O Cantinho da Dalinha é também o canto do cordel. O picadeiro onde costumo entoar o meu canto em versos propagando a poesia popular. É o Canto de uma cearense que adora suas raízes, canto da mulher destemida que saiu das entranhas nordestinas e abriu uma janela para cantar sua aldeia para o mundo, Interagir com outros poetas cordelistas desfrutando deste mundo virtual. Sou Maria de Lourdes Aragão Catunda, a poeta de Ipueiras e do cordel, sou a Dalinha Catunda. dalinhaac@gmail.com
quinta-feira, 7 de maio de 2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
TRISQUEI NA MALÍCIA
TRISQUEI
NA MALÍCIA
*
Passei
perto do açude,
Vi
a malícia ao passar.
Ela
estava radiante!
Dengosa
a se refrescar.
Eu
disse: Teu pai morreu!
Trisquei
ela entristeceu,
E
começou a murchar.
*
Foi num dia de preguiça
De céu azul e sol quente
Que eu toquei na malícia
E disse bem eloquente:
Malícia teu pai morreu
E tua mãe esta doente.
*
Versos
e fotos de Dalinha Catunda
domingo, 19 de abril de 2015
E A CHUVA CHEGOU
E A CHUVA CHEGOU!
*
A chuva chegou de vez
Trazendo transformação
A saparada faz festa
Saudando a nova estação
O canto da passarada
Saúda a nova jornada
Que traz vida pro sertão.
*
O sertão trocou de roupa
Volta o tempo da bonança
Na paisagem brota o verde
Carregado de esperança
O rei sol faz feriado
E sertanejo animado
Prepara sua festança.
*
O açude já encheu
Da grota escuto a zoada
O rio já deu enchente
A água corre toldada
Diante da correnteza
Eu testemunho a beleza
Que chega com a invernada.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda
segunda-feira, 9 de março de 2015
A COR DA SAUDADE
A COR DA SAUDADE
*
A saudade quando pinta
Não há cor pra traduzir
É martelo na lembrança
Batendo a se repetir
É dor açoitando o peito
Olho e não vejo direito
Porque só sei é sentir.
*
Versos e foto Dalinha Catunda
sexta-feira, 6 de março de 2015
Homenagem a Violante Pimentel
Para Violante Pimentel
*
Mulher de sorriso aberto
Amante da poesia
No sorriso retratado
Demonstra sua alegria
Mas guarda também saudade
Da velha felicidade
Que já desfrutou um dia.
*
E como o tempo não para
Apesar de aposentada
Não faz da vida rotina
E sempre bem humorada
Exercita sua cultura
Entrega-se a literatura
Nessa arte é graduada.
*
Aventura-se nos versos
Faz muito bem sua prosa
E divulga seus amigos
Com nota elogiosa
Quando é solicitada
A resposta sempre é dada
De maneira generosa
*
Neste dia da mulher
Quero homenagear
Essa amiga virtual
Que veio para somar
Violante Pimentel
É bonito seu papel
Quero aqui lhe abraçar.
*
Versos de Dalinha Catunda
Foto Violante Pimentel
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Cidade Maravilhosa - 450 Anos
CIDADE MARAVILHOSA
QUATROCENTOS E CINQUENTA ANOS
1
Quatrocentos e cinquenta
Anos vai fazer o Rio
Agora em dois mil e quinze
E pelo que desconfio
Vai ser festa o ano inteiro
Para o Rio de Janeiro
Cidade que aprecio.
2
A cidade ornamentada
Nova idade comemora
Desde o começo do ano
Nos festejos se aprimora
O Rio está em festa
E o povo se manifesta
Logo na primeira hora.
3
Com a mensagem do Papa
Com oferendas no mar
Com telões em toda orla
E o povo a se aglomerar
Na passagem deste ano
Saiu do papel o plano
Pro Jubileu celebrar
4
O Papa Francisco lê.
Uma importante mensagem
É um presente divino
E que sublime homenagem!
Para essa gente ditosa
De fibra e bem corajosa
Numa feliz abordagem.
5
A noite chegou festiva
Um novo ano raiou
Na praia de Copacabana
Um letreiro se avistou
O mundo inteiro comenta
Quatrocentos e cinquenta
No mar do Rio brilhou.
6
Também quero celebrar
Esse Rio de Janeiro
Que completa ano em março,
Logo no dia primeiro
A Deus peço inspiração
Pra cantar com precisão
Sem me perder no Roteiro.
7
Neste meu canto agreste
Bem repleto de emoção
Rogo ao Santo padroeiro
Que é São Sebastião
Que proteja esta cidade
De toda nocividade
Dela seja o guardião.
8
Eu rezo para São Jorge
No templo ou no terreiro
Como o povo carioca
Tenho fé neste guerreiro
Vermelho gosto de usar
Quando saio pra rezar
Frente ao santo milagreiro.
9
Na igrejinha da Penha
Promessas eu já paguei
Subi toda escadaria
Ajoelhei-me e rezei
E mantendo a minha fé
Eu continuo de pé
Neste Rio que adotei
10
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
CINZA E VENDAVAL
Cinza e vendaval
*
Já se foi o carnaval
Com ele a falsa alegria,
A cinza não alivia
Nosso maior vendaval.
Hoje o roubo é banal,
Falta água e falta luz,
E mente quem nos conduz!
Saqueiam nossa nação,
Padece a população
Carregando a sua cruz.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda
domingo, 8 de fevereiro de 2015
GEMEDEIRA DE BEBUM
GEMEDEIRA DE BEBUM
*
Quando você quis partir
Eu não fique lhe prendendo
Na verdade até dei corda
Sei que não saí perdendo
Mas você se arrependeu
Ai, ai, ui, ui
Hoje está por mim roendo.
*
Um amigo me contou
Que você chorou por mim
Atolado na cachaça
Na porta do botequim
Confesso não tive pena
Ai, ai, ui, ui
Aqui só tomava gim.
*
Você escolheu seu rumo
Mudou-se pra outra praça
Ganhei minha liberdade
E fiquei achando graça
Enquanto você soluça
Ai, ai ui, ui
Tragando sua desgraça.
*
Dê um pouco para o santo
Tome um gole de aguardente
Faça um brinde ao nosso amor
Que não morreu de repente
Continue a choradeira
Ai, ai, ui, ui,
Que prossigo indiferente.
*
Versos de Dalinha Catunda
Xilo de Erivaldo
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Outra vez no Bola Preta
OUTRA VEZ NO BOLA PRETA
*
Caprichei na fantasia,
E também nos adereços,
Sem ladainhas sem terços,
Vou buscar minha alegria
Eu disse que sairia
Outra vez no Bola Preta
Desarme sua careta
Não arrume confusão
Pois vou brincar no cordão
Não tenho medo de treta.
*
Ilustração e versos e de Dalinha Catunda
domingo, 4 de janeiro de 2015
LUSCO-FUSCO
LUSCO-FUSCO
*
Bate o sino às seis horas
Nasce a noite, morre o dia.
A brisa fresca que sopra
Afasta a melancolia
A lua vem prateada
Para mais uma jornada
Trazendo sua magia.
*
Foto e versos Dalinha Catunda
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