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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

RODA DE GLOSAS


RODA DE GLOSAS
*
BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO.
1
DALINHA CATUNDA
O dia acorda nublado,
Pro sertanejo, bonito!
As nuvens cumprem seu rito,
Na trama do desfiado.
Vejo o céu todo tomado,
E as bravatas do trovão.
Chuva cai molha o sertão
Findando nossa agonia.
BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO.
2
BASTINHA JOB
A chuva ao cair na terra
Levanta a nossa esperança
Seu ritmo é linda dança
Que enche o verde da Serra;
É a promessa que encerra
Um pedido, uma oração
O fim da grande aflição
Em feitio de poesia:
"BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO "
3
GEVALNILDO ALMEIDA
Vejo essa coisa bonita,
Parece pano de véu,
Deus peneirando do céu,
Esta lindeza infinita,
De todas a favorita,
Vindo da imensidão,
Cada pingo uma emoção,
No telhado se aprecia,
BIQUEIRA FAZ MELODIA,
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO.
4
ANTONIO CASSIANO
Ver-se o sorriso estampado
No rosto do sertanejo
Quando avista o lampejo
Do relâmpago no telhado
E o trovão com seu roncado
Nas quebradas do sertão
O suspiro de emoção
Parece uma sinfonia
BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO
6
SILVANO LYRA
Produzir som ambiente
Um grande especialista
Exerce toda conquista
Sem nunca ser estridente
Respinga harmonicamente
Sonorizando na ação
Causa em nós bela impressão
Ser orquestra o que se ouvia
BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO.
*
Foto e mote de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

DESPIDA DE PRECONCEITO


DESPIDA DE PRECONCEITO
*
Rezo pra Nossa Senhora
Com fé diante do altar
Ladainhas e benditos
Sempre gostei de cantar
E cheia de devoção
Acompanho procissão
Nas novenas do lugar.
*
Ouvindo pontos de umbanda
Junto começo a cantar
Cheia de requebrados
Faceira chego a dançar
E você nem acredita
Igual a moça bonita
Eu faço a gira girar.
*
Cantarolo um canto gospel
Apesar de não ser crente
A beleza d’um louvor
Não me deixa indiferente
Despida de preconceito
Respeito e também aceito
Quem de mim é diferente.
*
Se seu time não é o meu
Isso não me contrafaz.
Se seu partido é outro
Isso pra mim tanto faz
Só cultiva a amizade
Quando há diversidade
Quem realmente é capaz.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda
Cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Vinha que poeta bebe/É vinho de inspiração


*
Com a musa conivente
Aos poucos eu me embriago
Cada palavra que trago
Confesso sorvo contente
Desse divino presente
Eu sinto a penetração
E dou luz a criação
Que minha verve concebe
VINHO QUE POETA BEBE
É VINHO DE INSPIRAÇÃO.”
*
Mote de Vânia Freitas
Glosa de Dalinha Catunda

domingo, 23 de dezembro de 2018

Marcas Indeléveis


MARCAS INDELÉVEIS
*
Relíquia preciosíssima!
Eu tive tanto cuidado...
Era meu vaso chinês
Um presente inusitado.
Lá se foi minha ilusão
Quando vi cair ao chão,
E ficar fragmentado.
*
Primeiro fiquei atônita,
Sem poder acreditar.
Depois do atordoamento
Cheguei a me ajoelhar,
Caco por caco peguei,
Nem sei bem como juntei!
Mas resolvi restaurar.
*
De posse dos fragmentos
Em total concentração,
Eu colei cada pedaço,
Cheguei a ferir a mão,
Mas nada me consolava
Pois do vaso só restava
A minha desilusão.
*
Me esmerei pra consertar
Aquele meu mimo antigo.
Botei no mesmo lugar,
Mas quando olho maldigo.
Profundamente marcado,
Vejo o brinde do passado,
Indo quase pro jazigo.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com


PRA ELA EU TIRO O CHAPÉU


PRA ELA EU TIRO O CHAPÉU
*
Em meio à ventania
Ela chegava marota
O meu corpo percorria
Fez eu me sentir garota
De prazer eu suspirava
Enquanto ela me molhava
Eu vibrava a cada gota.
*
Pescoço solto pra trás
Rosto virado pro céu
Olhos semicerrados
Minha boca aberta ao léu
Ela naquele momento
Descia com atrevimento
Rasgando de vez meu véu.
*
Sentindo a chuva cair
Com toda sua potência
Ungindo minhas entranhas
Sem ferir minha inocência
Reacendi o prazer
De com ela me envolver
Na mágica experiência.
*

Fotos e Versos de Dalinha Catunda

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

LÁ VEM O TREM...














LÁ VEM O TREM...
*
O ultimo vagão do trem
Descarrilha e nos comove
E a outra composição
No mesmo trilho se move
São doze vagões passando
Feliz quem for embarcando
No dois mil e dezenove.
Antônio Cassiano
*
O trem que inda está passando
Da dor não me quis poupar
Pois passou me atropelando
Só não fez foi me matar
Quase perdi o meu brilho
Mas já me firmei no trilho
Para o novo trem pegar.
Dalinha Catunda

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

FRAGRÂNCIA DE VERSOS


FRAGRÂNCIA DE VERSOS
*
A poesia perfumada
Que nossa vida inunda
Nos versos cheios de cores
De uma mente fecunda
Aromam a minha vida
E digo bem comovida
Grata, Dalinha Catunda!
 Bastinha Job
*
Querida Bastinha Job
Linda flor do meu jardim
O bálsamo dos meus versos
É aroma que não tem fim
Brota de cada poeta
Quem tem essa mesma meta
E não apenas de mim.
Dalinha Catunda
Cad: 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com


FLORES VIRTUAIS


FLORES VIRTUAIS
*
Tem mimo que vem de longe
Mas toca-me o coração
Pois são desvelos de amigos
Que acaloram a ilusão
Mudando a rotina do dia
Perfumando a alegria
Instigando a emoção.
*
São presentes virtuais
São as benfazejas flores
Que chegam por novas vias
Trazendo os mesmos valores
Celebrando as amizades
Suavizando saudades
Ou prenunciando amores.
*
Versos de Dalinha Catunda cad.25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

sábado, 1 de dezembro de 2018

Interação de Bastinha Job e Dalinha Catunda


Interação de Bastinha Job e Dalinha Catunda
*
BASTINHA JOB
Há tempos estou vagando
No meu caminho a esmo
Já não encontro a mim mesmo 
Sou vontade,sem comando 
No mar da vida remando 
Meu navio não ancora
É preciso sem demora 
Recuperar meu conceito:
" FECHOU A PORTA DO PEITO
E JOGOU A CHAVE FORA."

*
DALINHA CATUNDA
Eu estava me trocando
Quando meu amor chegou
E de soslaio me olhou
Aos poucos foi se engraçando
Já estava se animando...
Foi quando pedi na hora:
Me ajude a fechar agora
Meu soutien com respeito!
“FECHOU A PORTA DO PEITO
E JOGOU A CHAVE FORA”
*
Mote de Heliodoro Morais
*

dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 27 de novembro de 2018

ERA EU E MÃE



Era eu e mãe...
*
Me lembro mãe costurando
Naqueles tempos de então
Eu sentadinha ao seu lado
Fazia costura a mão
Muitas vezes embainhava
Chuleava e caseava
E até pregava botão.

Versos e foto de Dalinha Catunda
Cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com