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terça-feira, 7 de outubro de 2008

NOS ACORDES DA VIOLA


Imagem retirada do blog: Cultura Nordestina
Dia 8 de outubro é o dia do Nordestino.
Aqui, minha homenagem.

Nos Acordes da Viola

Sou caboclo nordestino,
Sou moleque, sou menino,
Sou poeta e cantador.
Quando pego na viola,
Meu peito tristonho chora,
E ela geme de dor.

Às vezes eu me arrebento,
Quando vem no pensamento,
O tempo bom que passou.
É quando castigo a viola,
Aí a danada chora
Cantando cantigas que outrora,
O meu passado embalou.

Sou caboclo nordestino,
De forró sou dançarino.
De faca Sou corredor.
Com morena faceira e cheirosa,
Bastam dois dedos de prosa,
Pra lhe provar meu amor.

Andei de cavalo de pau,
No talo da carnaúba.
Cheirei a flor mais cheirosa,
Cheirei a flor da munguba.

Com o papagaio no alto,
Lata e linha na mão,
Corri por toda cidade,
Brincando de pé no chão.

Brinquei de bola de gude,
Brinquei de bola de meia.
Fui um moleque feliz
Vivendo em minha aldeia

Hoje quando a saudade,
Aperta no meu coração,
Nos acordes da viola,
Vou dedilhando a canção.

O canto brota da alma,
Deste cabra sonhador.
Coração tristonho chora,
E a viola geme de dor.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A ESTAÇÃO DE IPUEIRAS



A ESTAÇÃO DE IPUEIRAS


( O CONDADO DO MEU AVÔ)

Nasci numa cidade do interior onde o trem dava o tom aos acontecimentos do pequeno lugar.

Sou neta de um Agente Ferroviário ou chefe de estação, como era chamado àquele que tinha a responsabilidade maior de uma estação ferroviária em suas mãos.

Meu avô era Gonçalo Ximenes Aragão que acabou colocando todos os filhos homens trabalhando na rede Ferroviária. Dois como agentes e um como telegrafista.

Minha mãe sempre falava da vida cigana que a família levava. Quando estavam começando a gostar de um lugar, vinha a ordem de transferência. E eles batiam em retirada.
Do que me lembro, do contado por minha mãe, a família morou em Pires Ferreira, Reriutaba, Charito, até finalmente meu avô aposentar-se e ficar definitivamente em Ipueiras.

Em Ipueiras, a estação transcende as atividades ferroviárias. Não é apenas uma construção a serviço da rede ferroviária. É tanto, que hoje, mesmo desativada o nome estação perambula na boca das gentes da minha terra diariamente.

A estação foi construída numa área afastada do centro da cidade, área esta cortada pelo Rio Jatobá. A ponte Idálio Frota liga a estação a Ipueiras. Estação passa a ser, portanto designativo de bairro. O Bairro da Estação.

O Joatobá não é um rio perene. Mas já teve seus momentos de grandes cheias levando sem piedade o aterro da velha ponte, deixando algumas vezes o bairro isolado temporariamente da cidade.

Foi nesse bairro quando existiam apenas poucas casas, e nem calçamento havia, que meu avô se instalou. Ali criou seus filhos, e alguns deles permaneceram por muito tempo habitando o velho bairro da estação, hoje irreconhecível com sua cara nova e seu magnífico calçadão.

Para se chegar à estação propriamente dita, antes tínhamos que subir o que se chamava: O Alto da Estação. Ali a esquerda de quem sobe tinha uma casa grande do meu avô e lá quem morava era minha tia Idel e o Zé Bitião.

Na casa do alto um bom e aconchegante alpendre era o point de primos, primas e amigos, que muitas vezes reuniam-se para dançar ao som de uma vitrola enquanto esperavam o trem. Faltando dez, cinco minutos para a chegada do tão esperado trem todos corriam para um quiosque, que até hoje ainda existe por lá. Atualmente é um barzinho.

