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quinta-feira, 31 de março de 2016

DESORDEM E RETROCESSO

DESORDEM E RETROCESSO
*
Saudades da pátria amada
Saudades da mãe gentil
Do hino que eu cantava
Com veneração servil
Era com a mão no peito
Que eu cantava com respeito
O Hino do meu Brasil.
*
A bandeira hasteada
Chegava a me arrepiar
O verde era a esperança
Lá no alto a tremular
Já não vejo a paz no branco
E vendo meu país manco
Dá vontade de chorar.
*
Nossa pátria degradada
Padece nesse processo
Hoje já não acredito
Na frase: ORDEM E PROGRESSO
É triste ver a nação
Em plena degradação
Desordem e retrocesso.
*
Quando o sentimento pátrio
Bater na população
Quando o povo descobrir
Que tem voz vez e razão
Ajudará o Brasil
Sem por a mão no fuzil
Com coragem e união
*
Versos de Dalinha Catunda


segunda-feira, 28 de março de 2016

O CIRCO BRASILEIRO

O CIRCO BRASILEIRO
*
Entre comédia e tragédia
Seguimos com nosso drama
O circo já está armado
Cada ator com sua trama
O povo eterno palhaço
No meio deste embaraço
Assisti a corja que mama.
*
É falcatrua é roubo
Nas cenas do picadeiro.
E o leão desta arena
Engole nosso dinheiro
Só sendo malabarista
Atuando como artista
Neste circo brasileiro.
*
Charge Spon Holz
Versos de Dalinha Catunda

27 de março é celebrado o dia Nacional do circo de verdade, e não o do circo que estamos vivendo.

quinta-feira, 24 de março de 2016

OITAVÃO REBATIDO

OITAVÃO REBATIDO
*
Amo o lado campesino
Que Deus tem me concedido
Como aqui sou peregrino
Nada tem me consumido
Deu de presente a natura
Frutos da agricultura
Dou vida a cada figura
No Oitavão Rebatido.
Silvano Lyra

*
Meu verso vem com fartura
Bem redondinho e medido
E dentro desta cultura
Eu deixo vate perdido
Mesmo não tendo viola
Tiro os versos da cachola
Minha cantoria rola
No oitavão rebatido.
Dalinha Catunda
*
 A Dalinha nunca trola
Isso eu tenho difundido
Como ela é show de bola
Muitos gols ela tem tido
Por isso ela é campeã 
Eu tanto hoje e amanhã 
Pra ela ponho um divã 
No oitavão rebatido.

Silvano Lyra
*
Dos versos sou artesã
A estrofe eu dou sentido
E seja noite ou manhã
O meu canto é aguerrido
Faço verso com paixão
Das regras não abro mão
Por isso preste atenção
No oitavão rebatido
Dalinha Catunda
*

Oitavão rebatido pegando a deixa pela sétima linha.

segunda-feira, 21 de março de 2016

A FLOR DO FEIJÃO

*
A FLOR DO FEIJÃO
*
Por entre o verde das folhas
Abrolha a flor do feijão
Anunciando a fartura
Que teremos no sertão
A chuva faz o milagre
Quando cai molhando chão.
*
Foto: Ribeira do Poti

Versos: Dalinha

segunda-feira, 7 de março de 2016

SEM AS TRAMELAS NA MENTE/ DEIXEI O MEU VERSO PASSAR

SEM AS TRAMELAS NA MENTE
DEIXEI O MEU VERSO PASSAR
*
Larguei de lado o temor,
E do jeito que eu queria
Entreguei-me a poesia
Sem receio e sem pudor.
Lasciva falei de amor
Para os versos temperar,
Meu humor não vou largar,
Sou poeta independente.
SEM AS TRAMELAS NA MENTE
DEIXEI MEU VERSO PASSAR.
 Dalinha Catunda
*
Toda estância bem cuidada
Tem uma "bela porteira"
Pra quem chega na ribeira
Se alegrar já na entrada
Assim foi minha chegada
Neste bonito lugar
Liberto para rimar
Senti-me um vate contente
SEM AS TRAMELAS NA MENTE
DEIXEI MEU VERSO PASSAR.

Gregório Filomeno
*
A Musa não me censura
E nem me põe nenhum freio
Porque não tenho receio
Já enfrentei ditadura
Minha lira é armadura
Não deixa o mal me atacar
Me dá força pra lutar
Livre, leve, inteligente:
SEM AS TRAMELAS NA MENTE 
DEIXEI MEU VERSO PASSAR

Bastinha Job
*
Eu fiz longa caminhada
Em uma estrada sem fim
E nela encontrei Caim
No sofrer d'alma penada
Passou numa disparada
Mas ouvi sua voz soar:
Rezem para eu alcançar
O perdão do Onipotente
SEM AS TRAMELAS NA MENTE
DEIXEI MEU VERSO PASSAR.

