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terça-feira, 8 de setembro de 2015

INTERAÇÃO VIRTUAL



"QUEM DO MEU VERSO DESFRUTA
NÃO TROCA POR QUALQUER UM".
Mote de Romildo Alves

NIVALDO CRUZ
Escrevo por diversão,
Gosto é de misturar
Letras, Frases e falar
Do meu gostoso sertão
Feito perneira e gibão
Ou abóbora e jerimum,
Falo das forças de Ogum
E também da nossa luta.
"QUEM DO MEU VERSO DESFRUTA
NÃO TROCA POR QUALQUER UM".
*
DALINHA CATUNDA
Neste canto do sertão
Vou fazer minha mistura,
Com torresmo, com gordura,
Vou temperar o feijão.
Com paçoca de pilão
Eu não vou fazer jejum
Versejo sem medo algum
Pois aqui não sou recruta!
"QUEM DO MEU VERSO DESFRUTA
NÃO TROCA POR QUALQUER UM".
Mote de Romildo Alves
Foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Gildemar Pontes e Dalinha Catunda

Daniele, Gildemar e Dalinha
 *
GILDEMAR PONTES
Dalinha é grande poeta
Poeta pras bandas voar
Quando o verso lhe aparece
Nem tenta se estrebuchar
Por isso e que se acomoda
 No poema vira moda
Pra poder nos encantar.
*
DALINHA CATUNDA
Caro amigo Gildemar
Bom professor e poeta
Digo com sinceridade
Compor é a minha meta
O verso me contagia
Tira-me da letargia
Na criação viro atleta.
*
GILDEMAR PONTES
*
Ser atleta na poesia
Nas formas de versejar
Faz do ser humano um nobre
Nobreza de se orgulhar
Pois é na arte e na poesia
Que o amor nos contagia
Faz do coração seu lar.
*
DALINHA CATUNDA
Eu gosto de burilar
O que vem da inspiração
Procuro ter boa rima
Boa metrificação
E tento fazer bem feito
Meu verso não é perfeito
Porém busco a perfeição.
*
GILDEMAR PONTES
Quem dera saber fazer 
Versos com perfeição
Com métrica e rima rica
Para cantar no salão
Sabendo ser imperfeito
Me candidatei a prefeito
Pra acabar a corrupção.
*
DALINHA CATUNDA
Amigo a corrupção
É nossa maior desdita
Afunda qualquer nação
É uma praga maldita
Se não cortar a raiz
Acaba com um país
Isso é fato não é fita.
*

Foto do acervo de Dalinha Catunda

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O VELHO FOGÃO À LENHA



O VELHO FOGÃO À LENHA
*
E resiste bravamente
O velho fogão a lenha
Embora mudança tenha
No modelo atualmente,
Saudades a gente sente
Das labaredas subindo
E da fumaça tingindo
As paredes da cozinha
Das comidas de mainha
Saudades estou sentindo.

*

Fotos e versos de Dalinha Catunda

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O CAMALEÃO

O CAMALEÃO
*
Eu conheço lagartixa
Calango e camaleão
Tudo isso é comum
Pras bandas do meu sertão
Mas chegou a me assustar
Um bicho que vi chegar
Se arrastando pelo chão.
*
Passei a manhã inteira
Tentando fotografar
Às vezes chegava perto
E noutras a me afastar
Entre perto e distante
Confesso foi excitante
Eu consegui registrar.
*
Eu passei horas e horas
Acuando o animal
Apesar de perseguido
De mau não dava sinal
Depois que foi espantado
Ele correu um bocado
Pro lado do juremal.
*
Subiu no pé de Jurema
De lá não desceu por nada
Não espantou mesmo assim
A farra da passarada
Se era camaleão
Sua cor não mudou não
Fiquei então intrigada.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

EU E DOM SEBASTIÃO

EU E DOM SEBASTIÃO
*
Desenhei o meu castelo
No chão firme do sertão
Lá eu me faço rainha
Tenho sangue de Aragão
A lua é quem me retrata
Veste-me de ouro e prata
Em noites de emoção.
*
No alpendre o luar
Brilha depois do sol posto
Entre árvores a lua
Tece renda em meu rosto
No meu reino sou alteza
A rede embala a beleza
Nesse reinado reposto.
*
Não se pode ser rainha
Sem ter um rei ao seu lado
O meu já foi rei menino
Mas sumiu do seu reinado
Pra me encontrar no sertão
Ele é Dom Sebastião
Nos meus lençóis enredado.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 11 de agosto de 2015

