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quinta-feira, 6 de março de 2008

Homenagem a Sá Ana Lavadeira de Ipueiras


Foto copiada do site codevasf.gov.br

Sá Ana

Com sua saia rodada,
com sua passada ligeira.
Sua blusa desbotada,
ia e vinha a lavadeira.

Era Sá Ana outra vez,
rumo à casa de Sinhá.
Pegava a roupa suja,
seu ofício era lavar.

Sá Ana pegava Anil.
Sá Ana pegava sabão.
Com a trouxa na cabeça,
voltava p'ro Lamarão.

Acocorada no açude,
cumpria sua missão.
Batia a roupa na pedra,
depois de passar sabão.

Dava gosto de se ver,
as lavadeiras antigas.
Batendo a roupa na pedra,
entoando velhas cantigas.



quarta-feira, 5 de março de 2008

Homenagem a Mulher Rendeira

Foto: Colhida no rabisco.com.br



Mulher Rendeira


Ví a mulher rendeira,
rendando no Ceará.
Foi o mais belo espetáculo,
que pude admirar.

Eu ainda era menina,
morando nas Ipueiras.
Conheci dona Totonha,
a maior entre as rendeiras.

Debruçada na almofada,
sentadinha na cadeira.
Tecendo com mãos de fada,
entretinha-se a rendeira.

O que era fios de linha,
aos poucos se transformava.
Nas mãos daquela rendeira,
que em seu ofício encantava.

Entre o canto e o bailado,
dos bilros manipulados,
espetava firme o alfinete
num papel bem desenhado.

E para o encanto dos olhos,
surgia com esplendor,
a renda, que mais parecia,
obra de Nosso Senhor.

Salve a mulher rendeira,
que trás a magia nas mãos.
Dentro de nossa história,
é lenda, e tradição.

"Olé mulher rendeira,
olé mulher renda".
Rainha dos sertanejos,
orgulho do Ceará.

Homenagem a Professora Alice Paiva


Foto: Dalinha Catunda, Alice Paiva e Ivaneuda Aragão
O Olhar de Alice

Seu rosto severo e sofrido,
Trago guardado comigo,
Com carinho e gratidão.
Ela foi em minha vida,
Mais que uma mestra amiga,
Foi exemplo, foi lição...
Seu olhar calava a sala.
Sua figura impunha respeito.
Peculiar no seu jeito,
Ela fazia a diferença.
Por isso sua presença,
Carrego dentro do peito.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Semana Dedicada as Mulheres


Dia 08 de março é o dia internacional da MULHER, a quem rendo minhas homenagens por toda semana.
Mulher Invenção de Deus
Pregam aos quatros cantos que a mulher foi feita da costela de Adão.Não sei se para diminuí-la ou ridicularizá-la, o que dá no mesmo, corre por aí uma versão jocosa que a mulher, na realidade, foi feita do rabo do cachorro.

Dizem que Deus de posse da costela elaborava seu trabalho, tão entretido estava em sua missão, que nem notou a aproximação de um cachorro que velozmente arrancou de suas mãos a costela manuseada. Sem perda de tempo o todo poderoso correu atrás do cachorro chegando a pegá-lo, mas o mesmo já havia comido o que seria a matéria prima na elaboração da mulher. Para não voltar de mãos abanando, cortou o rabo do cachorro e com seu infinito poder deu continuidade ao seu trabalho criando assim esse ser de importância suprema, a mulher.

Há quem diga que nada disso procede, que na verdade Deus fez duas criaturas de barro e botou ao sol para secar, depois de alguns dias voltou ao local para verificar sua obra... qual não foi sua surpresa... uma brotou e a outra rachou, e assim foi definido o sexo: feminino e masculino. Era tudo tão perfeito que Deus maravilhado, com um sopro divino deu vida àquelas duas imagens.

De qual matéria fomos feitas exatamente, não importa, o importante é que a fórmula deu certo. Se não somos uma pequena fração do homem, muito menos seriamos o rabo de um cachorro. Acredito sinceramente que somos resultado das mãos de Deus e do sopro divino.
Dalinha Catunda





quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Cidade Maravilhosa

Foto: publicada originalmente no site mirage


Homenagem ao Rio de Janeiro pelo seu aniversário em primeiro de março

Para a cidade do Rio de Janeiro nada mais bem merecido do que o título de CIDADE MARAVILHOSA.
Quem não se encantou com suas maravilhas, foi apenas por falta de gosto, pois, é publico e notório seu transbordar em belezas.
Eu cearense de nascimento e de coração me rendo aos encantos dessa cidade majestosa que além de bela é alegre e hospitaleira

Cidade Maravilhosa

Cidade Maravilhosa
Mágica em sua beleza,
Geograficamente bela
Esplendor da natureza
Abrigo dos encantados
Que fitam embasbacados
Sua infinita riqueza.

Musa de tanto poetas,
Que cantam em seu louvor
Não deixe que a violência,
Apague seu esplendor.
Não quero ver lacrimados,
Olhos desencantados,
Vitimados pela dor.

Ò meu são Sebastião.
Mártir Santo padroeiro
Interceda junto a Deus
Pelo Rio de Janeiro,
Traga para essa cidade,
Muita paz e felicidade,
E se puder, bem ligeiro.

Essa cidade sempre foi,
Acolhedora e maravilhosa,
Mesmo não sendo sua filha,
Dela me sinto orgulhosa,
Pois me abrigou em seu seio,
Realizou meus anseios,
E me fez vitoriosa.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

GRÊMIO CULTURAL E DIVERSIONAL IPUEIRENSE

Grêmio Cultural e Diversional Ipueirense

O prédio da prefeitura municipal de Ipueiras, durante muito tempo foi palco das tradicionais festas do calendário ipuierense. Eu ainda “menina do buchão”, ficava apenas “brechando” do lado de fora o que se passava lá dentro.

Para alegria e bem-estar da sociedade local, mais tarde foi criado o GCDI nosso único e saudoso clube. Ali, sim, eu já mocinha enxerida, participei das grandes festas, onde as mesas eram poucas, diante da grande participação de sócios e convidados a lotarem o salão nos animados bailes da época.

Dois grandes bailes eram sucesso garantido em Ipueiras. No primeiro sábado de julho, acontecia o Chitão, festa tradicional e os estudantes que moravam em Fortaleza, aproveitando o período de férias compareciam em massa. As cidades vizinhas como, Ipu e Nova-Russas eram presenças garantidas nessa festa popular onde era obrigatório o traje estampado.

No final do ano tínhamos a festa de término de cursos. Paletós, ternos e vestidos chiques desfilavam magicamente apresentando o requinte exigido.
Outros bailes menos cotados aconteciam no decorrer do ano, assim como as tertúlias, bingos dançantes, que reuniam a juventude no salutar esporte da dança.

Grandes figuras fizeram história no nosso Clube.
Seu Camaral Moreira, grande folião, acompanhou gerações e gerações puxando cordão nos animados bailes de carnaval.
Simãozinho era outro folião, inventor da dança da cobrinha e não perdia os bailes de carnaval.
Delmiro Catunda um dos mais severos presidentes cansou de tirar pelas aberturas os que não dançavam conforme os padrões exigidos na época.

Destaco como exímios dançarinos: Zé Hélio, esse mestre no bolero brecado. Cazuzinha, Assis do Zé Vinuto, Bateia, Pantico entre tantos outros.

Inesquecível o costume da época. Cada família levava para seu deleite o próprio tira-gosto: paçoca, pastéis canudinhos entre outras guloseimas.

Bom, por que estou falando de tudo isso? Saudades? Não. As gerações e as histórias passam dando lugar a novas histórias. Pressupõe-se que com o passar do tempo tudo tende a evoluir e consequentemente a melhorar.
Porém, não foi isso que aconteceu com o Grêmio Cultural e Diversional Ipueirnse que não cumpre seu papel nem na cultura nem na diversão.

Muitas foram as tentativas em organizar uma diretoria que infelizmente quase sempre deu em nada. Eu diria que o clube hoje é uma batata quente que ninguém quer segurar. MAS, é um patrimônio da sociedade de Ipueiras de pessoas com título de sócio proprietário que tem o direito legitimo sobre esse patrimônio e também o dever de cuidar desse bem que tanto serviu e orgulhou nossa cidade no passado.

