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quinta-feira, 28 de março de 2019

Quando Chove no sertão/tem festa para os meninos

*
DALINHA CATUNDA
Se a chuva cai com vontade
Enchendo riacho e grota
O sorriso logo brota
Em meio a alacridade
E espalha a felicidade
Nos corações genuínos
Dos garotos nordestinos
Que não temem o trovão:
“QUANDO CHOVE NO SERTÃO 
TEM FESTA PARA OS MENINOS.”
*
Glosa de Dalinha Catunda
Mote de Geraldo Freire

quinta-feira, 14 de março de 2019

A MERENDEIRA DE SUZANO.


MERENDEIRA DE SUZANO
ANJO DA SALVAÇÃO
*
Merendeira de Suzano
Dando duro no batente
Numa decisão louvável
Silmária foi competente
Foi mulher de atitude
Em sua magnitude
Com garra se fez presente.
*
Com freezer e geladeira
Silmara fez barricada
E tinha mais merendeira
Ajudando na empreitada
Contando com Deus e a sorte
Assim evitou a morte
Abrigando a criançada
*
Louvo Silmara Morais
Pra ela faço oração
Na hora do descalabro
Foi anjo de salvação
Protegeu os estudantes
Das armas dos meliantes
Na mais desumana ação.
*
Versos de Dalinha Catunda
Foto Natan Lira G1


terça-feira, 12 de março de 2019

Quem um dia já foi cana, agora é só bagaço


*
QUEM UM DIA JÁ FOI CANA
AGORA É SÓ BAGAÇO.
*
Hoje você me procura
Mas não lhe dou atenção
Morreu a velha paixão
Virou pó na sepultura
Olhando sua figura
Mal reconheço seu traço
Escapo do seu abraço
Pois meu olhar não se engana
QUEM UM DIA JÁ FOI CANA
AGORA É SÓ BAGAÇO.
*
Mote e glosa de
Dalinha Catunda


segunda-feira, 11 de março de 2019

SEM DESTROÇO


SEM DESTROÇO
*
Vaca no curral dos outros
Não passa duma novilha
E para não se enroscar
Não deve sair da trilha
E nem causar alvoroço
Pois a corda no pescoço
É laço que dado humilha.
*
Versos de Dalinha Catunda
Cad.25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com


segunda-feira, 4 de março de 2019

É NA IDADE DO CONDOR QUE A DOR SE FAZ MAIS PRESENTE.















É NA IDADE DO CONDOR
QUE A DOR SE FAZ MAIS PRESENTE.

*
DALINHA CATUNDA
Eu não me deito sem ai
Não me levanto sem ui
Ao Doutor um dia fui
Para ver se a dor se vai
Mas a danada não sai
Na verdade ela é freqüente
E não tem cão que agüente
Seu efeito matador
É NA IDADE DO CONDOR
QUE A DOR SE FAZ MAIS PRESENTE.

*
MARCOS MEDEIROS
Depois de passar dos enta,
chegada a maturidade,
vem com dor a nova idade
quando a gente se aposenta.
No frio a dor mais aumenta
atingindo mais a gente.
Sempre tem dor insistente
tendo ou não tendo clamor.
É NA IDADE DO CONDOR
QUE A DOR SE FAZ MAIS PRESENTE.
*





quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

A DESEMPODERADA


A DESEMPODERADA
*
Eu só quero meus direitos
Não queira me adestrar
Eu não sou empoderada
Nem quero me igualar
Minha vida eu comando
Não tenho bandeira e bando
E gosto de me guiar.
*
Os mesmos direitos do homem
Confesso não quero ter
Não quero ter falo e saco
E nem ter que endurecer
Meu brinquedo é de montar
O do homem é de armar
Quando enguiça é um sofrer.
*
A mãe tem sempre certeza
Que o filho que gera é dela
Porém o pai muitas vezes
Acaba numa esparrela
Cria o filho sem ser seu
Isso já aconteceu
Vi na vida e na novela.
*
Não quero ficar mais tempo
No mercado a trabalhar
Para comparar-me ao homem
Na hora de aposentar
Não estou de sacanagem
Quero ter essa vantagem
Enquanto ela vigorar.
*
Gosto de mijar sentada
Não quero mijar em pé
Gosto de usar calcinha
Não me vejo de boné
Não quero ficar careca
Nem também usar cueca
No meu tino tenho fé.
*
Mas uma coisa eu digo
Expondo minha postura
Eu gosto de ser mulher
E sem previsão de cura
Nisso não vejo entrave
O HOMEM É MINHA CHAVE
EU SOU SUA FECHADURA.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

UM FADO DE ALÉM-MAR


UM FADO DE ALÉM-MAR
*
A lua apontou no céu
A brisa soprou-me a tez
Do rosto tirei o véu
Senti sem desfaçatez.
*
Senti sem desfaçatez
O bafo da madrugada
Lambendo minha nudez
Na janela eu debruçada.
*
Na janela eu debruçada
Tendo o vento como açoite
Lasciva desvirtuada
Beijei a boca da noite.
*
Beijei a boca da noite
E no sublime beijar
Eu alonguei o pernoite
E me envolvi ao luar.
*
E me envolvi ao luar
Na minha lascividade
Foi um fado de além-mar
Autor da ludicidade.
*
Verso e fotos de Dalinha Catunda