A família Aragão foi pioneira naquele bairro, lá meu avô deixou marcado no barro suas pisadas. O bairro cresceu, as casas se multiplicaram, ganhou um comércio próprio e escolas. Uma dessas escolas leva o nome de Gonçalo Ximenes Aragão numa justa homenagem ao homem que dignamente soube pisar e reinar naquele chão.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

FILHA DO NORDESTE


Imagem:bp3.blogger.com/.../s400/Sertao_paraibano.jpg


FILHA DO NORDESTE

Sou Dalinha, sou da lida.
Sou cria do meu Sertão.
Devota de São Francisco,
E de Padre Cícero Romão.
Sou rês da Macambira,
Difícil de ir ao chão.

Sou o brotar das caatingas,
Quando cai chuva no chão.
Sou cacimba de água doce,
Jorrando em pleno verão.
Sou o sol do agreste.
Sou o luar do sertão.

Minha árvore é mandacaru.
Meu peixe curimatã.
Macaxeira e tapioca,
É meu café da manhã.
Sou uma bichinha da peste,
Meu ídolo é lampião.

Sou filha das Ipueiras.
Sou de forró e baião.
Sou rapadura docinha,
Mas mole eu não sou não.
Sou abelha que faz mel.
Sem esquecer o ferrão
.

domingo, 28 de setembro de 2008

MANDACARU, SIM SENHOR!


Imagem retirada do site:canudossemiarido.blogger.com.br

MANDACARU, SIM SENHOR!

Não dou sombra nem encosto,
Mas não vejo defeito em mim.
Tenho um verde exuberante.
Meu fruto é da cor de carmim.
Minha flor esbranquiçada
Dignifica qualquer jardim.

Dono de uma beleza agreste.
No sertão enfeito caminhos.
Tenho um caule suculento,
Todo bordado de espinhos,
Entre pedras broto e cresço
Nem com a seca eu definho.

Sou um fiel representante
Do forte povo nordestino.
O verde traduz esperança,
Vermelho a grande paixão,
De uma gente que tanto adora:
Sua terra, seu mundo, seu chão.

Os espinhos são as agruras,
Do sertanejo tão sofredor.
A paz vinda com as chuvas,
Represento em minha flor.
Ninguém melhor do que eu,
O nordestino representou.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