Guaipuan Vieira
*
Eu estou ressabiado
Pelos percalços da vida
E pra sarar a ferida
Muito tenho confessado
Porém, Deus tem me ajudado
Dando forças pra lutar
Em versos vou expressar
Tudo que o coração sente
SEM AS TRAMELAS NA MENTE
DEIXEI MEU VERSO PASSAR...
 Luiz F. Liminha

* 
Ninguém conseguiu prender,
nem sequer pôde impedir  
meu verso solto sair  
com o que teve de dizer.
Tal versejar foi querer
o prazer de revelar,  
no mais simples poetar,  
tudo que meu ser mais sente,
SEM AS TRAMELAS NA MENTE,
DEIXEI MEU VERSO PASSAR.
Marcos Medeiros
*

Mote e foto de Dalinha Catunda

Por uma luta maior

Por uma luta maior
*
Uma coisa vou dizer,
Prestem muita atenção,
Aqui em vez de partido
Nós temos é facção
O Brasil está fodido
Pois quase todo partido
Tem no antro seu ladrão.
*
O povo briga entre si
Só defendendo canalha
Nossa pátria enlameada,
O mundo inteiro avacalha
Nesse momento infeliz
Ninguém defende o país
Defende quem achincalha.
*
Eu não sou A nem sou B
O Brasil é meu partido
Eu queria ver o povo
De verdade bem unido
Honrando nossa bandeira
Numa luta verdadeira
Um povo mais aguerrido.
*

Versos: Dalinha Catunda
Charge Newton Silva

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Mas se lhe deixa contente/ Profane minha oração.

“Mas se lhe deixa contente
Profane minha oração”

Mote: Dalinha Catunda
*
Meu verso é metrificado
Sempre capricho na rima
Porém você subestima
Acha que é só leriado
Não sou mulher de recado
Mesmo assim preste atenção
O que lhe falta é tesão
E um olhar diferente
“Mas se lhe deixa contente
Profane minha oração.”
Dalinha Catunda
*
Deus me livre do invejoso
Essa cobra peçonhenta
Que rasteja e sempre tenta
De modo audacioso,
Covarde, pernicioso
Ataca sempre á traição
O despeito é a razão
De tanta inveja que sente:
“Mas se lhe deixa contente
Profane minha oração.”

Bastinha Job

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

CURADA DE COBRA


CURADA DE COBRA
*
Você foi fogo de palha
Que a labareda lambeu
Foi nuvem que virou chuva
Caiu no chão e correu
Foi o canto da cigarra
Só pra cantar teve garra
Depois do esforço morreu
*
Você foi folha ao vento
Que a tempestade levou
Você foi caldo de cana
Que na cabaça azedou
Você foi cobra criada
Seu bote não valeu nada.
Curada de cobra sou.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

domingo, 14 de fevereiro de 2016

A LÁGRIMA DO SERTANEJO / ENSOPA O CHÃO RESSECADO.




A LÁGRIMA DO SERTANEJO 
ENSOPA O CHÃO RESSECADO.
Mote: Pedro Ernesto
*
DALINHA CATUNDA
O sertanejo faz prece
Reza pra chuva cair,
Se cai, começa a sorrir,
Pois sabe que o chão carece.
Ele que nunca esmorece,
Vê o nascente tomado,
Olha o céu emocionado,
 E chora perdendo o pejo.
-A LÁGRIMA DO SERTANEJO 
ENSOPA O CHÃO RESSECADO.
*
REGIOPIDIO GONÇALVES
Se renova a esperança 
de cair chuva no chão, 
quando o canto do carão 
Ecoa pela ribança. 
Até onde a vista alcança 
se enxerga o céu nublado, 
Com o campônio emocionado 
com trovão e relampejo. 
-A LÁGRIMA DO SERTANEJO 
ENSOPA O CHÃO RESSECADO.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

CHICO PEDROSA E A PÉU
*
Você esta vendo este Homem
Rezando compenetrado
Roga a Deus em oração
Perdão pra cada pecado
Nem sei se entrará no céu
Sujou o nome de Péu
Nome hoje emporcalhado.
*
Este homem minha gente
Não é um cabra qualquer
Mas difamou para o povo
A cozinha da mulher
Que fazia uma buchada
Bem limpinha, bem lavada
Como a limpeza requer.
*
A Péu caiu em desgraça
Ao contrariar Pedrosa
Que fez da sua buchada
A coisa mais horrorosa
Falou tanta porcaria
Que o povo não mais queria
A tal buchada sebosa.
*
Tudo isso aconteceu
Porque ela recusou
De mandar uma marmita
Que Chico solicitou
Porém no dito momento
Não falou em pagamento
E a quentinha não levou.
*
Pra Péu ficou feia a coisa
Foi a partir desse dia
Chico disse a todo mundo
Que sua comida fedia
Dona Péu desesperada
Não fez mais sua buchada
Pois perdeu a freguesia.
*
Meu caro Chico Pedrosa
Amigo do Coração
Além de rezar na igreja
A Péu peça seu perdão
Da buchada fale bem
Sei que poder você tem
Conserte a situação!
*
Versos e foto de Dalinha Catunda