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terça-feira, 26 de maio de 2015

A arma pode ser branca/Mas a coisa anda preta


A ARMA PODE SER BRANCA
MAS A COISA ANDA PRETA.
*
Cidade Maravilhosa
Nosso Rio de Janeiro
Orgulho do brasileiro
Vive fase perigosa
Essa onda horrorosa
De faca de baioneta
A justiça sem faceta
A nossa esperança arranca
A ARMA PODE SER BRANCA
MAS A COISA ANDA PRETA.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 13 de maio de 2015

SANTUÁRIO DE FÁTIMA EM IPUEIRAS

SANTUÁRIO DE FÁTIMA EM IPUEIRAS
*
No alto da serra grande
Santuário para orar
Chegando a Nova Fátima
Os fiéis vão encontrar
Cheia de luz e de flores
E o povo com seus louvores
Para rainha no altar.
*
Tem cortejo tem romaria
Tem a santa no andor
O povo paga promessa
E agradece com fervor
Tem foguetes explodindo
E o povo se redimindo
Demonstrando fé e amor.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

A imagem mede 13,5 metros de altura, sob uma base de 5,2 metros de altura, que abriga um santuário com capela de 106 metros quadrados

terça-feira, 12 de maio de 2015

O CIRCO CHEGOU!
*
A cidade se alegrava,
Era grande a agitação.
Molecada se assanhava,
Cheia de satisfação.
Faziam estardalhaço
Correndo atrás do palhaço
Começava a animação.
*
Era o circo que chegava,
Mudando toda rotina,
Do meu pequeno lugar
Minha terra nordestina
Trazendo felicidade
Pra minha amada cidade
Nos meus tempos de menina.
*
No finalzinho da tarde,
O Palhaço as ruas ia,
Subia em pernas de pau,
Nem sei como não caía.
Atrás dele a criançada
Ia toda alvoroçada
Ao palhaço respondia:
*
“-Hoje tem espetáculo?
-Tem, sim senhor!
- Às sete horas da noite?
-Tem, sim senhor!
-Hoje tem marmelada?
-Tem, sim senhor
-As sete horas da noite?
-”Tem, sim senhor”
 *
Assim de rua em rua
Girava pela cidade.
Trazendo ao interior,
Alegria de verdade.
Atraindo a população,
Carente de animação
Carente de novidade.
O coro da meninada,
Ouvia-se ecoar
E o palhaço caprichava,
No seu jeito de cantar.
“-Eu vou ali e volto já,
- “Vou comer maracujá”
Como é gostoso lembrar!
*
Entre uma cantiga e outra
A turma escuta o que quer
“-E o palhaço o que é?
-É o ladrão de mulher!”
Era tanta  alegria
Que o povo feliz sorria.
Duma bobagem qualquer.
*
“-Olha a moça na Janela”
Todos – “Olha a cara dela!”
Se repetia o palhaço
Em sua moda singela
Buscando a simpatia
Do povo que assistia,
Seu canto na passarela
*
-E quem responder mais alto
Ingresso pro circo tem!
“-O que é que a velha tem?”
“-Carrapato no sedém!”
Vamos: “ arrocha negrada!”
E gritava a molecada
Fazendo graça também.
*
Não sei se minha saudade,
Também bate com a sua.
Não posso ver um palhaço
No circo ou mesmo na rua.
Que cantarolo baixinho
Com saudade e com carinho
O canto que se perpetua:
 *
“Ô raio, o sol, suspende a lua.
Olha o palhaço no meio da rua...”
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 7 de maio de 2015

ALVORADA CARIOCA


ALVORADA CARIOCA
*
Olho da minha Janela
Vejo a aurora chegar
O sol querendo apontar
Deixa a paisagem mais bela
O céu parece uma tela
Gigante, estonteante,
Colorindo o horizonte
Desse Rio de Janeiro
Que já acorda faceiro
Majestoso e radiante.
*

Texto e fotos de Dalinha Catunda 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

TRISQUEI NA MALÍCIA

TRISQUEI NA MALÍCIA
*
Passei perto do açude,
Vi a malícia ao passar.
Ela estava radiante!
Dengosa a se refrescar.
Eu disse: Teu pai morreu!
Trisquei ela entristeceu,
E começou a murchar.
*
Foi num dia de preguiça
De céu azul e sol quente
Que eu toquei na malícia
E disse bem eloquente:
Malícia teu pai morreu
E tua mãe esta doente.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

domingo, 19 de abril de 2015

E A CHUVA CHEGOU



E A CHUVA CHEGOU!
*
A chuva chegou de vez
Trazendo transformação
A saparada faz festa

