Seguidores

segunda-feira, 20 de junho de 2016

EM LOUVOR A NATUREZA

EM LOUVOR A NATUREZA
*
Entre a estrada e o céu
Entre a folhagem e a flor
A vida segue adiante
Mostrando seu esplendor
Perante tanta beleza
Vou louvando a natureza
E a Deus pai o criador.
*
Versos de Dalinha Catunda

Foto de Cayman Moreira

segunda-feira, 13 de junho de 2016

RESPEITEM O PAU DO SANTO

RESPEITEM O PAU DO SANTO
*
BASTINHA JOB
Ele quer se aposentar 
Está muito fraco e mau
De tanta moça pegar
No seu tão surrado pau!
*
DALINHA CATUNDA
Coitado do pobre Santo
Isso é profanação
A moça que tem vergonha
Reza sem passar a mão.
*
THIAGO CARDOZO
Mas sei que ele até gosta 
É fato até comprovado,
No dia que passam as mãos 
O pau fica levantado.
*
BASTINHA JOB
peguei no pau desse santo
Que ele ficou roliço 
Mas cajado milagroso 
Foi de Padim padre Ciço!
*
DALINHA CATUNDA
Eu passei a mão no pau,
Passei a mão no cajado,
Sei que é só uma varinha...
Mas é pau santificado.
*

FOTOS DE DALINHA CATUNDA

domingo, 12 de junho de 2016

CORDEL AVE MARIA DO SERTÃO

CORDEL AVE MARIA DO SERTÃO
A Academia dos Cordelistas do Crato, abraçando a ideia de Luiz Isael, Radialista radicado em Fortaleza, Lançou no dia 1º de Abril no auditório da Escola Estadual de Ensino Profissionalizante Violeta Arraes, o cordel “AVE MARIA DO SERTÃO”.
Através de Josenir Lacerda, e como Sócia Benemérita da Academia dos Cordelistas do Crato, também participei desta significante obra.
Participei com duas décimas as quais dediquei a nossa Senhora da Conceição, de quem sou devota e é a padroeira da minha cidade, Ipueiras.
Do céu caiu um parceiro que musicou minhas estrofes do jeitinho que eu queria. O talentoso Agamenon Viana, violeiro, cantor e compositor a quem sou agradecida.
Com a arte de João Nicodemos, Segue para vocês a letra e a musica.
João Nicodemos
Pós Graduação em Artes Visuais
Mestre em Música - Etnomusicólogo
Luthier de rabecas
Poeta
*
A HORA DA AVE MARIA
*
Na hora da Ave Maria
Bate o sino na capela,
Uma oração bem singela
Perpetro no fim do dia,
E peço a Virgem da iria
Rogando com devoção:
Protegei o meu sertão
Ó Virgem mãe tão clemente.
Resguardai a nossa gente
Ó Virgem da Conceição.
*
Doce Mãe Imaculada
Guiai os nossos destinos,
Livrai-nos dos desatinos,
Nessa vida atribulada.
Mostrai-nos sempre a estrada,
Seja a nossa direção
Nos dê resignação,
Para seguirmos em frente.
Resguardai a nossa gente
Ó Virgem da Conceição.
*
Letra de Dalinha Catunda

Música de Agamenon Viana

sábado, 11 de junho de 2016

JÁ ME CASEI, COMPADRE LEMOS!

JÁ ME CASEI, COMPADRE LEMOS!!!
*
COMPADRE LEMOS
Fiquei sensibilizado
Comadre, com sua queixa!
Sua criatividade
Supera a de uma gueixa.
Somente pra lhe ajudar,
Eu ia candidatar...
Mas minha velha não deixa!
*
DALINHA CATUNDA
Compadre muito obrigada
Não cabe preocupação
Já arrumei um marido
E olhe! Faz um tempão
Amarrei bem amarrado
E o Santo foi o culpado
Desta minha arrumação.
*
COMPADRE LEMOS
Mas, se quer mesmo casar,
Repare o conselho meu:
Ganhe só na Mega Sena
E, rica, feito um judeu,
Complete logo a falseta,
Passe a chamar "Julieta",
Que aparece um "Romeu".
*
DALINHA CATUNDA
Amigo sou fazendeira
Sou mulher remediada
E já tenho um cabra macho
Que me ajuda na empreitada
Mesmo não sendo Romeu
Eu posso chamar de meu
Depois da graça alcançada.
*
COMPADRE LEMOS
Se isto não funcionar,
Lhe digo: vou sentir tanto!
Deixarei de ser poeta,
E calarei o meu canto.
E, no final dessa festa,
Comadre, o que lhe resta
É AFOGAR ESSE SANTO !!!
*
DALINHA CATUNDA
Lemos não se desespera
Eu demorei, mas casei
Não foi de papel passado
Foi do jeitinho que sei
Depois que afoguei o Santo
O ganso afoguei, garanto!
E o cabra nunca larguei.
*
Foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 7 de junho de 2016