PELEJA VIRTUAL DE RICARDO E DALINHA


Arte da capa Chico Parnaibano

União de Versos
Farinha do Mesmo Saco
DC
Você eleitor que repete,
Que todo político é ladrão.
Mas vende ou troca o voto,
A cada nova eleição.
Você é igualzinho a eles,
Não vale nem um tostão.
RA
Apreciei por demais
Estes versos da Dalinha,
Que para mim é capaz
De escrever mais de cem linhas
Falando do velho ou rapaz,
Que vendendo o voto se alinha
A quem a proposta lhe faz.
DC
Filho nobre do Ipu,
Que tem o verso perfeito
Cem linhas ainda é pouco,
Mas nós temos o direito
De alertar a consciência
E apostar na decência
No que vota e no eleito.
RA
Não custa nada lembrar,
Que atitude tão feia,
De vender ou de comprar
A consciência alheia,
Fere as leis do lugar
E leva para a cadeia
Quem assim se comportar.
DC
Não é besteira é um fato,
Mas preste bem atenção
Tanto o eleitor safado,
Como o político ladrão
Mesmo sabendo que é feio
Quer pôr a mão no alheio
Ser gigolô da nação.
RA
Não sei quem é mais safado
Nessa tal corrupção,
Se o eleitor iludido
Ou o político ladrão,
Que vende e compra voto
Nos tempos de eleição.
DC
Sei que não se discute,
Política, futebol e religião.
Mas vale a pena lembrar
E mostrar a população,
Que sua arma é o voto.
Seja vivo e não devoto,
Não aceite enganação.
RA
Mas será que o eleitor
É mesmo tão iludido?
Se vende a consciência
Ao candidato bandido;
Que paga pelo seu voto
Achando que é bonito?
DC
Votar com consciência
É pensar em sua cidade.
Aposte então na decência
E também na qualidade
Assim ficará satisfeito
Ao eleger um prefeito
Que tenha capacidade.
RA
Só trás atraso ao povo
E ao seu querido torrão,
Quem faz o que é errado
Em tempos de eleição:
Vender seu voto sagrado
Por merreca ou por milhão
DC
Nem todo político é safado.
Nem todo eleitor é vendido.
Por isto faz bem estudar,
A história do escolhido.
Se for honesto, trabalhador,
Um bom cidadão de valor,
Merece ser bem sucedido.
RA
Esse sim merece ter
Qualquer sorte infeliz,
Já que não tem o direito
De lutar pelo que quis,
Pois vendeu o bem maior
Seu direito a ser feliz.
DC
Direito qualquer um tem,
Só não luta quem não quer.
Repito isso pra homem,
E também para mulher.
Veja bem se o candidato
É homem de cumprir trato,
E encarar o que der e vier.
RA
A felicidade suprema
Só chega a quem acredita.
Mas um conselho eu dou:
Dê sempre boa guarida
E guarde na consciência
Os votos que deu na vida.
DC
Os votos que na vida dei,
Foram de bom coração.
Se um dia elegi rola-bosta
Não foi esta minha intenção.
Besteira só uma vez se faz
Pois para lábia de incapaz,
Eu mesma não caio não.
RA
Desta vida só se leva
A verdade verdadeira.
Vender ou compra o voto
Achando que é besteira,
Em vez de subir na vida
Se desce grande ladeira.
DC
Vender e comprar voto,
É atitude de um incapaz.
Não é bem dessa maneira
Que a boa política se faz.
Seja um honesto cidadão
Que zela bem o seu chão,
Esqueça a ambição voraz.
RA
Ah! Que sorte tem um povo
Que escolheu um cidadão.
Que por não comprar voto
Nos tempos de eleição.
Vira um político correto,
Que merece aclamação.
DC
Se o povo tem muita sorte
Muito mais tem o cidadão.
Que Por ser bem criado,
Pode mostrar a população.
Que com sua honestidade,
Pode dirigir uma cidade,
Um estado e até a nação.
RA
Quem procede desta forma,
Com decência e com cuidado,
Não corrompendo ninguém,
Não deixa o povo enganado,
Merece ser bem querido,
Sendo pra sempre lembrado.
DC
O passado de um político,
A vida que ele antes levou,
É o melhor cabo eleitoral
Para esclarecer um eleitor.
Por isso quem for decente,
Honesto e bem competente,
Posso dizer: Já ganhou!
RA
E o povo que tiver
Um político desse porte,
Deve sempre agradecer
E se achar um povo forte,
Por ser bem representado
E ter quem lhe dê suporte.
DC
Se você quer bom político,
Também seja bom eleitor.
Vote, mas com consciência.
Não se esqueça do seu valor.
Não se troque por telha e tijolo.
Não seja apenas um rebolo.
Esmola enfraquece o pudor.
RA
Já aquele que não cuida
Em praticar coerência,
Deve ficar no relento
E não ter benevolência
Daquele que foi eleito
Sem usar de boa decência.
DC
Só serei benevolente
Em matéria de eleição.
Com o cidadão honesto,
Que não suporte armação.
Que faça o sinal da cruz,
E faça oração pra Jesus
Pra se livrar de ladrão.
RA
Já não tem mais o direito
De reclamar um pedido,
Para quem o voto vendeu
Tal direito é perdido,
Devendo se contentar
Em ser eleitor vendido.
DC
O eleitor que se vende
É só um pobre coitado.
Que na escola da vida,
Estudou sem resultado.
Aprendeu a ser pidão,
Apóia político ladrão,
E é o puxa-saco falado.
RA
Por tudo isso eu suplico
Ao eleitor da nação,
Que na hora de votar,
Nos tempos da eleição,
Escolha bem direitinho,
Prestando muita atenção.
DC
Escolha eleitor amigo
Não tenha medo de errar.
Escolha usando a razão,
Não sem antes analisar,
A verdadeira condição
Desse candidato à eleição,
Que seu voto vai levar.
RA
Pois o voto é um momento
Dos que temos mais sagrado.
Só demora um tiquinho,
Porém se votar errado
Vais esperar muito tempo
Para ser recuperado.
DC
Esse sagrado momento,
Jamais deve ser perdido.
Seu voto é uma relíquia.
Por isso faço um pedido:
Preste bastante atenção,
Ao chegar a eleição,
Não dê seu voto a bandido.
RA
Tanto tempo não se tem,
Pois o tempo não retorna.
O que se perde é perdido,
Já ficou fora de hora.
Como aquele voto vendido
Naquela maldita hora.
DC
De quatro em quatro ano,
Acontece a renovação.
Não vá apertar uma tecla,
Clicando em um ladrão.
Pois fará a infelicidade,
Do povo de uma cidade
Que irá penar sem opção.
RA
Por isso caro eleitor,
Pare, pense e repense
Muito antes de votar.
Pois no final só quem vence
É quem escolher direito
A quem o voto pertence.
DC
Se você escolher certo,
Respeitável cidadão.
Vai trazer muita alegria
Ao seu querido torrão.
Vai viver sem embaraço,
Também não será palhaço
Servindo de mangação.
RA
Sendo assim ganha o povo,
Uma grandiosa sorte.
De ser bem representado
Por um político forte,
Eleito pelo seu voto
Sem ter lhe dado calote.
DC
Me Chamo Dalinha Catunda,
Também me assino Aragão.
Sou natural de Ipueiras,
E é com grande satisfação,
Que apareço com Ricardo
Escrevendo esse bocado
De versos sobre eleição.
RA
Eu sou filho do Ipu.
Sou Ricardo Aragão.
Conhecer Dalinha Catunda
Me trouxe grande emoção!
Poetiza e Escritora,
No cordel é uma doutora,
Nunca escreve verso em vão!
DC
Ricardo muito obrigada,
Pelo carinho e atenção.
Estamos nós dois unidos
Pois somos os dois Aragão.
A você um grande abraço.
No cordel atamos laços
Que jamais se soltarão.
RA
Minha querida Dalinha,
A quem deixo meu apreço,
Até parece que em dias
Da vida toda a conheço.
Fique certa, minha amiga,
Que as coisas boas da vida,
Todas elas te ofereço!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

