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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A CIRIGUELA


Foto tirada nas férias de Janeiro em meu sítio em Ipueiras-Ce
A CIRIGUELA

Ela é muito apetitosa,
Todos querem saborear
Sua cor avermelhada
É um convite a provar
Depois de um bom trago,
Pra muitos é um manjar.

No Ceará muito gente,
Vi correndo atrás dela.
Até eu andei trepando
Num galho, doida por ela.
Antes que o pau quebrasse
Minha mão eu meti nela.

Típica do meu Nordeste.
Bem gostosa como ela só.
Quem ainda não comeu,
Confesso que tenho dó,
Pois ainda não encontrei,
Sabor que fosse melhor.

Às vezes bem vermelha,
Outras vezes é amarela.
Falo é da preciosidade,
Que se chama Ciriguela.
Fruta pequena e gostosa
Não há quem resista a ela.

Foto e texto de Dalinha Catunda
Texto publicado No Jornal O Povo em:14/02/09

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

FLOR DE MUÇAMBÊ


Foto tirada nas férias de janeiro de 2009 na cidade de Ipueiras-Ce

FLOR DE MUÇAMBÊ

Uma lembrança singela,
Que tenho e gosto de ter
É da florzinha branca,
Chamada de muçambê

As margens dos açudes
Encantava meu olhar
Aquelas flores brancas,
Tão graciosas a bailar

Por certo a fresca brisa,
Vinha somente beijar.
As lindas flores faceiras
Que se remexiam no ar

Flores que trazem magia
Repletas de esplendor.
Ornamento natural.
Paisagem do interior.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A VOLTA DE IPUEIRAS


Dalinha Catunda, Jocelino Araujo assessor de imprensa e o vice-prefeito de Ipueiras, meu irmão Nelito Aragão.

Meu irmão Dito que ajudou-me a preparar e saborear as comidas.

Seguido a ordem, os comunicadores: Lima Junior, Carlos Moreira, Dalinha Catunda e Edilson Sales. Amigos que prestigiaram meu bota-fora no sítio em Ipueiras.

Meu irmão Tony Aragão, cantor e locutor, e o também cantor e locutor Lima Junior animando o encontro entre amigos e familiares.

Dalinha mexendo nas panelas.

Meu caseiro Zé Antonio, eu Dalinha Catunda e Luis.
Todas as fotos são do acervo do blog. No decorrer das postagens publicarei novas fotos.

A VOLTA DE IPUEIRAS

Amigos deste meu blog,
Fui até o Ceará e voltei.
Fui rever a minha gente,
E as coisas que lá deixei.

De presente trouxe fotos,
Do meu mimoso sertão.
E postarei com prazer
Para a sua apreciação.

Minha cidade é Ipueiras,
Fica no estado do Ceará.
Lá é o meu doce paraíso,
Meu recanto e meu lugar.

domingo, 11 de janeiro de 2009

RAINHA DA RAPADURA


RAINHA DA RAPADURA
*
Não eram nem cinco horas,
Foi quando o galo cantou.
O canto de outros galos
A aurora despertou,
Um coro de passarinhos
Cantando o dia saudou.
*
Na rede me espreguicei
Na trempe o café cheirou.
Juntei os pés levantei,
A barra me arrebatou,
E agradeci pelo dia,
Que a natureza ofertou.
*
Um alpendre, uma rede,
O amanhecer no sertão,
Um velho rádio tocando
Luiz o Rei do Baião
Não é apenas saudade
Que trago no coração.
*
Pois eu tenho meu ranchinho,
Por ele tenho paixão.
Rainha da rapadura
Me sinto naquele chão.
E quando a saudade aperta
Eu volto pro meu sertão.
*
Esse rancho meu amigo,
Fica na minha Ipueiras.
Pras bandas do Ceará,
Onde volto às carreiras
Pra ver o vento brincando
Por entre as carnaubeiras.
*
Quando a lua se inclina
E se esconde atrás da serra,
Totalmente embevecida
Dou vivas a minha terra,
Que sempre ao meu olhar
Enorme beleza encerra.
*

Versos de Dalinha Catunda

Foto:300 x 200 - 10k - bp2.blogger.com/.../s320/mulher_na_rede_1.jpg

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

MINHAS BONECAS DE PANO



MINHAS BONECAS DE PANO

Nascida e criada no interior fui uma menina feliz vivendo na simplicidade que envolve as pequenas cidades. Na memória preservo as inesquecíveis e marcantes lembranças.

Nunca me rebelei contra os singelos brinquedos feitos artesanalmente com os quais eu brincava, até porque, não tinha como compará-los aos brinquedos mais sofisticados que só mais tarde cheguei a conhecer.

Éramos uma família de oito irmãos. Cinco homens e três mulheres. Nossos brinquedos não eram comprados em lojas, e sim, no meio da feira. Quando muito, em alguma bodega, outros eram feitos em casa mesmo.

Os brinquedos dos meninos eram: carrinhos feitos de madeira e lata de óleo. Ajudei muito meus irmãos a carregar os caminhões com caixas de fósforo. Cavalo de pau feito do talo de carnaúba, pião! Eu era fascinada por pião, até aprendi como soltar, mesmo sendo brincadeira de menino. Também gostava de soltar carrapeta, um brinquedinho improvisado que qualquer “menino do buchão” sabia fazer. E ainda me metia a soltar papagaio e nas peladas com bola de meia.