Saudando a nova estação
O canto da passarada
Saúda a nova jornada
Que traz vida pro sertão.
*
O sertão trocou de roupa
Volta o tempo da bonança
Na paisagem brota o verde
Carregado de esperança
O rei sol faz feriado
E sertanejo animado
Prepara sua festança.
*
O açude já encheu
Da grota escuto a zoada
O rio já deu enchente
A água corre toldada
Diante da correnteza
Eu testemunho a beleza
Que chega com a invernada.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

segunda-feira, 9 de março de 2015

A COR DA SAUDADE


A COR DA SAUDADE
*
A saudade quando pinta
Não há cor pra traduzir
É martelo na lembrança
Batendo a se repetir
É dor açoitando o peito
Olho e não vejo direito
Porque só sei é sentir.
*
Versos e foto Dalinha Catunda

sexta-feira, 6 de março de 2015

Homenagem a Violante Pimentel

Para Violante Pimentel
*
Mulher de sorriso aberto
Amante da poesia
No sorriso retratado
Demonstra sua alegria
Mas guarda também saudade
Da velha felicidade
Que já desfrutou um dia.
*
E como o tempo não para
Apesar de aposentada
Não faz da vida rotina
E sempre bem humorada
Exercita sua cultura
Entrega-se a literatura
Nessa arte é graduada.
*
Aventura-se nos versos
Faz muito bem sua prosa
E divulga seus amigos
Com nota elogiosa
Quando é solicitada
A resposta sempre é dada
De maneira generosa
*
Neste dia da mulher
Quero homenagear
Essa amiga virtual
Que veio para somar
Violante Pimentel
É bonito seu papel
Quero aqui lhe abraçar.
*
Versos de Dalinha Catunda
Foto Violante Pimentel

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Cidade Maravilhosa - 450 Anos

CIDADE MARAVILHOSA
QUATROCENTOS E CINQUENTA ANOS
1
Quatrocentos e cinquenta
Anos vai fazer o Rio
Agora em dois mil e quinze
E pelo que desconfio
Vai ser festa o ano inteiro
Para o Rio de Janeiro
Cidade que aprecio.
2
A cidade ornamentada
Nova idade comemora
Desde o começo do ano
Nos festejos se aprimora
O Rio está em festa
E o povo se manifesta
Logo na primeira hora.
3
Com a mensagem do Papa
Com oferendas no mar
Com telões em toda orla
E o povo a se aglomerar
Na passagem deste ano
Saiu do papel o plano
Pro Jubileu celebrar
4
O Papa Francisco lê.
Uma importante mensagem
É um presente divino
E que sublime homenagem!
Para essa gente ditosa
De fibra e bem corajosa
Numa feliz abordagem.
5
A noite chegou festiva
Um novo ano raiou
Na praia de Copacabana
Um letreiro se avistou
O mundo inteiro comenta
Quatrocentos e cinquenta
No mar do Rio brilhou.
6
Também quero celebrar
Esse Rio de Janeiro
Que completa ano em março,
Logo no dia primeiro
A Deus peço inspiração
Pra cantar com precisão
Sem me perder no Roteiro.
7
Neste meu canto agreste
Bem repleto de emoção
Rogo ao Santo padroeiro
Que é São Sebastião
Que proteja esta cidade
De toda nocividade
Dela seja o guardião.
8
Eu rezo para São Jorge
No templo ou no terreiro
Como o povo carioca
Tenho fé neste guerreiro
Vermelho gosto de usar
Quando saio pra rezar
Frente ao santo milagreiro.
9
Na igrejinha da Penha
Promessas eu já paguei
Subi toda escadaria
Ajoelhei-me e rezei
E mantendo a minha fé
Eu continuo de pé
Neste Rio que adotei
10

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

CINZA E VENDAVAL

Cinza e vendaval
*
Já se foi o carnaval
Com ele a falsa alegria,
A cinza não alivia
Nosso maior vendaval.
Hoje o roubo é banal,
Falta água e falta luz,
E mente quem nos conduz!
Saqueiam nossa nação,
Padece a população
Carregando a sua cruz.
*
 Foto e versos de Dalinha Catunda