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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

SINA DE MARIA IV

SINA DE MARIA IV
*
Jamais chore a minha sorte
Se você não me poupou
Se a mim não foi fiel
Se com outra me enganou
Se no decorrer da vida
Deixou minha alma ferida
O que me martirizou.
*
Não exija um respeito
Que nunca teve por mim
A vida tem vídeo-taipe
Modernidade é assim
Reveja nosso passado
Pois ele não está lacrado
Nele ninguém dará fim.
*
Não bata no peito e diga
Que chegou a me amar
Não soube me proteger
Não soube me resguardar
Eu cumpri o meu papel
Porém você foi cruel
Não defendeu nosso lar.
*
Não seja tão teatral
Nem chore no meu caixão
Eu já conheço de cor
O ator e a atuação
Já vivi tão desolada
Deixe- me ir sossegada
Tenha por mim compaixão.
*

Versos e foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O SONHO DE MARIA

O Sonho de Maria
*
Só pensava em casamento
A linda e pura Maria.
Vestido branco queria
No dia do juramento,
E firme no pensamento
Jamais mudou seu traçado
Com seu príncipe encantado
Ela subiu ao altar
E vive a comemorar
O sonho realizado.

*
Dalinha Catunda
*
Foto do acervo de Dalinha Catunda
Fiz esta fotografia no Museu vivo de Padre Cícero, na cidade de Juazeiro-CE.
O vestido faz parte dos objetos deixados na sala dos milagres, com ex-votos e fotos de pessoas que fizeram promessas.

domingo, 5 de agosto de 2012

SINA DE MARIA II

Flor da espirradeira
SINA DE MARIA II
*
Maria era tão bonita
Mimosa flor do lugar,
Com o filho d’um coronel
Começou a namorar
Mas todo mundo sabia,
Que o ricaço só queria
A Maria engambelar.
*
Como já estava escrito
Romance pouco durou
Maria crendo em promessas
Ao tal rapaz se entregou
Seguindo seu coração
Que explodia de paixão
Bem depressa engravidou.
*
Maria viu sua sina
Mudar da noite pro dia.
Era grande seu tormento,
Mas ninguém lhe acudia.
Sua barriga aumentava,
Seu vestido encurtava
E o desespero crescia.
*
Maria desesperada
Foi embora do sertão,
Estava desnorteada
Não suportou a pressão.
Foi triste sua partida
Mas parti era saída
Em busca de solução.
*
Distante da terra amada
Até chorou de saudade
Porém engoliu o choro
Encarando a realidade
Desdobrando-se Maria,
Plantou e colheu alegria
Longe de sua cidade.
*
A renomada Maria
Não voltou mais ao sertão.
Quando aparece por lá
É via televisão,
Às vezes também é vista
Em jornal ou em revista
Porém renega seu chão.
*
Foto e Texto de Dalinha Catunda

quinta-feira, 22 de março de 2012

SINA DE MARIA

FLOR DE MUÇAMBÊ


Estou iniciando um novo espaço no blog, Cantinho da Dalinha onde postarei, de minha autoria, textos em verso falando sobre mulheres.
A postagem terá como título: SINA DE MARIA, pois o personagem central, levará sempre o nome Maria.
 São histórias que ouvi, vi ou vivenciei ao longo de minha vida e serão ilustradas com flores ou rosas fotografadas por mim.
Espero que os leitores gostem também deste meu projeto.

SINA DE MARIA -I
*
Maria não foi rendeira
Não aprendeu a namorar.
Morava numa fazenda
Nem deu tempo de sonhar,
E logo que embonecou
O coronel lhe estreou,
E começou seu penar.
*
Virou menina falada
Lá pras bandas do sertão
E todo mundo dizia:
É comida do patrão!
A fofoca se espalhou
A patroa lhe expulsou
Foi a sua perdição.
*
Maria saiu sozinha,
Pegando a estrada a pé.
Sem ter lar e sem apoio
Perdida perdeu a fé
Desgraçada e sem amiga.
Restou-lhe ser rapariga,
Se vender num cabaré.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda