Seguidores

sábado, 9 de abril de 2016

FELIZ QUEM SABE BEBER NA FONTE DA POESIA.




FELIZ QUEM SABE BEBER
NA FONTE DA POESIA.

*
GREGÓRIO FILOMENO
Em qualquer ocasião
De chegada ou de partida
Podemos sentir na vida
Grande ou pequena emoção
Um choque no coração
Vem por mágoa ou alegria
Mas um sonho, uma utopia
Podem a alma enternecer 
FELIZ QUEM SABE BEBER
NA FONTE DA POESIA.

*
DALINHA CATUNDA
Quando voa o pensamento
Quando se aconchega a musa
A vontade não recusa
Cede ao envolvimento
 E se entrega ao movimento
Mergulha na fantasia
Do verso surge a magia
Da magia o prazer
FELIZ QUEM SABE BEBER
NA FONTE DA POESIA.

*

-MOTE DE ADEMAR RAFAEL—

quinta-feira, 7 de abril de 2016

O JATOBÁ BOTOU ÁGUA!

O JATOBÁ BOTOU ÁGUA!
*
Com chuvas nas cabeceiras
O rio já transbordou,
O Jatobá botou água!
A molecada gritou.
E quem mora na cidade
Para ver a novidade
Na chuva até se molhou.
*
Guri pulando da ponte,
Fazendo estripulia.
No rio botando água,
Era o que mais se via.
E filho de bananeira
Passava na carreira
E na correnteza sumia.
*
O jatobá se zangou
Ficou de toda largura.
Nunca vi cheia maior,
Falava uma criatura,
Vendo a água que corria
Apreciando a magia
Vendo acabar a secura.
*
Oposto que a meninada
Já preparou  landuá,
Ou garrafa com farinha
Pois piaba vai ter lá,
Com cachaça, salgadinhas
Bem torradas bem fritinhas
É melhor do que cará.
*
As lavadeiras, garanto!
Já começaram a cantar,
Cantigas de bater roupa
Para o trabalho animar
É grande a animação
Aqui neste meu sertão
Ao ver a chuva chegar.
*
Debaixo das oiticicas,
Nas pedras do Jatobá,
Com cachaça e tira gosto,
Diversão maior não há.
Mas isso só tem sabor
Pra quem é do interior
Ou quem já viveu por lá.
*
Eu só queria saber,
Responda-me, por favor:
Quem tomou banho de rio,
E morou no interior.
Se não bate uma vontade
De rever sua cidade,
Ou só eu sinto esse amor?
*

Versos e fotos de Dalinha Catunda

terça-feira, 5 de abril de 2016

MEU BRASIL ESTÁ ROUBADO E DEUS PAI É TESTEMUNHA


MEU BRASIL ESTÁ ROUBADO
E DEUS PAI É TESTEMUNHA
*
Governando os brasileiros
Eu só vejo “competente”
DILMA como presidente
E no senado CALHEIROS
Comandando os picadeiros
Onde não falta a mumunha
Na câmara Temos CUNHA
Com este bando formado
MEU BRASIL ESTÁ ROUBADO
E DEUS PAI É TESTEMUNHA.
*
Mote e glosa de Dalinha Catunda

Imagem: blogodomarioflavio.com.br

segunda-feira, 4 de abril de 2016

CARREGADORES DE ÁGUA












CARREGADORES DE ÁGUA
*
DALINHA CATUNDA
*
Cada um com seu destino
Numa seca inclemente
A mulher o peso sente
A vida é um desatino
De lado escancha o menino
Leva o outro pela mão
Na hora da precisão
Mesmo que a barriga cresça
Bota a lata na cabeça
Nos cafundó do sertão.
*
MARCONDES TAVARES
Botar água era aperreio
Um balde de cada lado
Esse pau atravessado 
E eu escalado no meio
Pra deixar o pote cheio
Puxando do cacimbão
Hoje quando passo a mão
No pescoço aqui atrás
Sinto ainda as digitais
Do velho pau do galão.
*

domingo, 3 de abril de 2016

MAS SOU MELHOR DO QUE TU















MAS SOU MELHOR DO QUE TU
*

DALINHA CATUNDA
Eu faço meu verso errado
Navego fora da linha
O meu verso é batatinha
É verso de pé quebrado
Nada entendo do riscado
Mas vou quebrando tabu
Debaixo do meu angu
Tem caroço pra danar
Eu posso até não prestar
MAS SOU MELHOR DO QUE TU
*

