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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

O FORRÓ DE TONHA


 O FORRÓ DE TONHA

*
Eu fui ao forró de Tonha
Pra dançar com meu amor
Perfumei o meu cangote
Botei no cabelo a flor
Ouvindo Tonha cantar
Eu me danei a dançar
Era bom o tocador.
*
Era Tonha no triângulo
No compasso do forró
Cantava porque sabia
E não faltava gogó
Ao lado do sanfoneiro
Tonha fazia um salseiro
Cantando como ela só.
*
E quando Tonha parava
Eu via o povo gritar
Ô Tonha, porque parou
Não era para parar
E o gaiato: Ande Tonha!
Venha logo não se oponha
Faço o forró esquentar!
*
Versos de Dalinha Catunda
Para Tonha Mota
Foto de Tonha Mota
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

A PARCEIRA CHICA EMÍDIO


 

A PARCEIRA CHICA EMÍDIO

*

A Chica Emídio é atriz

Professora e cordelista

E mulher capacitada

Ela está em minha lista

Cirandeira do Cordel

Que faz bonito papel

É completa como artista.

*

Já contracenei com Chica

E gostei da atuação

Em cena não escorrega

Faz boa apresentação

Ainda tem um tesouro

É o seu Chapéu de Coro

Guloseima e tradição.

*

Versos de Dalinha Catunda

cad. 25 da ABLC

dalinhaac@gmail.com

 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

A TRADIÇÃO DO REISADO


 

 

 A TRADIÇÃO DO REISADO

1

Hoje vou pegar retalhos

De histórias no pensamento

Pra costurar um cordel

Tecendo cada momento

Com fios da tradição

Na trama da narração

Expondo cada elemento.

2

É da tradição cristã

Essa festa que seduz

E tem como inspiração

O pequenino Jesus

E a visita dos Reis Magos

Que trouxeram seus afagos

Guiados por uma luz.

3

Seguindo uma bela estrela

Belchior e Baltasar

Fizeram longo percurso

Lado a lado com Gaspar

Pois saíram do oriente

Cada um com seu presente

Para o menino ofertar

4

O ouro, o incenso e a mirra

Trouxeram na ocasião

E ofertaram a Jesus

Em meio a adoração

Nasceu desse ritual

O presente de Natal

Que se tornou tradição.

5

Nascimento de Jesus

Passou a ser celebrado

O mundo inteiro faz festa

E nós fazemos dobrado

Nasce a festa popular

Divina espetacular

A qual chamamos Reisado.

6

E foram os portugueses

Em tempos coloniais

Que trouxeram seus costumes

Legado dos ancestrais

Culinária e devoções

Festas e celebrações

Herdamos os rituais.

7

No dia seis de janeiro

Tem festejo e alegria

O povo todo animado

Se prepara nesse dia

E na Folia de Reis

Brincantes de muitas greis

Celebram com cantoria.

8

A festa é bem variada

Em sua apresentação

Quando se tira reisado

É feita a visitação

Um grupo de porta em porta

Em cada morada aporta

Com cantos de louvação.

9

Louvam o dono da casa

E Jesus de Nazaré,

Sem esquecer de Maria

E também de São José

Para a festa pedem prendas

Logo após as oferendas

Prossegue o cortejo a pé.

10

O grupo sempre arrecada

Bebida e também dinheiro

Apresentam-se em praça,

Em alpendre e em terreiro

Vestidos com fantasia

Vão espalhando alegria

Num trajeto prazenteiro.

11

A Festa dos Santos Reis

Também chamamos Reisado

E de Folia de Reis

Dependendo do condado

Cada um tem seu enredo

Para atrelar ao folguedo

Costumes próprio do Estado

12

Cada grupo tem seu mestre

E também sua bandeira

Usam roupas coloridas

Dançam, fazem brincadeira

Instrumentos musicais

Até bandas cabaçais

Pra animar a pagodeira.

13

Tem viola e violão

Tudo enfeitado com fita

Tem reco-reco e sanfona

Também cantiga bonita

Tem o toque do pandeiro

Tem tambores no terreiro

Muitas cores muita chita.

14

No Cariri Cearense

O Reisado é tradição

A festa é bem grandiosa

É de chamar atenção

Pois ali brinca a criança

Repleto de esperança

Também brinca o ancião.

15

Tem dança, teatro e música

Todo tipo de reisado

Tem de couro e de careta

Grupo diversificado

Também nessa caminhada

Ainda tem a congada

Tudo bem organizado.

16

Em cada apresentação

Seja nas casas ou praça

A meninada feliz

Do palhaço instiga graça

E Mateus chega animado

Pulando pra todo lado

Em cena não se embaraça.

