O Cantinho da Dalinha é também o canto do cordel. O picadeiro onde costumo entoar o meu canto em versos propagando a poesia popular. É o Canto de uma cearense que adora suas raízes, canto da mulher destemida que saiu das entranhas nordestinas e abriu uma janela para cantar sua aldeia para o mundo, Interagir com outros poetas cordelistas desfrutando deste mundo virtual. Sou Maria de Lourdes Aragão Catunda, a poeta de Ipueiras e do cordel, sou a Dalinha Catunda. dalinhaac@gmail.com
domingo, 20 de setembro de 2020
O CAMINHAR DA SOCIEDADE DOS POETAS DE BARBALHA
sábado, 19 de setembro de 2020
DISCURSO DE DALINHA CATUNDA COMO CIDADÃ BARBALHENSE
DISCURSO DE DALINHA CATUNDA COMO CIDADÃ BARBALHENSE
Hoje é um dia de grande contentamento para mim. Quero agradecer a Deus por esta oportunidade que está me oferecendo. Cumprimento e agradeço ao Senhor vereador Odair José de Matos, presidente da Câmara de Vereadores do município de Barbalha, autor do projeto que hoje se concretiza, com a entrega do Título de Cidadania, que ora recebo. Estendo os cumprimentos e agradecimentos aos senhores vereadores que por unanimidade aprovaram o Projeto.
Quero cumprimentar e agradecer imensamente à articuladora do projeto, a presidente da Sociedade dos Poetas de Barbalha, Sra. Lindicássia Nascimento, que não mediu esforços para que este sonho se tornasse realidade. Cumprimento a presidente todos que fazem parte da SPB;
cumprimento a presidente da Academia dos Cordelistas do Crato, Sra. Anilda Figueiredo, bem como aos que compõem os quadros da ACC.
Saúdo e agradeço ao presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Mestre Gonçalo Ferreira da Silva, que me conferiu a oportunidade de realizar intercâmbio cultural entre Rio de Janeiro, Cariri e Ipueiras, envolvendo as três academias, Saúdo ainda, os confrades da ABLC.
Quero, com muito prazer, cumprimentar e agradecer ao casal Miguel Teles e Josenir Lacerda, que me acolheram em sua residência, no Crato e, me apresentaram a essa imenso região do Cariri, bem como à bela Barbalha, através dos vividos momentos culturais.
Cumprimento e agradeço à família dedicada que tenho no Crato: Fátima Prado, Célia, Ruth e Norma e, por intermédio delas, cumprimento ainda a todos da minha família, do Prado, nesta região.
Agradeço também às Cirandeiras do Cordel, no Cariri, pela parceria e pela oportunidade de difundir nossa arte por esse Brasil afora, encantando e colorindo cada vez mais a cultura popular. E é como detentora do Bem de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro da Literatura de Cordel, que muitas do grupo somos, que realço a relevância desta comenda, especialmente, porque reafirma nossos esforços para a propagação e crescimento da Literatura de cordel em todo território Nacional.
É difícil dizer tudo que se quer, sem se alongar, sei que nos cumprimentos não constam todos, mas que todos sintam-se cumprimentados pois esta minha conquista é um pouco de cada um de vocês que entrelaçaram suas vidas a minha.
Finalizando os cumprimentos, quero falar um pouco daquele que me concedeu tão valioso título: Odair José de Matos ou simplesmente Odair, parlamentar no Município de Barbalha, presidente da Câmara de Vereadores e que desempenha papel de grande relevância, aproximando o povo de sua verdadeira casa.
-- é professor e agente de saúde e, pela prática de suas funções, é profundo conhecedor das atividades de saúde pública e administrativas do município;
-- valoriza o homem do campo, mora na zona rural e, tem grande apreço pela cultura popular, um mundo que vivencia desde criança;
-- autor do título de Utilidade Pública da Sociedade dos Poetas de Barbalha Em prol da Cultura Barbalhense, foi amigo incondicional de Mestre Bula, poeta decano muito conceituado na história da SPB.
-- autor do Projeto de Lei que instituiu o dia Municipal da Poesia.
-- autor do Projeto de Título de Cidadania, que, ora recebo, nestes tempos de distanciamentos e encontros virtuais.
-- amigo pessoal de Lindicassia Nascimento, presidente da Sociedade dos Poetas de Barbalha, o que tem resultado numa boa parceria, que beneficia, culturalmente, a cidade de Barbalha.