Eu sei que hoje, as grandes quadras, os parques de vaquejada, os forrós, esses espaços mais democráticos tomaram o lugar dos tradicionais clubes. Mas também sei que cabeças pensantes podem constituir uma nova e séria diretoria, promover eventos onde os lucros possam manter e melhorar o clube, patrimônio de muitos, em beneficio de poucos.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

VELHA CARNAUBEIRA


Velha Carnaubeira

Minha velha carnaubeira,
Que se embala ao vento,
Batendo palmas te vejo,
E viajo em pensamento.

Tua cantiga me traz
Saudades da minha rua,
Detrás de tua folhagem
Mais bela nascia a lua.

Teu fruto me atraia,
Chamando-me atenção.
Quando maduro caia,
Caído, apanhava do chão.

Aquilo era feito uva
P’ra menina do sertão,
Que degustava feliz,
Os sabores da região.

No meu cavalo de pau,
Quantas vezes montava
Com o talo da carnaúba
Habilmente eu fabricava.

Hoje te vejo solitária,
Sem perder tua beleza.
Tomara que te preservem.
Para o bem da natureza.

Quero ver multiplicada,
Essa tua escassa família.
Que vem perdendo espaço
Enquanto perco alegria.

Escutei tua cantiga,
Teu fruto alegre comi
Pelas ruas da cidade
No meu cavalo corri.

Minha velha carnaubeira,
Companheira de infância.
Na cidade de Ipueiras
Alegraste uma criança.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

ALTO DO CRISTO REI

ALTO DO CRISTO REI


Quem chega a Ipueiras vindo de qualquer direção se depara com a Imagem Imponente do Cristo Rei. Num dos morros mais altos da cidade nosso guardião, maior, de braços abertos, nos dá as boas-vindas.

Impossível chegar a Ipueiras, e ver aquele monumento sagrado apenas de longe.
Apesar da altura, uma boa estrada leva os visitantes, de carro ou a pé, até o pé da imagem.
Pagadores de promessas, preferem subir a branca escadaria que toma toda frente do morro, é um caminho mais curto, porém mais íngreme, por conseguinte, mais cansativo.

Chegar ao alto é literalmente ficar nas alturas e de queixo caído. Posso garantir que é um mirante divino! E a cidade de Ipueiras antes escondida entre morros e serras, para alegria e contemplação dos visitantes, como num passe de mágica surge inteirinha e deslumbrante.

O Rio Jatobá, visto do alto, cheio ou vazio, é uma cobra gigante serpenteando a cidade por entre oiticicas e carnaubais. O Açude da cadeia espelhado é um espetáculo à parte. Difícil descrever tudo, pois cada olhar tem sua maneira de captar o mirado. Só conferindo.

Ex-votos, velas, foguetes queimados, são normalmente visto por lá . Pois ainda hoje, não são poucos os devotos de Cristo a fazerem pedidos, pagar promessas e louvar Jesus.

Sem duvidas o Cristo Rei, é o mais belo ponto turístico da cidade. E está para Ipueiras assim como o corcovado está para o Rio de Janeiro.
Eu Dalinha Catunda, poeta, filha de Ipueiras não só recomendo, como incentivo à visita a esse belo cartão postal, orgulho de nossa cidade.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Aviso aos Navegantes


Aviso Aos Navegantes

Olá meus amigos,

Sumi um pouco do mapa, mas já estou de volta. Espero encontrá-los curtindo um ótimo 2008 com saúde, alegria e muita paz.

Fui até Ipueiras, que fica ao Norte do Ceará, onde passo temporadas e cuido de alguns negócios.

Lá, é também minha fonte de pesquisa e inspiração para os trabalhos que publico em blogs e jornais.

De volta a cidade Maravilhosa, continuarei atualizando os blogs com freqüência.
Espero continuar contando com a visita e o carinho de todos vocês.

Carinhosamente,
Dalinha Catunda


terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Amor de Carnaval


Foto:http://pedraapedra.weblog.com.pt/arquivo/Carnaval.jpg

Amor de Carnaval

Me vesti de colombina,
com alegria de menina,
fui brincar meu carnaval.

Era grande minha alegria,
achava aquela folia,
realmente genial.

Foi quando passou por mim,
pulando pelo salão,
fantasiado de índio,
conquistou meu coração.

Era na realidade,
o mais belo folião.
Quando nos esbarramos
no meio da multidão,

foi total encantamento,
fui dançar em seu cordão.
Sua flecha de guerreiro.
acertou meu coração.