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terça-feira, 27 de outubro de 2015

terça-feira, 20 de outubro de 2015

CHEGOU B-R-O-BRÓ



CHEGOU B-R-O- BRÓ
*
Já chegou B-R-O- BRÓ
Com eles a sequidão
O nordeste pega fogo
Fica mais quente o sertão
Pras bandas do meu lugar
Açudes chegam a rachar
A água some do chão.
*
Até que corre um ventinho
Mas quando bate é quente
Porém na boca da noite
Ele bate diferente
O Aracati afamado
Deixa mais refrigerado
O nosso sertão ardente.
*
Tange a boiada outra vez
O vaqueiro calejado
Que repete sua saga
No remanejar do gado
Recomeça o sofrimento
O aboio é um lamento
Parece um canto chorado.
*
Voa baixo o urubu
Tentando se refrescar
Passarinhos sapateiam
No açude a secar
No cantinho do terreiro
Vejo seco o cajueiro
Que chegou a me encantar.
*
Mesmo assim faço meu verso
Meu fado deu-me traquejo
Sou ave de arribação
Em voo de remanejo
Do meu sertão não desisto
Na minha sina persisto
Com meu canto sertanejo.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

NO REINO DA GATUNAGEM/ TUDO RIMA COM LADRÃO


NO REINO DA GATUNAGEM
TUDO RIMA COM LADRÃO
*
Nessa grande maratona
Onde só se vê ladrão
Cada um quer defender
Seu partido ou facção
Mas vejo o povo perdido
No meio da discussão.
O que realmente sei
É que houve o mensalão
Não demorou muito tempo
Estourou o petrolão
Desde os tempos mais remotos
Rouba-se nessa nação.
Os políticos discutem
De cada ator a ação
Quem desfalcou mais ou menos
Quem primeiro pôs a mão
Institucionalizando
Essa esculhambação.
Na câmara tem corrupto
Não venha dizer que não
E no senado se vê
A mesma situação.
E o povo besta brigando
Por político ladrão.
*
Versos de Dalinha Catunda
Charge de LILA

terça-feira, 29 de setembro de 2015

VENTO NA CARNAUBEIRA


VENTO NA CARNAUBEIRA
*
Quem nunca escutou o vento
A farfalhar nas palmeiras
Não sabe o quanto é bonito
O som nas carnaubeiras
Precisa ver a beleza
Invenção da natureza
Que vejo nas Ipueiras.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

AFLORA A LIBERDADE


AFLORA A LIBERDADE
*
Já fui árvore nativa
Crescendo bem natural
Mas o machado da vida
Em mim fez corte brutal
Com sua poda inclemente
Quis me fazer diferente
Mas teimei em ser igual.
*
Por ter raízes profundas
Presa a terra continuei
E nos troncos decepados
Ramagem nova espalhei
De cada poda aplicada
Saía revigorada
Por isso me propaguei.
*
Florida reflorescida
Dei fruto também semente
A parte que foi podada
Cresceu abundantemente
E na estação das flores
Dos sonhos ouço rumores
Perfumando meu presente.

*
Versos e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Conversa virtual em versos


E POR FALAR EM TREPADEIRAS
*
BASTINHA JOB
A árvore que mais marcou
A minha vida inteira
Em cipó se esparramou
Seu nome é: Trepadeira!
*
DALINHA CATUNDA
Ao ver uma trepadeira
Num pé de pau enroscada
Aprendo boa maneira
De se viver enrolada.
*
BASTINHA JOB
A flor roxa de Dalinha
Num pau grosso agarrada
E a trepadeira minha
Dela tô aposentada.
*
DALINHA CATUNDA
Essa flor arroxeada
Que adorna cerca e caminho
No nordeste é afamada
E chama-se priquitinho.
*
Fotos de Dalinha Catunda


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

HOJE NÃO TEM CANTORIA TEM SÓ VIOLA A CHORAR.

HOJE NÃO TEM CANTORIA
TEM SÓ VIOLA A CHORAR.
*
Pras bandas do Juazeiro
A viola emudeceu
O repente entristeceu
Pois se foi Silvio Grangeiro
Cantador e violeiro
Que a todos soube encantar
Com seu jeito de cantar
Com sua sabedoria
HOJE NÃO TEM CANTORIA
TEM SÓ VIOLA A CHORAR.
*
Minha homenagem a Silvio Grangeiro, que hoje nos deixou.

Versos e fotos de Dalinha Catunda.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

GLOSANDO COM MEUS AMIGOS DO BESTA FUBANA

GLOSANDO COM MEUS AMIGOS DO BESTA FUBANA
*
O Francisco escreveu
No blog Besta Fubana
Um mote que achei bacana
Cícero me remeteu,
O mote me enterneceu
Pois era uma louvaminha
Na rima de cada linha
O bardo se manifesta:
“O MEU PEITO FICA EM FESTA
COM OS VERSOS DE DALINHA.”
 Dalinha Catunda
*
Já faz mais de quatro anos
Que acesso esta gazeta,
E encontrei grande poeta,
Cícero, Itaerço e outros manos,
Todos eles veteranos!
Eu me sentia burrinha
A cada vez que aqui vinha…
Por que ainda estou na Besta?:
“O MEU PEITO FICA EM FESTA
COM OS VERSOS DE DALINHA.”
 Glória Braga Horta
*
Glorinha quando cheguei
Você já tinha coluna
Eu entrei como aluna
Desta gazeta e gostei
Eu nunca desanimei
Pois não me sinto sozinha
O mote é ladainha
Que meu ego não contesta:
“O MEU PEITO FICA EM FESTA
COM OS VERSOS DE DALINHA.”
Dalinha Catunda
*
Já faz um tempo que eu
Comecei a versejar
E aqui fico a pensar
Onde foi que se meteu
A turma deste Liceu
Da poesia que vinha
Do quarto, sala e cozinha
No serão ou na seresta
O MEU PEITO FICA EM FESTA
COM OS VERSOS DE DALINHA
Fred Monteiro
*
Confesso tenho saudade
Das glosas motes e versos
Os poetas eram diversos
E tinham capacidade
Para rimar de verdade
Como de fato convinha
Aqui já se armou rinha
E até escrevi na testa:
“O MEU PEITO FICA EM FESTA
COM OS VERSOS DE DALINHA”
Dalinha Catunda
*
Muito obrigado, poeta
Pelo grande elogio
Eu até me arrepio
Pois partindo d’uma esteta
Sinto que cumpri a meta
Que era promessa minha
E assim, linha por linha
Meu cantar então se apresta
“E O MEU PEITO FICA EM FESTA
COM OS VERSOS DE DALINHA”

Fred Monteiro

terça-feira, 8 de setembro de 2015

INTERAÇÃO VIRTUAL



"QUEM DO MEU VERSO DESFRUTA
NÃO TROCA POR QUALQUER UM".
Mote de Romildo Alves

NIVALDO CRUZ
Escrevo por diversão,
Gosto é de misturar
Letras, Frases e falar
Do meu gostoso sertão
Feito perneira e gibão
Ou abóbora e jerimum,
Falo das forças de Ogum
E também da nossa luta.
"QUEM DO MEU VERSO DESFRUTA
NÃO TROCA POR QUALQUER UM".
*
DALINHA CATUNDA
Neste canto do sertão
Vou fazer minha mistura,
Com torresmo, com gordura,
Vou temperar o feijão.
Com paçoca de pilão
Eu não vou fazer jejum
Versejo sem medo algum
Pois aqui não sou recruta!
"QUEM DO MEU VERSO DESFRUTA
NÃO TROCA POR QUALQUER UM".
Mote de Romildo Alves
Foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Gildemar Pontes e Dalinha Catunda

Daniele, Gildemar e Dalinha
 *
GILDEMAR PONTES
Dalinha é grande poeta
Poeta pras bandas voar
Quando o verso lhe aparece
Nem tenta se estrebuchar
Por isso e que se acomoda
 No poema vira moda
Pra poder nos encantar.
*
DALINHA CATUNDA
Caro amigo Gildemar
Bom professor e poeta
Digo com sinceridade
Compor é a minha meta
O verso me contagia
Tira-me da letargia
Na criação viro atleta.
*
GILDEMAR PONTES
*
Ser atleta na poesia
Nas formas de versejar
Faz do ser humano um nobre
Nobreza de se orgulhar
Pois é na arte e na poesia
Que o amor nos contagia
Faz do coração seu lar.
*
DALINHA CATUNDA
Eu gosto de burilar
O que vem da inspiração
Procuro ter boa rima
Boa metrificação
E tento fazer bem feito
Meu verso não é perfeito
Porém busco a perfeição.
*
GILDEMAR PONTES
Quem dera saber fazer 
Versos com perfeição
Com métrica e rima rica
Para cantar no salão
Sabendo ser imperfeito
Me candidatei a prefeito
Pra acabar a corrupção.
*
DALINHA CATUNDA
Amigo a corrupção
É nossa maior desdita
Afunda qualquer nação
É uma praga maldita
Se não cortar a raiz
Acaba com um país
Isso é fato não é fita.
*

Foto do acervo de Dalinha Catunda