Agora me reporto ao que me trouxe de fato a Barbalha e que, aqui me fez criar raízes: a literatura de cordel e o entrosamento, por meio da ABLC:
-- primeiro conheci, a poetisa Josenir Lacerda, através da internet, e descobrimos algumas coisas valiosas em comum, como o artesanato de bonecas de pano e a Literatura de cordel. O vínculo com o Cariri cresce, quando indico o nome de Josenir Lacerda para ocupar uma cadeira na ABLC, indicação muito bem recebida pelo presidente e aprovada pelo colegiado. Passei de certa forma a ser porta-voz da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, no Cariri. E assim sendo, contribuí para a ida do saudoso Pedro Bandeira, nosso Príncipe dos Poetas; e, ainda, da presidente da ACC, Anilda Figueiredo.
Destes ícones da Literatura de cordel, tenho a honra e o prazer de ser madrinha dos três.
Em seguida chegou Sávio Pinheiro para enriquecer o quadro de poetas da ABLC. E, mais uma vez, com muito prazer, indiquei o nome da presidente da Sociedade dos poetas de Barbalha, Lindicássia Nascimento, que em breve tomará posse como Benemérita e segundo Mestre Gonçalo, com chances de uma futura cadeira de poetisa na casa. Lindicassia é nossa grande promotora de eventos, ninguém mais do que ela sabe fazer as divulgações e levar os poetas e academias parceiros, à mídia virtual.
Esse intercâmbio entre as Academias é de grande importância e, já conseguimos parcerias na implantação de três Cordeltecas:
-- Cordelteca da ACC, que leva o nome de Gonçalo Ferreira da Silva, em Crato;
-- Cordelteca de Barbalha batizada de Dalinha Catunda; e,
-- Cordelteca de Assaré, também Gonçalo Ferreira da Silva;
-- SESCs do grande Cariri, pelos constantes apoios em seus Projetos; e,
-- Escola de Saberes, administrada pelo casal Josier Ferreira da Silva e Jane Lima.
Em grupos, participamos de bienais de livros, de seminários, grandes feiras, dentre outros eventos.
Todos os anos no mês de Janeiro abro as porta de minha Chácara para uma confraternização entre poetas. É O Encontro Nacional de Poetas Cordelistas, na cidade de Ipueiras. Ali, recebo poetas e poetisas das Academias às quais pertenço, poetas independentes e artistas populares que se apresentam para um público voltado para nossa cultura. Agradeço ao Secretário de Cultura Antônio Neto Alves, que desde o primeiro Encontro tem nos prestigiado, enriquecidos, ultimamente, com a Banda de Música, da cidade de Ipueiras.
No Cariri, quero agradecer a Vandinho Pereira que tem me dado oportunidade de divulgar os meus trabalhos e projetos em seus meios de comunicação.
Agradeço ao jornalista Luiz José Teles dos Santos que tem uma coluna com minhas poesias em seu Jornal Gazeta de Noticiais, uma ótima fonte de divulgação.
Quero agradecer à professora e poetisa, Bastinha Job, por quem tenho grande respeito e um carinho especial.
Entre os agradecimentos, agradeço a Deus a família que tenho e que me apoia incondicionalmente, quando deixo de ser a Dona de casa, Maria de Lourdes Aragão Catunda, para ser a artista e pessoa pública, DALINHA CATUNDA.
Sou feliz por ter meu companheiro: Luiz Sebastião Garcia e meus filhos, Paulo Henrique Aragão Catunda e Luiz Henrique Aragão Catunda. Com esse trio e Deus, estou bem servida.
Diante de tudo que já discorri, finalizo, pedindo benção a Barbalha, essa mãe acolhedora que me adotou como filha dos verdes canaviais. Peço a Santo Antônio, padroeiro de Barbalha, para que me faça uma boa filha, e peço a Santa Luzia que conserve meus olhos para que eu possa assistir e me encantar mais vezes com a Festa do Pau da Bandeira, que leva Barbalha para o mundo.
Barbalha, pelo mundo virtual da modernidade, em 17 de setembro de 2020!
__________________________
Dalinha Catunda
Orgulhosamente, Cidadã da cidade de Barbalha
terça-feira, 15 de setembro de 2020
Dalinha Catunda recebe o título de Cidadã Barbalhense
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Seu faro cordeliano
Lhe assegurou a certeza
Que aqui nesta cidade
Possui na arte a grandeza
De uma fonte de incentivos
Que lhe daria motivos
Pra pisar com mais firmeza!
*
DALINHA CATUNDA
Barbalha, Dona Barbalha
Acolhedora Cidade
Adotar-me como filha
Só me traz felicidade
Lindicássia Nascimento
Projetou esse momento
Grande gesto de amizade.
*
dalinhaac@gmail.com
domingo, 13 de setembro de 2020
SE NÃO TEM DISPOSIÇÃO NÃO ME CHAME PRA BRIGAR
SE
NÃO TEM DISPOSIÇÃO
NÃO
ME CHAME PRA BRIGAR
1
Eu
não sou mulher de briga,
Mas
também não corro dela.
Não
sou de largar panela
Só
para fazer intriga,
E
aviso: Não se maldiga!
Se
vier me importunar,
Pois
não gosto de apanhar,
Provocada
eu viro o cão:
SE
NÃO TEM DISPOSIÇÃO
NÃO
ME CHAME PRA BRIGAR
Mote:
Dalinha Catunda
Glosa:
Dalinha Catunda.
2
Eu
não atulero insulto
De
poeta insolente
Que
atiça e de repente
Dele
só se vê o vulto
Isso
é que me deixa puto
Quando
vou pra enfrentar
Vejo
o cabra se mandar
Sem
deixar rastro no chão
SE
NÃO TEM DISPOSIÇÃO
NÃO
ME CHAME PRA BRIGAR.
Mote:
Dalinha Catunda
Glosa:
Gevanildo Almeida.
3
Se
vier fazer arenga
Eu
já solto os "cachorro"
Você
vai pedir socorro
Tô
fumando numa quenga
Já
puxei a estrovenga
Já
comecei a fungar
Pense
logo em escapar
Xispa
logo seu Tungão
SE
NÃO TEM DISPOSIÇÃO
NÃO
ME CHAME PRA BRIGAR
Mote
dalinha catunda
Glosa
rivamoura Teixeira
4
Tive
fama de briguenta
Num
tempo já bem distante
Sem
ter sido arrogante
Tinha
cabelo na venta
Quando
passei dos quarenta
Decidi
me aquietar
Mas
não queira provocar
Pois
chego com precisão
SE
NÃO TEM DISPOSIÇÃO
NÃO
ME CHAME PRA BRIGAR
Mote
Dalinha Catunda
Glosa
Creusa Meira
5
Na
munheca me garanto
Tenho
força pra valer
Pois,
sei bem onde bater
Dizem:
Dulce é um espanto
Na
sorva eu bato tanto
Faço
gente desmaiar
Quando
bato é pra torar
Encomende
o teu caixão
SE
NÃO TEM DISPOSIÇÃO
NÃO
ME CHAME PRA BRIGAR.
Mote:
Dalinha Catunda
Glosa:
Dulce Esteves
6
Eu
disfarço no sorriso
Uma
cobra em cada presa
Do
veneno fiz represa
Não
faço plano indeciso
Eu
mato se for preciso
Dou
bote pra derrubar
E
me ergo pra olhar
A
presa cair no chão
SE
NÃO TEM DISPOSIÇÃO
NÃO
ME CHAME PRA BRIGAR
Glosa:
Ritinha Oliveira
Mote:
Dalinha Catunda
7
Pois
comigo é diferente,
Eu
não gosto de desface,
Gosto
de mostrar a face,
Cara
a cara dente a dente,
Quem
for bom que aguente,
Na
hora de atacar,
Sou
igual a carcará,
Pió
do quê gavião,
“SE
NÃO TEM DISPOSIÇÃO
NÃO
ME CHAME PRA BRIGAR”
Glosa
Assis Mendes,
Mote,
Dalinha Catunda,
8
Aprendi
quando criança
Se
um colega lhe bater
Não
é pra você rebater
Mas
ter sempre a temperança
E
ter muita confiança
Que
o verbo amar faz mudar
E
a briga pode acabar
Sem
usar arma na mão
SE
NÃO TEM DISPOSIÇÃO
NÃO
ME CHAME PRA BRIGAR.
Glosa
- Vânia Freitas
Mote
- Dalinha Catunda
9
Sou
um cabra nordestino,
sou
legítimo, pois é...
Gosto
muito de muié,
faz
tempo, desde minino...
Eu
sou um cabra mufino
e
fácio de me zangar
basta
só me tapear,
portanto,
num fresque não...
“SE
NÃO TEM DISPOSIÇÃO
NÃO
ME CHAME PRA BRIGAR.”
Glosa
– David Ferreira
Mote
- Dalinha Catunda
10
Se
tu não pode com o pote
Não
vá pegar na rudia
Me
garanto na poesia
E
vou glosar o seu mote
Pode
mandar de magote
Já
preparei meu jucar
Se
você quer apanhar
Mexa
com o negro Dão
SE
NÃO TEM DISPOSIÇÃO
NÃO
ME CHAME PRA BRIGAR
Glosa
Dão de Jaime
Mote
Dalinha Catunda
Roda
de glosas coordenada por Dalinha Catunda
Obrigada
a todos que participaram.
dalinhaac@gmail.com
segunda-feira, 7 de setembro de 2020
“DO TEMPO NÃO SOMOS DONOS, O TEMPO É DONO DA GENTE.”