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

MULHERES CORDELISTAS DO VIRTUAL AO IMPRESSO














A boa surpresa de Vânia Freitas, no VI ENCONTRO DE POETAS CORDELISTAS NA CIDADE DE IPUEIRAS.
A cordelista, Vânia Freitas, que sempre se dispõe a participar da troca de versos, das pelejas virtuais, achou pouco participar desses desafios apenas via internet e se dispôs a editar dois cordéis com motes de mulheres.
Glosando o mote de minha autoria: BIQUEIRA FAZ MELODIA/QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO,
Mote esse, por duas vezes glosado em minha página, no face, Vânia fez um apanhado e editou um cordel.
Mote de Dalinha Catunda desenvolvido em 2017, pelos seguintes autores:
Dalinha Catunda
Raiz Nordestina (Zé Ferreira)
Davi Ferreira
José Lacerda
Rainilton Viana
Edson Francisco
Vânia Freitas
Luiz Ferreira Liminha
Em 2019 o mote voltou a ser apresentado e glosado com participação dos seguintes autores:
Dalinha Catunda
Bastinha Job
Gevanildo Almeida
Antônio Cassiano
Silvano Lyra
Tata Brito
Sueli Diniz
Chico Mulungu.
O segundo mote glosado foi da autoria de Vânia Freitas:
VINHO QUE POETA BEBE/ É VINHO DE INSPIRAÇÃO.
Poetas que acompanharam Vânia nesse mote:
José Fonseca
David Ferreira
Dalinha Catunda
Bastinha Job
Socorro Alencar
Josy Maria
Maria Luciene
Rosário Pinto.
Agradecer a  poetisa Vânia Freitas, o presente, e dizer que já estão em minha Cordelteca em Ipueiras. Foi uma ótima surpresa. Você é uma cordelista, que participa, que interage e que nos encanta sempre.
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

LENHA NA LOCOMOTIVA


LENHA NA LOCOMOTIVA
*
Eu comprei sua passagem
E guardei o seu lugar
No trem da felicidade
Imaginei viajar
Arquitetei cada rito
O sonho era bonito
Mas não vi você chegar
*
Pra não perder a viagem
Programei nova ilusão
Sempre tem alguém querendo
Um espaço num vagão
E depois pensando bem
Nunca fui de perder trem
Dei-me bem na condução.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

UM PEQUENO RELATÓRIO DO ENCONTRO


UM PEQUENO RELATÓRIO DO ENCONTRO
*
Nesse Encontro de poetas
Eu acabei foi lucrando
Foram tantos os presentes
Que eu ainda estou contando
De vestimenta a comida
E dos doces a bebida
Estou contabilizando.
*
De Socorro e de Jean
Uma cadeira eu ganhei
Daquelas feitas de pano
Porém não dependurei
Quando ao Ceará voltar
No alpendre vou botar
Eu já esquematizei.
*
Recebi de Lindicássia
Uma touca de presente
Uma touca bem bonita
Uma peça diferente
Que dá um charme danado
A flor que ela traz do lado
Enfeito o rosto da gente.
*
Um chicotinho de couro
Foi Chico Neto quem deu
Uma lembrança singela
Porém que me comoveu
Lembrei o velho vaqueiro
Que passava em meu terreiro
E no tempo se perdeu.
*
Ivonete de Morais
Trouxe lá de Fortaleza
Um brinco todo invocado
Eu achei uma beleza
Eu sou igual à cigana
Que com brinco se engalana
Mesmo não sendo princesa.
*
Trouxe Anilda Figueiredo
Um vestido de babado
Não sei se é seda ou crepe
Mas tem flor pra todo lado
Ele ficou bem em mim
Meu vestido é um jardim
Só falta ser perfumado.
*
Rosário Pinto me deu
Um chapéu feito de palha
Tão bonito, tão bem feito,
Nele eu não encontrei falha
Eu vou guardar para usar
Quando eu for participar
Da trilha lá em Barbalha.

*
Vânia Freitas animada
Veio com biscoito e vinho
Porém meu filho mais novo
Comeu o pote sozinho
Pois biscoito de polvilho
Não é demais pro meu filho
Come o que tiver tudinho.
*
Chica Emídio faz a festa
Quando vem pro meu rincão
Traz o seu Chapéu de Couro
Com gosto de tradição
É iguaria esperada
Nessa festa organizada
Nas quebradas do sertão.
*
Denise Primo poetisa
Das bandas do cariri
Fez a minha alegria
E do pessoal daqui
Trouxe o doce mais gostoso
Realmente saboroso
Tijolo de Buriti.
*
De tudo quanto era bom
Ernane trouxe um bocado.
Pitomba e seriguela,
E o amendoim torrado
Trouxe batida também
Rapadura que faz bem
Biscoito doce e salgado.
*
Saneide mandou um bolo
Disse ao Sergio pra levar.
Chica, Anilda e Lindicássia
Denise pra completar
Meteram a mão no bolo
E Fizeram o maior rolo
Na hora de me entregar.
*
A banana do Dideus
Não deu para quem queria
E só sobrou mesmo o talo
Pra onde eu olhava via
Gente metida a bacana
Se acabando na banana,
E eu gritando: Ave Maria!
*
Versos de Dalinha Catunda
Fotos emprestadas