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segunda-feira, 8 de março de 2021

Ô VISTA BOA!


Ô VISTA BOA

Mamãe, hoje, com 98 anos, por incrível que pareça, ainda lê sem a ajuda dos óculos.

O motivo de ter essa vista tão boa, nada mais foi do que uma cirurgia de catarata bem sucedida e feita pelo SUS, quando ela estava na casa dos 80 anos.

Saiu do hospital, foi para casa e segui religiosamente o manual de recuperação.

Em pouco tem o sorriso tomou conta do seu rosto novamente.

 Cada pessoa que perguntava sobre a cirurgia ela contava com detalhes. E perguntavam muito, se ela estava enxergando bem, se não via nada embasado e no final ela já estava se cansando dos interrogatórios.

Certo dia chegou um de seus compadres, e entre uma conversa e um café, perguntou:

- Comadre, numa idade dessa, a senhora está enxergando bem mesmo?

Imediatamente, ela que é metida a gaiata, respondeu: - Compadre, pra falar a verdade, eu estou enxergando até “priquito” de muriçoca.

Não resta dúvidas que a operação foi bem sucedida.

Texto e foto de Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

sábado, 6 de março de 2021

O CORNO INOCENTE


 

O CORNO INOCENTE

Era tempo de novenas, festa da padroeira, quermesse e animação.

Após as novenas as famílias se reuniam na pracinha da igreja.

 Enquanto as mulheres compravam gulodices para entreter as crianças,

 os homens se reuniam nas barracas de bebidas.

E foi entre uma bebida e um papo e outro, que se deu o bate-boca entre dois primos.

Ambos já tinham sido comtemplados com um par de chifres por suas digníssimas esposas.

José, sabia que era corno, mas já tinha se acomodado a situação, porém Gonzaga, era o mais novo corno da cidade, estava na boca do povo e pelo jeito seria o último a saber.

Quando a discussão esquentou, Gonzaga, pôs a mão no ombro do primo e falou:

 - Zé, tu é corno, macho véi!

Zé na quela calma de corno convencido imitando o gesto do colega retrucou:

 - E meu primo nem é!

Isso foi o suficiente para a turma inteira cair na gargalhada.

*

Texto e foto de Dalinha Catunda  

dalinhaac@gmail.com

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

O TROTE

O TROTE

Certa noite, eu já deitada, perdida em meus pensamentos a embalar-me numa rede...

Eis que de repente, não mais do que de repente, toca insistentemente o telefone em sua base fixa, preguiçosamente levanto-me para atender. Sonolenta pego o aparelho e me surpreendo:

- Alô, quem fala?

- Aqui, é a amante do seu marido!

Nessa hora tive vontade de rir e quase gargalhei, mas compenetrada respondi:

- Olha, querida, se fosse a esposa do meu amante eu até te daria um papo, mas...

Desliguei o telefone, voltei para meu ócio noturno, com o pensamento em novas e emocionantes tardes...

Autora: Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC

dalinhaac@gmail.com

Encantada com os Microcontos da querida e competente escritora Leila Jalul, de quem sou fã, resolvi estrear na modalidade do MICROCONTO também.