É PRIMAVERA


Foto: acervo do blog

É Primavera

A passarada cantou cedo.
O sol brilhou no infinito.
A brisa se fez presente,
A manhã se fez bonita.

Sumiram-se as nuvens.
De azul se vestiu o céu.
As borboletas em festa,
Faceiras voavam ao léu.

As flores desabrocharam,
Colorindo matas e jardins.
Os sonhos se renovaram
Fagueiros dentro de mim.

É a beleza da primavera,
Que volta a cada estação
Impulsionando os sonhos,
E incentivando o coração.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

CIRCE, EU E A FESTA


Foto enviada por Circe

Amigos,

Circe foi uma das boas surpresas que tive em minha festa.
Alegre, simpática, cheia de apetite e inteirona.
Fiquei muito feliz com a participação desta amiga, que só conhecia pela internet.
Como havia lhe falado, Circe, seria, como foi, uma festa popular.
Meu contentamento foi imenso em poder juntar família, amigos e companheiros da ABLC.
Como nordestina, assumida, optei por oferecer comidas típicas da terrinha.
“O Biscoito branco delicioso que desmanchavam na boca, é conhecido em minha cidade com ‘BULIM” e feito com goma.
Não deixei que faltassem os tradicionais salgadinhos, mas o pessoal babou mesmo foi com as comidas típicas.
Meu muito obrigada a Circe e aos que lá estiveram.

Dalinha Catunda


Pessoal:

A posse de Dalinha foi muito linda, interessante e emocionante.
Eu estava lá.
Teve discurso lido, falação improvisada, leitura de cordel, música tocada e de cantoria, com todos acompanhando. Pessoas inteligentes, de linguagem fluente e rica, principalmente ao se falar do Brasil e do Nordeste. Pessoalmente, adorei! Nos finalmente, teve uns comes e bebes pra ninguém botar defeito : salgadinhos variados e um maravilhoso pastel de carne, bem doméstico, como a gente gosta, arrematado com um
"baião de dois " e tudo feito pelas mãos de nossa querida Dalinha. ( esse último)eu não consegui comer, de tão satisfeita que já estava;) Sem esquecer o bolo de macaxeira e uns deliciosos biscoitinhos brancos que desmanchavam na boca .

Tem retrato meu com ela, mas ainda não está no computador. Cá entre nós, não entendo essas "modernices"; celular pra mim é para ligar ou receber telefonema ; foi a cunhada quem tirou , agora tenho que esperar, mas depois mando pro site da ABLC .

Fiquei cativa, fan de carteirinha e irei lá sempre que puder.

Abraços

circe

20 Anos de ABLC e Posse de Dalinha Catunda


Mena entrega o diploma à Dalinha e o presidente Gonçalo, o medalhão, tudo ao som do cavaquinho de Fábio Sombra.



O presidente Gonçalo mostra a homenagem do colegiado aos seus 20 anos de dedicação à ABLC. Tudo ao som do violão da Madrinha Mena.



O colegiado presente, em sentido horário: Paula Schuabb, Balbino Neto, madrinha Mena, presidente Gonçalo, Dalinha, Ubiratan, Campinense, Ivamberto, Aragão, Chico Sales, J. Victtor, Fábio Sombra, Maria Luiza e Fernando Assumpção.



:: 20 anos da ABLC e posse de Dalinha Catunda.

Sábado, dia 20 de setembro foi realizada a posse da mais nova acadêmica Dalinha Catunda. Na mesma festividade tivemos também a comemoração dos 20 anos da ABLC, na verdade feitos no dia 7 de setembro. A plenária foi realizada em tom de festa, e que festa. Desde a posse do acadêmico Antonio Francisco não se via tanta confraternização, com a presença do colegiado e muitos convidados.
Fonte: site da ABLC

Um Agradecimento Especial


http://i18.photobucket.com/albums/b147/lualmo/obrigada.gif



Um Agradecimento Especial

Ninguém brilha sozinho, e neste momento sinto-me a própria lua dependente do sol.
Uma festa por menor que seja, depende de uma produção e nessa produção, eu contei com uma enorme ajuda. Ajuda essa que veio do meu companheiro de anos, tantos anos que já não se conta nas mãos. Falo companheiro, porque mais do que companheiro ele tem se tornado cúmplice de meus sonhos.

Se na vida ele sempre foi um ótimo marido, e um pai maravilhoso, hoje se revela um cúmplice indispensável nessa minha caminhada literária.

Foi ele que se esmerou para que minha roupa ficasse pronta. A fartura que se viu na mesa da posse foi idéia dele. Ainda brincava: “tenho que caprichar que a mulher agora é imortal”. As pessoas que me ajudaram foram contratadas por ele. Enfim, tudo teve o dedo dele. Essa festa que pude oferecer aos amigos foi um presente que ele e deu.

Muitas vezes temos gratidão e não temos a palavra certa para agradecer os que nos contemplam com a felicidade. Ou muitas vezes sentimos certo acanhamento em demonstrar nossos sentimentos. Mas hoje eu não poderia publicar nada sobre essa festa, sem antes agradecer de coração a pessoa que me deu uma linda família e que hoje junto comigo viaja nos meus sonhos.

Luis, Obrigada por fazer parte da nossa família, de ser nosso anjo da guarda zelando pelo nosso bem-estar e obrigada a Deus por você existir.

Os louros foram meus, mas não tenho dúvidas da sua grande participação nesses acontecimentos. Obrigada mil vezes.

domingo, 21 de setembro de 2008

Homenagem ao Dia da Árvore


Imagem retirada do site de Unai-MG.

Árvore Ferida

Quando precisou de sombra,
Minha copa lhe abrigou.
Agarrado ao meu tronco,
Da tempestade escapou.

Comeu da minha fruta.
Cheirou a minha flor,
Mas de posse de um machado
Sem piedade me acertou.

Aos golpes de tal machado,
Indefesa fui ao chão,
Porém ficaram as raízes,
Que por certo brotarão.

Um dia quando seu corpo
Inerte também tombar,
Minha madeira cortada
Seu invólucro então será.