“DO
TEMPO NÃO SOMOS DONOS,
O
TEMPO É DONO DA GENTE.”
Um
mote sugerido por, Francisco Sena Garcia a Dideus Sales.
Postei
as glosas que seguiram o exemplo da primeira, quanto a disposição das rimas.
.
DIDEUS
SALES
Nas
manhãs primaveris
Muito
distantes do ocaso,
Não
se tem pressa nem prazo
De
brincar e ser feliz.
Gastamos
com coisas vis,
O
tempo, constantemente.
Ele
impiedosamente
Nos
envolve em seus quimonos:
DO
TEMPO NÃO SOMOS DONOS,
O
TEMPO É DONO DA GENTE.
*
CHICO
CANUTO
O
tempo tudo apaga
Desmancha,
desfaz, destrói.
O
mesmo tempo constrói
É
está a sua saga
Concertar
o que estraga
Mandado
pelo deus Crono
Que
do tempo tem o trono,
De
onde vem o exemplo:
Não
somos donos do tempo,
O
tempo é nosso dono.
*
DALINHA
CATUNDA
Quem
perdeu tempo na vida
Preocupada
com rumores
Não
viveu os seus amores
Não
foi mulher atrevida
De
pudores desprovida
Resolvi
ser diferente
Pecadora
recorrente
Da
fibra ganhei abonos:
DO
TEMPO NÃO SOMOS DONOS,
O
TEMPO É DONO DA GENTE.
*
CREUSA
MEIRA
A
vida só tem sentido
Se
percebermos sinais
Os
dias não são iguais
E
o nosso tempo é medido
Cada
dia percorrido
Deixa
a marca do presente
No
passado que somente
Se
vive durante os sonos
"DO
TEMPO NÃO SOMOS DONOS,
O
TEMPO É DONO DA GENTE"
*
DALINHA
CATUNDA
Quando
saí do sertão
Resolvi
me aventurar
Quis
o mundo conquistar
E
segui meu coração
Nele
guardei emoção
Que
recordo atualmente
O
tempo me fez contente
E
rainha em muitos tronos
"DO
TEMPO NÃO SOMOS DONOS,
O
TEMPO É DONO DA GENTE".
Glosa
de Dalinha Catunda*
*
ADAUBERTO
AMORIM
O
tempo é quem condiciona
O
que somos e pensamos,
Se
melhor observamos
Ele
não estaciona
Nós
só pegamos carona
Por
algum tempo somente
Pra
no verão bem mais quente
lembrar
dos belos outonos
DO
TEMPO NÃO SOMOS DONOS,
O
TEMPO É DONO DA GENTE.
*
CHICO
JOÂNIO
“O
tempo é o pai da razão”,
Permanente
e soberano.
No
traçado do seu plano
Sei
que todos passarão.
Os
tempos no tempo são
Somente
o tempo presente.
Quem
do tempo é consciente,
Do
tempo recebe abonos.
DO
TEMPO NÃO SOMOS DONOS,
O
TEMPO É DONO DA GENTE.
*
BASTINHA
JOB
Não
queira extrapolar
Ir
além de seu limite
Aceite
o meu palpite,
Vamos
tudo controlar
Sem
querer ultrapassar
Acalmemos
nossa mente,
Regrar
é palavra urgente
Pois
erros não têm abonos:
"
DO TEMPO NÃO SOMOS DONOS,
O
TEMPO É DONO DA GENTE"
*
VÂNIA
FREITAS
O
poeta já cantava
O
tempo no seu soneto
Aqui
no Cordel me meto
Porque
dele sou escrava
Vou
na glosa que desbrava
O
tempo que minha mente
Gasta
lançando semente
Para
alegrar os colonos
DO
TEMPO NÃO SOMOS DONOS,
O
TEMPO É DONO DA GENTE.
*
CHICO
DE ASSIS.
Seu
destino é andar
E
jamais retroagir
É
impossível repetir
No
mundo em qualquer lugar
Podemos
até registrar
O
momento diferente
Enquanto
ele segue em frente
verões,
invernos outonos...
DO
TEMPO NÂO SOMOS DONOS
O
TEMPO É DONO DA GENTE.
*
DAVID
FERREIRA
É
preciso ter cuidado
com
o tempo que nos dão
para
não torná-lo vão
sem
ter dele o esperado,
pois,
o tempo qu’é nos dado,
depois
nos cobram da gente.
Não
sejamos renitente
nem
pior do que já somos.
“DO
TEMPO NÃO SOMOS DONOS,
O
TEMPO É DONO DA GENTE.”
*
Xilo de Carlos Henrique
Ciranda de versos coordenada por Dalinha Catunda