ZÉ LACERDA
Tu tá se achando a tal
Anda quebrando tabu
Tem caroço no angu
Até concordo, afinal
Sei que tu é genial
Escreve bem pra xuxu
Com angu ou sem angu
Com batata ou batatinha
Tu me desculpe, Dalinha,
MAS SOU MELHOR DO QUE TU
*

DALINHA CATUNDA
Queimo que nem cansanção,
Eu sou comichão de urtiga,
E no meio duma briga
Risco o que tiver na mão.
Com punhal, faca e facão,
Eu faço o maior rebu
Inda te mando um vodu
Pra confirmar cada gesto,
Pois eu sei bem que não presto 
MAS SOU MELHOR DO QUE TU
*

ZÉ LACERDA
Tu pode vir de facão
De faca, punhal, adaga
De rasteira ou cabeçada
Com urtiga ou cansanção
Isso é coisa pra brigão
Que gosta de um sururu
Dalinha, eu sei que tu
Só briga bem no repente
Tem poucos à sua frente
MAS SOU MELHOR DO QUE TU
*

DALINHA CATUNDA
Vou mostrar meu lado mau
Sou rainha do salseiro
Não gosto de presepeiro
Mato a cobra e mostro o pau
Expulsei da minha nau
Sem precisar de urutu
Só chutando o mucumbu
Um cabra que repetia:
Tu vens e me desafia
MAS SOU MELHOR DO QUE TU.
*

ZÉ LACERDA
Dalinha, teu lado mau
É melhor do que pureza
Presépio em ti é beleza
Algazarra é carnaval
Pior que café com sal
É entrar em urtiga nu
Do Ceará ao Pajeú 
Tu és a melhor entre todos
Mas eu digo sem engodos
QUE SOU MELHOR DO QUE TU.
*

OCIONE SOARES CORDELISTA
Já dei muleta ao saci
Lacei mula sem cabeça
Fiz conde virar condessa
Porta sem chave eu abri
E sem tinta eu colori
A cor negra do urubu
Quebrei casco de tatu
Fiz mulher grávida abortar
Eu posso até não prestar
MAS SOU MELHOR DO QUE TU
*

ZÉ LACERDA
Saci não usa muleta
Essa mula não se laça
Conde ou condessa é trapaça
Urubu já tem cor preta
Porta abre com maçaneta
Seu cabeça de angu
Não venha com sururu
Que aqui tu vira galinha
Tu é pior que Dalinha
E EU SOU MELHOR DO QUE TU
*


quinta-feira, 31 de março de 2016

DESORDEM E RETROCESSO

DESORDEM E RETROCESSO
*
Saudades da pátria amada
Saudades da mãe gentil
Do hino que eu cantava
Com veneração servil
Era com a mão no peito
Que eu cantava com respeito
O Hino do meu Brasil.
*
A bandeira hasteada
Chegava a me arrepiar
O verde era a esperança
Lá no alto a tremular
Já não vejo a paz no branco
E vendo meu país manco
Dá vontade de chorar.
*
Nossa pátria degradada
Padece nesse processo
Hoje já não acredito
Na frase: ORDEM E PROGRESSO
É triste ver a nação
Em plena degradação
Desordem e retrocesso.
*
Quando o sentimento pátrio
Bater na população
Quando o povo descobrir
Que tem voz vez e razão
Ajudará o Brasil
Sem por a mão no fuzil
Com coragem e união
*
Versos de Dalinha Catunda


segunda-feira, 28 de março de 2016

O CIRCO BRASILEIRO

O CIRCO BRASILEIRO
*
Entre comédia e tragédia
Seguimos com nosso drama
O circo já está armado
Cada ator com sua trama
O povo eterno palhaço
No meio deste embaraço
Assisti a corja que mama.
*
É falcatrua é roubo
Nas cenas do picadeiro.
E o leão desta arena
Engole nosso dinheiro
Só sendo malabarista
Atuando como artista
Neste circo brasileiro.
*
Charge Spon Holz
Versos de Dalinha Catunda

27 de março é celebrado o dia Nacional do circo de verdade, e não o do circo que estamos vivendo.

quinta-feira, 24 de março de 2016

OITAVÃO REBATIDO

OITAVÃO REBATIDO
*
Amo o lado campesino
Que Deus tem me concedido
Como aqui sou peregrino
Nada tem me consumido
Deu de presente a natura
Frutos da agricultura
Dou vida a cada figura
No Oitavão Rebatido.
Silvano Lyra

*
Meu verso vem com fartura
Bem redondinho e medido
E dentro desta cultura
Eu deixo vate perdido
Mesmo não tendo viola
Tiro os versos da cachola
Minha cantoria rola
No oitavão rebatido.
Dalinha Catunda
*
 A Dalinha nunca trola
Isso eu tenho difundido
Como ela é show de bola
Muitos gols ela tem tido
Por isso ela é campeã 
Eu tanto hoje e amanhã 
Pra ela ponho um divã 
No oitavão rebatido.

Silvano Lyra
*
Dos versos sou artesã
A estrofe eu dou sentido
E seja noite ou manhã
O meu canto é aguerrido
Faço verso com paixão
Das regras não abro mão
Por isso preste atenção
No oitavão rebatido
Dalinha Catunda
*

Oitavão rebatido pegando a deixa pela sétima linha.

segunda-feira, 21 de março de 2016

A FLOR DO FEIJÃO

*
A FLOR DO FEIJÃO
*
Por entre o verde das folhas
Abrolha a flor do feijão
Anunciando a fartura
Que teremos no sertão
A chuva faz o milagre
Quando cai molhando chão.
*
Foto: Ribeira do Poti

Versos: Dalinha

segunda-feira, 7 de março de 2016

SEM AS TRAMELAS NA MENTE/ DEIXEI O MEU VERSO PASSAR

SEM AS TRAMELAS NA MENTE
DEIXEI O MEU VERSO PASSAR
*
Larguei de lado o temor,
E do jeito que eu queria
Entreguei-me a poesia
Sem receio e sem pudor.
Lasciva falei de amor
Para os versos temperar,
Meu humor não vou largar,
Sou poeta independente.
SEM AS TRAMELAS NA MENTE
DEIXEI MEU VERSO PASSAR.
 Dalinha Catunda
*
Toda estância bem cuidada
Tem uma "bela porteira"
Pra quem chega na ribeira
Se alegrar já na entrada
Assim foi minha chegada
Neste bonito lugar
Liberto para rimar
Senti-me um vate contente
SEM AS TRAMELAS NA MENTE
DEIXEI MEU VERSO PASSAR.

Gregório Filomeno
*
A Musa não me censura
E nem me põe nenhum freio
Porque não tenho receio
Já enfrentei ditadura
Minha lira é armadura
Não deixa o mal me atacar
Me dá força pra lutar
Livre, leve, inteligente:
SEM AS TRAMELAS NA MENTE 
DEIXEI MEU VERSO PASSAR

Bastinha Job
*
Eu fiz longa caminhada
Em uma estrada sem fim
E nela encontrei Caim
No sofrer d'alma penada
Passou numa disparada
Mas ouvi sua voz soar:
Rezem para eu alcançar
O perdão do Onipotente
SEM AS TRAMELAS NA MENTE
DEIXEI MEU VERSO PASSAR.

Guaipuan Vieira
*
Eu estou ressabiado
Pelos percalços da vida
E pra sarar a ferida
Muito tenho confessado
Porém, Deus tem me ajudado
Dando forças pra lutar
Em versos vou expressar
Tudo que o coração sente
SEM AS TRAMELAS NA MENTE
DEIXEI MEU VERSO PASSAR...
 Luiz F. Liminha

* 
Ninguém conseguiu prender,
nem sequer pôde impedir  
meu verso solto sair  
com o que teve de dizer.
Tal versejar foi querer
o prazer de revelar,  
no mais simples poetar,  
tudo que meu ser mais sente,
SEM AS TRAMELAS NA MENTE,
DEIXEI MEU VERSO PASSAR.
Marcos Medeiros
*

Mote e foto de Dalinha Catunda