17

Sempre ao lado de Mateus

Nessa festa nordestina

Aparece chafurdando

A gaiata Catirina

Com as suas presepadas

O povo dá gargalhadas

Enquanto ela desatina.

18

O feioso Jaraguá

De todos chama atenção

Já chega batendo o bico

Dançando com seu jeitão

Ele mexe o corpo inteiro

E faz o maior salseiro

E agrada a população.

19

Tem, mestre, rei e rainha

Nos folguedos pra Jesus

E tem coroa dourada

Que na cabeça reluz

Cada vez que o mestre apita

O grupo entra na fita

E assim o mestre conduz.

20

A burrinha é atração

Sapeca e bem aplaudida

Sua dança é envolvente,

Sua veste é colorida

Bem faceira e dançadeira

Faz parte da Brincadeira

E dança toda exibida.

21

Entre o gracejo e a dança

Tem combate tem porfia

Lembrando os gladiadores

Na luta que contagia

Geração a geração

Se pratica a tradição

De adereço e fantasia.

22

É bem diversificada

Essa festa popular

É a vontade do povo

Que faz o Reisado andar

Só com criatividade

Paixão e capacidade

Se consegue festejar.

23

É profana e é sagrada

é de maria e José

É festa que se destina

Ao bom Rei de Nazaré

É festa pro nordestino

Que ao Tirar o Divino

Iça o estandarte da fé.

24

Para falar de Reisado

Fui seguindo a minha Luz

Como fez os três Reis Magos

Ao visitarem Jesus

Foi a musa estrela guia

Ela de noite ou de dia

É sempre quem me conduz.

*

Cordel de Dalinha Catunda

Desenho de Dalinha Catunda

Esse cordel participou em Janeiro de 2021

Do Sesc Cordel Podcast Crato-Ceará

 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Biografia Dalinha Catunda


 

Biografia  Dalinha Catunda

Maria de Lourdes Aragão Catunda, conhecida como Dalinha Catunda, nasceu em Ipueiras - Ceará, no dia 28 de outubro de 1952, e reside no Rio de Janeiro. Ocupa a cadeira 25 da Academia Brasileira de Literatura de Cordel - ABLC, que tem como patrono o poeta e folclorista cearense, Juvenal Galeno. Membro correspondente da Academia Ipuense de Letras, Ciência e Artes – AILCA.  Sócia benemérita da Academia dos Cordelistas do Crato - ACC. É sócia benemérita da Sociedade dos Poetas de Barbalha. Como colaboradora, tem textos publicados

nos principais jornais cearenses: O Povo e Diário do Nordeste. Escreve no Jornal Gazeta de Notícias, da região do Cariri cearense. Escreve no JBF – Jornal da Besta Fubana. Dalinha Catunda é declamadora de cordel e, como tal, já participou da FLIT - Feira Literária Internacional do Tocantins e da FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty. Há sete anos promove o Encontro Nacional de Poetas Cordelistas em Ipueiras. Idealizou o grupo Cirandeiras do Cordel. Criou o blog Cordel de Saia que agrega as mulheres do cordel. Realiza um amplo trabalho de divulgação da Literatura de Cordel, em sites e blogs.

dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

SUBI NA PIROGA E PEGUEI NO JACUMÃ


 

SUBI NA PIROGA E PEGUEI NO JACUMÃ

*

Num passeio inusitado

Fui visitar uma oca

Um índio quase pelado

Levou-me a sua maloca

Nessa bonita manhã

Pegando em seu jacumã

Saí com ele da toca.

*

O passeio foi bonito

Em meio a natureza

Subi na sua piroga

E achei uma beleza

E no banho no riacho

Ele perdeu o penacho

Que caiu na correnteza.

*

Ao voltarmos do passeio

Eu estava esbaforida

Ele me trouxe cauim

Eu aprovei a bebida

Não saí daquela loca

Sem entrar na mandioca

Gostei muito da comida.

*

Versos e foto de Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

 

sábado, 19 de dezembro de 2020

Dalinha Catunda em: Cirandeiras do Cordel do Cariri .


 O CANTO DAS CIRANDEIRAS - Vídeo 2

Dalinha Catunda, natural de Ipueiras CE, radicada no Rio de Janeiro, Cidadã Barbalhense, é Poeta/ Cordelista e artesã, membro e idealizadora do grupo Cirandeiras do Cordel do Cariri. É membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, e sócia benemérita da Academia dos Cordelistas do Crato e da Sociedade dos Poetas de Barbalha.
Rio de Janeiro, 02 de Dezembro de 2020.
dalinhaac@gmail.com

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

NÃO ME AVEXE NÃO


 

NÃO ME AVEXE NÃO!

*

De poeta e de louca

Eu tenho minha quantia

Tem horas que jogo pedra

Noutras faço poesia

Quando chega o aperreio

Que fico de saco cheio

Minha razão avaria.

