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terça-feira, 16 de julho de 2019

NA FESTA DE PARATY I



NA FESTA DE PARATY I
*
Recebi em Paraty
Muita gente especial
Com Edison e Sarinha
Levei um papo legal
Para renovar os ares
No papo Bráulio Tavares
Que elevou o nosso astral.
*
A minha parceira Anilda
Também estava presente
Da Academia do Crato
Ela é a presidente
Vendendo nosso cordel
Fizemos belo papel
Encarando concorrente
*
Versos de Dalinha Catunda
Fotos de Sarinha Freire

terça-feira, 2 de julho de 2019

SOU MULHER E SOU BENDITA











SOU MULHER E SOU BENDITA
*
Eu bem sei que tudo passa
Na vida que a gente tem
Por isso é que vivo a vida
Decidida e sem, porém,
Pois triste de quem nasceu
Viveu e nem percebeu
O prazer de ir além.
*
Montei no lombo da vida
E na cela eu me aprumei
As rédeas em minhas mãos
Com firmeza segurei
Aticei meu alazão
Tirei poeira do chão
A porteira escancarei.
*
Assim eu ganhei o mundo
Na estrada não me perdi
Provei sabores da vida
Chorei pouco e mais sorri
Dei aval ao coração
Pra cada contravenção
Das emoções que senti.
*
Em noite de lua cheia
O luar foi companheiro
Banhou-me com sua prata
Seduzi meu companheiro
Que vendo o brilho da lua
Rajando a pele nua
Operou como posseiro.
*
Criei asas e voei
Até devorei zangão
Provei geleia real
Escapei por ter ferrão
A vida não foi só mel
Se por vezes fui cruel
Faltou-me submissão.
*
Eu apeei em açude
Em ribeirão e riacho
Nos lugares mais bonitos
Arrefeci o meu facho
Pois a vida me sorria
E a dona hipocrisia
Deixei com cara de tacho.

*
Quem arriscou me laçar
Ficou com corda na mão
Eu derrubei muita estaca
E até cerca de mourão
Campeei como eu queria
Hoje faço é poesia
Dessa saga no sertão.
*
Dei corda ao meu instinto
Feito Maria Bonita
Meu fado eu canto em verso
Pois não caí em desdita
Entre o profano e o sagrado
Meu norte foi consagrado
Sou mulher e sou bendita.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda.
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 27 de junho de 2019

NUVEM TRANSITÓRIA


NUVEM TRANSITÓRIA
*
Você foi nuvem bonita
Um dia me embeveceu
Mas a chuva esperada
Dessa nuvem não desceu
Tudo que eu tanto queria
Foi-se numa ventania
Dissipou-se meu querer.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Cordel de Saia na Biblioteca Nacional




Cordel de Saia visita, Biblioteca Nacional - Depósito Legal.
Amigos, faz algum tempo que colaboro com a Biblioteca Nacional – Divisão de Deposito Legal, nas campanhas para arrecadar cordéis para o acervo da BN.
No primeiro momento, junto com Daniele del Giudice, responsável da Divisão de Deposito Legal, na época. Fizemos uma boa campanha, principalmente no Cariri. Retornamos com muitos cordéis para o acervo.
Recentemente fui procurada por Alessandra Morais, a atual responsável pelo Depósito Legal para darmos continuidade a campanha. Prontifiquei-me a colaborar novamente e espero contar com os poetas de cordel.
Ontem, eu e Rosário Pinto fomos a Biblioteca Nacional, para fazermos nossas doações.  Fomos muito bem recebidas por Alessandra Moraes que gentilmente nos apresentou sua equipe. Rosário doou os seus cordéis e eu, além dos meus, levei pelejas com outros poetas e cordéis que ganho para esse fim.
Tivemos uma tarde proveitosa, entre uma conversa e outra, ficamos certas que o Cordel de Saia, entrará firme nessa colaboração.
Novamente deixo aqui os contatos para que os cordelistas interessados possam contribuir:
Alessandra Moraes
Técnico em documentação
Divisão de Depósito Legal
Fundação BIBLIOTECA NACIONAL
Av.Rio Branco, 219 – 3º andar – Centro/RJ
Telefones: + 55 21 2220 1899 / 2220 1892 / 3095 3951
 .