MACHADO TORTO E AFIADO


MACHADO TORTO E AFIADO
*
Enfiaram o pau no machado
E ele baixou a lenha
Já derrubou pau mandado
E não há quem o detenha
Lâmina do Ceará
Bota abaixo até Jucá
Desde que vantagem tenha.
*
Nunca vi Machado torto
O pau podre derrubar,
Nunca vi cara de pau
Pra cupim não atacar,
A política anda nojenta
Mas é essa ferramenta
Que a madeira vai baixar.
*
Versos de Dalinha Catunda

SANTO ANTÔNIO VACILOU

SANTO ANTÔNIO VACILOU
*
Espalham que santo Antônio
É Santo casamenteiro
Já fiz promessa pro Santo
No cofre botei dinheiro
E para minha desgraça
Em mim ninguém acha graça
Tá difícil um companheiro.
*
Dos braços de Santo Antônio
Eu já roubei o menino
Achando que a simpatia
Mudaria meu destino
Porém prossigo solteira
Não gosto da brincadeira
Que me deixa em desatino.
*
Botei água numa jarra
E mais uma vez tentei
De cabeça para baixo
O santinho mergulhei
Nem mesmo fazendo assim
O santo lembrou de mim
Desesperada chorei.
*
Solteirona eu não fico
Alguém vai me socorrer
Ao candomblé ou umbanda
Inda posso recorrer
Ou então eu viro crente
E o santo fique ciente
Solteira não vou morrer!
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 6 de junho de 2016

SERTÃO EM FLOR

SERTÃO EM FLOR
“Tudo em volta é só beleza”
Luiz Gonzaga cantou
A água que faz milagre
A caatinga ornamentou
Com meu olhar aturdido
Revejo o sertão florido
Pois a chuva o transformou.
*
A natureza contente
Exibe seu esplendor
As ramas sobem e descem
Carregadinhas de flor
E o encanto que emana
Da salsa e da jitirana
É de fato ostentador.
*
Assim é o meu sertão
Com seu vestido de festa
Quando a chuva molha o chão
O verde se manifesta
E com graça a natureza
Revela sua beleza
Enfeitando cada aresta.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda
*




quarta-feira, 11 de maio de 2016

TROVANDO O SERTÃO

TROVANDO O SERTÃO
*
MARCOS MEDEIROS
O sol luzindo a poeira
e o vaqueiro na função
dão vida à cena primeira
do amanhecer no sertão.

*
DALINHA CATUNDA
Vaqueiro toca a boiada
Poeira sobe do chão
Rotina de cada estrada
Que retalha meu sertão.
*

Fotos de Dalinha Catunda

terça-feira, 10 de maio de 2016

DEU BODE, MARANHÃO.


DEU BODE, MARANHÃO.
*
Uma coisa vou dizer,
Meu povo preste atenção
Êta cabra destemido
 É esse tal de Maranhão
Roubou a cena do dia
Fazendo o que não podia
Com a caneta na mão.
*
Para ficar bem na foto
Pintou cabelo e bigode
Com um sorriso no rosto
E como quem tudo pode
Com a cara mais lavada
Deu a sua canetada
Mas acabou dando bode.
*
O que ontem ele fez
Já chegou a desmanchar
Sua cadeira na Câmara
Nem sei se vai esquentar
Maranhão foi pau mandado
Mas não deu bom resultado
O que acabou por tramar.
*
Hoje serve de chacota
Seu nome virou piada
Pois em sua insanidade
Desabonou a bancada
E agora eu sei que lhe dói
Não ter virado herói
Na cena que foi tramada.
*
Versos de Dalinha Catunda
Charge Sinfronio.



segunda-feira, 2 de maio de 2016

DONA JANAÍNA!


DONA JANAÍNA!
*
Lá vem Janaína
Em sua canoa
Cantando uma loa
E não desafina
Saiu da rotina
Pra cumprir agenda
Em meio à contenda
Enfrentando a zona
Ela tira onda
E seu canto emenda.
*
Lá vem a Rainha
Lá vem ventania
O vento arrepia
Mas ela caminha
Não está sozinha
Nem há de ficar
Enfrentando o mar
Hoje revoltoso
De tão perigoso
Chega a espumar.
*
Faceira, falante
Com ar de sereia
Não morre na areia
Pois segue adiante
Às vezes brilhante
A Rainha do mar
Sabe navegar
Sabe a sua sorte
Tem rumo tem norte
Para trafegar.
*
Versos de Dalinha Catunda