, e para que este cordel se transforme numa

homenagem digna, de um poeta do calibre de Manoel Monteiro, precisamos da

colaboração dos confrades, que poderão participar com quatro setilhas.

A ABLC congrega xilógrafos, gravuristas e editores. Se os acadêmicos

se dispuserem a participar contribuindo com a capa e com a edição,

agradeceríamos esta ação entre amigos. Independente deste apelo, o

cordel será publicado. Logo que fique pronto, marcaremos uma plenária em

homenagem ao nobre poeta.

À medida que as estrofes forem chegando, serão postadas em blogs e faces,

numa repetida homenagem na rede social até completarmos o material para

conclusão da edição.

Cada poeta deverá concluir sua composição com nome, cadeira e patrono.

E-mails para recebimento: dalinhaac@gmail.com rosariuspinto@gmail.com

terça-feira, 10 de junho de 2014

SESC - Crato, Cordel na Feira com Dalinha Catunda





SERTÃO MARCADO NO PEITO

*

Este canto nordestino

Que sai chorado do peito

É lamento não tem jeito

Presente no meu destino

É um canto peregrino

De quem deixou o seu chão

Mas guarda no coração

A saudade acumulada

Daquela vida levada

Nas quebradas do sertão.

2

O cheirinho de alfazema

A cada irmão que nascia

O capão que se comia

Pois era este o sistema

Só de falar nesse tema

Sinto a saudade arrochar

Com saudade do meu lar

Da minha mãe parideira,

Do entre e sai da parteira,

Que vinha para ajudar.

3

Nos bons tempos de criança

A casa era sempre cheia

Bola de gude e de meia

Faziam nossa festança

Era ciranda, era dança

E corda nas brincadeiras

Na roda mãos nas cadeiras

Na hora do requebrado

O mundo era encantado

Naquela minha Ipueiras.

4

Meninos tinham pião

Meninas tinham peteca

De pano era a boneca

Naqueles tempos de então

No reino da exultação

Do chicotinho queimado

E do anel que era passado

Do trisca e da cabra cega

O que foi bom ninguém nega

Fica no peito marcado.

domingo, 8 de junho de 2014

Homenagem ao poeta Manoel Monteiro

Dalinha Catunda, Manoel Monteiro e Rosário Pinto 
Comunicado da ABLC
No momento em que o colegiado da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, perde um dos seus mais luminosos astros, o presidente da entidade Gonçalo Ferreira da Silva, depois de consultar sua diretoria, decreta três dias de luto oficial em homenagem ao grande mestre Manoel Monteiro.
Gonçalo Ferreira da Silva

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Cantiga de Mulher

CANTIGA DE MULHER
*
Ouvi Maria do horto
Com seus cantares bonitos
Cantando no Juazeiro
Ladainhas e benditos,
Vendo Maria aboiar
E seu modo de trajar
Lembrei-me dos velhos ritos.
*
As mulheres lavadeiras
No seu ato de lavar
De cócoras nas ribeiras
Costumavam entoar
Lindas e velhas cantigas
Tão singelas tão antigas
Difundindo seu cantar.
*
No bendito das beatas
Na reza das benzedeiras
Nas mezinhas repassadas
Nas garrafadas das feiras
Levando conhecimento
Tem este merecimento
As mulheres pioneiras.
*
As lendas e as histórias
As cantigas de ninar
Quadrinhas e poesias
Que lembro e sei declamar
Aprendi com minha tia
Que foi minha maior guia
Mulher a me incentivar.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

domingo, 4 de maio de 2014

A CANTADA E A PICADURA

A CANTADA E A PICADURA
*
A noite estava tão fria
Cedinho fui me deitar
Liguei a televisão
Antes do sono chegar
De cama sempre fui boa
Deito e durmo à toa
Não posso nem me queixar.
*
Deixei a janela aberta
Suave brisa a entrar
Era um convite ao sono
Chegava a me embalar
Eu já estava cochilando
E dei com você zanzando
Doidinho pra me pegar.
*
Joguei o lençol nas coxas
Tentei cobrir o restante
Porém você me rondava
Com seu cantar irritante
Eu quase fui a loucura
Ao sentir a picadura
No seu vai e vem constante.
*
No auge do sofrimento
Não pude conter o grito
Dei um tapa e no segundo
Eu acertei o mosquito
Que todo ensanguentado
Estrebuchava a meu lado
Eu me vinguei do maldito!
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Em louvor a Daniel Alves

Em louvor a Daniel Alves.
*
Você me deu um limão
Eu fiz uma limonada.
Jogou-me uma banana,
Eu comi bem mastigada!
Pois nada disso me irrita,
Eu fiquei foi bem na fita,
Onde você fez cagada!
*
Verso de Dalinha Catunda
Foto retirada na internet

terça-feira, 29 de abril de 2014

DONA DA RINHA


DONA DA RINHA
*
Você deu uma de macho
Quis cantar em meu terreiro
Vá trepar noutro poleiro
Ou lhe faço de despacho
Não pense que sou capacho
Que eu posso perder a linha
Não diga que é culpa minha
Não caia nessa esparrela
Tenho peito e não titela
Aqui só comando a rinha.
*
Verso e foto de Dalinha Catunda