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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Dalinha Catunda e Fred Monteiro Contando História














Dalinha Catunda e Fred Monteiro 
Contando História
*
 A casa em que me criei
Hoje não é mais igual
Já perdeu o seu quintal
E as árvores que plantei.
Depois que me afastei
Só ficou mesmo a lembrança
Dos meus tempos de criança
Que registrei na memória,
Hoje só conto a história
De quem viveu na bonança
Dalinha Catunda

Meu abrigo original
depois que eu vi a luz
ainda hoje me seduz
com seu encanto ideal
no fundo tinha um quintal
que era a ponte da aliança
onde a paz fez a chegança
a parada obrigatória
Hoje só conto a história
de quem viveu na bonança
Fred Monteiro
*
Dalinha e Fred Monteiro
relembram o belo passado
com um quintal arborizado
e uma casa com terreiro,
tudo era verdadeiro
reinava a esperança,
como era bom ser criança
sonhar um porvir de glória
 

HOJE SÓ CONTO A HISTÓRIA
DE QUEM VIVEU NA BONA
NÇA! 

Bastinha Job 
Fred Monteiro
Amiga Dalinha.. o bom da vida é a certeza do dever cumprido. Então a saudade, quando aparece, é uma saudade boa, que nos leva a agradecer ao Pai Eterno tanta felicidade que a gente tem e às vezes nem valoriza.


Quando a saudade me aperta
de tanta lembrança boa
eu juro: não foi a toa
procurei a trilha certa
pois se o destino me oferta
felicidade e abastança
tenho toda a confiança
no Pai, no Senhor da Glória

  hoje só conto a história
de quem viveu na bonança
Mote de Dalinha Catunda

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

ALFORRIADA

Foto de Dalinha no sítio em Ipueiras -CE
ALFORRIADA
*
O tempo da servidão,
Lá no passado ficou.
Sua carta de alforria
A mulher já conquistou,
Hoje ela quer um parceiro
Não um dono e cativeiro
Este tempo já passou.
*
Quem tem os passos contados,
Quem tem antolhos e peia,
Não vive apenas padece
Invejando a vida alheia.
Para falar a verdade
Desconhece a liberdade
Mas sabe o que é cadeia.
*
Quem fala alto pede grito,
Quem dá coice quer patada,
Assim diz minha cartilha
E por ela sou guiada.
Tenho meu discernimento
Conduzo meu pensamento
Não me vejo aprisionada.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O TRELELÊ DE BASTINHA E DALINHA



BASTINHA JOB & DALINHA CATUNDA
*
No Cantinho da Dalinha
encontrar Williana
a cordelista bacana,
as duas numa duplinha,
cada décima bem certinha
passou-me tanta emoção
digo com convicção:
Que versos cheios de cor
TUDO ISSO CHAMO PRIMOR
NÃO VEJO OUTRA TRADUÇÃO.
Bastinha Job
*
No Cantinho da Dalinha
O bom mesmo é exibir,
A Nezite e Josenir,
Williana e Bastinha
Pois é gente que caminha
Fazendo sua louvação
Ao cordel desta nação
Numa atitude de amor
TUDO ISTO CHAMO PRIMOR
NÃO VEJO OUTRA TRADUÇÃO.
Dalinha Catunda 
Mote e foto de Dalinha Catunda

domingo, 2 de dezembro de 2012

CONTEMPLAÇÃO - Dalinha e Williana

Williana Brito
Dalinha Catunda













CONTEMPLAÇÃO

COM DALINHA CATUNDA E WILLIANA BRITO
*
Contemplar a natureza
O azul do céu apreciar,
Numa montanha cismar,
Mirando tanta riqueza
Farto os olhos de beleza
Não fujo a contemplação
Se enleva meu coração
Na hora do sol se pôr
Tudo isso chamo primor
Não vejo outra tradução.
*
Williana Brito
Sentir a brisa altaneira
Fazer dançar toda a mata;
Ver a lua cor de prata,
Ouvir uma cachoeira,
Tomar banho de biqueira
Sentindo os pingos na mão;
Ver chuva no meu sertão
Expurgar tristeza e dor
Tudo isso chamo primor
Não vejo outra tradução.
 *
Dalinha Catunda
O canto da passarada,
Festejando o amanhecer
É coisa que adoro ver
E que me deixa encantada,
Ver a campina orvalhada
E o brilho do sol no chão,
Iluminando o sertão
Nas manhãs do interior,
Tudo isso chamo primor
Não vejo outra tradução.
 *
 Williana Brito
Comer um fruto docinho
Tirado do pé na hora
Poder contemplar a aurora
Ver o mato bem verdinho
Ver mãe ninando o filhinho
Entoando uma canção
Irmão abraçando irmão
Num jardim cheio de flor
Tudo isso chamo primor
Não vejo outra tradução.
*
 Mote de Dalinha Catunda
Tudo isso chamo primor
Não vejo outra tradução.
*
Maria de Lourdes Aragão Catunda – Dalinha Catunda
Nasceu na cidade de Ipueiras sertão do Ceará onde também nasceram os poetas, Costa Matos e Gerardo Melo Mourão, sendo cria do mesmo barro não se intimidou ao cantar sua terra e trafegar pelo mundo da poesia. Faz recitais, escreve em blogues, jornais e membro da ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel ocupando a cadeira 25. É membro correspondente da AILCA – Academia Ipuense de Letras, Ciências e artes. Contato: dalinhaac@gmail.com
*
Williana Brito Matos é membro da Academia dos Cordelistas do Crato e ocupa a cadeira 14, cujo patrono é Juvenal Galeno. Nasceu no Crato, é filha de Seu Alcides (in memorian) e Dona Evinha, esposa de Hercio e mãe de Felipe. Docente do IFCE campus Crato, utiliza o cordel como ferramenta importante no processo de construção do conhecimento. Tem na avó, Dona Pequena, a referência de mulher forte e doce, meiga e verdadeira, terna e altaneira, a um só tempo. Fincou raiz na terrinha onde enterrou o umbigo, de onde só sai para estudar e sempre retorna, cheinha de saudade. Contatos: socorro.crato @gmail.com