Sempre Namorados


SEMPRE NAMORADOS
*
Em seu olhar insistente,
Um olhar apaixonado.
Na sua mão estendida
Um buquê era ofertado
Um beijo apenas na mão
Balançou meu coração
Que ficou enamorado.
*
Não noivamos, nem casamos,
Nem teve papel passado
Porém chegaram os filhos
E o elo foi confirmado.
Vivo assim a minha vida
Sendo eu sua querida
E você meu namorado.
*
Sempre sou surpreendida,
Com sua dedicação.
A cada atitude sua,
Eu transbordo de emoção
Pois ser sua namorada
Será sempre minha estrada,
Ordenou meu coração.
*
Versos e ilustração de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Dalinha Catunda X Ernane Tavares














VERSOS DE DOMINGO
*
ERNANE TAVARES
Bom saber que hoje é sábado
Que amanhã é domingo
É a rima mais difícil
Mas não tomo nem um pingo
Pois nesse dia tem festa,
Quando não é missa é bingo.
*
DALINHA CATUNDA
Depois da missa e do bingo
Eu parto para o forró
Se o sanfoneiro for bom
Dos meus pés não tenho dó
Se só tiver cabra frouxo
Eu me dano e danço só.
*
Fotos do acervo de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 6 de junho de 2019

ROLA X PERIQUITO


 ROLA X PERIQUITO
*
Nesses tempos atuais
Amigo vou lhe contar
Tem coisa que não entendo
Também não posso explicar
Pois até a natureza
Exibe sua aspereza
Quando resolve brigar.
*
Um periquito vadio
Que gostava de dinheiro
Resolveu grana ganhar
Não aqui, no estrangeiro,
Começou a atuar
E viu seu plano vingar
Foi esperto e foi ligeiro.
*
Para uma pomba lesa
O periquito ligou
Mas a rola vaidosa
Burra nem desconfiou
Que o tal do periquito
Todo sarado e bonito
Um bom golpe planejou.
*
O periquito esperto
Enviou fotografia
Mostrou que era capaz
De encarar uma porfia
A tal da pomba encantada
Logo caiu na cantada
Sem saber o que fazia.
*
Periquito decidido
Resolve a situação
Levou a pomba abestada
Direto para o colchão
Foi pena pra todo lado
Fizeram amor adoidado
Até rolaram no chão.
*
O periquito contente
Deu conta do seu recado
A rola baixou a cabeça
Quando viu o resultado
É hoje ave acuada
Porque vai ser depenada
O golpe foi confirmado.
*
Após contar essa saga
Pasmada eu aqui medito:
Pois tem coisa que me assombra
Eu vejo e não acredito
Só sendo coisa do diabo
É pomba tomar no rabo
Por comer um periquito.
*
Versos de Dalinha Catunda

Qualquer semelhança com a vida dos racionais é mera coincidência.
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 4 de junho de 2019

PARCELA PRA PEDRO BANDEIRA


PARCELA PRA PEDRO BANDEIRA
.
Meu nome é Dalinha
E digo presente
Cordel e repente
É a minha linha
Que não desalinha
Por ter tradição
No meu coração
De mulher rendeira
O Pedro é Bandeira
Que empunho na mão.
.
Gentil Cavalheiro
Que toca e que canta
Vate que me encanta
Com sua maneira
Sua arte brejeira
A todos contenta
A rima que inventa
Nos causa surpresa
Tem graça e beleza
Estou sempre atenta.
.
Cantador valente
Que não esmorece
Que reza faz prece
No canto envolvente
A Deus é temente
E em Juazeiro
Já virou romeiro
Do meu “Padim Ciço”
Não brinca em serviço
E bardo lampeiro.
.
Bardo coroado
Que rei já virou
Quem o coroou
Previu seu reinado
No burro montado
Ganhou a estrada
De alma lavada
No trono subiu
O povo enfim viu
Bandeira hasteada.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda
Homenagem feita, por ocasião da Semana Pedro Bandeira, no Cariri

sábado, 13 de abril de 2019

QUANDO PAPAI ME FEZ


QUANDO PAPAI ME FEZ...
*
Quando meu papai me fez
Diz ele que caprichou
Começou no escurecer
E a noite inteira levou
Não faltou material
A gala era especial
Mamãe também cooperou.
*
Capricharam nos olhinhos
Na boca, queixo e nariz
Minha mãe abriu as pernas
E o velho passou o giz
Assim foram desenhando
E formato fui ganhando
Naquele dia feliz.
*
Quando painho chegou
Largou logo a lazarina
E disse para mainha
Hoje eu faço uma menina
Os documentos lavou 
E com mamãe se deitou
E apagou a lamparina.
*
Numa cama de pau duro
Começou o rebolado
Meu velho ia e voltava
E mamãe fazendo agrado
Para eu não nascer feia
Fizeram na lua cheia 
E foi bom o resultado.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda