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terça-feira, 10 de novembro de 2015

A HORA DA AVE MARIA


A HORA DA AVE MARIA
*
Na hora da Ave Maria
Bate o sino na capela
Uma oração bem singela
Perpetro no fim do dia
E peço a Virgem da iria
Rogando com devoção:
Protegei o meu sertão
Ó Virgem mãe tão clemente
Resguardai a nossa gente
Eis a minha invocação.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

terça-feira, 27 de outubro de 2015

CIÚME DEMASIADO DESMANTELA UM CASAMENTO.


CIÚME DEMASIADO
DESMANTELA UM CASAMENTO.
*
Até tempera o amor
O ciúme sendo pouco,
Mas vira coisa de louco
Quando traz angustia e dor.
Transforma-se em temor,
Acarreta sofrimento,
A vida vira um tormento
Quando é exagerado:
CIÚME DEMASIADO
DESMANTELA UM CASAMENTO.
*
Mote, glosa e fotografia de Dalinha Catunda

terça-feira, 20 de outubro de 2015

CHEGOU B-R-O-BRÓ



CHEGOU B-R-O- BRÓ
*
Já chegou B-R-O- BRÓ
Com eles a sequidão
O nordeste pega fogo
Fica mais quente o sertão
Pras bandas do meu lugar
Açudes chegam a rachar
A água some do chão.
*
Até que corre um ventinho
Mas quando bate é quente
Porém na boca da noite
Ele bate diferente
O Aracati afamado
Deixa mais refrigerado
O nosso sertão ardente.
*
Tange a boiada outra vez
O vaqueiro calejado
Que repete sua saga
No remanejar do gado
Recomeça o sofrimento
O aboio é um lamento
Parece um canto chorado.
*
Voa baixo o urubu
Tentando se refrescar
Passarinhos sapateiam
No açude a secar
No cantinho do terreiro
Vejo seco o cajueiro
Que chegou a me encantar.
*
Mesmo assim faço meu verso
Meu fado deu-me traquejo
Sou ave de arribação
Em voo de remanejo
Do meu sertão não desisto
Na minha sina persisto
Com meu canto sertanejo.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

NO REINO DA GATUNAGEM/ TUDO RIMA COM LADRÃO


NO REINO DA GATUNAGEM
TUDO RIMA COM LADRÃO
*
Nessa grande maratona
Onde só se vê ladrão
Cada um quer defender
Seu partido ou facção
Mas vejo o povo perdido
No meio da discussão.
O que realmente sei
É que houve o mensalão
Não demorou muito tempo
Estourou o petrolão
Desde os tempos mais remotos
Rouba-se nessa nação.
Os políticos discutem
De cada ator a ação
Quem desfalcou mais ou menos
Quem primeiro pôs a mão
Institucionalizando
Essa esculhambação.
Na câmara tem corrupto
Não venha dizer que não
E no senado se vê
A mesma situação.
E o povo besta brigando
Por político ladrão.
*
Versos de Dalinha Catunda
Charge de LILA

terça-feira, 29 de setembro de 2015

VENTO NA CARNAUBEIRA


VENTO NA CARNAUBEIRA
*
Quem nunca escutou o vento
A farfalhar nas palmeiras
Não sabe o quanto é bonito
O som nas carnaubeiras
Precisa ver a beleza
Invenção da natureza
Que vejo nas Ipueiras.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

AFLORA A LIBERDADE


AFLORA A LIBERDADE
*
Já fui árvore nativa
Crescendo bem natural
Mas o machado da vida
Em mim fez corte brutal
Com sua poda inclemente
Quis me fazer diferente
Mas teimei em ser igual.
*
Por ter raízes profundas
Presa a terra continuei
E nos troncos decepados
Ramagem nova espalhei
De cada poda aplicada
Saía revigorada
Por isso me propaguei.
*
Florida reflorescida
Dei fruto também semente
A parte que foi podada
Cresceu abundantemente
E na estação das flores
Dos sonhos ouço rumores
Perfumando meu presente.

*
Versos e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Conversa virtual em versos


E POR FALAR EM TREPADEIRAS
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BASTINHA JOB
A árvore que mais marcou
A minha vida inteira
Em cipó se esparramou
Seu nome é: Trepadeira!
*
DALINHA CATUNDA
Ao ver uma trepadeira
Num pé de pau enroscada
Aprendo boa maneira
De se viver enrolada.
*
BASTINHA JOB
A flor roxa de Dalinha
Num pau grosso agarrada
E a trepadeira minha
Dela tô aposentada.
*
DALINHA CATUNDA
Essa flor arroxeada
Que adorna cerca e caminho
No nordeste é afamada
E chama-se priquitinho.
*
Fotos de Dalinha Catunda


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

HOJE NÃO TEM CANTORIA TEM SÓ VIOLA A CHORAR.

HOJE NÃO TEM CANTORIA
TEM SÓ VIOLA A CHORAR.
*
Pras bandas do Juazeiro
A viola emudeceu
O repente entristeceu
Pois se foi Silvio Grangeiro
Cantador e violeiro
Que a todos soube encantar
Com seu jeito de cantar
Com sua sabedoria
HOJE NÃO TEM CANTORIA
TEM SÓ VIOLA A CHORAR.
*
Minha homenagem a Silvio Grangeiro, que hoje nos deixou.

Versos e fotos de Dalinha Catunda.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

GLOSANDO COM MEUS AMIGOS DO BESTA FUBANA

GLOSANDO COM MEUS AMIGOS DO BESTA FUBANA
*
O Francisco escreveu
No blog Besta Fubana
Um mote que achei bacana
Cícero me remeteu,
O mote me enterneceu
Pois era uma louvaminha
Na rima de cada linha
O bardo se manifesta:
“O MEU PEITO FICA EM FESTA
COM OS VERSOS DE DALINHA.”
 Dalinha Catunda
*
Já faz mais de quatro anos
Que acesso esta gazeta,
E encontrei grande poeta,
Cícero, Itaerço e outros manos,
Todos eles veteranos!
Eu me sentia burrinha
A cada vez que aqui vinha…
Por que ainda estou na Besta?:
“O MEU PEITO FICA EM FESTA
COM OS VERSOS DE DALINHA.”
 Glória Braga Horta
*
Glorinha quando cheguei
Você já tinha coluna
Eu entrei como aluna
Desta gazeta e gostei
Eu nunca desanimei
Pois não me sinto sozinha
O mote é ladainha
Que meu ego não contesta:
“O MEU PEITO FICA EM FESTA
COM OS VERSOS DE DALINHA.”
Dalinha Catunda
*
Já faz um tempo que eu
Comecei a versejar
E aqui fico a pensar
Onde foi que se meteu
A turma deste Liceu
Da poesia que vinha
Do quarto, sala e cozinha
No serão ou na seresta
O MEU PEITO FICA EM FESTA
COM OS VERSOS DE DALINHA
Fred Monteiro
*
Confesso tenho saudade
Das glosas motes e versos
Os poetas eram diversos
E tinham capacidade
Para rimar de verdade
Como de fato convinha
Aqui já se armou rinha
E até escrevi na testa:
“O MEU PEITO FICA EM FESTA
COM OS VERSOS DE DALINHA”
Dalinha Catunda
*
Muito obrigado, poeta
Pelo grande elogio
Eu até me arrepio
Pois partindo d’uma esteta
Sinto que cumpri a meta
Que era promessa minha
E assim, linha por linha
Meu cantar então se apresta
“E O MEU PEITO FICA EM FESTA
COM OS VERSOS DE DALINHA”

Fred Monteiro