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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Francisco Almeida e Dalinha Catunda


DALINHA CATUNDA E FRANCISCO ALMEIDA
*
FRANCISCO ALMEIDA
Nota-se pela paisagem
Que a chuva linda chegou 
No seu querido sertão,
Logo a mata reflorou
É um presente de Deus,
Seja feliz com os seus
Nesse Natal do Senhor
*
DALINHA CATUNDA
Meu amigo essa paisagem
É do inverno passado
Meu açude está seco
Meu chão se encontra rachado
De Deus espero um sinal
Pra ter um feliz Natal
Aqui neste meu condado.
*

Foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 22 de dezembro de 2015











DALINHA E JOSÉ SEBASTIÃO
*
JOSÉ SEBASTIÃO
*
Eu nasci lá no Saguim
De Arajara o distrito
O tempo era esquisito
E a situação ruim
Mas a sorte riu pra mim
Me criei sem ser canalha
Mesmo no fio da navalha
Deus de mim teve piedade
Eu sou da Sociedade
Dos Poetas de Barbalha.
*
DALINHA CATUNDA
*
Sou cabocla nordestina
Do sertão do Ceará.
Um dia saí de lá
Para cumprir minha sina.
Ser poeta me fascina!
Nos versos ganhei medalha,
E nessa minha batalha,
Pra minha felicidade,
Estou na Sociedade
Dos Poetas de Barbalha!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

DALINHA CATUNDA E TONICO MARREIRO


DALINHA CATUNDA E TONICO MARREIRO
*
DALINHA CATUNDA
Meu caro amigo Tonico
Não desejo ser cortada
Eu prezo sua amizade
Mesmo sendo descuidada
Fiz promessa a São Francisco
Pra não correr esse risco
Espero ser acatada.
*
TONOCO MERREIRO
Eu não sou doido Dalinha
Pra praticar tal ação
Sou vassalo, és rainha,
No reinado do sertão
Não vou me suicidar
Deus me livre de cortar
A “corda” do meu coração.
*
DALINHA CATUNDA
Tonico muito obrigada
Pela sua atenção
Me apeguei com São Francisco
E com São Sebastião
Alcancei a minha graça
Não saí da sua praça
Pra minha satisfação.
*
TONICO MARREIRO

Um abraço pro Luiz
Seu esposo, companheiro,
No seu lar seja feliz
E deixo por derradeiro:
Votos de feliz Natal
E um abraço especial
Deste Tonico Marreiro!!!
*
DALINHA CATUNDA
Meu abraço pra Patrícia
Para as meninas também
Sua família conheci,
E passei a querer bem
Bom Natal e Ano Novo
Pra você e pro seu povo
Que como amiga me tem.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Feita da Costela

FEITA DA COSTELA
*
Por ser feita da costela
Retirada de Adão,
Não sou a melhor porção,
E carrego essa mazela.
De herança a sequela
De querer ser bem mandona,
Da minha casa sou dona,
Da minha estrada também,
Teimosa como ninguém
O arrojo não me abandona.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O Cordel, Rio de Janeiro 450 Anos, lançado em Barbalha

O Cordel coletivo, RIO DE JANEIRO 450 ANOS, lançado em Barbalha
.
O Cordel, Rio de Janeiro 450 Anos, por mim organizado, é uma coletânea com poetas da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, da Academia dos Cordelistas do Crato e poetas convidados. Ao todo somamos 30 poetas de várias partes do Brasil.
Como tínhamos um bom numero de participantes na região do Cariri o cordel foi lançado em Barbalha no mesmo evento onde aconteceu a fundação da Cordelteca Dalinha Catunda.
Mais uma vez quero agradecer a Sociedade dos Poetas de Barbalha, o povo que lá esteve prestigiando, meus colegas da ABLC e ACC e poetas convidados.

Dalinha Catunda

terça-feira, 10 de novembro de 2015

A HORA DA AVE MARIA


A HORA DA AVE MARIA
*
Na hora da Ave Maria
Bate o sino na capela
Uma oração bem singela
Perpetro no fim do dia
E peço a Virgem da iria
Rogando com devoção:
Protegei o meu sertão
Ó Virgem mãe tão clemente
Resguardai a nossa gente
Eis a minha invocação.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

terça-feira, 27 de outubro de 2015

CIÚME DEMASIADO DESMANTELA UM CASAMENTO.


CIÚME DEMASIADO
DESMANTELA UM CASAMENTO.
*
Até tempera o amor
O ciúme sendo pouco,
Mas vira coisa de louco
Quando traz angustia e dor.
Transforma-se em temor,
Acarreta sofrimento,
A vida vira um tormento
Quando é exagerado:
CIÚME DEMASIADO
DESMANTELA UM CASAMENTO.
*
Mote, glosa e fotografia de Dalinha Catunda

terça-feira, 20 de outubro de 2015

CHEGOU B-R-O-BRÓ



CHEGOU B-R-O- BRÓ
*
Já chegou B-R-O- BRÓ
Com eles a sequidão
O nordeste pega fogo
Fica mais quente o sertão
Pras bandas do meu lugar
Açudes chegam a rachar
A água some do chão.
*
Até que corre um ventinho
Mas quando bate é quente
Porém na boca da noite
Ele bate diferente
O Aracati afamado
Deixa mais refrigerado
O nosso sertão ardente.
*
Tange a boiada outra vez
O vaqueiro calejado
Que repete sua saga
No remanejar do gado
Recomeça o sofrimento
O aboio é um lamento
Parece um canto chorado.
*
Voa baixo o urubu
Tentando se refrescar
Passarinhos sapateiam
No açude a secar
No cantinho do terreiro
Vejo seco o cajueiro
Que chegou a me encantar.
*
Mesmo assim faço meu verso
Meu fado deu-me traquejo
Sou ave de arribação
Em voo de remanejo
Do meu sertão não desisto
Na minha sina persisto
Com meu canto sertanejo.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

NO REINO DA GATUNAGEM/ TUDO RIMA COM LADRÃO


NO REINO DA GATUNAGEM
TUDO RIMA COM LADRÃO
*
Nessa grande maratona
Onde só se vê ladrão
Cada um quer defender
Seu partido ou facção
Mas vejo o povo perdido
No meio da discussão.
O que realmente sei
É que houve o mensalão
Não demorou muito tempo
Estourou o petrolão
Desde os tempos mais remotos
Rouba-se nessa nação.
Os políticos discutem
De cada ator a ação
Quem desfalcou mais ou menos
Quem primeiro pôs a mão
Institucionalizando
Essa esculhambação.
Na câmara tem corrupto
Não venha dizer que não
E no senado se vê
A mesma situação.
E o povo besta brigando
Por político ladrão.
*
Versos de Dalinha Catunda
Charge de LILA