Nós meninas, tínhamos as panelinhas de barro, com elas brincávamos de fazer comidinhas, mas meu chamego maior era com as inesquecíveis bonecas de pano.

Até hoje tenho uma verdadeira paixão pelas bonecas de pano. E não esqueço, na feira que acontecia aos sábados em Ipueiras, Dona Delfina, uma senhora que vendia verduras em grandes cuias, trazia sempre uma cuia especial, era uma imensa cuia lotada de bonequinhas de pano. As bonecas com suas roupas coloridas deixavam-me encantada.

Guardo com muito carinho três bonecas, feitas pelas filhas de dona Delfina, que aprenderam o oficio com a mãe. Comigo elas estão a mais ou menos dez anos. Hoje resolvi tirá-las do armário, fotografá-las dividir com vocês o que para mim é relíquia.

Saí do meu interior, porém, jamais permiti que meu interior saísse de mim. Gosto de exercitar os antigos costumes e sempre serei mais rural do que urbana.

Texto e foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

UMA PAUSA PARA UMA TROVA


TROVA

Se quiser ser meu amor,
E seguir o meu caminho,
Saiba que sou perfumada,
Mas também tenho espinhos.

Imagem:geocities.com

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

RITO DE PASSAGEM



Rito de passagem

Dalinha Catunda

Vaqueiro bom de montaria.
Ela uma rês vadia,
Solta no agreste sertão.

Vivendo na mira do laço,
Um dia sem embaraço,
Será lançada ao chão.

Bezerra... quase novilha,
Cevada, que maravilha!
Chegara a ocasião.

O hábil vaqueiro ciente,
Que é hora de ferro quente,
Marca a novilha então.

Imagem retirada do amazonvaquejada.com.br

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

ANO QUE ENTRA



ANO QUE ENTRA

Esse ano não me pergunte “com que roupa eu vou?”.
Não obedecerei as cores sugeridas, não farei simpatias visando um ano melhor.
Iemanjá que me perdoe, mas, flores não levarei. O banho de mar da sexta feira, sem medo esquecerei. Me entregarei ao acaso e nele apostarei.

Não quero entrar o ano, devedora de promessas que nunca cumprirei. Vou deixar a vida me guiar e nela navegarei. Quero entrar de peito aberto, pisando firme no chão, acatando o que me reserva os novos tempos que virão.

Se vier dor chorarei e com o pranto lavarei minha alma. Se vier alegrias sorrirei, gargalharei animada. Provarei com a mesma nobreza do mel e do fel, a mim destinado.

Eu quero as surpresas da vida, não castelos desenhados, que qualquer vento desfaz. Não quero a esperança que não morre, mas certamente caduca entristecendo nossas almas.

Não quero viver com o olhar perdido em sonhos que não se realizam jamais, quero viver realidades que pareçam sonhos vividos e muito mais satisfaz

Na verdade não vislumbrarei o famoso Ano Novo, viverei o Ano Que Entra continuação do passado com suas alegrias suas tristezas e intensamente vivido, jamais imaginado.

MEUS AMIGOS,
UM FELIZ ANO NOVO, COM MUITA SAÚDE, MUITA PAZ E MUITA LUZ.
ESTOU REPETINDO O MEU TEXTO DO ANO PASSADO POIS CONTINUO ACREDITANDO NESTA MENSAGEM.

domingo, 28 de dezembro de 2008

O CANTO DA GUERREIRA


O CANTO DA GUERREIRA

Ipueiras dos cantos e recantos,
que canto em tom de saudade.
Do frouxo riso da infância.
Dos gozos da mocidade.
Da semente outrora plantada,
Fartura na maturidade.

Ipueiras da menina feliz,
que gostava de cirandar,
No gira-gira da vida.
Faceira a namorar,
no seu mundo de alegria,
gostava de se encantar.

Ipueiras das serenatas,
que corriam becos e ruas.
Dos jovens apaixonados,
cantando ao clarão da lua.
Da miragem feito mulher,
na janela seminua.

Cenário da inocência.
Caminhos da perdição.
Roteiro de uma vida,
transbordante de emoção,
uma guerreira, uma lenda,
teve Ipueiras em seu chão.

Na flor da maturidade,
carrega seu esplendor.
Menosprezando a hipocrisia,
ergue o estandarte do amor.
E beija em sinal de respeito,
a bandeira que hasteou.

Texto publicado originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza.
Foto:cifrantiga.wordpress.com

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

FELIZ NATAL!!!!!!!!


Foto: acervo do blog
FELIZ NATAL!

Meus amigos do Brasil,
E também de Portugal,
Espero que todos vocês
Tenham um ótimo Natal.
Desejo saúde e felicidade,
Alegria e tranqüilidade,
Neste momento divinal.

Que nascimento de Jesus,
Seja a grande celebração.
Que abraço seja sincero
Em cada confraternização.
Que um futuro sem cruz,
Repleto de paz e de luz,
Embale os dias que virão.