*

Não sou mulher de motim

De bando também não sou

Penso com minha cabeça

Seguir magote não vou

Não sou mulher melindrada

O papel da vitimada

Minha garra dispensou.

*

Não compro briga dos outros

Pra ficar em evidência

Por favor não me acumule

Tenho pouca paciência

Pois quando o caso é comigo

Não meto nenhum amigo

Tomo logo providência

*

Nunca gostei de cobranças

Não cobro amor a ninguém

E para ser bem sincera

Nem amizade também

Sentimento é conquistado

Jamais será fabricado

Só se dá quando se tem.

*

Versos e foto de Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

 

domingo, 6 de dezembro de 2020

DESCOMEDIMENTO


 

DESCOMEDIMENTO

*

Se tudo de mais é sobra

Tudo que sobra é excesso

E por isso aqui confesso

Nessa minha parca obra

Quem sua língua não dobra

Quem sua presença impõe

Com certeza se dispõe

A cair na antipatia

E servir de zombaria

Pelo modo que se expõe.

*

Versos de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC

 dalinhaac@gmail.com

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

NÃO FORA NOSSO NORDESTE SERIA POBRE O BRASIL


 

NÃO FORA NOSSO NORDESTE

SERIA POBRE O BRASIL

*

DALINHA CATUNDA - Rio de Janeiro - RJ

Berço da mulher rendeira,

E de Maria Bonita.

A Raquel trouxe na escrita

Maria Moura Guerreira,

A força da brasileira,

A que enfrentou cada ardil!

Mostrando bem seu perfil

De forte mulher do agreste:

NÃO FORA NOSSO NORDESTE

SERIA POBRE O BRASIL.

*

BASTINHA JOB- Crato- Ce

O Ceará de Alencar

De Peri,de Iracema,

De Ceci prosa em poema

Do verde-azul do mar;

Tem o Ferreira Goulart,

Gonzagão, Gilberto Gil,

Patativa é nota mil

Nossa Arte é inconteste:

NÃO FORA NOSSO NORDESTE

SERIA POBRE O BRASIL

*

VÂNIA FREITAS - Fortaleza - Ce

O nordeste brasileiro

Banhado de sol e mar

Tem nas noites de luar

O canto do violeiro

Que embala nosso terreiro

Com seu verso mais sutil

Que encanta com mais de mil

O sul norte leste e oeste

NÃO FORA NOSSO NORDESTE

SERIA POBRE O BRASIL.

*

RÓSARIO PINTO – Rio de Janeiro -RJ

A mulher faz seu papel

Escreve com linhas finas

Histórias de heroínas

Maneja bem o pincel

Em versos de menestrel.

São muitas na poesia,

E na prosa, em demasia,

Nos romances, mais de mil.

Do Norte até o Leste

NÃO FORA NOSSO NORDESTE

SERIA POBRE O BRASIL

*

DODORA PEREIRA DA SILVA – Juazeiro- Ce

Mulher guerreira e forte

Enfrenta o sol causticante

Com um sorriso intrigante

E o amor é seu suporte

O poeta é que tem sorte

Essa musa é nota mil

Contrastando o céu de anil

Com esse seu solo agreste

NÃO FORA NOSSO NORDESTE

SERIA POBRE O BRASIL

*

LNDICÁSSIA NASCIMENTO – Barbalha-Ce

O Nordeste brasileiro

É de fato um braço forte

Esse país tem é sorte

Por não ser do estrangeiro

Sendo bravo e tão guerreiro

De arte e belezas mil

Nós traçamos o perfil

Do rico cabra da peste

NÃO FORA NOSSO NORDESTE

SERIA POBRE O BRASIL.

*

Ciranda de glosas coordenadas por Dalinha Catunda, idealizadora do Cordel de Saia.

 Mote de Medeiros Braga.

dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

O POETA


 

O POETA

*

O Poeta canta as dores,

Tristezas e alegrias,

Tudo que brota da alma

Vai virando poesias

Com os versos se entendendo

Ele assim vai preenchendo

As suas noites vazias.

*

Sai cantando a natureza,

E toda essa imensidão.

Canta sua terra amada

Canta amor canta a paixão.

Às vezes canta bonito

Noutras a dor vira grito

Machucando o coração.

*

Espreita o nascer do sol,

Pra cantar a alvorada.

Tem a lua como musa,

Instigante e prateada.

Em noite de lua cheia

O poeta presenteia

Com versos a namorada.

*

Poetas são singulares,

Tem o dom da inspiração.

Encanta-me o variado,

Formato de criação.

Popular ou erudito,

O romântico ou maldito,

Louvo com satisfação.

*

Versos e foto de Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com