NA ESTAÇÃO DA SAUDADE

NA ESTAÇÃO DA SAUDADE
*
Quantas histórias bonitas
Teve o trem em seu roteiro
Mas o descaso acabou
Com o trem de passageiro
Inda vejo o trem passar
Nos trilhos do meu lugar
Mas é apenas cargueiro.
*
Como não sentir saudades
Da vida no interior
Do trem que ia e voltava
Levando e trazendo amor
Do choro na despedida
Que havia em cada partida
Na face do sonhador.
*
Escuto um apito ao longe
É só imaginação
Pois nos trilhos da saudade
Balança meu coração
Em cada vagão lotado
A lembrança do passado
Sacode minha emoção.
*
As bancas das cafezeiras,
Bancos e bilheteria,
A sineta pendurada
Que no horário batia
Carreteiros de plantão
Disputavam na estação
Cada mala que descia.
*
Hoje as velhas estações
Testemunham a história
Da rede ferroviária
Que teve dias de glória
Conduzem nossa emoção
Quando apita a recordação
Sacolejando a memória.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

URUCUM OU URUCU


URUCUM OU URUCU
*
Urucu ou urucum
É o fruto do urucuzeiro
Tenho mais do que um pé
Plantado no meu terreiro
Ele além de ornamental
É também medicinal
Faz-se remédio caseiro.
*
O seu fruto é rico em cálcio
Fósforo e ferro também.
O chá feito das folhas
Várias serventias têm
Combate tosse e bronquite
E pra tratar hepatite
O chá é próprio e faz bem.
*
O chá para hemorroidas
Da vagem seca é feito
Quem já ingeriu garante
Que ele faz bom efeito.
Para matar vermes tente
Tomar o chá da semente
 O resultado é perfeito.
*
Semente, folha e Vargem.
Cada um tem sua função
Mesmo sendo natural
É bom ter muita atenção
E não tentar adotar
E a mezinha tomar
Sem boa informação.
*
Colorau nunca faltou
Lá em casa na comida
Era feito da semente
Que no óleo era metida
Para sua tinta soltar
Depois com fubá pilar
A mistura colorida.
*
Era usado pelo índio
Para o seu corpo pintar
Também como repelente
Ou bom protetor solar
Contra picada de insetos
Urucu tem mais trajetos
Vale a pena pesquisar.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Porteira Fechada


PORTEIRA FECHADA
*
Escancarei a porteira
Só pra ver você passar
Passou dia, passou noite,
Você nada de aboiar
Eu não sei nem quantas luas
Sonhei com passadas suas
Trotava meu coração
Nem peão e nem boiada
Vi cruzar a minha estrada
Na poeira da ilusão.
*
Versos e  foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 27 de julho de 2015

A PAÇOCA DE PILÃO


A PAÇOCA DE PILÃO
*
O pilão foi muito usado
E ainda tem serventia
Pras bandas do meu sertão
Sem ele não se vivia
Foi de grande utilidade
Mas hoje é antiguidade
Enfeite de moradia.
*
Eu tenho em minha casa
Um pilão até bonito
E nele faço paçoca
Receita que eu repito
É paçoca do sertão
Que sei pisar no pilão
Seguido o antigo rito.
*
A carne pode ser fresca
Para em casa preparar
Depois da carne bem limpa
É hora de temperar
Pimenta do reino e sal
E o alho é essencial
Esse não pode faltar.
*
Bote a carne no tempero
Deixe o tempero pegar
Depois de algumas horas
Ponha no sol pra secar
Retire e corte bem ela
Leve com banha à panela
Para em seguida fritar.
*
Pra paçoca ficar boa
Preste bastante atenção
A carne é bem torrada
Por favor, não queime não
Quanto a cebola escolhida
A roxa é a preferida
Assim manda a tradição.
*
Depois que tirar do fogo
Pode deixar esfriar.
A manteiga de garrafa
Você pode acrescentar
Pra ficar mais coradinha,
O colorau na farinha,
Garanto vai ajudar.
*
Corte a cebola em quatro,
Tem que ser boa porção,
Depois de juntar tudo
Bata aos poucos no pilão
Farinha de mandioca
É a que vai paçoca
Que se faz lá no sertão.
*
Essa gostosa paçoca
Mamãe nos oferecia
Com banana fatiada
Agente até repetia
O gosto está na memória
Fez parte da minha história
Era assim que mãe fazia.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

quinta-feira, 23 de julho de 2015

"CANTE LÁ QUE CANTO CÁ"

LACI DE PAULA E DALINHA CATUNDA
*
LACI DE PAULA
Essa é minha conterrânea
Do querido Ceará
Terra de carnaubais
Monólitos em Quixadá
Povo de cultura viva
O torrão de Patativa
"Cante Lá, que Canto Cá".
*
DALINHA CATUNDA
No sertão eu fui criada
Com jerimum e jabá
Escapei também comendo
Nambu assada e preá,
Já comi muita farinha!
Quer pelejar com Dalinha?
“Cante Lá, Que Canto Cá”.
*
XILO de Cícero Lourenço