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quinta-feira, 11 de abril de 2019

Encantos e lua.


ENCANTOS E LUA
*
DALINHA CATUNDA
Quando vejo a lua cheia
E o esplendor do luar
Deitada na minha rede
Eu me pego a imaginar
Nas coisas do coração
Do despontar da paixão
Do prazer de namorar.
*
ERNANE TAVARES
Quando eu vi aquela lua
No céu assim tão brilhante
Eu pensei logo em você
E naquele mesmo instante
Eu logo fotografei
E na memória guardei
Pra postar mais adiante.
*
Fotos de Dalinha Catunda

terça-feira, 9 de abril de 2019

AS FACES DA CHUVA















AS FACES DA CHUVA
*
Quando a chuva esperada
Chega molhando o nordeste
Uma alegria inconteste
Não demora é espalhada
O povo cai na risada
Vendo a água em profusão
Aflora na multidão
Clima de felicidade
CHUVA NA GRANDE CIDADE
NÃO É IGUAL AO SERTÃO.
*
Quando a chuva chega forte
Inunda a cidade grande
O aguaceiro se expande
Causa dano, causa morte,
O povo fica sem norte
Com tanta destruição
A chuva sem compaixão
Exibe sua crueldade
CHUVA NA GRANDE CIDADE
NÃO É IGUAL AO SERTÃO.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

terça-feira, 2 de abril de 2019

O DELEITE DA ROSA


O DELEITE DA ROSA
*
Encantei-me com conversa
De bico de beija-flor
Minha ode hoje versa
Sobre esse sublime amor.
*
Sobre esse sublime amor
Pelo qual fui seduzida
Exalando meu olor
Era por ele sorvida
*
Era por ele sorvida
Ao despertar orvalhada
Libertina e atrevida
Incontida era sugada.
*
Incontida era sugada
E quase a desfalecer
Feliz mas despetalada
Desmanchei-me em prazer.
*
Versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 28 de março de 2019

Esse meu Jardim Florido/ É Cacimba de Saudade


ESSE MEU JARDIM FLORIDO
É CACIMBA DE SAUDADE
*
DALINHA CATUNDA
Quando rego minhas flores,
Desperto a recordação,
Que mora em meu coração.
 Entre suspiro e rumores,
 Evoco antigos amores,
E choro a fugacidade,
Do que foi felicidade,
Porém hoje é fenecido...
ESSE MEU JARDIM FLORIDO,
É CACIMBA DE SAUDADE!
*
BASTINHA JOB
Anilda fotografou 
Esse jardim invernado 
esse mote bem bolado 
Dalinha fez e glosou 
O perfume se espalhou 
Por toda minha cidade 
Trouxe a fraternidade
E o verso foi atingido:
ESSE MEU JARDIM FLORIDO 
É CACIMBA DA SAUDADE.
*
Mote de Dalinha Catunda



Quando Chove no sertão/tem festa para os meninos

*
DALINHA CATUNDA
Se a chuva cai com vontade
Enchendo riacho e grota
O sorriso logo brota
Em meio a alacridade
E espalha a felicidade
Nos corações genuínos
Dos garotos nordestinos
Que não temem o trovão:
“QUANDO CHOVE NO SERTÃO 
TEM FESTA PARA OS MENINOS.”
*
Glosa de Dalinha Catunda
Mote de Geraldo Freire

quinta-feira, 14 de março de 2019

A MERENDEIRA DE SUZANO.


MERENDEIRA DE SUZANO
ANJO DA SALVAÇÃO
*
Merendeira de Suzano
Dando duro no batente
Numa decisão louvável
Silmária foi competente
Foi mulher de atitude
Em sua magnitude
Com garra se fez presente.
*
Com freezer e geladeira
Silmara fez barricada
E tinha mais merendeira
Ajudando na empreitada
Contando com Deus e a sorte
Assim evitou a morte
Abrigando a criançada
*
Louvo Silmara Morais
Pra ela faço oração
Na hora do descalabro
Foi anjo de salvação
Protegeu os estudantes
Das armas dos meliantes
Na mais desumana ação.
*
Versos de Dalinha Catunda
Foto Natan Lira G1


terça-feira, 12 de março de 2019

Quem um dia já foi cana, agora é só bagaço


*
QUEM UM DIA JÁ FOI CANA
AGORA É SÓ BAGAÇO.
*
Hoje você me procura
Mas não lhe dou atenção
Morreu a velha paixão
Virou pó na sepultura
Olhando sua figura
Mal reconheço seu traço
Escapo do seu abraço
Pois meu olhar não se engana
QUEM UM DIA JÁ FOI CANA
AGORA É SÓ BAGAÇO.
*
Mote e glosa de
Dalinha Catunda


segunda-feira, 11 de março de 2019

SEM DESTROÇO


SEM DESTROÇO
*
Vaca no curral dos outros
Não passa duma novilha
E para não se enroscar
Não deve sair da trilha
E nem causar alvoroço
Pois a corda no pescoço
É laço que dado humilha.
*
Versos de Dalinha Catunda
Cad.25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com


segunda-feira, 4 de março de 2019

É NA IDADE DO CONDOR QUE A DOR SE FAZ MAIS PRESENTE.















É NA IDADE DO CONDOR
QUE A DOR SE FAZ MAIS PRESENTE.

*
DALINHA CATUNDA
Eu não me deito sem ai
Não me levanto sem ui
Ao Doutor um dia fui
Para ver se a dor se vai
Mas a danada não sai
Na verdade ela é freqüente
E não tem cão que agüente
Seu efeito matador
É NA IDADE DO CONDOR
QUE A DOR SE FAZ MAIS PRESENTE.

*
MARCOS MEDEIROS
Depois de passar dos enta,
chegada a maturidade,
vem com dor a nova idade
quando a gente se aposenta.
No frio a dor mais aumenta
atingindo mais a gente.
Sempre tem dor insistente
tendo ou não tendo clamor.
É NA IDADE DO CONDOR
QUE A DOR SE FAZ MAIS PRESENTE.
*





quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

A DESEMPODERADA


A DESEMPODERADA
*
Eu só quero meus direitos
Não queira me adestrar
Eu não sou empoderada
Nem quero me igualar
Minha vida eu comando
Não tenho bandeira e bando
E gosto de me guiar.
*
Os mesmos direitos do homem
Confesso não quero ter
Não quero ter falo e saco
E nem ter que endurecer
Meu brinquedo é de montar
O do homem é de armar
Quando enguiça é um sofrer.
*
A mãe tem sempre certeza
Que o filho que gera é dela
Porém o pai muitas vezes
Acaba numa esparrela
Cria o filho sem ser seu
Isso já aconteceu
Vi na vida e na novela.
*
Não quero ficar mais tempo
No mercado a trabalhar
Para comparar-me ao homem
Na hora de aposentar
Não estou de sacanagem
Quero ter essa vantagem
Enquanto ela vigorar.
*
Gosto de mijar sentada
Não quero mijar em pé
Gosto de usar calcinha
Não me vejo de boné
Não quero ficar careca
Nem também usar cueca
No meu tino tenho fé.
*
Mas uma coisa eu digo
Expondo minha postura
Eu gosto de ser mulher
E sem previsão de cura
Nisso não vejo entrave
O HOMEM É MINHA CHAVE
EU SOU SUA FECHADURA.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com